As frestas de luz no caminho de Noemi



“Ele te será Recriador da alma...”Rt.  4:15


Wilma Rejane

No livro de Rute, no Antigo Testamento, conta-se a história de uma família de imigrantes que sai de Belém para peregrinar nos campos de Moabe, uma faixa de terra montanhosa onde atualmente se localiza a Jordânia, ao longo da margem Oriental do Mar Morto. Ao todo, seis pessoas em busca de sobrevivência :o pai Elimeleque (meu Deus é rei), a esposa Noemi (agradável), os filhos Malom (fraco,doentio) e Quiliom (triste) com as respectivas esposas Órfa e Rute.

Após dez anos de peregrinação todos os homens da família morrem, ficando apenas as mulheres. Noemi, a matriarca, cheia de amargura no coração, abatida e sem esperança despede as noras. Rute se nega a abandoná-la: “Onde quer que tu fores, irei eu, e onde quer que pousares, pousarei eu, porque o teu povo é o meu povo, e o teu Deus o meu Deus” Rt 1:16.   O convívio entre Rute e Noemi criara raízes. Já não era o parentesco que as unia, mas o espírito, a fé em um só Deus, o amor as atraia a um relacionamento rico em altruísmo.

Diante de tamanha tragédia,surge a indagação: será que a família de Elimeleque deveria ter saído de Belém? Os que lá ficaram “foram visitados por Deus fartando-se de alimento” Rt 1:5. Se Elimeleque errou ao peregrinar com sua família em Moabe, não sabemos, pois é difícil julgar negativamente um pai que busca conforto e sustento para sua família. Também não é dito se a decisão da mudança envolveu oração, contudo, a julgar pela fé da esposa Noemi, é possível que sim. Apesar dos pesares, das dores e interrogações que envolvem a história, o amor e a misericórdia de Deus estão presentes convertendo dias de luto em esperança e alegria. Rute é semente que gera filhos e herdeiros a Noemi de cuja descendência nasce o Rei Davi. Deus recria uma nova história para as mulheres de fé ( Noemi e Rute) e no final do livro se lê : “Deus seja teu Recriador da alma...”


A palavra "recriador" vem de shub (strong 07725) que significa: “Voltar”, “ir de encontro ao ponto de partida, em sentido espiritual”; “arrepender-se”.  Deus mudou a direção da vida de Noemi, restituiu a dor, concedendo-lhe alegria. O Deus que ela servia não a desampara em momento algum, apesar dos pesares.

Essa narrativa tem a ver comigo e com você.  Por quantas vezes não tomamos decisões que achamos ser a solução, seguimos em direção a lugares desconhecidos para fugirmos da "morte" e ainda assim ela nos alcança? Quantas vezes partimos sorrindo e no decorrer do caminho somos alcançados por lágrimas, desilusão e solidão? Quantas vezes partimos cheios de expectativas e coragem sendo, posteriormente, alcançados pela desesperança, o medo e a vergonha?

Simples e eficazes conselhos para maridos



João Cruzué

Minha esposa e eu nos casamos em 1983, são 36 anos de casados pela graça de Deus. Tenho escrito alguma coisa sobre namoro e hoje tomei coragem para preparar um texto sobre atitudes que um marido pode ter diante de sua casa. Eu creio que não tenha talentos para ser um conselheiro matrimonial, o que escrevo a seguir são coisas que posso fazer no dia a dia para a edificação do lar.

Uma esposa não é apenas uma fonte de satisfação sexual do marido. Creio que existam homens que ainda não entenderam o conceito cristão do que é ser um bom esposo. Só se lembram da esposa quando estão pensando "naquilo". No dia a dia ele precisa saber como as necessidades da esposa estão sendo atendidas. Alimentação, as roupas da esposa, sapatos, reconhecimento pelos progressos nos estudos, vida profissional, o dentista, sua saúde, exercícios físicos, necessidade de ver seus pais... e por fim sexo.

O progresso de uma esposa em todas as áreas: estudos, vida profissional, saúde, finanças deve ser o plano de todo esposo. Por exemplo, minha esposa tinha o sonho de ser uma professora. Há mais de dez anos ela é uma professora. Fez plano para cursar uma faculdade e graduou-se em pedagogia. Interessou-se por psicopedagogia e matriculou-se em um curso de pós-graduação. Mesmo que eu como esposo não tenha tantas virtudes, de uma coisa pelo menos posso me orgulhar: minha esposa é muito batalhadora e tem conquistado pelo esforço a realização de seus sonhos e tenho participação nisto. Você sabe qual é o grande sonho de sua esposa e ela tem seu incentivo para seguir em frente?

Nos primeiros cinco anos de meu casamento lembro-me que minha esposa ficou aborrecida por que não tínhamos uma conta bancária conjunta. Não adiantou dizer o Banco não abria uma conta salário a não ser na forma individual. Um ano depois, apresentei minha esposa ao gerente de um banco para que abrisse sua própria conta. Ela não acreditou. A partir daí, sempre teve liberdade de gastar seu dinheiro. Todavia, nunca foi além do necessário, porque sabia que nosso dinheiro não era muito. A responsabilidade sobre finanças de uma esposa deve ser trabalhada desde o começo.

Lembro-me, perfeitamente, que na casa de meus pais, o controle financeiro ficava com Dona Glória, porque meu pai apesar de um homem simples foi o professor dela nos primeiros anos de casado, contando seus sonhos para ela. Então minha mãe era econômica, sábia, não assumia dívidas, não se vestia com extravagância. Assim a economia de todos aqueles anos foi convertida em um grande sítio, algo muito maior que o sonho deles. Quando uma esposa é tratada com desconfiança quanto a dinheiro a responsabilidade pelo seu fracasso é do seu marido, posto que é seu professor.


Amar é ter certeza de que lá na sua casa sua esposa pode comer o mesmo magnífico prato de refeição que você come no restaurante do seu trabalho. Como é possível a um marido, que assumiu um compromisso de cuidar da esposa, possa alimentar-se fartamente sabendo ou esquecendo-se de que não há quase nada na geladeira e armário de casa para que a esposa possa fazer o almoço? Isto não é amor - chama-se indiferença ou pior: egoísmo. O mínimo que um marido decente pode fazer é cuidar para que sua esposa tenha o melhor e não o pior que ele possa dar. Se ele se alimenta bem, ela também deve ter a mesma regalia.

Não posso deixar de comentar sobre a mesquinhez. Tenho uma boa lembrança de meu pai, que já dorme no Senhor. Nós morávamos na roça a seis quilômetros de uma pequena cidade. Pai Melo ia a cavalo aos domingos na cidade e minha e irmã e eu ficávamos à sua espera porque sabíamos que ele ira trazer o "pão". Naquela época não havia sacolinhas de plástico, então os pães vinham embrulhados em um papel cinza e amarrados com um barbante branco. Assim que meu pai abria a porteira da "sala" e o animal vinha a tropel até o terreiro da cozinha já avistávamos um saco de algodão branco com um volume dentro: era o "pão". Pão na forma popular de dizer, pois eram muitos.

Salmo 146 e as chagas do luto



Autor:
Milton Rodrigues

Quando o espírito deles se vai, eles voltam ao pó;
naquele mesmo dia acabam-se os seus planos.Salmo 146:4

Era outubro de 1994. Numa manhã de segunda-feira, tão despretensiosa quanto qualquer outra daquele início de primavera, levantei-me sem muita pressa. Iria visitar meu pai num hospital próximo de minha casa. Mais uma vez ele estava internado para cuidar de sua leve hemorragia estomacal e, como em outras oportunidades, eu sabia que ele passaria uma ou duas noites sendo medicado e logo voltaria para casa. Porém, isso não aconteceu. Para a infeliz surpresa de todos, e principalmente a minha, naquele dia aconteceu o pior: eu perdi o meu pai.

Sem dúvida, aquele foi o dia mais triste de minha vida. A dor da perda, a separação irreversível, a ausência – que a partir daquele momento seria definitiva – e uma indescritível sensação de completo desamparo. Naquela lastimosa manhã de primavera uma grande chaga abriu-se dentro de mim e que, às vezes, ainda teima em sangrar.

Talvez você também tenha, assim como eu, um triste relato sobre a perda de um ente querido, alguém muito amado que se foi, há muito ou há pouco tempo, cuja falta inunda seus olhos e coração de lágrimas. Mas, para esses dias de profunda consternação, a Palavra de Deus mostra-se presente e oportuna para abrandar nossas mazelas.

E no texto bíblico do Salmo 146 essa preocupação com o amparo e o sustento dos que viveram a dura experiência da perda de alguém amado é manifesta.

O texto do Salmo 146, datado do período pós-exílico, fazia parte integrante da oração diária da manhã no judaísmo tardio. É um hino de louvor que celebra o projeto de Deus e o que Ele produz, procurando despertar nosso amor para com Ele, cuja ação benfazeja no mundo leva os fiéis a confiar na ajuda divina.

Nesse ambiente de celebração diária e de exultação, chama-nos a atenção a presença de dois elementos, a princípio, destoantes: o órfão e a viúva. Distintos em suas características próprias, mas congruentes num ponto crítico. Esse ponto é a o acontecimento do evento morte, e não uma morte distante ou irrelevante – se é que alguma morte pode ser considerada irrelevante –, mas a morte de um ascendente ou cônjuge, uma pessoa com a qual se mantinham fortes ligações emocionais e de assistência, pois naquele contexto, essa perda não significava apenas a falta de companhia, mas a total ausência de amparo e sustento.

Assim, como lembrada a cada manhã nesta oração judaica, a morte se faz presente no diário, no cotidiano. Ele é uma realidade da qual ninguém pode fugir, nem mesmo poderosos ou príncipes – como apresenta o salmo –, podendo também, infelizmente, alcançar-nos a qualquer momento. E, quando ocorre, esse triste evento abre em nós chagas profundas, as quais, como nos dias passados, necessitam de tratamento para que não causem uma aflição maior.

E quando falamos de chagas podemos, também, nos reportar aos dias do escrito sagrado onde, para se tratar dessas feridas era uso comum o derramar de óleo sobre o ferimento para que ele fosse curado. É evidente que tal aplicação não o sarava instantaneamente, mas trazia alívio ao ferido e seu emprego, paulatino e ininterrupto, era capaz de curá-lo em definitivo.

A morte de alguém amado abre em nosso peito chagas que latejam, que sangram, e que em vários casos, continuam a pulsar por muito tempo. Elas necessitam de um cuidador que deite sobre elas o óleo balsâmico e lhes proporcione refrigério. Esta ação está a cargo do nosso Deus, através de seu Santo Espírito – o Consolador –, atuando prontamente nesse cuidado.

Significado de resistir ao pecado em Tiago 4:7


Wilma Rejane

Não sei se vocês alguma vez ouviram falar sobre o que escreverei neste artigo. Para mim foi de grande valor descobrir a formidável lição contida no verso Bíblico de:


Tiago 4:7: “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”.

Resistir segundo o dicionário de tradução grega Strong , verbete 436, significa “ anthistemi” ou “anti-histamina”. Histamina é uma substância de defesa natural existente no organismo humano e que entra em ação para combater infecções. Uma simples picada de abelha desencadeia a ação de histamina como forma de defesa. Agora, quando há liberação intensa de histamina no organismo, o efeito se torna prejudicial causando asma alérgica ou até choques anafiláticos, nestes casos, será necessário utilizar os anti-histamínicos para devolver a saúde ao corpo. Em suma, organismos saudáveis têm níveis equilibrados de histamina, elemento essencial no combate a inflamações que podem se tornar crônicas e levar a morte.

A anti-histamina também está presente em medicamentos e alimentos naturais como os ricos em fonte de vitamina C, a uva, e o sal. Interessante é que o sal contêm anti-histamínico e precisa ser usado na dose certa, caso contrário, o organismo reage ao excesso de sal, liberando mais histamina para combater possíveis inflamações relacionadas com uso indevido dessa substância. E não é que esse dado me lembra de forma muito contundente a parábola de Jesus sobre ser "sal da terra"? Ao sermos sal da terra, estaremos funcionando como anti-histamínico (regulando a saúde do corpo) . Que maravilha descobrir que cristãos são "anti-histamínicos", proporcionam a saúde do corpo (sociedade, individuo, igreja).

Como mudar seu temperamento

Efésios 4:22-24


Bayardo Antonio Guadamuz
Tradução de João Cruzué

Todo cristão deve entender que morremos para o velho homem e que já temos crucificado nossa carne com seus desejos e paixões. E que somos livres de todo pecado e de toda condenação, em (II Cor.5:17) Cristo que já nos fez novas criaturas e portanto não mais devemos viver de acordo com nossa velha maneira de viver, pois nós somos agora novas criaturas. 

O cristão verdadeiro já não deve andar com o mundo vive. E o mundo anda em ódio, amarguras, em disputas, contendas, gritarias, e em pecados. Já o cristão não vive segundo o sistema deste mundo. Ele tem de aprender a viver debaixo da vontade de Deus. 

Lembra como vivíamos antes de conhecermos o Senhor? Antes, nós vivíamos como queríamos, fazíamos o que queríamos, dizíamos o que viesse à boca e ninguém podia dizer nada. Isto porque vivíamos em nossa "livre" escravidão do pecado sem conhecer a moralidade, o respeito, a honra, o Amor, os princípios éticos morais, espirituais e sem conhecer Deus que é a base de toda moralidade e respeito.

Antes se nos diziam duas palavras nós respondíamos com quatro. Tínhamos uma forma má de dizer as coisas. Éramos às vezes grosseiros e justificávamos tudo com aquela frase "Eu não tenho papas na língua"; "digo a verdade a qualquer um." 

Vivíamos enojados, com ira, amargurados, com cara de quem chupou limão. Entretanto, como é lindo ver cristãos sorridentes, contentes, felizes, às vezes em provas, mas contentes. Por que? Porque sabem que têm uma viva esperança no Reino dos Céus, e que apesar das circunstâncias, Deus está com eles.

Onde está a felicidade?



Wilma Rejane

Qual o seu maior sonho? "viver para sempre na companhia das pessoas que amo". Esta seria uma resposta possível para aqueles que encontram sentido e felicidade nos relacionamentos familiares e sociais de modo geral. Nessa ânsia de eternizar relacionamentos, alguns passam a buscar desesperadamente maneiras de reencontrar quem já partiu do mundo dos vivos. O reencontro seria uma forma sublime de consolo. Constatar que o outro está bem, que não esqueceu de você, que não demonstrou mágoa ou falta de perdão e sobretudo que ainda é possível vê-lo; quando quiser e que estará em sua  vida, como um anjo bom a te guardar e até guiar. 

Acontece que o milagre da vida, já em seu começo prediz a morte.O choro do parto, por exemplo, é uma forma de celebrar o desapego,  de reclamar a passagem do confortável para o imprevisível. A cada dia o planeta se renova ( e se desgasta) entre certidões de nascimentos e óbitos. Mas Deus não nos fez para o caos, Ele planejou tudo de modo perfeito. No livro do profeta Isaías está escrito: " Deus formou a terra, não para ser um caos, mas para ser habitada" Isaías 45:18.  O homem não está desamparado, sozinho. As respostas para a complexidade da vida (e da morte) nos foram dadas, como um tesouro que precisa ser buscado. 

Cada pessoa é um ser único com atributos peculiares, criado como um milagre para cumprir uma missão e também um propósito de Deus. Tanto a vida quanto a morte fazem parte desse propósito e a forma como lidamos com essas situações tem o poder de tornar mais ou menos felizes . Muitas vezes, a inerente busca por respostas nos faz deparar com caminhos estranhos, alheios ao plano de salvação. Aprendi que é preciso amar o outro com suas diferenças de credo ou do que for, respeitá-lo sem exigir que pense ou viva seguindo convicções que podem ser estranhas para mim, mas não são para os que as vivenciam. Contudo, e apesar de não existir receita pronta para felicidade, Deus revelou desde o princípio que existe um caminho para a salvação do corpo e da alma, uma salvação que é fonte de alegria nessa vida e além dela.

O propósito

Um exemplo Bíblico de pessoa cumpridora do propósito de Deus na terra é João Batista. Imaginemos; João não tinha poderes extraordinários, não ostentava títulos, não se permitia ser rotulado de profeta ( mesmo sendo um). João Batista levou uma vida simples, morava no deserto, comia gafanhoto e mel, provava do amargo e do doce. O amargo dos homens que o perseguiam e menosprezavam e do doce gozo em ser filho de Deus. Um homem tão parecido conosco, enfrentador de desertos, moldado em angústias e também alegrias. Aos olhos de muitos, João era um infeliz, mas dentro dele, existia uma indescritível paz que o mundo não compreendia. João tinha a certeza da salvação e quando se vive com essa certeza, a morte não assombra.


 " Houve um homem, enviado de Deus, cujo nome era João" (Jo 1:6)

Um novo tempo na vida profissional



Wilma Rejane


Queridos leitores,

Tudo bem ?

Meses atrás dividi com vocês o término do mestrado e a perspectiva de voltar a escrever com mais frequência no blog. Em doze anos de blog ( iniciamos em 07 de Dezembro de 2007), tenho compartilhado com os leitores não apenas questões sobre fé e Evangelho, mas também sobre assuntos outros que fazem parte da minha vida. Talvez não seja de interesse de alguns o que se passa nos bastidores da vida da(o) blogueira(o). Contudo, vez por outra, um pequeno número de leitores me escreve querendo saber mais sobre a vida pessoal dos editores do Tenda (Eu, João Cruzué e Wallace).

Todos nós que fazemos o Tenda na Rocha vivenciamos muitas mudanças pessoais no decorrer dos anos de trabalho na blogosfera. Todos permanecemos escrevendo, embora com menor frequência. Quanto a eles sei que permanecem seguindo a Cristo Jesus, perseverando na fé e no testemunho. Quanto a mim,  tenho me esforçado para obedecer ao Senhor Jesus, resistindo ao pecado e desviando de tudo que possa prejudicar minha comunhão e salvação. O bom Deus tem me proporcionado crescimento em meio às batalhas da vida. 

Perguntas sobre Deus



Seminário Teológico de Pittsburgh
Tradução: Wilma Rejane

Há alguns meses, o New York Times publicou um artigo fascinante chamado"Pesquisando por Deus ".
Nesta matéria, o autor Seth Stephens-Davidowitz expõe tendências recentes nos dados de pesquisa do Google, especificamente relacionadas às perguntas que as pessoas fazem sobre Deus. Stephens-Davidowitz observa que a pergunta número um relacionada a Deus que as pessoas fazem no Google é: "Quem criou Deus?" Não surpreende que a número dois seja "Por que Deus permite o sofrimento?" No entanto, fiquei chocada e consternada ao ver a pergunta de número três: "Por que Deus me odeia?"

Stephens-Davidowitz fornece uma informação ainda mais preocupante, as outras perguntas tristes  são: "Por que Deus me fez negro? e Por que me fez gay? ”Embora o autor deste artigo não vincule explicitamente as perguntas, não é demais acreditar que se Deus o fez "feio ou gay" é porque Deus o odeia também, pois em nossa cultura "feio" é um termo muito negativo usado para denegrir as pessoas com base principalmente em sua aparência., assim como o termo gay.

A leitura deste artigo me deixou profundamente triste, porque me fez perceber quantas idéias incorretas sobre Deus ainda existem e como essas idéias estão prejudicando as pessoas. Embora a igreja certamente ensine que somos todos pecadores, também afirma fundamentalmente que cada um de nós é criado à imagem de Deus e que, pela graça de Deus, somos amados incondicionalmente. De alguma forma, parece que essa mensagem crucial se perdeu na cultura mais ampla, porque, como mostram os dados do Google, as pessoas que pesquisam na Internet respostas para suas perguntas de fé parecem assumir que Deus é primariamente um tirano caprichoso e crítico que aplica seletivamente opressão e sofrimento à certos grupos, ou que torna algumas pessoas "feias" e outras não.

Aquietai o vosso coração...




Wallace Sousa

"Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus." Filipenses 4:6,7

A ansiedade é uma das grandes vilãs deste século. Aliás, para ser mais preciso, já no séc. XX a ansiedade, juntamente com a depressão, era considerada um mal bem presente na vida das pessoas. Eu já fui muito ansioso, então posso dizer que sei como esse sentimento é desagradável e difícil de se lidar.

A despeito de muitas tentativas que fiz de lidar com isso e, pra variar, quebrei a cara, a melhor e mais eficaz forma que eu encontrei de lidar com a ansiedade foi através da meditação e da confiança na Palavra de Deus.

Esse versículo que abre o post foi o melhor remédio que encontrei quando passei por situações onde a ansiedade ultrapassava os limites e vencia todas as minhas resistências, a despeito de meus melhores esforços. Outro versículo que também foi muito importante nessa luta contra a ansiedade foi este aqui:

Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra. Salmos 46:10

Entretanto, deixe-me dizer-lhe algo: tal como um remédio que, para fazer efeito, ele deve ser tomado conforme a prescrição médica, ou seja: nas doses recomendadas, nos horários prescritos e durante o período determinado, a Palavra de Deus também precisa ser observada segundo os mesmos critérios.

Por isso, não basta apenas você ler e não crer, ler e não praticar, ler e não observar, assimilar e viver de acordo. Imagine comigo: e se o médico lhe prescrever algo, você ler e não comprar o remédio, ou comprar e não tomar, não fazer uso dele, o que vai acontecer? De quem será a culpa se você não ficar curado daquela enfermidade? Do médico ou sua?