12 de junho é dia de Anne Frank

."Quando eu escrevia,
todas as minhas tristezas desapareciam.
Eu não pensava naquela miséria toda,
mas na beleza que permanecia"
(Anne Frank)

12 de junho, aniversário de Anne Frank

João Cruzué

Annelise Marie Frank foi uma vítima do Shoah. Era adolescente nos anos 40, quando as botas nazistas pisaram no pescoço da Europa continental e promovendo um movimento de deportação e extermínio de judeus sem precedentes na história. Se estivesse viva, completaria 85 anos de idade na quinta-feira 12 de junho de 2009. E meu pai se estivesse vivo, 94 anos. Ambos nasceram no mesmo dia.

Anne Morava em Amsterdã, na Holanda, quando os soldados alemães procuravam judeus para os deportar para os campos de concentração da Polônia. Anne, e sua família: Margot, a irmã mais velha; Edith Hollander, a mãe e o pai - Otto Heinrich Frank. Na companhia do casal Peter e Dussel Van Daan esconderam-se por dois anos no sotão chamado Anexo Secreto. A escritora protestante Cornelia Johanna Arnolda ten Boom ou Corrie Ten Boon, mais tarde escreveu um livro "Refúgio Secreto", onde descrevia suas experiências com ocultação de judeus.


Anne tinha um diário, um presente de aniversário que ela chamava de Kitty, meu gatinho. Tinha 13 anos quando começou a escrever nele. Escrevia as coisas simples do seu dia a dia. O que pensava, fazia e sentia. Se vivesse em nossos dias, escreveria um blog, tal como  Yoani Sánchez, a blogueira cubana.


Significado de temor na Bíblia




Wilma Rejane

O temor em sentido popular é impotência humana diante de situações, é ansiedade, insegurança. É um sentimento que nos torna pequenos, acuados, diante de gigantes reais ou imaginários. Pensamos ser o temor próprio dos covardes, contudo, todos nós sentimos temor em determinados momentos e a coragem consiste não na ausência desse sentimento, mas na superação dele. Superar os temores, não sermos vencidos por eles, é próprio dos valentes.

O temor tem suas faces e talvez por isso precise ser desvendado, por exemplo: o temor é cruel, raiz-de-fel, mas poderia ser mel? Mel em seu lado bom, pois o temor em certas ocasiões protege; o temor de cair em um abismo faz com que fiquemos bem longe dele, o temor de subir em um alto muro, evita a queda, o temor em  ser atropelado mantêm a cautela ao atravessar uma rua movimentada, o temor de ir para o inferno pode aproximar do céu. Esse último exemplo pode parecer escandaloso, mas é verdadeiro, a Teologia do temor tem seus adeptos.

Significados de temor na Bíblia

Ao pesquisar essas palavras na Bíblia encontrei :

I Coríntios 2:3 – estive convosco em fraqueza e em temor e em grande tremor.

Temor = Phobos (strong 5401) grego clássico diz que é fuga, terror, pavor. Dessa raiz vem a palavra ''fobia”.

Oseias 3:5; Depois tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao Senhor seu Deus, e a Davi, seu rei; e temerão ao Senhor, e à sua bondade, no fim dos dias.

Temer = pachad (Strong 06342), estar assustado, tremer, se surpreender, estar admirado, maravilhado.

Isaías 8:13: Ao Senhor dos Exércitos, a ele santificai; e seja ele o vosso temor e seja ele o vosso assombro.

Temor = morah (Strong 04172) o mesmo que reverência, espanto, respeito.

Além dos idiomas grego e hebraico, a palavra tem suas variações em outros idiomas. No português encontramos os seguintes significados para medo: ansiedade, preocupação, covardia, inquietude. 

Temor é uma reação natural dos homens em relação a coisas terrenas e sobrenaturais. Quem nunca sentiu temor? O momento do temor é também o momento de colocarmos nossa fé em ação. 

Em diversas ocasiões Jesus comentou com seus discípulos a respeito do temor:


No diário de uma blogueira




Wilma Rejane

Olá, como está sua vida nesse momento? Tenho orado constantemente a Deus para que as publicações do Tenda falem aos seus corações de modo a abençoa-los e motivá-los a viver mais próximos de Deus em relacionamento de alegria e temor. Tenho consciência de que há uma grande distância entre o ministério da escrita e o pastorado, não sou nem pretendo ser pastora - apesar de muitos me tratarem dessa forma. Compreendo que apascentar vidas requer proximidade, um processo diário de acompanhamento e amor fundamentados em princípios Bíblicos e eclesiásticos. Contudo, reconheço a importância e poder da mensagem escrita quando produzida sob direção e inspiração do Espírito Santo. Em ambos os casos (pastorear e escrever) paga-se um preço e é sobre esse preço que gostaria de lhes falar hoje.

Se passaram pouco mais de seis anos desde o inicio desse trabalho e de lá para cá muitas coisas mudaram em minha vida. Antes eu tinha mais tempo disponível para produzir mensagens e hoje, mesmo contando com a preciosa colaboração do Wallace e do Cruzué, demoro um pouco mais a atualizar as postagens. Por opção não tenho perfis em redes sociais, minha prioridade na internet é a evangelização e penso não ser muito interessante (nem importante) expôr a vida pessoal a ponto de perder privacidade ou se tornar fútil e exibicionista. Busco o que é de Cristo e não fazer prosélitos para mim mesma. E o que de mim se expõe que seja para glorificar a Deus, pois Ele é o autor do que vivo e sou.


A máquina que transforma pessoas amargas em doces




Às vezes me pego pensando: “por que quando somos criança queremos tanto crescer?!” É uma vontade tão grande de chegar à vida adulta, que poderíamos dizer que é quase incontrolável. Essa vontade, esse desejo, esse impulso de ser adulto nos impede de perceber algumas facetas tão particulares e preciosas dessa fase singular que é a infância. Dentre essas, uma se destaca: a imaginação! Quando criança, imaginamos o tempo todo, e o melhor, não é preciso fazer força para isso, é natural, completamente natural.


Não consigo entender como essa capacidade é praticamente perdida quando atingimos a adolescência, juventude e vida adulta. O praticamente, confesso, é um eufemismo, pois é devido a muito esforço, que aqui, e ali, conseguimos algo parecido com a imaginação infantil. O que antes fazia parte do nosso cotidiano, agora parece ser uma habilidade um tanto quanto incomum.

Lembro bem de um quadro, uma tela pintada a óleo que tínhamos em casa quando eu era criança. No quadro havia uma paisagem com alguns coqueiros, uma casa na praia, o mar, uma jangada e alguns pássaros. Consigo recordar como se fosse hoje todos os filmes que eu criava com aquela imagem estática diante dos meus olhos. E o que me espanta, ao recordar disso, é com que rapidez, segurança e convicção, eu inventava todas aquelas estórias. Não eram simples fantasias infantis, mas construções a partir dessa capacidade tão singular àquela fase, a imaginação.

Diante disso surgem algumas dúvidas. Seria uma mudança fisiológica? Uma mudança na química do nosso cérebro? Sim, seria ela a responsável pela quase que falência dessa capacidade imaginativa que tínhamos quando criança? Ou será que é uma mudança psicológica? Poderia ser a soma das experiências boas e ruins – pelas quais fomos passando – a responsável pela alteração da nossa forma de ver, sentir, conviver com o mundo a nossa volta? Ou quem sabe, podemos apontar outra razão para o sumiço de nosso desvairar imaginativo: uma mudança sociológica?


Água e vinagre em uma lição para o cotidiano




Wilma Rejane


Uma passagem Bíblica no livro de Gênesis me chamou a atenção. É sobre José. Lendo-a pude perceber porque ele era tão especial e teve um papel relevante na história do povo judeu. Um gesto de José na prisão muito diz sobre sua personalidade (pequenas coisas, grandes significados).

 "E veio José a eles pela manhã, e olhou para eles, e viu que estavam perturbados. Então perguntou aos oficiais de Faraó, que com ele estavam no cárcere da casa de seu senhor dizendo: Por que estão tristes os vossos semblantes?"(Gn 40:6,7).

José percebia o estado sentimental das pessoas, coisa rara em nossos dias.  O egoísmo é uma característica marcante da sociedade atual. Muitas pessoas passam por nossas vidas diariamente e muitas se vão sem que percebamos como estão, quem são e o que poderíamos fazer por elas.


Judeus não falavam com samaritanos

Os samaritanos haviam construído um templo no monte Gerizim para rivalizar com o de Jerusalém, mas o templo foi destruido por João Hircano. Eles atribuiam ao seu monte, maior santidade que ao monte Moriah. Acusavam os judeus de terem feito adições a Palavra de Deus e se orgulhavam em reconhecer apenas o Pentateuco como livro inspirado. Favoreciam Herodes -  que não era popular entre judeus.

Os samaritanos também acendiam falsas luzes nos montes para confundir os cálculos dos judeus sobre luas novas e assim confundirem as festas.  Chegaram a profanar o templo em Jerusalém, em plena Páscoa, espalhando ossos humanos em algumas áreas. Os conflitos entre judeus e samaritanos eram constantes e faziam questão de tornar o ódio público. Os judeus se referiam aos samaritanos como "filhos de Cão, cãozinhos".

Judeus mudavam de calçada ao verem samaritanos, era uma guerra cultural que perdurava...Até que Jesus veio e em seu encontro com a mulher samaritana, ensinou que a paz era possível e que não existia povo mais digno ou menos digno. Ele parou em um lugar que os judeus geralmente não parariam e falou com uma samaritana a quem seus compatriotas ignorariam. Faminto e com sede, Jesus quis primeiro saciá-la: 

Eu só queria uma nova chance para uma nova vida

Porque uma árvore seca ou cortada pode voltar a brotar Jó 14;7-8



 Wallace Sousa

"Necessário vos é nascer de novo…” Jo 3.3-12

Esta reflexão teve origem quando me lembrei de um episódio do excelente Seriado CSI. Nesse episódio um corpo carbonizado é encontrado pela polícia e identificado como um ex-detento, recém-libertado, da prisão. No final, descobrem que ele – o ex-detento – estava vivo e havia, inclusive, ajudado na simulação de sua própria morte.

Ao justificar-se perante a equipe de investigação, ele diz que tinha que cuidar da filha pequena e recomeçar a vida e o único emprego que havia conseguido lhe pagava 5 dólares a hora. Dessa forma, a melhor maneira de recomeçar e dar início a uma nova vida a partir do zero, deixando o passado para trás, era morrendo. Ao ouvir a confissão, o investigador lhe diz: “você deveria ter aceitado os U$ 5!”, pois ele iria, novamente, para trás das grades.

O spoiler acaba aqui, mas se você quiser assistir o episódio, já que há sempre o reprise, acontecem outras coisas interessantes que omiti propositadamente, tanto por não terem relação com o tema do post como para deixá-lo à vontade, caso queira assistir essa excelente série, que mescla humor, drama e tragédia de forma magistral (IMHO), além de uma alta dose de mistério, que aguça a nossa inteligência (não que eu tenha sobrando, risos) e a inerente curiosidade humana.

A partir desse episódio, refleti e tracei um paralelo entre a história fictícia e a promessa de Jesus de um novo nascimento àqueles que o recebem como Senhor e Salvador. Desejando que lhes possa ser útil para refletir e agradável para ler.


A singularidade do ser pela vida de João Batista




Wilma Rejane


Vinha pensando em escrever algo nesse sentido, que transmitisse para as pessoas o quanto  são especiais e únicas. E porque muitas vezes  precisei ouvir isso não por fábulas e/ou discursos motivacionais positivistas, filosofias humanistas, mas pelo próprio Deus, O Criador. E foi somente quando conheci a Palavra de Deus, quando cri em tudo quanto Nela está escrito é que pude, enfim ser curada de tantos complexos sobre quem eu era ou deveria ser.

Deus  nos criou para adorá-Lo sim, servi-Lo também, mas especialmente : para revelar Sua imagem em nós. Está escrito: “E criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou.” Gênesis 1:27. Ao olharmos para o espelho o que contemplamos? Alguém feito com amor para revelar Deus ao mundo! Claro que todo o universo é expressão do Criador: flores, frutos, estrelas, rios, mares... Porém e somente ao homem é que foi dada a virtude do ser “imagem e semelhança” de Deus.

E quando isso se torna possível e real? Quando Cristo habita em nós! Ele é quem nos capacita para irmos além da essência humana ao assumirmos que o Divino habita em nós. Apóstolo Paulo foi um homem que cumpriu o propósito de Deus e assim confessou: “Já não vivo eu, mas Cristo vive em mim porque vivo pela fé no Filho de Deus”. Gálatas 2:20. Ninguém verá a Deus se o buscar na vida de um homem ímpio e mau, sem amor nem compaixão. Sob este aspecto, escolhi olhar para a vida de João Batista, um homem consciente de seu chamado, convicto de quem era sendo elogiado por Jesus. Admirável João!

Houve um homem enviado por Deus cujo nome era João.
João 1:6

Ele viveu pouco tempo, entre 30 e 37 anos de idade foi decapitado por Herodes, Estranho não? Se espelhar em alguém que viveu pouco e morreu tragicamente. Mas um detalhe sobre a morte de João, nos diz muito sobre sua vida. É que Jesus,  apesar de abalado e triste pela morte de João, age de modo rotineiro prosseguindo com Sua agenda de curas,orações e libertação:


Muçulmano e auxiliar de Yassar Arafat se converte ao Cristianismo: "encontrei meu Pai".



"Tendo sido orfão de pai e mãe, descobri que o verdadeiro orfão é aquele que não conhece a Deus a quem podemos chamar de Pai". Salim Bouali

E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai. Gálatas 4:6





Quando os sonhos não morrem




João Cruzué

Hoje fui caminhar um pouco pela manhã para deixar em ordem o físico que Deus me deu e que já passou dos 53 anos. O sol estava maravilhoso e o dia bem quente às 10h. Por onde caminho tem uma calçada na avenida com mais de um km de extensão, com marcas numeradas de 50 e 100m. Na ida o trecho é uma subida. Dias desses eu cometi uma loucura correndo uns 500 metros e o coração quase saltou pela boca - he he he! Na semana seguinte continuei "louco" e corri todo quilômetro. No final deste trecho, à direita tem outra rua com o nome de Albert Sabin, uma rampa íngreme com exatos 500m que para subir é ainda pior que correr o trecho anterior.

Estava precisando disso, pois em meu novo trabalho o calor do Centro de São Paulo. E no dia de hoje, eu fui caminhar, correr o quilômetro da ida, subir a rampa, descer, correr o mesmo quilômetro na volta - terrível - até chegar em casa. Quase morto. Se Deus quiser, amanhã será um belo dia, e tenho pretensões de repetir a caminhada, e semana que vem, até perder um pouco de peso enquanto ganho mais disposição.

Como gosto de fazer toda semana, fico orando e esperando que o Senhor me dê inspiração para escrever um bom texto, de preferência um texto que a voz Dele fale primeiro comigo, para que eu tenha certeza que falará também com outros. Parece coisa antiga, mas  ainda me guio desta maneira: Se eu ouvir a voz de Deus em um texto, sei que meus leitores também ouvirão. E a palavra que moveu meu espírito hoje, foi um trecho muito conhecido que está na Bíblia em  João capítulo cinco - O paralítico do Tanque de Betesda.

Jesus Cristo foi a forma que Deus planejou para se humanizar e revelar Seu grande amor para com as nossas mazelas de cada dia. Jesus é Deus. Se alguém quiser saber um pouco sobre o amor de Deus, precisa ler e meditar no que está escrito e no que não está no seu Evangelho escrito por Marcos, Mateus, Lucas e João. Jesus é o cumprimento da profecia de Isaías: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.