Não é possível esconder a luz, nem a cruz...





Wallace Sousa

Esta mensagem foi confeccionada em setembro de 2009, para um pequeno grupo (eu e mais 2 irmãos) e depois para um boletim informativo de Os Gideões Internacionais do Brasil. Mas, esses dias, o Senhor me incomodou para resgatá-la e publicá-la.

Bem, eis a mensagem, e você vai decidir se fiz mal em deixá-la tanto tempo “esquecida” ou se ela deveria mesmo ficar esquecida, e não mereceria ser trazida a lume.

Carregar a cruz não é para qualquer um…

Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte. Mateus 7.7

Amados irmãos, paz do Senhor Jesus, nossa viva esperança, não apenas no presente como também no futuro.

Queridos, faz alguns meses que assisti a um filme interessante sobre a 2ª Guerra Mundial, travada entre o Japão e os Estados Unidos, numa pequena ilha do Pacífico chamada Iwo Jima, que significa “ilha de enxofre” ou “ilha vulcânica”. Nessa ilha foi travada uma feroz batalha que ceifou milhares de vidas de ambos os lados, cujas perdas não se podem justificar pelos resultados obtidos.

Todavia, o que me chamou a atenção foi uma palestra dada aos combatentes japoneses antes da batalha efetivamente começar, onde eram mostrados os alvos prioritários dos projéteis nipônicos: os soldados-médicos, que eram facilmente identificáveis porque carregavam uma cruz vermelha nas costas ou nos capacetes.


Considerações sobre a vida de Ló




 Wilma Rejane

"E tomou Terá a Abrão seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã, e habitaram ali." Gênesis 11:31

Ló era sobrinho de Abraão e companheiro em uma fase importante na vida do tio, quando este recebe um chamado de Deus para seguir em direção a Canaã. Ao observarmos detalhadamente as ações desses homens  encontraremos dois estilos distintos de vida:  andar segundo a direção do Espírito de Deus (Abraão) e andar por vista seguindo deduções desprovidas de fé (Ló). Com Abraão aprendemos a alegrar o coração de Deus e com Ló aprendemos sobre os perigos  da aproximação com o pecado.

Ló conviveu muito tempo com o tio, o suficiente para perceber os frutos de um relacionamento pessoal com Deus . Abraão,embora falho, se esforçava para obedecer , ele tinha consciência de que sua vida, sucesso ou fracasso estavam ligados ao modo de relacionar-se com Deus e com o próximo. Ló,no entanto, demonstra não acompanhar os ideais de fé do tio. Nos momentos de culto, nos memorias que Abraão ia erguendo de cidade em cidade em agradecimento a Deus pelas vitórias, Ló nunca é citado,tudo indica que era mero espectador, de outra forma teria insistido em permanecer com Abraão mesmo quando este sugeriu que se apartassem por motivos financeiros. A verdade é que Ló, apesar de ser considerado um homem justo(II Pedro 2:7), mantinha distância dos propósitos Divinos para sua vida.


"E levantou Ló os seus olhos, e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada, antes do Senhor ter destruído Sodoma e Gomora, e era como o jardim do Senhor, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar. Então Ló escolheu para si toda a campina do Jordão, e partiu Ló para o oriente, e apartaram-se um do outro.Habitou Abrão na terra de Canaã e Ló habitou nas cidades da campina, e armou as suas tendas até Sodoma." Gênesis 13:10-12

Os pastores de Ló contendiam com os pastores de Abraão, pois ambos tinham muito rebanho, a solução sugerida por Abraão, em nome da paz, foi apartarem-se. Esse momento de crise funcionou como um decantador onde o coração de Ló foi depurado até revelar sua essência: ele escolhe Sodoma, é atraído pelo movimento da cidade, pela aparência promissora de ascensão financeira.

O olhar em cinco direções - O olhar para trás


Autor: João Cruzué

Nossa maneira de olhar para as coisas do cotidiano afetam diretamente nossa capacidade de ser abençoados por Deus. Já contei em meu testemunho algumas de minhas lutas, principalmente, a que aconteceu durante um longo período de onze  anos de desemprego. Devo confessar que não sou um mestre em estratégia de como enfrentar lutas e tribulações, mas já eu já estive nesse deserto e não estaria longe da verdade se dissesse que o cristão sempre enfrenta periodicamente algum tipo de luta. Em uma forma simples de dizer, há pelo menos cinco direções para um olhar. E a maneira como o direcionamos, é decisiva para vencer ou fracassar, agradar a Deus ou abandoná-lo. Assim, quero escrever neste primeiro post uma pequena  reflexão sobre o olhar para trás.

Restituição. Olhar para trás para tentar concertar coisas erradas do passado. Zaqueu, depois do encontro com Jesus,  olhou para trás quando disse que daria a metade de seus bens para os pobres e se em alguma coisa tivesse defraudado alguém restituiria o prejuízo, devolvendo quatro vezes mais. Esta atitude está de acordo com o que está escrito em Apocalipse 2:5 "Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te.  Conheci um moço que na sua vida de incredulidade dera muitos prejuízos financeiros. Ficou endividado e, por isso, deixou de pagar muita gente. Um dia, aceitou Jesus e achava que não tinha nenhuma obrigação de procurar os credores para pedir o perdão da dívida ou combinar um acordo de pagamento. Esta atitude de "esquecer" da vida passada no que diz respeito a prejuízos dados ao próximo está longe de ter amparo nas escrituras.

Resgatando a Identidade em Cristo




Wilma Rejane

Entre os índios Miskitos de Honduras, se conserva o costume da mudança de  nome para simbolizar uma nova vida, a morte do passado. O Instituto Indígena de Honduras afirma que essa tradição é ancestral e que é uma forma dos índios tornarem-se isentos do que aconteceu antes.

Os Miskitos adoravam o deus-sol chamado Mapapak e seus lideres espirituais, chamados de Sukia ainda acreditam ter poder de curar e fazer mediação entre o homem e o mundo espiritual. Atualmente alguns missionários trabalham nessas tribos propagando o Evangelho, chamado de "yamni Sturka" (Boas Novas). A primeira Bíblia completa no idioma Miskito foi concluída em 1999.

É provável que a mudança de nome entre os Miskitos, indique bem mais que um antigo costume, mas uma necessidade real de se tornar uma nova pessoa, a partir da remissão de pecados passados.

A graça que habita nos lábios

Na Bíblia também encontramos relatos de mudanças de nomes, logo no livro de Gênesis, Deus muda o nome do casal Sarai a Abrão:

O nome Sarai é modificado para Sara. Na escrita hebraica, D'us substituiu a letra Yud pela letra Hê. O mesmo aconteceu com o nome de seu esposo - a princípio chamava-se Avram (pai da nação de Aram). Depois, foi adaptado para Avraham: pai de muitas nações. O Talmud explica que Sarai significava "minha princesa", porém ao receber uma bênção que dela virá uma importante nação, seu nome é mudado para Sara, sem sufixo, pois será uma princesa para todos. (Bereshit 17:15)

 - Sara!
 - Eis-me aqui Abraão.
 - Querida, o que sentes ao ser chamada pelo novo nome?
 - Alegria, meu Senhor. É como ver Isaac correndo por entre as tendas.
 - Amada esposa, essa mudança também me faz olhar para o futuro como se ele já existisse e nele somos mais que dois, somos nações acreditando que Deus traz a existência promessas que nos parecem impossíveis.
 - Oh Abraão, maravilhoso Deus é Jeová! ( sorriem abraçados)

A mudança de nome aqui, não acontece de forma supersticiosa, Deus abomina esta pratica. Ela acontece como Promessa e tem objetivo de aumentar a fé e proporcionar vida nova.  Jesus ao renomear os discípulos também estava  convidando-os à transformação. A partir dali, não poderiam continuar com os mesmos pensamentos e atitudes. Uma mudança real, porém, só aconteceu na vida dos 12, anos após terem ouvido os novos nomes serem proferidos pelos lábios do Mestre. Pedro, por exemplo, converteu-se após a ressurreição de Jesus.

 Quero um novo nome

Cenas da vida e o grão de trigo



Wilma Rejane

" Mas aqueles que contam com o Senhor renovam suas forças; dá-lhes asas de águia. Correm sem se cansar, vão para a frente sem se fatigar”.Isaías, 40,31

Olá querido leitor,

Como você está? Espero que esteja firme na fé, sabendo que Jesus está conosco em cada dia, fazendo por nós além do que vemos ou ouvimos. Não está tudo bem? Não desanime, esse momento haverá de passar, o importante é não desperdiçar as boas sementes que se encontram com você. Não desperdiçar significa: não abandonar a fé, não desesperar, não se amargurar. Lembre-se que Jesus falou sobre as sementes do grão de trigo, elas precisariam morrer para renascer  com muitos frutos. Haverá momentos na vida que vamos nos sentir cansados e até tristes por coisas que nos acontecem, contudo, se há fé em nosso coração e comunhão com o Senhor, saibamos que tudo não passa de “sementes de grão de trigo”: o futuro ressurgirá como resultado da restauração do Deus Criador, Aquele que contempla nosso presente e não despreza nossas expectativas.

Falo sobre “o grão de trigo” porque esta parece ser a analogia perfeita para o que pretendo transmitir hoje. E o que transmito é parte de meu testemunho pessoal. Como sabem, não frequento redes sociais e mantenho certa privacidade quanto ao meu dia a dia. Contudo, sei que há uma necessidade de se fazer essa ponte entre aquele que lê e aquele que escreve (apesar de eu ser o que escrevo).

Este tem sido um ano de muito trabalho, estou com dezesseis turmas de alunos do Ensino Médio lecionando Ensino Religioso e Filosofia. Os alunos que ilustram este artigo fazem parte de uma turma do primeiro ano, fotografei-os no dia em que sorteei entre eles o livro do meu amigo Wallace“Vou Desistir... Não Aguento Mais”.

Carta aos pais cristãos de filhos incrédulos



Pastor Jason Helopoulos
Com tradução de
E o nosso filho?” “E a nossa filha?” Como pastor, há conversas que eu rotineiramente tenho com os membros da minha igreja. Uma das interações que tenho regularmente ao longo dos últimos anos começa com um dos pais cristãos, ou ambos os pais, aproximando-se com olhares cabisbaixos. O desânimo, e muitas vezes até mesmo o desespero, são aparentes nos seus olhares. As primeiras palavras são ou “Pastor, você poderia orar pelo nosso filho?” ou “Pastor, que conselho você nos daria para a situação do nosso filho?”. Aí eles continuam explicando que o filho, agora adulto, deixou a fé.

Com angústia nas palavras, detalham como eles o criaram na fé: a criança esteve na escola dominical todas as semanas, participou da adoração comunitária e fez parte do grupo de jovens. E, algumas vezes, eles me dizem que o filho era um modelo de virtude e parecia amar o Senhor nos anos da adolescência. Seus pais não foram reservados ao compartilhar a fé com seus filhos em casa e eles tentaram rodeá-los com amigos bons e piedosos. Mas agora, tristemente, seus filhos rejeitaram a Cristo. Eles estão vivendo uma vida de incredulidade e seus pais estão cheios de pesar.

O que deve fazer um pai cristão de um filho incrédulo na fase adulta?


Estrangeira em minha própria terra

Por minha amiga Cíntia Kaneschine

Depois de morar 14 anos no Japão, cá estou eu em terras brasileiras novamente!

E eu não poderia  deixar de  registrar aqui minhas primeiras impressões e experiências em solo verde e amarelo. Infelizmente impressões e experiências não muito agradáveis.

A nossa viagem foi quase eterna de tão longa. Saímos do Japão, passamos por Taiwan, China e África do Sul. Foi bem cansativo, mas em todas as escalas foi muito tranquilo, voos silenciosos, pessoas educadas, normal.


aeroporto de Taiwan
Na última escala, porém, senti a diferença no portão de embarque. O voo que sairia para o Brasil, é claro estava cheio de brasileiros esperando para entrar no avião. E aí começou um tumulto, uma aglomeração, saímos da fila e decidimos entrar depois de todos.

Dentro do avião mais confusão: muitas pessoas em pé, brigando por espaço e por poltrona, minha amiga que estava grávida, pegou um assento bem na fileira do meio no meio, o que era inviável para ela. Fomos conversar com as pessoas ao lado perguntando sobre a possibilidade de trocar de lugar, e para o nosso espanto, fomos xingadas!!!

Aguardando a segunda vinda de Jesus



Wilma Rejane

"E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia. Porque virá como um laço sobre todos os que habitam na face de toda a terra. Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem."Lucas 21:34-36

Estes versos do Evangelho de Lucas mudaram a direção de minha mente nesses dias. Eles sempre estiveram ali e como pude esquecê-los? A recomendação de Jesus é para que essas coisas façam parte de nossa rotina cristã, contudo, os cuidados da vida procuram apagar nossa adoração,  intimidade com Deus à ponto de absorver nossa mente com coisas que não são prioridades. O que deve ser prioridade? O tempo com Deus. E haverá quem diga: durmo e acordo com Deus, oro em todos os lugares, todo o tempo, já não é suficiente? O alerta de Jesus nos convida a ir além disso. 

Enquanto homem, Jesus que veio em carne e sangue, habitar entre nós, viveu na prática aquilo que devemos viver. Ele diariamente reservava tempo para orar a sós com Deus, era o Seu lugar de repouso. O tempo empreendido em oração e também jejum, ordenava sua  mente  de tal forma que Sua rotina era absolutamente dirigida pelo Espírito Santo de Deus. Cada passo, cada encontro, cada Palavra, tudo era resultado de Sua intimidade com o Pai. Uma intimidade que Adão negligenciou, deixou se perder lá no Éden. Adão, em determinado momento de sua rotina foi deixando de lado a prioridade do relacionar-se com Deus. E pode ser que o abandono tenha sido aos poucos, até chegar o ponto de preferir se esconder de Deus a encontra-se com Ele.

Recomendações às Mulheres Cristãs





Eliseu Antonio Gomes
Blog Belverede


A mulher, assim como os homens, deve ter uma conduta exemplar na igreja e fora dela. (1 Timóteo 2.9-10)

O primeiro assunto abordado por Paulo em sua carta a Timóteo, no capítulo 2, que é a oração, parece estar completamente separado do segundo assunto, a conduta das pessoas de sexo feminino na congregação. Mas, ambas matérias estão interligadas pela frase "que do mesmo modo..." (versículo 9 - ARC 4ª edição [SBB]).

O apóstolo começa o capítulo ensinando sobre a indispensabilidade de orar e depois aborda a necessidade de se estabelecer um ambiente de oração que não contenha distrações, atitudes, fatos e coisas, que venham a atrapalhar a motivação daqueles que oram durante o culto público. Ao observar e exortar sobre a situação da presença e ações de mulheres na igreja, tem em sua mente o fato de que é importante manter um ambiente adequado para adorar a Deus.