O artigo que segue é um resumo da obra de Ian Boxall (Apocalipse de São João), tutor em Novo Testamento e membro da Faculdade de Teológia em Oxford, é também editor de Boletim das Escrituras.
A tradição artística ocidental tende a imaginar João sentado em uma ilha deserta, como um Robinson Crusoé, no primeiro século. Enquanto isso, tradições latinas, retratam João em uma ilha distante, solitário com apenas um soldado romano o vigiando. A imagem de Patmos como uma ilha deserta é historicamente implausível.
Arqueólogos descobriram inscrições que apontam para Patmos como uma ilha de população próspera no momento em que João chegou por lá: Ruínas arqueológicas no Oroj tou / Kastelli, ou ('Castle Mountain') com vista para o Porto de Skala, e cacos de cerâmica espalhados ao redor da área, atestam que essa parte da ilha era habitada quase que continuamente a partir da Idade do bronze no período romano, com fortificações construídas no período helenístico. Uma inscrição sobrevivente datada de dois séculos AC revela que Patmos foi grande o suficiente para sustentar seu próprio ginásio, com uma associação de corredores de tocha e um espaço para atletismo.
A arqueologia revela ainda que o culto a deusa Artêmis foi forte na ilha. A inscrição mais extensa a comprovar isso data do século II d.C e está preservada no Mosteiro de São João, o Teólogo. Refere-se a "U'drofo Bera roj" sacerdotisa de Artemis. A ilha era considerada como berço da deusa , inscrições também comprovam dedicações nos altares a Artemis. Essa evidência se encaixa com as tradições locais que revelam São Cristodoulos, o fundador do mosteiro da ilha, como tendo construído um sitio como templo de Artemis tendo ele mesmo destruido a gigantesca estátua da deusa no processo da construção. Portanto, a ilha que recebeu João o discípulo amado de Jesus teria sido dominada pela mitologia grega com forte culto a deusa Artemis.








