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| Jesus é quem conduz ao Caminho da Vida |
João Cruzué
Depois de três anos acompanhando o Senhor, os discípulos agora estavam sozinhos. Jesus, o Filho do Deus Vivo, estava "morto", e Pedro, seu discípulo mais destemido, confrontava com a realidade: o Mestre estava morto! O tempo dos milagres, da multiplicação dos pães, as multidões interesseiras, o partir do pão, as parábolas (para Pedro) passou De volta à Galileia ele decidira voltar à velha vida de Pescador; junto com ele, os outros discípulos. Todos eles passaram pelo "Caminho de Emaús". Jesus, o profeta poderoso em obras e palavras sofreu a condenação da morte na cruz. O Remidor de Israel, estava morto. A profecia da pesca de homens, chegara a um fim decepcionante.
Ao menos era o que pensava os seguidores de Jesus. O sonho tinha acabado; agora eles estavam acordados e de volta a monotonia e à mediocridade. E foi assim que eles subiram no barco da decepção e passaram a noite inteira pescando - sem apanhar um peixe sequer. A pequena chama do início da Igreja estava se estinguindo. O nome de Jesus ficaria restrito àquela geração e região. Mas os planos que são traçados por Deus não terminam no barco da decepção. O Senhor, de novo, observava seus discípulos lançando as redes no lago da Galileia.
E assim tem sido com muitos crentes, cujos corações já arderam sob a labareda do fogo do Espírito Santo. Como é fácil esquecer os momentos felizes que passamos na presença do Senhor. Basta uma decepção, um pisão, uma cotovelada "santa", uma oração não respondida, para começar o longo e silencioso processo do esfriamento espiritual. As bênçãos e graças já não mais são lembradas. Os pequenos e grandes livramentos, esquecidos. Há uma força maligna sorrateira, incansável no propósito de apagar a chama do Espírito que arde nos corações dos crentes.
Que procura atiçar, fermentar a natureza do velho homem nos crentes. E quanto mais se critica, murmura, reclama, mais a chama da presença do Espírito de Deus se apaga. E quando acordamos, estamos de novo na velha vida - pescando - sem apanhar nada. Resumindo tudo em uma palavra: um desânimo total.







