O mundo hoje é um campo hostil para os cristãos verdadeiros, mesmo onde a religião dita cristã predomina. Não é muito diferente do passado, onde o cristianismo era minoria, o que mudou foi a forma de perseguição, mas ela nunca se extinguiu. O apóstolo Paulo já dizia: “quem quiser viver piedosamente, padecerá perseguição”
De fato, o mundo, para o cristão autêntico, é um verdadeiro campo minado, pois temos que ter o máximo cuidado onde pisamos. Às vezes, encontramos verdadeiros homens-bomba na própria igreja, comodamente sentados nos bancos, prontos para detonar sem o menor aviso ou alarme. E, ao explodirem, derrubam casas, famílias e, às vezes, igrejas inteiras.
Parece que, mesmo tendo vivido numa época onde nem se sabia a dimensão que as pelejas humanas um dia alcançariam, com a descoberta – e utilização – das bombas atômicas, a despeito da belicosidade então reinante, Jesus sabia que estava pisando em terreno explosivo.
Ao chamar seus escolhidos para seu discipulado, sua primeira frase foi: “segue-me“. Isso é muito marcante, algo que nos remete a uma situação singular. Jesus não estava apenas querendo ensinar seus discípulos, não estava apenas querendo lhes dar ‘lições de moral e ética’, não senhor. Ele estava, isso sim, querendo lhes ensinar a dar pisadas certeiras.
Talvez por conta do acidentado terreno da Judéia e adjacências, tanto geografica como religiosa e politicamente falando, ele somente conseguiu concluir seu “personal training” em caminhada mais de 3 anos depois. Não sei se os discípulos eram um pouco lerdos para aprender, ou tinham pouca boa vontade, não sei. O que sei é que Jesus caminhou com eles todos esses dias, em vários lugares, mas, até sua ressurreição, eles ainda não haviam se dado conta de que, de fato, Jesus era um simples andarilho. Um andarilho por excelência, gostava tanto de caminhar, que até andou por sobre as águas.







