Homem-Aranha e os conflitos da igreja atual



Deus no Gibi

Em agosto de 1962 chegava às bancas dos Estados Unidos a primeira história em quadrinhos do Homem-Aranha. Criado por Stan Lee e Steve Ditko, o personagem trazia uma nova temática aos gibis: os problemas comuns do ser humano.

Até então, quem lia revistas de quadrinhos nunca havia encontrado histórias nas quais o personagem tivesse a preocupação de pagar as contas no fim do mês. Ou que enfrentasse problemas para conseguir agradar a namorada. Muito menos que tivesse que driblar os valentões da escola, que o humilhavam diariamente.

E o que os criadores do Homem-Aranha fizeram foi justamente explorar esses dilemas com os quais todos vivemos, em aventuras de combate ao crime. O resultado foi tão espantoso que a fórmula se repetiu em diversas revistas. A partir daí, não era mais possível imaginar um super-herói sem crises emocionais, traumas e medos.

O interessante é que em algumas igrejas estamos vivendo um momento absolutamente inverso a tudo que pode explicar o sucesso do Homem-Aranha.

Quando derrotas se tornam em vitória



João Cruzué

Não importa quantas batalhas da vida você perde; o importante é, no final, ganhar a guerra. Conta uma lenda que Einstein certa vez, brincando sobre conceitos da Relatividade, disse mais ou menos isso: Fique uma hora com a pessoa que você ama e vai parecer que foi um minuto, coloque a mão sobre a chama de uma vela por um minuto, e vai parecer que foi uma eternidade. Quero escrever sobre a relatividade das perdas, quando você anda na presença de Deus.

Susan M. Boyle ficou muito deprimida quando perdeu a final do concurso Britain's Got a Talent. Um concurso de calouros realizado pela Rede de Televisão britânica ITV. Ela passou quatro dias internada na psiquiatria, chateada pela divulgação de um número de telefone errado que a produção do programa divulgou. Por causa dessa trapalhada o primeiro lugar do concurso foi para o grupo de dança Diversity.

Alguma vez, nestes últimos três anos, você já ouviu falar do Diversity? Em termos mundiais, do que lhe valeu o primeiro lugar? Foi uma vitória relativa. Já com a divulgação da música " I dreamed a Dream" Susan Boyle, a que ficou em segundo, se tornou conhecida mundialmente da noite para o dia. Mudou-se para os Estados Unidos, gravou pela Sony Music e vendeu 10 milhões de cópias desse álbum de novembro/09 a setembro/10. Em uma semana - de 23 a 30 de novembro de 2009 vendeu mais 8 milhões de cópias, recorde levado para o Guiness Book.

Nelson Piquet, o brasileiro tricampeão mundial de F1, disse uma célebre Frase: "Quem fica em segundo é o primeiro dos perdedores." Mas, quando Deus tem um compromisso com você, isso também é relativo, Susan Margareth Boyle é a exceção mais destoante.

Steve Jobs era o gênio por trás da Apple, a companhia que criou o primeiro microcomputador pessoal. Sua liderança era inegável, mas sua arrogância; insuportável. Foi despedido pelos próprios sócios. Este prejuízo e abandono foram decisivos para que ele reencontrasse o caminho para cima. Foi aceito anos depois na antiga companhia, trabalhou, criou, fez as escolhas certas e, no ano passado, antes de morrer, a Apple era a empresa mais valiosa do mundo, cerca de 391 bilhões de dólares.

Quero dar também dois testemunhos pessoais. Em 1996 eu estava vendendo o ponto de um comércio onde minha esposa e eu não fomos bem sucedidos. Na hora de passar o ponto à frente, porque o tínhamos comprado (e caro) o locador disse assim: "Vocês podem vender, mas na hora de combinar o aluguel com o novo dono eu vou dobrar o preço." Como deu para perceber, ele iria melar todo o negócio. Saímos no prejuízo. Na época, uns R$ 4.500,00. Hoje, 15 anos depois, uns R$15.000,00. Saímos no prejuízo. Uma kombi velha de um amigo retirou nossas mercadorias e móveis e entregamos o ponto ao seu locador. Uma semana depois, surgiu um trabalho para mim. Ganhei R$9.000,00. O dono daquele ponto ficou seis anos sem conseguir locá-lo.

Em 2025, não te esqueças de mim!

Flor Não-te-esqueças-de-mim.


Wilma Rejane

Os jardins são ambientes que geralmente nos fazem bem: respirar um ar mais puro, contemplar a beleza e diversidade das plantas, perceber os maravilhosos detalhes da criação de Deus no desabrochar das flores. Sempre gostei de jardins e hoje, no findar do ano de 2018 e inicio de 2019, utilizo a metáfora da pequena flor  “Não-te-esqueças-de-mim” para lhes trazer uma encorajadora mensagem de ano novo. Uma mensagem que primeiramente tocou meu coração.

Você conhece a flor Não-te-esqueças-de-mim? Ela é muito pequena, tem cinco pétalas e geralmente está em ramalhetes de variadas cores: tons de azul, lilás, branca e outras. É uma flor que está nos jardins de todo o mundo e no Brasil também é conhecida por Miosótis. Há uma parábola alemã que diz que quando Deus havia acabado de nomear todas as plantas, uma foi deixada para trás, sem nome, até que uma suave voz exclamou: “Não Te esqueças de mim, ó Senhor Deus”. Deus respondeu que assim chamaria aquela flor.

A parábola alemã tem o objetivo de relembrar a sublime história que torna conhecida a flor em alguns países. E nessa mensagem, aproveito o fato dessa pequenina flor ter cinco pétalas para enfatizar cinco coisas que devemos guardar sempre no coração, cinco coisas que como filhos de Deus não podemos esquecer. Assim o “Não- te- esqueças- de- mim” que dá título à mensagem, além de ser uma referência a flor de mesmo nome, é como uma súplica fundamentada no Evangelho de Cristo, nosso Senhor.

Depoimento de um leitor sobre o Blog A Tenda na Rocha




Boa noite Wilma Rejane,

        Aqui é o Gabriel, tenho 24 anos e moro atualmente na cidade de Joinville. Faz alguns anos que acompanho o seu blog "A Tenda na Rocha" que para mim foi uma direção concebida pelo próprio Espírito Santo para minha jornada com Cristo.  Faz três anos que conheci o Evangelho - digo conhecer no sentido de aceitar-,  e foi através do seu blog que realmente fui obter intimidade com Deus. O primeiro estudo que li foi "O Preço da Renúncia" que é o meu favorito, pois, foi através deste que eu vim a me converter renunciando minha vida e vivendo para Cristo. 

Wilma, apesar de não conhece-la pessoalmente saiba que tenho um grande apreço por sua história e dedicação ao Evangelho. Agradeço a Deus primeiramente pelos inúmeros e incontáveis gestos de amor que tem conosco e a você por transmitir a Palavra com tanta maestria e esmero. Que Deus cada vez mais venha ser louvado por sua vida!

Muito obrigado,

Do seu leitor,
Gabriel

Maria havia esquecido...




Era madrugada de domingo e ela acabara de chegar ao cenário que, a primeira vista, se apresentava desconcertante. Maria emudeceu. Diante do sepulcro aberto e vazio as dúvidas a atormentavam, seu coração palpitava e seus olhos encheram-se de lágrimas. Seu Mestre havia sido levado, pensava ela.É curioso notar que ao longo de três anos caminhando lado a lado com Jesus, ouvindo-o dizer inúmeras vezes que três dias após sua morte Ele ressuscitaria para cumprir o plano pré-determinado por Seu Pai, em nenhum instante Maria pensou nesta hipótese. A ideia de ressurreição para o judeu do século I era tão ou mais absurda do que é para nós, hoje, no século XXI. Fato é que nenhum daqueles que durante três anos andaram e ouviram Jesus de Nazaré estavam de campana em frente ao sepulcro em que Ele fora sepultado aguardando sua ressurreição naquele maravilhoso e histórico domingo na cidade de Jerusalém.

Lá estava Maria, perdida, atônita! Completamente dominada pela circunstância. Ela havia esquecido-se das palavras de seu Mestre. Esqueceu-se de crer. De repente, eis que surge a pergunta: Mulher, por que choras? Era Ele. O Cristo Ressurreto que escolhera revelar-se glorificado naquele exato momento pela primeira vez e a uma mulher, bendita mulher. Mas não foi suficiente. Mesmo diante do Rei dos reis, ressurreto e glorificado, ela não pôde ver. Confundiu-o com um jardineiro qualquer e aflita perguntou: onde puseram meu Senhor? Estava cega, havia perdido completamente o fundamento no qual tinha construído toda sua vida.

Pequenos presentes de grande valor



Wilma Rejane


Um helicóptero sobrevoou a cidade jogando brinquedos, ouvi o barulho das crianças e sai até o portão. Eram dezenas delas carregando bolas coloridas e apesar de não caber mais presentes nas pequenas mãozinhas, olhavam sorridentes para o céu aguardando mais novidades. Os adultos também se mostravam surpresos e felizes, afina,l um gesto de tamanha bondade era raro de se ver, quem sabe somente de ano em ano, no Natal, quando os corações ficam mais solícitos a doação.

A cena me fez refletir sobre Deus e Sua bondade. Todos os dias Ele envia presentes do céu para cada um de nós. Alguns reconhecem que tudo provêm do favor Divino, os bens mais preciosos que de tão acostumados que estamos com eles, sequer lembramos de agradecer : o ar que respiramos, a brisa que balança as folhas das árvores, os sorrisos que atravessam nossos caminhos. E estamos sempre aguardando mais do que nos falta ou do que temos de sobra.

Tudo é milagre, mas não nos damos conta, até que a ausência de qualquer coisa nos assalte e percebamos o imenso valor do que se perdeu. Usando um exemplo próximo e real, meu amado esposo Franklin quebrou um ossinho do pé direito chamado quinto metatarso, faz dois meses e já está recuperado, mas ficou a lição: o pequeno se tornou gigante e tivemos que  mudar toda rotina. Quanta falta fez caminhar!

Durante esse período, constatamos o desprezo das instituições para com os cadeirantes: dificuldade para encontrar rampas, preferência em filas, cadeiras de rodas em péssimo estado disponível nos supermercados (para quem chega de carro e usa só para se movimentar nos corredores do mercado),  empurrei  uma cadeira com pneu furado . E só nos demos conta da dimensão do problema, quando passamos por ele. Todos os dias pessoas com necessidades especiais são ignoradas em seus direitos de ir e vir, mas como estamos tão ocupados conosco, não nos incomoda.

E essas lições fazem falta em nossas igrejas. Imploramos por milagres, coisas grandiosas e sobrenaturais, enquanto isso o sobrenatural milagre do amor e da gratidão está distante, perdido em lugares sedentos e secos que aguardam pelo menos gotas de águas que sejam. Estamos como as crianças com olhos fitos no céu, de mãos cheias e querendo mais. E se pelo menos nossos corações tivessem a pureza da infância, o mundo seria outro, nós seríamos o outro, o amor seria viver e não 'troco'.

Acalmando o coração ansioso



Wallace Sousa

"Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus." Filipenses 4:6,7

A ansiedade é uma das grandes vilãs deste século. Aliás, para ser mais preciso, já no séc. XX a ansiedade, juntamente com a depressão, era considerada um mal bem presente na vida das pessoas. Eu já fui muito ansioso, então posso dizer que sei como esse sentimento é desagradável e difícil de se lidar.

A despeito de muitas tentativas que fiz de lidar com isso e, pra variar, quebrei a cara, a melhor e mais eficaz forma que eu encontrei de lidar com a ansiedade foi através da meditação e da confiança na Palavra de Deus.

Esse versículo que abre o post foi o melhor remédio que encontrei quando passei por situações onde a ansiedade ultrapassava os limites e vencia todas as minhas resistências, a despeito de meus melhores esforços. Outro versículo que também foi muito importante nessa luta contra a ansiedade foi este aqui:

Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra. Salmos 46:10

Entretanto, deixe-me dizer-lhe algo: tal como um remédio que, para fazer efeito, ele deve ser tomado conforme a prescrição médica, ou seja: nas doses recomendadas, nos horários prescritos e durante o período determinado, a Palavra de Deus também precisa ser observada segundo os mesmos critérios.

Por isso, não basta apenas você ler e não crer, ler e não praticar, ler e não observar, assimilar e viver de acordo. Imagine comigo: e se o médico lhe prescrever algo, você ler e não comprar o remédio, ou comprar e não tomar, não fazer uso dele, o que vai acontecer? De quem será a culpa se você não ficar curado daquela enfermidade? Do médico ou sua?

O Evangelho Vintage de Tiago

Fotografia Vintage de Tim Jarosz

Tiago 1.1

Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos dispersas entre as nações: Saudações.

Vintagismo e cultura retrô

Você já notou algo diferente na forma de algumas pessoas se vestirem, se maquiarem e usarem o cabelo? Já percebeu, por exemplo, as novas tendências nas decorações e nos designes dos carros? Há uma mistura de estilos, baseados no rústico e no contemporâneo, no antigo e no moderno. São as pitadinhas de vintage e de retro no cotidiano de todo mundo.

Peças diversas, eletrodomésticos, roupas, acessórios, sapatos, móveis, músicas, motos, carros, etc. Tudo inspirado no comportamento, nas coisas e nos costumes característicos de determinado período e que marcaram época. Chama-se isso de vintage e de retrô. Mas, qual é diferença entre eles?

O significado de “vintage” vem do nome dado a boas colheitas de vinhos. A palavra vem de “vint”, relativo à safra de uvas, e de “age”, obviamente de idade. Assim, quanto mais velho melhor. No dicionário encontramos as seguintes definições:

    Vintage (palavra inglesa)

    [Enologia] Ano de boa colheita vinícola. Diz-se de vinho fino de uma só colheita, produzido em ano de reconhecida qualidade, (…) Excepcionais, retinto e encorpado, de aroma e paladar muito finos e reconhecido como tal pelo Instituto de Vinho do Porto.

    Diz-se de produto antigo mas de excelente qualidade (ex.: mobiliário vintage, sapatos vintage).

“Retrô” significa “para trás”. É uma releitura do passado, uma retrospectiva daquilo que já foi visto. É um produto ou peça lançada atualmente com aparência antiga, uma releitura perfeita de estilo antigo. No dicionário encontramos:

    Retrô (palavra francesa)

    Que imita um estilo passado ou anterior. = RETRO

Portanto, vintage e retrô remetem ao passado. Vintage é usado ou antigo. Retrô é novo e imita o vintage, que é “antigo mas de excelente qualidade”.

Cristianismo vintage

Pois bem, já que está na moda ser vintage e retrô, o nosso objetivo é buscar o melhor do cristianismo no que há para nós de mais antigo e disponível. É o “cristianismo vintage”. Não é retrô porque não pode ser uma mera imitação. É vintage porque é “antigo mas de excelente qualidade”. Aliás, é da melhor qualidade e precisa ser desfrutado ainda hoje. Portanto: “Cristianismo vintage: uma série de estudos na carta de Tiago”.

Por que Tiago?

Aqueles dias maus e Eclesiastes 12:1



Autor: João Cruzué

Quão fracos e impotentes somos diante das adversidades da vida. Há alguns anos, minha cunhada Dalva foi acometida de câncer, apesar dos cuidados dos médicos, esposo, amigos, parentes, ela partiu, deixando muita dor. Eu sei que a morte é um inimigo real que ronda a todos nós. Fingimos que não acontecerá conosco, mas precisamos levar em conta essa possibilidade. E para que não passemos pela vida infelizes e estéreis,  creio que  é muito bom fazer uma pequena  reflexão em Eclesiastes 12.1.

Sempre detestei visitar pessoas em hospitais, até o dia que fui trabalhar em um, durante seis anos. Ali, você pode ver de tudo, a realidade que não aparece nas ruas: os infortúnios, doenças graves, acidentes, feridos de todo tipo, crianças adultos e velhos. Lá eu pude ver duas coisas: a dor e a fragilidade humana.

Acredito no poder da oração e já pude dar graças a Deus por ver uma parente curada de câncer, voltando viva para casa. Por outro lado, também já orei e jejuei por muitos dias e o resultado foi nulo. Eu posso aceitar a decisão do Senhor em deixar uns e levar outros, mas nunca vou compreender bem as decisões Dele.

Antes da irmã Dalva falecer, tive oportunidade de visitá-la no Hospital. Pedi licença por um dia no trabalho e fui com minha esposa e filha no Hospital de Pariquera-Açu, depois da cidade de Registro. Na ocasião, ao entrar na enfermaria, minha cunhada estava com tubos e eletrodos por todo corpo. Inconsciente, com uma operação de válvula mitral no coração e outra operação para estancar um hemorragia no cérebro. Eu tinha acabado de orar à sua cabeceira e já me encontrava de saída, quando os outros pacientes me chamaram: Moço, olha ela está levantado a mão. Voltei e segurei com carinho aquela mão, quente, ardendo em febre. Foi a última imagem que tive dela viva.