Salmo 23 e as escolhas da vida



Autor: João Cruzué

Se há um salmo na Bíblia que retrata bem uma época na vida de Abraão, é o Salmo 23. E esta época seria os dias seguintes à  separação entre ele e o sobrinho Ló. Um ficou com as terras mais férteis, as campinas mais verdejantes, e o outro com os morros do prejuízo. Quem tem a promessa de Deus nunca fica no prejuízo. Vamos meditar um pouco na palavra de Deus.

Os pastores dos dois parentes começaram a contender. O tio disse ao sobrinho: Ora,  não convém que haja contenda entre mim e ti, e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos irmãos. A primazia da escolha era do mais velho, mas Abraão franqueou a oportunidade a Ló. 

Ló não perdeu tempo. Levantou os olhos e viu toda a campina do Jordão, que era bem regada e parecia com o Éden. Em consequência dessa escolha, o tio ficou com pastagens inferiores. E mesmo que a princípio não tenha dado importância, mais tarde, certamente depois de ouvir os comentários da esposa e dos empregados, uma sombra de desânimo passou diante de seus velhos olhos.Deus estava atento e percebeu. Tanto percebeu que decidiu levantar o ânimo de Abraão, já velho e com mais de 80 anos. Assim falou o Senhor: Levanta agora os teus olhos e olho desde o lugar onde estás, para a banda do Norte, e do Sul, e do Oriente e do Ocidente.

Todo dia com Deus




Poema: Wilma Rejane
Vídeo: Verdadeiro Amor


"As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo..." Ct 8:7

 Quando acordar e não mais sorrir pela beleza do dia,
Pela doce sinfonia do canto dos pássaros,
Pela dádiva de um demorado banho,
De um abraço, um beijo, um encontro,
Saberei que estou perdida....

Quando não mais sentir prazer em Te buscar,
Em orar e no Teu colo me debruçar,
Estarei em profundo sono,
Em caminho ermo, abandono
Saberei que estou perdida...

Quando o outro, cansado do mundo,
Me estender a mão, em busca de conforto,
E eu recolher meus braços,  desviar os olhos,
Negar o afago, conselho,
Saberei que estou perdida...

Quando o barulho do mundo,
Das violas, das horas,
Me atraírem para a traição
De mim mesma, da minha metade,
Me roubarem a renúncia e a cruz
Estarei perdida....

A identidade dos 144 mil selados do Apocalipse




Autor: Wilma Rejane


Os 144 mil selados estão presentes nos capítulos 7 e 15 do livro de Apocalipse, são descritos como pertencentes às tribos de Israel. O enigma gerado da descrição diz respeito a identidade dos selados: o significado seria literal ou simbólico?

Baseada em análises feitas anteriormente (AquiAqui,  Aqui), concluo que a visão de João tem significado simbólico, pois esta é uma característica do livro de Apocalipse, além do que, em Apocalipse 7, se encontra uma relação de tribos totalmente distinta de outras encontradas na Bíblia, vejamos:


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Os 144  mil selados  versa sobre o povo espiritual de Deus, sua igreja onde não há distinções raciais (Gálatas 3:28). Paulo diz que o herdeiro de Abraão é a pessoa que está em Cristo (Gálatas 3:29). Ele é o pai de todos os que acreditam (Romanos 4:11). O crente em Cristo é o verdadeiro judeu (Romanos 2:29). Pedro fala da igreja como uma nação santa e povo escolhido (1 Pedro 2: 9). Paulo disse da igreja: "Somos nós que somos a circuncisão, nós que adoramos pelo Espírito de Deus, que se gloria em Cristo Jesus" (Filipenses 3: 3).

Ter o selo de Deus significa pertencer a Deus -. Paulo explica que Deus "estabeleceu o selo de propriedade sobre nós" (2 Coríntios 1:22). Os cristãos podem ter certeza do cuidado divino de Deus, "O Senhor conhece os que são dele" (2 Timóteo 2:19). Os santos são selados pelo Espírito Santo "para o dia da redenção" (Efésios 4:30).

O selamento dos servos de Deus tem muito em comum com uma visão que o profeta Ezequiel experimentou. Ele viu figuras humanas em Jerusalém (que provavelmente é um símbolo para o remanescente justo entre as tribos de Israel) perturbadas pelos pecados cometidos na cidade (9: 4). Eles também receberam uma "marca" na testa, como um sinal de sua fidelidade ao caminho de Deus.

O livro de Oséias como chave para entender os 144 mil selados do Apocalipse




Autor: Yair Davidiy
Tradução: Wilma Rejane

Queridos leitores, este é já o terceiro estudo sobre os 144 mil selados do livro de Apocalipse. Dessa vez escolhi publicar um maravilhoso e completo estudo realizado por Yair Davidiy, um judeu que tem se dedicado a estudar profundamente as tribos de Israel, tendo escrito vários livros sobre o tema. Um de seus livros se chama " As tribos: as origens israelitas dos povos ocidentais". 

Não é pelo fato de o escritor ser judeu que estou dando crédito às suas considerações sobre o assunto, os créditos vêm pelo fato de encontrar nos estudos de Yair um rico referencial Bíblico, uma observação aprofundada reunindo fatos do Antigo e do Novo Testamento. Esse estudo, em especial, sobre o livro de Oséias, é algo que vem de encontro às minhas indagações sobre o destino das tribos e a redenção descrita em Apocalipse: "quem são os 144 mil?". Para compreender que 144 mil não é um número literal e nem diz respeito apenas aos judeus, mas também aos gentios, será preciso ler o artigo completo. É um pouco extenso, mas vale a pena. 

Ainda teremos mais um artigo sobre os 144 mil selados, com as considerações finais destacando que a ausência de Dã e Efraim no rol das tribos descritas em Apocalipse 7, advêm de toda uma linguagem simbólica utilizada por João; nessa linguagem, está presente a reunião da Antiga e da Nova Aliança de Deus com Seu povo, o Israel literal e o simbólico (a igreja de Cristo).

Espero que tudo quanto está sendo publicado aqui seja para sua edificação pessoal ( e porque não dizer também coletiva). Que seja como um alimento de renovo para fortalecer o espírito nesse mundo tão conturbado, pois Jesus virá e reinará para todo sempre. Ora vem Senhor Jesus e que Tuas firmes e eternas misericórdias sejam sobre teu povo por toda a face da terra, amém!

*****

A história de Oséias e sua esposa rebelde Gomer é uma das mais magníficas histórias de redenção e amor ilimitado em toda a literatura. É uma história verdadeira e uma profecia. É um drama épico em andamento. Neste clássico literário bíblico, o Deus de Israel está contando uma história. Ele está mostrando o romance divino entre Ele e o povo da Aliança. É um relato da idolatria de Israel, das suas dispersões e das suas subsequentes andanças amnésicas. A vida e a lenda de Gomer não são apenas um esboço da história do passado de Israel com sua idolatria, suas catividades e dispersões, e suas perambulações subsequentes. 

Quem são os 144 mil selados? Desconstruindo a abordagem literal



Wilma Rejane

Ao lermos o livro de Apocalipse, somos confrontados com uma simbologia característica que exige um estudo mais aprofundado sobre os temas ali colocados a fim de desvendar o sentido das imagens. Apesar disso, muitos são os que consideram o conteúdo do livro como literal. No caso específico tratado aqui, sobre os 144 mil selados que aparecem nos capítulos 7 e 14 do livro, o modo de interpretação literal julga ser esse o número de judeus salvos oriundos da grande tribulação. Há ainda quem interprete como sendo o número literal de salvos em toda história da humanidade (entre judeus e gentios). Essa última hipótese me desanima sobremaneira, pois, temos atualmente uma população mundial estimada em 7,6 bilhões de pessoas, um número estrondoso, mas que pode parecer ínfimo se comparado a gerações passadas, os salvos seria um grupo muito restrito. 

Em todos os casos, o que se observa é um esforço por resolver o enigma de modo que tudo se encaixe, e aqui reside um outro problema: nem tudo se encaixa quando a interpretação tem cunho literal e nem tudo se explica quando a interpretação é simbólica. Por estas causas, creio ser esse um assunto que gera muita especulação e teorias e até doutrinas. Portanto, humildemente, após estudos e orações, espero transmitir aos leitores o resultado do que considero Bíblico e sensato em relação ao tema, em uma abordagem que envolve todo um contexto. 

Peço que acompanhem em leitura as passagens em Apocalipse referentes aos 144 mil selados:

E depois destas coisas vi quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma. E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, e que tinha o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, a quem fora dado o poder de danificar a terra e o mar, Dizendo: Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que hajamos selado nas suas testas os servos do nosso Deus. 

E ouvi o número dos selados, e eram cento e quarenta e quatro mil selados, de todas as tribos dos filhos de Israel. Da tribo de Judá, havia doze mil selados; da tribo de Rúbem, doze mil selados; da tribo de Gade, doze mil selados; Da tribo de Aser, doze mil selados; da tribo de Naftali, doze mil selados; da tribo de Manassés, doze mil selados; Da tribo de Simeão, doze mil selados; da tribo de Levi, doze mil selados; da tribo de Issacar, doze mil selados; Da tribo de Zebulom, doze mil selados; da tribo de José, doze mil selados; da tribo de Benjamim, doze mil selados.

Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro.” Apocalipse 7:1-10

Por que as tribos de Efraim e Dã não estão entre os 144 mil selados do Apocalipse?



Wilma Rejane

Por que as tribos de Efraim e Dã não estão entre os 144 mil selados do Apocalipse?

Esse  artigo será apenas um prólogo, pois o tema é extenso e como não disponho do mesmo tempo de entes para escrever no blog, demoro para terminar estudos dessa dimensão.

O assunto é revelador e sublime,  poderoso para restaurar a fé e esperança nas promessas de Deus. As doze tribos são um demonstrativo da soberania e graça de um Deus que está no principio e no fim da história humana, que sempre esteve, pois é Eterno.

A questão em pauta surge de uma leitura mais acurada de Apocalipse 7, versos 4 a 10, vejamos:

"E ouvi o número dos selados, e eram cento e quarenta e quatro mil selados, de todas as tribos dos filhos de Israel.Da tribo de Judá, havia doze mil selados; da tribo de Rúbem, doze mil selados; da tribo de Gade, doze mil selados;Da tribo de Aser, doze mil selados; da tribo de Naftali, doze mil selados; da tribo de Manassés, doze mil selados;Da tribo de Simeão, doze mil selados; da tribo de Levi, doze mil selados; da tribo de Issacar, doze mil selados;Da tribo de Zebulom, doze mil selados; da tribo de José, doze mil selados; da tribo de Benjamim, doze mil selados.Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos;E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro."Apocalipse 7:4-10


O sepulcro estava vazio e a pedra removida - Lucas 24:2






Wilma Rejane


E acharam a pedra do sepulcro removida Lucas 24:2


Esse verso tão pequeno me fez meditar sobre passado e ansiedade. A pedra e o sepulcro. Quantas vidas não estão sob essas condições: cortejando cadáveres e carregando pedras? As mulheres que seguiam Jesus foram ao sepulcro levando especiarias e unguentos preparados por elas (Lucas 23:56). Chorosas, saudosas, caminhavam e cogitavam sobre retirar a pedra para ter acesso ao corpo do Amado Senhor. O que não sabiam, era que os planos seriam frustados: a pedra já estava removida e o sepulcro vazio. E você diz: Mas elas procuravam Jesus! Sim, procuravam a pessoa certa, mas no lugar errado! Buscavam o Cristo morto, assim como muitos continuam a fazer hoje em dia.

Pedras, são problemas que consideramos obstáculos para nossa felicidade. O sepulcro, um passado que teima em cativar a mente, o espírito e também o corpo,  impede o fluir dos passos, a renovação do futuro. A vida havia se tornado mais triste após a crucificação de Jesus e nada mais havia para ser feito, a não ser, tornar o luto um pouco mais ameno, frequentando o sepulcro, derramando  lágrimas, ungindo o morto. Penso que todas essas coisas ocorrem com alguns de nós que por lamentarmos tanto o que não temos, acabamos por esquecermos e agradecermos o que temos.

Jesus havia ressuscitado e a etapa da vida era outra: seguir, seguir, porque o sepulcro fazia parte do passado. Até o Senhor Jesus ao levantar da pedra fria que acolheu seu corpo morto, deixou para trás as ataduras, o lenço e o lençol que cobriam Seu corpo. E assim deve ser conosco, porque Jesus vive e em nós! Nossa meta deve atender ao apelo do reino de Deus sobre não olhar para trás, ou melhor, não estacionar no passado, cultuando mortos,  carregando pedras, mas prosseguir amparados na graça que restaura a vida!

Graça, esse favor imerecido que nos torna melhores e maiores do que realmente somos, apenas por sermos filhos de Deus, somos pequenos, fugazes, como a erva do campo que nasce e em pouco tempo se esvai, contudo,  abrigados em amor que nos acalenta e transforma, pela fé e esperança. Quem somos? Humanos. Quem somos? Humanos refeitos pela Perfeição de um Deus que se fez homem para nos tornar herdeiros de Seu Reino. Apóstolo João, em uma de suas cartas escreve:

Antes que venham os dias maus




Autor: João Cruzué

Quão fracos e impotentes somos diante das adversidades da vida. Há alguns anos, minha cunhada Dalva foi acometida de câncer, apesar dos cuidados dos médicos, esposo, amigos, parentes, ela partiu, deixando muita dor. Eu sei que a morte é um inimigo real que ronda a todos nós. Fingimos que não acontecerá conosco, mas precisamos levar em conta essa possibilidade. E para que não passemos pela vida infelizes e estéreis,  creio que  é muito bom fazer uma pequena  reflexão em Eclesiastes 12.1.

Sempre detestei visitar pessoas em hospitais, até o dia que fui trabalhar em um, durante seis anos. Ali, você pode ver de tudo, a realidade que não aparece nas ruas: os infortúnios, doenças graves, acidentes, feridos de todo tipo, crianças adultos e velhos. Lá eu pude ver duas coisas: a dor e a fragilidade humana.

Acredito no poder da oração e já pude dar graças a Deus por ver uma parente curada de câncer, voltando viva para casa. Por outro lado, também já orei e jejuei por muitos dias e o resultado foi nulo. Eu posso aceitar a decisão do Senhor em deixar uns e levar outros, mas nunca vou compreender bem as decisões Dele.