Os braços de Deus na roda do oleiro

 

Por Jeff Girard 

Potes de barro são usados ​​desde os tempos antigos e podem ser encontrados facilmente na Índia ou em qualquer outro lugar.

Há cerca de 10 anos, minha esposa Cathy me presenteou com uma roda de oleiro, ela sabe que gosto de moldar coisa desde que me envolvi com argila enquanto estava na faculdade, então ela achou que seria uma boa opção, de fato, gostei bastante!

Comecei fazendo uma aula, depois trabalhei por anos dominando o processo até construir um ateliê de cerâmica em um galpão no nosso quintal.

Hoje em dia me considero um ceramista intermediário... recebo uma mistura de bagunças, peças bem legais e de vez em quando, faço algo de que realmente me orgulho.

E embora seja sempre bom ter um trabalho saindo do forno com boa aparência, há muito mais na cerâmica do que se enxerga nos produtos acabados. 

Eu aprendi muito sobre mim mesmo ao longo do caminho e muitas vezes penso na natureza “bíblica” do ofício. A ação envolvida em fazer um pote é essencialmente a mesma hoje de como era no tempo de Jesus e no início do período do Antigo Testamento.

A primeira coisa que um oleiro faz ao jogar o barro na roda é centrar a corcova de barro. Isso geralmente é uma das coisas mais difíceis para os iniciantes porque o barro parece ter vontade própria. Se você já viu pessoas fazendo isso, saiba que é feito empurrando para cima e para dentro da corcunda, é bem mais fácil falar do que fazer.

Um oleiro experiente faz com que pareça fácil porque conhecem o princípio do bloqueio. Para fazer isso, enquanto você se senta na frente da roda, com a corcova girando à sua frente, você ancora o braço no abdome e empurra o antebraço para entrar em contato com a argila. Usar o peso de todo o corpo para empurrar, evita que a argila simplesmente jogue seu braço fora do lugar. Se você tentar fazer isso sem travar, suas mãos vão vacilar, empurrando a corcova para fora da forma e deixando tudo mais descentralizado do que antes.

Conforme você se inclina no barro, seu braço travado fornece o plano de referência para a parte externa da corcunda. Então, sua mão restante puxa o barro do lado oposto, para cima e para dentro. A ideia é levantar o barro, tornando a corcova mais alta e mais estreita, o que facilita a formação com menos massa para empurrar. Então, uma vez que a pilha de argila esteja alta, suas mãos podem se mover para o topo, para empurrar para baixo, mantendo tudo no centro da roda. Fazer esse ciclo algumas vezes faz com que a argila fique bem centralizada e pronta para se abrir.

A abertura envolve empurrar um pequeno espaço no centro da parte superior da corcova e, em seguida, aumentar essa abertura até formar um piso inferior e paredes laterais. Isso cria um cilindro, o ponto de partida de quase todas as embarcações lançadas sobre rodas.

Bendita é a nação cujo Deus é o Senhor



Wilma Rejane


Por esses dias li um artigo na blogosfera que contesta o fato de ser Deus a solução para os altos índices de criminalidade no Brasil. A autora do artigo "Deus Sara essa Nação” afirma: " Se voltar-se para Deus é mesmo a solução para reduzir a criminalidade, como explicar  o fato de o Japão ser um país com maioria de ateus e estar entre os países mais pacíficos do mundo?". 

Não costumo contestar artigos de outros blogueiros, a menos que me sinta extremamente incomodada  e é este o motivo que me move a argumentar contra a publicação acima citada.


Primeiramente, e baseada em estatísticas, afirmo que embora o Japão esteja entre os países com menores índices de criminalidade ele figura por muitos anos entre os países com maiores taxas de suicídio do mundo. Segundo relatório elaborado em 2014 pela Organização Mundial de Saúde, o Japão ocupa o 5º lugar entre os países com maiores índices de suicídio, é quase uma epidemia o que acontece naquele país. Segundo a OMS, a depressão e a cultura milenar do suicídio são as principais explicações para o ocorrido.  Incluo aqui mais um fator, para mim o principal fator das causas de suicídio no Japão, e que não está incluído em nenhum relatório já divulgado : “ Bendita é a nação cujo Deus é o Senhor” ( Salmo 33:12). Os japoneses -assim como todos os homens - precisam se voltar para Deus, reconhecendo ser Ele  a salvação e a cura para a alma abatida, cansada, deprimida. Nenhum sistema político, por mais eficaz que seja poderá superar essa Verdade. E nenhum país por mais pacífico que seja poderá proporcionar  a paz interior que somente o Evangelho está credenciado a dar.

Segundo, e baseada em estatísticas, afirmo que o país que figura imbatível no ranking de mais pacífico do mundo, a Islândia, possui 91% da população confessadamente cristã protestante de maioria Luterana, também com habitantes confessadamente pentecostais e de outras denominações cristãs. Apenas 10% da população da Islândia é de ateus. Estatisticamente falando  o UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes),  relatou que a taxa de homicídios na Islândia entre os anos de 1999 e 2009 nunca foi mais alta que 1,8 por 100 mil habitantes. Na Dinamarca ocorre algo semelhante, 91% da população é cristã de credo Luterano tradicional, esta é a religião oficial daquele país. E a Dinamarca, juntamente com a Islândia, é considerada uma das nações mais pacíficas do mundo!


Cinco coisas para lembrarmos todos os dias

Flor Não-te-esqueças-de-mim.
 



Wilma Rejane

Os jardins são ambientes que geralmente nos fazem bem: respirar um ar mais puro, contemplar a beleza e diversidade das plantas, perceber os maravilhosos detalhes da criação de Deus no desabrochar das flores. Sempre gostei de jardins e hoje utilizo a metáfora da pequena flor  “Não-te-esqueças-de-mim” para lhes trazer uma encorajadora mensagem  que primeiramente tocou meu coração.

Você conhece a flor Não-te-esqueças-de-mim? Ela é muito pequena, tem cinco pétalas e geralmente está em ramalhetes de variadas cores: tons de azul, lilás, branca e outras. É uma flor que está nos jardins de todo o mundo e no Brasil também é conhecida por Miosótis. Há uma parábola alemã que diz que quando Deus havia acabado de nomear todas as plantas, uma foi deixada para trás, sem nome, até que uma suave voz exclamou: “Não Te esqueças de mim, ó Senhor Deus”. Deus respondeu que assim chamaria aquela flor.

A parábola alemã tem o objetivo de relembrar a sublime história que torna conhecida a flor em alguns países. E nessa mensagem, aproveito o fato dessa pequenina flor ter cinco pétalas para enfatizar cinco coisas que devemos guardar sempre no coração, cinco coisas que como filhos de Deus não podemos esquecer. Assim o “Não- te- esqueças- de- mim” que dá título à mensagem, além de ser uma referência a flor de mesmo nome, é como uma súplica fundamentada no Evangelho de Cristo, nosso Senhor.

Deus, salve o Brasil!

 


Wilma Rejane

Nosso voto é muito importante por ser instrumento democrático de mudança. Por isso, como cristã e cidadã brasileira, gostaria de registrar aqui minha breve e singela opinião sobre o voto para presidente. Provavelmente e a essa altura do processo eleitoral, você já saiba em quem vai votar. Acredito que tenha escolhido seu candidato conforme os princípios de sua fé, de acordo com uma consciência tranquila e firmada na ética e na moral. 

Temos visto líderes religiosos, artistas, pessoas de todos os segmentos da sociedade virem a público declarar seu voto. A manifestação política é um direito assegurado por lei e além de revelar um modo de pensar, revela também um estilo de vida e anseio social. Desde que o seu modo de posicionar-se politicamente não fira a liberdade do outro, esse diálogo além de necessário se torna decisivo no resultado eleitoral. 

Vivemos um momento eleitoral tenso no Brasil, uma situação eleitoral polarizada (direita x esquerda), em uma visão natural diria que há uma disputa turbulenta entre eleitores e candidatos, em uma visão sobrenatural, percebo uma batalha entre bem e mal a fim de influenciar e governar os destinos da nação. De fato, essa batalha é constante e não apenas em nível de política nacional, mundial, o que seja, é constante em nossas vidas, perpassa todo nosso cotidiano.

O que me incomoda, contudo, é constatar que o país ainda sofre após os governos (ou desgovernos) do PT,  um mal crônico que coloca um manto denso de trevas sobre o Brasil. É um mal que tem cegado inclusive pessoas ditas cristãs que defendem com fervor o PT e/ou outro partido tão maléfico quanto (por defender ideologias contrárias a Bíblia). Por estas causas, acredito que se posicionar a favor dos partidos de esquerda é escolher o pior lado da história.

Como pedras brutas nas mãos de um Grande Escultor

 




Wallace Sousa

Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é. 1 João 3:2

Eu já não sou mais o mesmo de antes…

Já faz algum tempo que reflito sobre esse versículo, e sobre o que se pode abstrair dele. Certa vez, ouvi uma rápida palavra de um pastor que me deu a deixa para discorrer sobre o que falarei a seguir. Quando ele fez suas primeiras considerações, eu disse a mim mesmo: “puxa, vai ser uma mensagem de arrebentar”. De fato, arrebentou com minhas expectativas, porque ele sequer arranhou a superfície do que poderia quando tratou da questão. Uma pena. Espero não cometer o mesmo tipo de atrocidade com meus leitores.

Esse verso encerra lições profundas. Profundas e impactantes. Impactantes e reveladoras. Verdades transformadoras, se é que me entende, e é sobre isso que pretendo falar e que, espero, tragam consolo, virtude e esperança para sua alma. Será muito ousado, talvez até arrogante de minha parte, mas vou me arriscar dizendo que, para alguns, a leitura desse post significará um marco em suas vidas, um divisor de águas, e uma transformação terá início, e jamais serão os mesmos de antes.

Mas, afinal, que lições são essas, tão importantes que merecem tanto sua atenção? Em primeiro lugar, o tempo. No verso, estão contemplados o passado, o presente e o futuro. Onde? Aqui ó:

    Presente = agora somos filhos de Deus;
    Futuro = o que havemos de ser;
    Passado = implícito no “agora somos”, logo, “antes, não éramos”.

Refletindo sobre esses versos, somos levados, inconsciente e automaticamente a uma das grandes mazelas do gênero humano: a comparação. Mulheres que o digam, que gostam (gostam?) de se compararem umas às outras desde que me entendo por gente, e olha que nasci no século XX, no longínquo Segundo Milênio. Você já viu mulher comparando-se com outra? É simples, geralmente só tem duas opções disponíveis: ou ela quer  m-o-r-r-e-r ou quer  m-a-t-a-r a rival. Tão bucólico isso…

Voltando… a comparação nos leva a sentimentos conflitantes e contraditórios porque, quando olhamos para o futuro, sentimos tristeza ao descobrirmos que “ainda não somos o que deveríamos ser”. Ou seja, precisamos evoluir, crescer, amadurecer, etc. É constrangedor você admitir que ainda não é perfeito, embora todo mundo saiba disso. Você saber que ainda vai errar muito, que ainda faz coisas erradas, algumas vezes querendo, de fato, errar (pecar), sabendo que é errado (pecado) aquilo que quer fazer. Isso é algo… vergonhoso, para tentar resumir em uma palavra algo tão complexo.

A cana quebrada e o pavio que fumega

 


Wilma Rejane



"A cana trilhada não quebrará, nem apagará o pavio que fumega" Is 42:3


Através da simbologia da cana trilhada e do pavio que fumega, Deus revela Seu amor e misericórdia para com os caídos, machucados, carentes de uma nova vida.

À beira da estrada, nas trilhas de canaviais é o lugar onde se acumulam canas desprendidas dos pés, arrastadas pelos fortes ventos, fáceis de serem pisadas e descartadas em razão do estado de estrago. Não é bem o tipo de cana que agricultores usariam para obtenção de lucro ou mesmo preparo de alimento. Mas Deus diz: "essa cana me interessa, não a lançarei no lixo, assim mesmo, como está Eu me servirei dela, Meu poder restaurador é maior que a conspiração de morte."

Pavio fumegando nos fala de forças que se esvaem, de fogo que se apaga, de vidas que outrora foram repletas de sonhos, fé e esperança, mas que se perderam em algum lugar , chegando próximas de um fim. E Deus diz: " Não permitirei que encerre sua missão de iluminar, antes farei reviver a chama".


Essa mensagem nos convida a viver um novo tempo que ressurge pelas mãos Divinas do Pai, atento às "insignificantes" coisas da vida que sob um olhar humano nada valem a não ser para serem descartadas. Mas Deus em infinita misericórdia; das cinzas, do monturo, ergue o necessitado.

Levanta o pobre do pó, e do monturo levanta o necessitado. Para o fazer assentar com os príncipes, mesmo com os príncipes do seu povo. Salmos 113:7-8

Sobre não desistir de orar

 


Wilma Rejane

Há momentos que não encontramos explicação para alguns acontecimentos de nossas vidas; a morte ou separação de alguém querido, uma doença que não cura, um fracasso financeiro e assim sucessivamente. O devir é imprevisível e se não somos capazes de prever o futuro, tão pouco de decifrá-lo. Para quem crê em um Deus Criador, que rege todas as coisas, é Nele que se encontram as respostas, ora reveladas, ora em segredos permanente. Para conforto nosso, o não de Deus, não significa Sua ausência em nossas vidas, visto que a Bíblia relata que servos amados do Senhor também experimentaram momentos de angústia e de terem o "não" como respostas a orações.

A vida é mistério e muito do que se passa conosco só será esclarecido quando não mais vivermos, essa esperança na eternidade, tanto é motivo de conforto, como de desespero, mas jamais deverá ser  causa de abandonarmos a fé: “Nada há encoberto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido.” Lucas 12:2.  Portanto, amados, se nesse momento atravessamos o vale da sombra da morte, saibamos que desse mesmo vale ressurgirá a luz e que apesar dos pesares, nossa confiança na soberania de Deus deve ser a causa de toda nossa expectativa futura. 

“...Quando andar em trevas, e não tiver luz nenhuma, confie no nome do Senhor, e firme-se sobre o seu Deus. “ Isaías 50:10

Eles ouviram o "não" de Deus

Paulo em Tessalônica: uma igreja em três semanas



 Autoria: João Cruzué

Quando Paulo estava em Trôade, ele teve uma visão. Um moço apareceu diante dele, trazendo esta mensagem: "Passa à Macedônia e ajuda-nos!". Paulo estava acompanhado de Silas. A caminho da Macedônia eles desceram no porto de Trôade. Dali, seguiram em frente até Filipos. Aqui os dois, depois de expulsar um espírito de adivinhação, levaram uma tremenda surra. Saindo do cárcere e da cidade, foram para Tessalônica, a Capital da província romana da Macedônia. E, bem no Centro da Macedônia, eles pregaram o Evangelho durante três sábados e ficaram ainda por mais uma semana. Nestas três semanas a  Igreja dos cristãos em Tessalônica foi semeada e não morreu.

Paulo seguia a mesma metodologia de pregação do Evangelho. Na cidade onde chegava, primeiro se dirigia à comunidade judaica - o plano "A". Durante três sábados ele disputa com os rabinos da Sinagoga da cidade. Tessalônica possuía 200 mil habitantes, na época. Paulo ensinava corretamente que o Cristo morto em Jerusalém era o Messias prometido, o Siló do Pentateuco. Alguns judeus se ajuntaram a Paulo e Silas. Também, veio com eles uma grande multidão de gregos religiosos e não poucas senhoras distintas da cidade.

Descontentes com o Evangelho pregado por Paulo, a maioria dos líderes da sinagoga tentaram calar a sua boca. Foram até às autoridades locais e disseram: "Aqueles que estão alvoroçando o mundo, chegaram também aqui. Também estão falando de um outro rei no lugar de César". Procuravam tirar a vida de Paulo e Silas. Acabaram assaltando a casa de Jasom. Jasom foi levado às autoridades, deu seu depoimento e foi mandado de volta para casa. Paulo e Silas tiveram que sair à noite, escondidos,  e dali seguiram para Bereia. Paulo pediu para que Silas e Timóteo retornassem à Tessalônica, para concluir o discipulado dos novos convertidos.

Quando Timóteo voltou de Tessalônica, fez um relato da situação da Igreja.  Depois de ter ouvido atentamente, Paulo escreveu a sua primeira Carta aos Tessalonicenses,  complementando o ensino que não teve tempo de terminar e respondendo as dúvidas sobre os mortos e a ressurreição, que Timóteo não soubera explicar.

Mas não é sobre dados históricos que gostaria de meditar com você.

Estou escrevendo este texto, para relatar minha visão das coisas que aconteceram durante aquelas três semanas que Paulo esteve pregando o Evangelho em Tessalônica.

Paulo disse uma frase muito importante no primeiro capitulo, v.5: "Porque o nosso Evangelho não foi pregado somente em palavras, mas também com poder e no Espírito Santo..."

Eu posso ver Paulo pregando no primeiro sábado naquela sinagoga. Certamente, ele fora apresentado aos presentes e, quando lhe foi dado a oportunidade, foi direto, dizendo que Jesus Cristo, o judeu pregado na cruz, há alguns anos lá em Jerusalém era o filho de Deus, o Messias prometido pelas escrituras. Disse sem receio que ele morreu e foi ressuscitado pelo poder do Espírito Santo e, que depois disso, subiu aos céus e está assentado à direita de Deus. Neste ponto, os líderes da sinagoga ficariam vermelhos de surpresa com aquela "heresia" inaceitável. Para um judeu ortodoxo, Deus é único e não tem filho. Foi exatamente por isto que mataram o Cristo.

No segundo sábado, eu posso ver uma sinagoga abarrotada de pessoas. Paulo, com sabedoria, não começa a pregação provocando os judeus, mas começa a falar do grande amor de Deus em se abaixar até a humanidade para contemplar suas misérias. Homens e mulheres perdidos, com os corações vazios, sem o conhecimento verdadeiro da vontade de Deus. À medida que Paulo prega, o Espírito Santo começa a compungir os corações de vários ouvintes. Alguns começam a chorar copiosamente, outros clamam por misericórdia a Deus. Certamente havia entre os presentes, pessoas enfermas, oprimidas  e até possessas de demônios. Sob a palavra de autoridade de Paulo, os demônios saem, os doentes são curados,  os que sentiam o fardo dos pecados encontram o perdão de Deus.

No terceiro e último sábado, eu também posso ver uma sinagoga com muito mais gente que das duas vezes anteriores. Paulo começa a pregar e Espírito Santo começa a mover o coração de gregos e judeus, homens e mulheres. Paulo não consegue mais pregar. Muitos novos convertidos batem palmas, saltam de alegria e  começam a falar em línguas estranhas. Não são as palavras de Paulo, mas o poder de Deus e  a ação do Espírito Santo é que dirigem a liturgia do culto. O mesmo Pentecoste dos dias dos apóstolos se repete em Tessalônica.

Os líderes dos judeus, irritados e com inveja, veem um escândalo em toda aquela manifestação. Decidem proibir a Paulo que volte na Sinagoga para continuar pregando  aquelas "heresias". Concluem que era a ação de "demônios" o comportamento descontrolado e profano das pessoas, principalmente de gregos. Com certeza, eles tinham de que todos seguissem após  Paulo, deixando a sinagoga vazia. Tinha a questão financeira no meio disso, o medo de ficar de bolsos vazios falou mais alto que  o temor de Deus.

Paulo e Silas, começam a pregar o Evangelho nas casas dos "gentios". Entra em ação, o plano "B". A casa de Jasom era um dos lugares onde Paulo passou a ensinar. A situação torna-se muito perigosa e os missionários tiveram de fugir, à noite, para Beréia para não perder suas vidas.

Atrás de si, deixaram uma Igreja ardendo no espírito pelo fogo do Espírito Santo. Foram poucos dias, de pregação. Não houve tempo para terminar o discipulado. No pouco tempo que teve, Paulo visitava os novos convertidos em suas casas, orava pelos enfermos e o Espírito Santo era concedido pela imposição das suas mãos, do mesmo jeito e poder com que recebeu, lá no passado, aquela oração de Ananias: "... Irmão Saulo, o Senhor Jesus que te apareceu no caminho de Damasco, me enviou, para que tornes a ver e seja cheio do Espírito Santo..."

Na sua primeira Carta, Paulo lembra aos tessalonicenses que o Evangelho pregado por ele não consistia de teoria e saliva, mas do puro poder de Deus e da presença do Espírito Santo.

-Regozijai-vos sempre.

-Orai sem cessar.

-Em tudo dai graças...

-Não extingais o Espírito.

-Não desprezeis as profecias.

-Examinai tudo, mas retende só o bem.

-Abstende de toda aparência do mal.

-E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo...

O ecumenismo no jardim do Éden

 


Wilma Rejane

Não sei precisar quantas  vezes  li o relato da criação do universo sendo renovada na fé e na certeza de que vivemos sob o olhar de um Deus sábio e misericordioso. Onde quer que estejamos somos observados. Não há dia ou noite, altura ou profundidade que escape à ação Divina. No Gênesis Bíblico o homem encontra respostas para as origens, é elucidativo o fato de existir uma causa revelada para os mistérios que permeiam a mente humana. No principio você e eu fomos criados para a vida terrena e eternidade! No Gênesis,  a pureza humana se perdeu, a essência se corrompeu e passamos a ser imperfeitos,  absolutamente carentes de restauração.

No principio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia, e havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” Gênesis 1:1-2.

Criou = bara (Strong 01254) = Formar, modelar, esculpir, recortar.

A humanidade teve inicio com o primeiro Adão e se encerrará com o segundo e último Adão que é Cristo: “ Pois, da mesma forma que em Adão todos morrem, em Cristo todos serão vivificados.” I Cor. 15: 22 e outra vez se escreve: "O primeiro homem, Adão, tornou-se um ser vivente; o último Adão, espírito vivificante.” I Coríntios 15:45. Um representou a queda da humanidade e o outro a Redenção.

E se Deus tem a conta do primeiro e do último, não teria a conta de mim e de você? Aquele vazio que existia no principio foi preenchido também por nós , cada pequeno espaço onde pisam nossos pés está sobre os cuidados de quem o criou. Detalhe: E Ele criou com a ordem de que teríamos condições de dominar, baseados inclusive na liberdade de pensamentos e escolhas.

“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai.” Gênesis 1:26-28

Ao criar a natureza: animais, plantas, sol, lua, estrelas, vales, montanhas, oceanos, se lê: “E viu Deus que tudo era bom” Gênesis 1:25. Mas ao concluir a criação do homem e da mulher, se lê: “ Deus os abençoou”. Somos abençoados desde o principio.