Há Esperança em Acor



"Alegrai-vos na esperança..." Rm 12:12

Acã foi um israelita que em rebeldia a Deus praticou o pecado do roubo, então ele e toda sua família, como em um ato de purificação da congregação, foi apedrejado. O local do acontecimento ficou marcado para sempre sendo rebatizado de “O Vale de Acor”. Acor, significa problema. Todos que passassem por ali apontariam para o “problema, o pecado de Acã” (Js 7:26).

O Vale de Acor é real, ele existe até os dias atuais, entre as terras de Benjamin, ao Sul de Jericó e é um dos caminhos que dá acesso à Terra Prometida. Acor é um memorial, não de ira, maldade, ou morte, mas de esperança. Porque o próprio Deus, em Sua misericórdia e bondade, fez saber através do profeta Oséias que Acor, é um estado de espírito que pode ser convertido: “E lhe darei as vinhas dali e o Vale de Acor, por porta de esperança; e ali cantará, como nos dias de sua mocidade e como no dia em que subiu a terra do Egito” Os 2:15.

A palavra esperança nesse verso é traduzida como “tiqvah”: Expectativa, algo desejado e previsto ansiosamente, vem do verbo” gavah”: “olhar esperançosamente” numa direção particular. É maravilhoso saber que em seu significado original, esta esperança, citada tantas vezes na Bíblia tinha o sentido de “esticar como uma corda, cordão”. Raabe foi instruída pelos espias, a amarrar um “tiqvah” na sua janela como uma corda de resgate. Raabe foi resgatada com toda sua família.

A Morte de Bin Laden X Igreja Perseguida





Fim do terrorismo?

Ao contrário do que muitos pensam a morte de Bin Laden não significa o fim do terrorismo, não era o Osama que  sustentava a Al Qaeda, mas a guerra contra aquilo que eles consideram o “grande satã”, os Estados Unidos da América, considerados culpados por todos os males causados ao mundo árabe. Nem é preciso esperar para saber se Osama de fato está morto, mas o fato é que a notícia já está trazendo grandes benefícios aos nossos vizinhos do norte.

O que tudo isso tem a ver com a Igreja Perseguida?

Desde que os EUA enviaram suas tropas para Afeganistão, Iraque e áreas do Paquistão com o propósito de combater o terrorismo e capturar Osama Bin Laden, a pressão sobre os cristãos destes países aumentou drasticamente. O Afeganistão em 2001 era o 3º na lista de Classificação por Perseguição da Portas Abertas, e esperava-se que com a chegada dos americanos a situação da igreja melhorasse, mas hoje o país continua em terceiro e sua posição pouco oscilou nos últimos 10 anos.

Protestantes no Brasil

 



Os evangélicos brasileiros formam um contingente que equivale a duas vezes e meia a população de Portugal. E os números não param de aumentar. Templos gigantescos, controles de meios de comunicação, conversões em massa, representantes no Congresso Nacional.   Embora uma explosão numérica tenha acontecido nas últimas décadas, os protestantes aportaram aqui no século XVI, tempo em que os católicos portugueses mal tinham se espalhado pela costa brasileira. A colonização do Brasil, iniciada sob o impacto das disputas entre a igreja de Roma e os protestantes, reproduziu ao longo dos séculos XVI e XVII as querelas religiosas do tempo de Lutero e Calvino. Aceitos no país definitivamente apenas na época de D.João VI, os cristãos reformados chegaram em massa ao Brasil no século XIX. O protestantismo se manifestou de diversas formas até o século XX, quando surgiram os movimentos pentecostais.

Primeiros Mártires Protestantes

A presença protestante no Brasil data do período colonial (1500-1822). Os franceses que invadiram o Rio de Janeiro no século XVI, em busca do pau-brasil e de refúgio religioso, eram huguenotes, isto é, reformados de origem francesa. Foram eles que oficializaram, em 1556, o primeiro culto protestante no Brasil. Disputas religiosas que já vinham da França dividiram, no entanto a comunidade, e os protestantes foram obrigados a voltar para a Europa. Os três religiosos que resistiram à intolerância do comandante Frances Nicolau Villegaingnon foram mortos, e são considerados os primeiros mártires protestantes no Brasil.

No século seguinte, em 1624, os holandeses da Companhia das Índias Ocidentais, interessados no comércio do açúcar e outros produtos tropicais, invadiram a Bahia, eles atacaram Pernambuco em 1630 e conquistaram parte da atual Região Nordeste, onde permaneceram até 1654. Nesse período, organizaram a Igreja Cristã Reformada, que funcionava com uma estrutura administrativa similar à européia, oferecendo escola dominical e evangelização aos indígenas e africanos.

Luta Por Território

Durante o período holandês, especialmente no governo de Maurício de Nassau (1637-1644), experimentou-se pela primeira vez no Brasil um clima de tolerância religiosa. Católicos, protestantes e judeus conviviam então pacificamente. Conforme o historiador Frans Schalkwiijk, citando um pastor holandês da época, “essa liberdade era tão grande que se não achava assim em nenhum lugar”.


Não Temas




Essa semana, em releitura do livro de Atos, rememorei as perseguições pelas quais passaram os cristãos da igreja primitiva: Tinham uma vida de oração, jejum, leitura da Bíblia e procuravam viver em obediência a Jesus. Mesmo assim, foram afligidos:

"Sobrevieram, porém, uns judeus de Antioquia e de Icônio que, tendo convencido a multidão, apedrejaram a Paulo e o arrastaram para fora da cidade, cuidando está morto" At 14:20.

"Após ter despertado do desmaio, Paulo ficou vários dias acamado e com medo de voltar a Antioquia", Não! Não é isso que se lê! Mas, "...voltaram para Listra e Icônio e Antioquia, confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a parmanecer na fé, pois que por muitas tribulações importa entrar no Reino de Deus" At 14:21,22.

Ao invés de serem consolados eles(Paulo e Barnabé) estavam consolando! Tinham a certeza de que nas tribulações estavam sendo "moldados" para o Reino, era uma forma de crescimento pela qual se fortaleciam para fortalecerem os que sofriam dos mesmos males.


Encontre a Felicidade em João 3:16

Ter sido "alçada" por Jesus do perigo da morte e do inferno foi o que de melhor aconteceu em minha vida. É o que de melhor pode acontecer na vida de qualquer pessoa. Gosto desse sentido universal e consolador: “Qualquer pessoa”, implica igualdade, incondicionalidade, demérito.  Esse olhar do Reino, totalmente distinto do olhar do mundo é o que preserva a humanidade em constante renovo e progresso. 

Envoltos em misericórdia e amor caminham os homens por dádiva dos céus que os mantêm vivos ainda que sequer percebam ou agradeçam. De passo em passo, a Divina graça observa e rege o tempo.  Esse tempo que não nos obedece e pulsa para o futuro que é o hoje, ontem e amanhã. Por acaso seriamos nós os que descortinam o dia também enegrecendo as noites?  Somos apenas qualquer um, um a mais, entre muitos naturais. Mas Ele nos ama: a qualquer, a todo.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Jo 3:16.

Ele ama e isso é tudo. Posso vê-Lo nos amando agora, nesse instante, ao pecador e ao justo espelho de Jô. Enquanto o mundo odeia, maltrata, mutila, faz perder o ânimo, Ele ama e diz: Creia, Eu te fortaleço. Nenhum braço ou colo é capaz de entender tão bem cada lágrima, suspiro, súplica, palavra dita e não dita. Somente Ele, a conjugação do amor, perfeito consolador.

Mulheres Que Buscam Felicidade



Ana é descrita no Antigo Testamento, como uma mulher de fé, a mãe do profeta Samuel. Ela era estéril e após orar ao Deus de Israel, teve sua madre aberta para conceber não apenas um, mas seis filhos. Uma pequena passagem sobre a história de Ana me chama atenção:  “Então se levantou Ana, depois que comeram e beberam em Siló...” I Sm 1:9

Ana é um exemplo a ser seguido, alguém que não se conformou com a situação de derrota e desprezo, reuniu forças, “se levantou” e sabiamente se dirigiu ao lugar certo, na hora certa. A vida de Ana, não ia tão bem. Seu esposo Elcana, tinha outra mulher chamada Penina. Todos os anos, quando Elcana subia a Siló para sacrificar ao Senhor, era acompanhado pelas duas esposas e filhos. Ana, porém sempre se abatia de tristeza e dor pelas humilhações provocadas pela rival que se achava melhor e mais amada por ter filhos: “E sua rival excessivamente a provocava, para irritar; porque o Senhor lhe tinha cerrado a madre” I Sm 1:6. A situação se repetia ano após ano, o que provocava intensa tristeza em Ana que “chorava e não comia” I Sm 1:7.


Quando Chega a Solidão



"Sou semelhante ao pelicano no deserto; sou como um mocho nas solidões, vigio, sou como o pardal solitário no telhado" Sl 102:6,7

Esse Salmo, traduz duas situações de declínio: A de Davi (doente) e a de Jerusalém (abatida por estrangeiros, com muros derrubados e Israelitas levados cativos). Dentro desse cenário, o Salmista traça, no decorrer dos versos, um paralelo entre ele e Jerusalém. Apesar de triste, ele sente esperança : Jerusalém seria reedificada e exaltada, ele, teria sua descendência firme perante o Senhor (Sl 102: 13 e 28).Ainda no Salmo, Davi se compara a três pássaros: Pelicano, mocho e pardal. Qual seria o significado das comparações?

Pelicanos vivem em grupos, muitas vezes numerosos, nas margens dos rios, lagos, águas estagnadas e ao longo de praias marinhas. Alimentam-se principalmente de peixes; encontram-se da Europa sul oriental à Índia, e, na África, até o lago Niassa.


Deus, Eu e as Artes - Nayara Maranhão

Nayara e sua professora de artes (Sílvia)

Entrevistei uma pessoa muito especial que conheci pelos “caminhos” da internet: Nayara Borba Maranhão. Lembro exatamente a primeira vez em que ela comentou no blog, foi em um artigo sobre  “A Religião de Barac Obama”, Janeiro de 2009. De lá para cá,   fortalecemos os laços de amizade.

Nayara tem 52 anos, é pernambucana, residente em Candeias, Jaboatão de Guararapes, tem 52 anos uma filha de 14 anos e um filho de 11. “Sou serva do Deus lindo e maravilhoso há 10 anos” diz a blogueira que recentemente descobriu nas artes, uma nova profissão. Vamos conhecer um pouco mais da vida da Nayara?

1- Conte-nos um pouco da sua trajetória profissional e como surgiu o talento para as artes.

Estudei em  colégio de freiras onde ensinavam tricôr, croche, pintura em tecido e uma  arte que nem sei se ainda existe chamada decapê, costura, e outras coisas. Lembro-me que  me sobressai em toda a turma. Era a única que não conseguia aprender nada de nada. Uma vez passamos uma semana fazendo um vaso em decapê para o dia das mães. Fui escolhida por ter conseguido o grande feito de fazer o vaso mais feio -ainda bem que olhos de mãe é diferente (risos) . Outra vez fui fazer uma blusa que era para sair no tamanho 36 e eu consegui faze-la no tamanho 52. Assim, logo desisti do mundo das artes, e do artesanato .Sempre dizia: "não tenho nenhuma criatividade,  nenhum dom com as mãos. Concentro-me exclusivamente no intelecto".

2- E a capacitação para o trabalho com as Bíblias ? Tens tido muitas encomendas?

Conheci a mana na fé Silvia que é muito talentosa. Sabe fazer muitas coisas: biscuit, fuxico, pintura, bordado...Ela dava um curso numa igreja de biscuit, e nem sei a razão, decidi do nada tentar aprender. Sai, digamos, razoavelmente bem. Fazia uma coisa certa, e dez erradas, mas não desisti. Prossegui.

Um dia olhei na net uns passarinhos de pano e resolvi faze-los. Sairam lindos, e até presenteeie algumas amigas com a minha grande obra prima ! Outra feita fiz umas corujinhas de tecido, e mais uma vez foram sucesso. Todas da turma de biscuit queriam as corujinhas da irmã Nayara. Fazia somente pra mim, e para presentear.
Bíblia encadernada

Mana Silvia diz quer dormi de um jeito e acorde artesã  (risos). Até que um dia vi uns cadernos forrados com tecido e pensei: "Vou encadernar meus diários com Deus que estão velhinhos." (Obs: desde que conheci Jesus, todos os anos eu tenho um diário. Nele escrevo os sonhos proféticos, pedidos de oração, respostas de Deus, o que aprendo na bíblia...)


Não Lembras?

Mateus 16:9 – Não compreendeis ainda, nem vos lembrais dos cinco pães para cinco mil homens, e de quantas alcofas levantastes?

Jesus estava em Decápolis, território gentio, quando multiplicou sete pães e alguns peixes alimentando quatro mil homens, além de mulheres e crianças.

Os discípulos estavam com Jesus na ocasião do milagre, era a segunda vez que havia uma multiplicação de pães. Creio, que presenciar tamanho milagre mexeria com a fé de qualquer um a ponto de fortalecer as convicções em qualquer ocasião.

Não obstante, esse milagre visível, os discípulos facilmente esqueceram. Saindo do cenário milagroso, entraram no barco em direção à uma outra cidade e apesar de terem visto muitos pães não guardaram nenhum para uma eventual fome.

“E, passando seus discípulos para a outra banda, tinham-se esquecido de fornecer-se de pão” Mt 16:5

Jesus, antes que eles partissem, os advertiu contra o fermento dos fariseus, e eles, creio, que olhando uns para os outros, com certo sarcasmo disseram: “É porque não vos fornecemos de pão”