A Estrela de Natal e o Natal da Estrela
Crônica sobre o outro lado das festas de Natal
| "Apóstolo João" |
O Apocalipse apresenta três figuras do mal em aliança — o Dragão, a Besta que sobe do mar e a Besta que sobe da terra (o falso profeta) — formando uma paródia profana da Trindade. Essas figuras não são meros personagens isolados, mas expressões articuladas do mal espiritual, político e religioso. A tradição cristã leu esses textos de maneiras distintas conforme o método teológico adotado. A seguir, são expostas, de modo contínuo e comparativo, as interpretações de Stanley M. Horton, John F. Walvoord, Santo Agostinho e São Tomás de Aquino, com cinco parágrafos dedicados a cada Besta.
O Dragão, em Apocalipse 12, é compreendido por Stanley Horton como Satanás pessoal e real, a fonte espiritual de toda perseguição e engano. Para ele, o texto não permite uma leitura meramente simbólica: trata-se do inimigo histórico da Igreja, derrotado judicialmente pela cruz, mas ainda ativo no tempo presente. Horton enfatiza que o Dragão atua por meio de sistemas e poderes humanos, nunca de forma isolada.
John Walvoord interpreta o Dragão de maneira igualmente literal, mas com forte ênfase escatológica. Para ele, Apocalipse 12 descreve eventos objetivos ligados ao fim dos tempos, incluindo a expulsão definitiva de Satanás da esfera celestial e sua fúria concentrada contra Israel e os santos. O Dragão é um ser pessoal, inteligente e estrategista, cujo tempo é curto e delimitado.
Santo Agostinho vê o Dragão como a personificação do mal espiritual que atravessa toda a história. Em sua teologia das duas cidades, o Dragão é o princípio animador da Cidade dos Homens em oposição à Cidade de Deus. Não está restrito a um momento final, mas age continuamente por meio da soberba, da violência e da idolatria do poder.
Wilma Rejane
Pedro disse: “Vou pescar” ( João 20:3-6). Era o que ele sabia fazer desde sempre. Trabalhou a noite inteira e o resultado foi frustrante: nenhum peixe. Rede vazia, esforço inútil. Ele tinha experiência e coragem, mas faltava o essencial: a direção do Senhor.
Ao amanhecer, Jesus aparece e diz algo simples: “Lancem a rede do lado direito do barco”, Pedro e seus companheiros de pesca obedecem, a mesma rede, o mesmo mar, os mesmos homens, o resultado muda completamente!A pesca vem em abundância!
A lição é antiga e continua válida: o homem, quando anda sozinho, pode até se esforçar muito, mas não alcança o verdadeiro êxito. Sem Jesus, o trabalho cansa e frustra. Com Jesus, até o que parecia perdido se transforma.
Wilma Rejane
A releitura do livro de Esdras falou intensamente comigo nesses últimos dias, eu precisava ouvir tudo que ouvi através da vida e ministério do escriba e sacerdote que liderou um grupo de aproximadamente cinco mil pessoas, quando do retorno dos judeus do exílio Babilônico em 457 a.C. O movimento restaurador provocado pela liderança de Esdras, chegou até mim pelas páginas da maravilhosa Palavra de Deus, viva e eficaz!
Esdras era um ilustre desconhecido, alguém que escreve o livro de mesmo nome, mas não aparece nos primeiros capítulos da história de restauração do templo de Jerusalém e do retorno dos judeus para sua terra natal. Onde estava Esdras quando Zorobabel liderou o primeiro grupo de exilados, libertos e em procissão para Jerusalém? Ele não aparece!
A grande batalha espiritual travada pela reconstrução do templo é narrada e de forma grandiosa Deus fortalece homens, abre caminhos, dirige corações de reis, na elaboração de decretos e prepara a linda Jerusalém para receber seu povo. O mesmo povo de dura cerviz que teima em errar e Deus insiste em amar. Setenta anos aproximadamente de cativeiro, tempo suficiente para Israel se arrepender dos pecados e se voltar para Deus.
E como em todos os tempos, Deus envia seus profetas para despertar a consciência humana sobre a necessidade de mudanças, arrependimento. Os judeus foram para o cativeiro e os profetas com eles. Terra estranha, dor e sofrimento e Deus com eles; amparando, fortalecendo. Qual de nós não viveu cativeiros? Não estamos sós, nem desamparados, é Deus falando, é nossa vida sendo revirada para que nossos corações sejam transformados. O homem que não se melhora através da dor, que nela não se achega mais ao Senhor, não cresce, não enriquece, antes se enfraquece. Na multidão de cativos estava Esdras, voz Divina, fazendo jus ao seu Nome : Esdras do hebraico Ezra עֶזְרָא ,abreviação de עַזְרִיאֵל 'Aquele que ajuda”.
“O que me consola na minha angústia é isto: que a Tua Palavra me vivifica” Sl 119:50.
Esdras nos diz que não podemos esquecer o primeiro amor ( Apocalipse 2:4) não podemos esquecer que Deus continua falando a Seu povo que necessita deixar a Babilônia para retornar a uma Jerusalém restaurada, de muros e alicerces firmes. Restaurar Israel foi missão de Esdras que guiado pelo Espírito Santo se destacou entre a multidão. Esdras, que não aparece, do 1º ao 6º capitulo do livro de mesmo nome, de repente, na sétima melodia, no sétimo capitulo do livro é apresentado, com honras:
“ Filho de Abisua, filho de Fineias, filho de Eleazar, filho de Arão, o sumo sacerdote, este Esdras subiu da Babilônia. Ele era um escriba versado na Lei de Moisés, dada pelo Senhor, seu Deus, que estava sobre ele, o rei lhe concedeu tudo quanto pedira. Porque Esdras tinha disposto o coração a buscar a Lei do Senhor e para a cumprir, e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos” Ed 7: 5,6,10.
Wilma Rejane
“O Senhor o sustentará no leito da enfermidade.” Salmo 41:3
Há dias em que o coração parece sem rumo. O diagnóstico assusta, o tratamento desgasta, e a família sente o cansaço e a necessidade de renovar as forças. Diante disso, a Palavra nos chama a olhar para o Senhor, que não muda e nunca abandona Seus filhos. Ele sustenta no leito, nas lutas diárias e na incerteza. O cuidado dEle não falha. Deus se aproxima dos quebrantados: “O Senhor está perto dos que têm o coração quebrantado” Salmos 34:18.
Não é fraqueza sentir-se abatido . Deus vem ao encontro de quem admite sua necessidade. Jesus ensinou: “A cada dia basta o seu mal” Mateus 6:34. Jesus concede graça em meio às dificuldades da enfermidade. Quem vive esse caminho de tratamento sabe que não adianta carregar o peso do amanhã. O Senhor dá força no tempo certo. Nem antes, nem depois.
Há consolo mesmo no vale. Apóstolo Paulo ouviu: “A minha graça te basta” 2 Coríntios12:9. Isso não remove toda dor, mas dá direção. A graça de Cristo não falha, mesmo quando as circunstâncias não cedem. A presença de Deus guarda a alma, dá paz em meio a um turbilhão de interrogações sem respostas: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque Tu estás comigo” Salmo 23:4.
Quem acompanha o enfermo também luta. Deus vê esse desgaste silencioso. Cada oração, cada noite mal dormida, cada aflição, nada passa despercebido. “Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele cuida de vós” 1 Pedro 5:7. A medicina trata o corpo, mas só Cristo sustenta o espírito. Nele, a vida não depende de um laudo, depende da promessa que nunca caiu por terra.: “Eu sou a ressurreição e a vida” João 11:25.
Nohemy Vanelli
Amada irmã, eu sei o que é viver mudanças inesperadas. Deixar para trás a terra onde cresci, a casa dos meus pais, tudo o que me era familiar. Seguir ao lado do meu marido, Abraão, sem saber exatamente para onde Deus nos levaria. Eu só tinha uma certeza, Ele nos chamou e a sua promessa era maior do que o medo da incerteza. Talvez você também tenha enfrentado mudanças que não planejou.
Talvez tenha sido arrancada do conforto do que era seguro para você. Eu entendo essa dor, porque a vivi. Muitas vezes esperei, duvidei, tentei resolver as coisas do meu jeito, mas aprendi que Deus não esquece o que promete.
Na sua fidelidade, Ele sempre cumpre, ainda que pareça impossível aos nossos olhos. Quando Ele me disse que eu teria um filho, eu ri. Como uma mulher idosa poderia gerar uma vida? Talvez você já tenha olhado para algo em sua vida e pensado, é tarde demais, já passou o tempo.
Aos 7 de Dezembro de 2007 nascia o blog A Tenda na Rocha, estamos, portanto, há 18 (dezoito) anos na internet, chegando a diferentes países. A promessa de Deus contida no capítulo 54 de Isaías foi a Palavra recebida como motivação para criação do primeiro artigo: "Alarga o espaço da tua tenda; estenda-se o toldo da tua habitação, e não o impeças; alonga as tuas cordas e firma bem as tuas estacas" (Isaías 54 verso 2).
Da palavra que recebi como promessa, também surgiu o nome do blog que sugere a armação de uma tenda em uma Rocha. A Rocha é Cristo Jesus ( Mateus 7: 24 -25). Jesus é a base da habitação, é a Pedra fundamental que sustenta, que alicerça, que dá vida. Meu amado esposo foi quem criou e me ensinou a manejar o blog.
É tão extraordinário que mesmo após 18 (dezoito) anos na internet, com tantas transformações e novas plataformas, captando milhões e milhares de seguidores, o blog resiste com número crescente de visitas. É verdade que entre 2012 à 2017, o blog viveu um ápice de visitas diárias e grande fluxo de testemunhos, o ritmo diminuiu, contudo, continua sendo extraordinário sobreviver na blogosfera até os dias de hoje.
Com a migração de muitos blogueiros e leitores para plataformas como Facebook, Instagram e YouTube, o cenário mudou e os acessos diminuíram, mesmo assim prosseguimos na criação de conteúdo escrito e não nos arrependemos por permanecermos, pois, o cenário continua a se transformar com a chegada das IA 'S, e os acessos estão surpreendentemente ativos, ainda chegando a milhares por dia.
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| Jesus e a Mulher encurvada |
João Cruzué
E Jesus ensinava no sábado em uma sinagoga. E veio ali uma mulher encurvada que há 18 anos sofria daquela enfermidade. E depois desse encontro o Senhor comparou o Reino de Deus a uma semente de mostarda.