Deus no meio do redemoinho

 

Wilma Rejane


“ Deus, do meio de um redemoinho respondeu a Jó” Jó 38:1

Redemoinhos são fenômenos naturais que varrem literalmente pessoas e coisas, e dependendo da força do vento, o estrago pode ser de pequena ou grande proporção. Chegam sem avisar e se movem em todas as direções. Viver um redemoinho, significa “ser moído” literalmente, ver a vida ir pelos ares. Foi exatamente isso que aconteceu com Jó, “homem mais justo que havia sobre a terra” Jó 1:8. Em pouco tempo, foi surpreendido pelo mal, perdendo tudo que tinha: família, saúde, amigos e honras. Um redemoinho varrendo-lhe a felicidade.

A história de Jó, revela o motivo pelo qual muitos de nós padecemos adversidades. Elas seriam resultado de combate espiritual e não necessariamente punição, consequência de pecados cometidos. No entanto, é difícil para nós decifrarmos os desígnios de Deus, especialmente nos momentos em que a dor é tão intensa e a alma geme, faltando palavras e forças para sorrir e manter-se de pé.

Nossas dores nem sempre encontram abrigo no coração do outro, ninguém pode vivê-la ou compreendê-la do modo como gostaríamos. O “fardo” se torna pesado quando na alteridade falta o amor. Jó estava ali, moribundo, coberto de chagas, perplexo pelas muitas interrogações e sem amigos. O que existia era pré julgamento e impiedade. Quem intercedeu por Jó com lágrimas nos olhos e sinceridade de coração? Nenhum de seus companheiros. No fim do livro de Jó, contudo lê-se: “Mudou o Senhor a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos e o Senhor deu-lhe o dobro de tudo quanto antes possuía” Jó 42:10


É preciso olhar para frente

Olhar para trás significa ter saudades do que deixamos, e Deus não admite isto.



“A outro disse Jesus: Segue-me! Ele, porém, respondeu: Permite-me ir primeiro sepultar meu pai. Mas Jesus insistiu: Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos. Tu, porém, vai e prega o reino de Deus. Outro lhe disse: Seguir-te-ei, Senhor; mas deixa-me primeiro despedir-me dos de casa. Mas Jesus lhe replicou: Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus”. (Lucas 9.59-62)

Temos aqui um chamado de Jesus a duas pessoas diferentes, mas que lhe responderam de modo semelhante. Enquanto Jesus esperava de cada uma delas um profundo comprometimento, elas, por sua vez, estavam presas demais às coisas terrenas e questões transitórias.

A primeira pessoa queria sepultar seu pai antes de seguir esse chamado. Particularmente não creio que o pai já houvesse morrido e o velório estivesse em andamento; penso ser um costume onde o filho (normalmente o mais velho) tinha a sua saída de casa liberada somente depois da morte do pai. Porém, independente de qualquer interpretação ou especulação do assunto, temos alguém dando uma desculpa ao chamado de Jesus, demonstrando estar presa a algo e, assim, impedida de atender prontamente ao Senhor.

A segunda pessoa se oferece para seguir a Cristo, mas queria ao menos despedir-se dos seus. Tinha uma prontidão maior que a primeira e uma desculpa menor (ou que se resolveria mais depressa). Mas Jesus deixa claro que depois de terem se envolvido com Ele, estas pessoas não tinham mais a opção de olhar atrás. Se o fizessem, não seriam aptas para o Reino de Deus. A palavra traduzida como “apta”, no original grego, é “euthetos”. Segundo o Léxico de Strong, seu significado abrange o conceito de “apropriado” e “útil”.

De acordo com a afirmação do Senhor Jesus, não podemos hesitar em atender Seu chamado, nem sermos encontrados presos a coisas ou valores que nos impeçam de seguir adiante em obediência a Ele. A verdade é que todos temos dificuldades de abrir mão de determinados valores. Ficamos presos à algumas coisas de nossa vida. Mas quando se trata de seguir a Cristo, não podemos ter nada que nos prenda. Não podemos mais olhar para trás.

Quem põe a mão no arado, precisa olhar para frente, focar sua meta. Se olhar para trás não será bem-sucedido no que faz. Semelhantemente, se queremos servir ao Senhor, a opção de olhar atrás não deve existir, uma vez que quem assim procede não é considerado “útil” para o Reino de Deus.

Limpando as redes



Wilma Rejane


Jesus viu à beira do lago dois barcos, deixados ali pelos pescadores, que estavam lavando as suas redes. Lucas 5:2

Os pescadores estavam no lago de Genesaré, era noite e as redes recolhidas da água indicavam fim de uma jornada frustrante de pesca:nenhum peixe. Pedro, Tiago, João e André faziam parte de uma cooperativa de pescadores e atravessavam um período econômico difícil, dias a fio sem sucesso com a pescaria. A noite era a melhor hora para pescar, mas as estratégias pareciam não valer para aqueles irmãos e companheiros de trabalho.

Até que Jesus aparece no lago e o que parecia ser o fim, na verdade era recomeço:

Entrou num dos barcos, o que pertencia a Simão, e pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia. Então sentou-se, e do barco ensinava o povo. Tendo acabado de falar, disse a Simão: "Vá para onde as águas são mais fundas", e a todos: "Lancem as redes para a pesca".  Simão respondeu: "Mestre, esforçamo-nos a noite inteira e não pegamos nada. Mas, porque és tu quem está dizendo isto, vou lançar as redes".  Quando o fizeram, pegaram tal quantidade de peixe que as redes começaram a romper.”  Lucas 5:3-6

A fé dos pescadores nas Palavras de Jesus, fez com que os resultados de suas ações fossem transformados: lucro abundante ao invés de prejuízos constantes.

Eles pararam de limpar as redes e lançaram-nas ao mar alto, ao fundo,  foram adiante nas águas, dentro do barco, do mesmo barco que Jesus sentou para ensinar as pessoas que estavam na praia naquela  noite. É tão incrível  a recepção dos pescadores para com Jesus! Eles sabiam que já haviam feito o possível para encher as redes, sem sucesso e agora lhes restava acreditar no impossível e foi o que fizeram!


O dom musical de Kelly Melyssa






Wilma Rejane

Kelly Melyssa é uma jovem presbiteriana filha de uma grande amiga minha aqui em Teresina. Melyssa é cantora e compositora e já tem um cd gravado e alguns prêmios em festivais de talentos. Seu pai passou anos construindo um estúdio de gravação em casa para produzir as filhas que têm o dom musical. A irmã mais nova de Melyssa se chama Vitória, é doce e meiga e sempre me recebe com um tenro abraço. Ela toca violino e já se destaca tendo sido convidada para um concerto em Portugal. Você pode visitar o canal da Melyssa no you Tube e conferir outras músicas de sua autoria. Este clip foi produzido por seu pai especialmente para mães e filhas.

Grandes mulheres evangélicas: Angela Merkel

Filha de Pastor Protestante
governa a Alemanha há mais de 10 anos

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Angela Dorothea Merkel
João Cruzué
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Angela Dorothea
 Merkel nasceu em 17 de julho de 1954 em Hamburgo, Alemanha, como Angela Dorothea Kasner. Filha do Pastor Luterano Horst Kasner e de sua esposa, a professora de inglês e latin, Herlind Jentzsch. Seus avós maternos vivem em Elbing, na Prússia Oriental e ela tem mais dois irmãos: Marcos e Irene.

O Pastor Kasner estudou teologia em Heidelber, concluindo o curso em Hamburgo. Em 1954 foi consagrado Pastor da Igreja Luterana de Quitzow, próximo a Perleberg, em Brandenburgo, foi quando a família mudou-se para Templin. Por isso, Angela cresceu no Interior, a 80km de Berlin, na antiga República Democrática da Alemanha – a ex-Alemanha comunista. Devido ao respeito e ao bom relacionamento com as autoridades locais, o Pastor podia viajar livremente entre as duas Alemanhas.

Igual a muitos estudantes, Angela foi membro oficial do movimento jovem de tendência socialista, a Juventude por uma Alemanha Livre. Mas tarde, tornou-se membro do Comitê do Distrito e secretaria da “Agitprop”- Agitação e Propaganda - junto à Academia de Ciências da organização. Entretanto, ela não participou da cerimônia de de entrada da Jugendweihe na sua época, como era comum.


Editora Oxigênio Publica autores cristãos


Gabrielle Dassi
Assessoria de imprensa
Editora Oxigênio

Um escritor de primeira viagem sem um acompanhamento profissional nem sempre alcança as expectativas ao publicar um livro pela primeira vez. Essa experiência pode ser ainda mais difícil quando se trata de livros evangélicos. Por ser um nicho muito específico, se a publicação não for feita com qualidade, o resultado pode frustrar ao invés de satisfazer.
Os escritores Wallace Sousa e Wilma Rejane Neri Moura já passaram pela experiência da primeira publicação e garantem que escolher bem a editora faz toda diferença.
Wilma reside em Teresina e é editora do Blog Tenda na Rocha. Ela publicou dois livros: “Às Margens do Quebar” e “A Primavera de Sara”. A autora também participou de uma Antologia sobre "Blogs Evangélicos, O Impacto da Mensagem Cristã na Internet".
Ao entrar no mercado literário, Wilma conta que contactou diversas editoras e encontrou muitos obstáculos. Através da internet, ela conheceu a Editora Oxigênio por meio do livro “O Amor Tudo Vence”, do editor e escritor Léo Kades.


Sobre aqueles dias difíceis



Wallace Sousa

"Ao primeiro, José deu o nome de Manassés, esclarecendo: “Deus me fez esquecer meus dias difíceis e toda a família de meu pai”. Genêsis 41:51

Todos nós podemos ser agrupados em três tipos de pessoas, independentemente de nossa cor, sexo, peso, altura, posição social, idade ou o que quer que seja. Talvez você não esteja concordando comigo agora, mas calma: você vai.

Tomando por base aquele texto acima, de Gênesis, que retrata um período da vida de José, em que ele fala sobre “dias difíceis”, toda e qualquer pessoa pode ser classificada em um dos três grupos a seguir:

  • Pessoas que passaram por dias difíceis;
  • Pessoas que estão passando por dias difíceis;
  • Pessoas que ainda vão passar por dias difíceis.

Não consigo me desligar do meu passado

Para aqueles que fazem parte do grupo 1, tenho duas coisas a dizer, e são elas:
em primeiro lugar, parabéns! Sair de situações difíceis não é nada fácil, se é que você me entende. Segundo e, por favor, preste muita atenção nisso pois é muito importante o que vou lhe dizer: você não precisa ficar amarrado, escravizado ao seu passado de experiências desagradáveis e tristes.

Afinal, já basta ter tido um passado ruim, você não precisa estragar seu presente por causa disso e nem comprometer seu futuro, atrapalhando seu amanhã por conta de um ontem que já passou.

A Rocha e a caverna do poço em Isaías 51:1



Wilma Rejane

Ouvi-me vós que seguis a justiça, que buscais ao Senhor; olhai para a rocha de onde fostes cortados e para a caverna do poço de onde fostes cavados. Isaías 51:1

Há muito que esse verso me atrai de modo especial. Ele foi escrito na época em que Israel encontrava-se no cativeiro Babilônico e o profeta, como porta voz de Deus convoca: " ouçam, olhem". Ouçam o que Deus diz, Ele orienta vossos olhares em direção a rocha de onde fostes cortados e a caverna do poço de onde fostes cavados. Aqui não carece apenas uma leitura superficial, será preciso desvendar o significado de rocha e poço a fim de aproximar a mensagem da pratica. A voz de Deus chegava naquele contexto de guerra como um Bálsamo, um fortalecedor da fé. Resta saber se de fato, Israel parou para ouvir e olhar. Resta de fato, saber se o leitor de Isaías irá também parar, ouvir e olhar na direção apontada por Deus.

Isaías 51:1 é uma passagem Messiânica, futurista, mas também uma diacronia, ou seja: válida através do tempo, não estática. Israel, no cativeiro, não deveria se deixar abalar pela situação de opressão. Havia perspectiva de libertação, uma libertação física e também espiritual e o caminho para tal libertação tinha inicio com uma mudança de mentalidade. Israel deveria manter na memória sua origem e progresso, de um povo que surgiu a partir de uma promessa feita a Abraão. Abraão era uma pedra bruta, uma rocha que foi moldada recebendo um corte, uma separação. Ele foi separado de sua família rumo a terra prometida e durante a caminhada foi sendo moldado em um relacionamento com Deus. Israel, portanto, aqui é a designação provável de rocha no sentido de que Deus criou, cortou, moldou, multiplicou e edificou. Nenhum dos cativos deveria esquecer de que era também rocha separada, uma parte micro que dava sentido ao macro.


Coisas que Deus me ensinou




Mateus Machado

O Deus que não habita templos visitou meu coração. Anulou todo meu esforço religioso para agradá-lO, jogou fora todos os megaeventos que sonhei em ir e até mesmo ministrar e me deixou a sós com Cristo, no meu quarto secreto.

O Deus que não habita templos visitou meu coração e escancarou meu orgulho, minha arrogância evangélica, meus sonhos que não condizem com a simplicidade da vida de um discípulo e me deixou com um único caminho, que é vivo, Cristo.

O Deus que não habita templos visitou meu coração e me constrangeu com seu amor pela humanidade, indistintamente, e me mostrou que não devo escolher a quem amar, apenas fazê-lO por seu Espírito e me transformar em alguém mais parecido com Ele, o Cristo.

O Deus que não habita templos visitou meu coração e anulou todo falso saber conquistado por muita teoria conhecida e pouca história de vida. Anulou todo o conhecimento para que eu conhecesse a Ele, o Cristo.