Amanhã será um novo dia

 



João Cruzué

Anos atrás plantei as sementes de uma goiaba vermelha no quintal e elas brotaram! Então, eu escolhi a muda mais bonita e plantei em um lugar especial. E depois sonhei que um dia amarraria uma gangorra (balanço) em um de seus galhos para balançar a Priscila, nossa primeira filha. Nos anos seguintes, não só balancei a Priscila, com mais tarde, também veio a Aline. Todo ano, suas folhas envelheciam e caíam no fim do inverno. Imagino que ela se preocupava com a aparência despida de uma árvore morta, mas aquela goiabeira sabia que quando voltasse a Primavera, novas folhas ainda mais verdes brotariam. Hoje quando olhei para o quintal, um pensamento passou diante de mim: eu pude ver, também, que muitas pessoas precisam saber que Deus cuida das árvores para mostrar que nos ama!


Cientificamente, as estações do ano acontecem no planeta terra por causa da inclinação de seu eixo vertical, atualmente, de 23,45º. Ela gira bamboleando pelo espaço, pela ação dos movimentos de precessão e nutação e, quando a inclinação do eixo horizontal elíptico se alinha com o equador celeste, duas vezes por ano, tem início do outono - em 21 março, e da primavera em 23 de setembro. Uma pesquisa com dados completos pode ser achada aqui: generalidades da terra.

Na vida de cada um de nós, também há períodos de inverno, primavera, verão e outono.

Quando aos olhos das pessoas próximas nós parecemos cheios de defeitos, imprestáveis, derrotados, sem futuro e de vez em quando algum comentário chega até nossos ouvidos: "Bem feito!"- a estação é o inverno.

As três Bestas do Apocalipse

  

"Apóstolo João"


João Cruzué

O Apocalipse apresenta três figuras do mal em aliança — o Dragão, a Besta que sobe do mar e a Besta que sobe da terra (o falso profeta) — formando uma paródia profana da Trindade. Essas figuras não são meros personagens isolados, mas expressões articuladas do mal espiritual, político e religioso. A tradição cristã leu esses textos de maneiras distintas conforme o método teológico adotado. A seguir, são expostas, de modo contínuo e comparativo, as interpretações de Stanley M. HortonJohn F. WalvoordSanto Agostinho e São Tomás de Aquino, com cinco parágrafos dedicados a cada Besta.

Dragão, em Apocalipse 12, é compreendido por Stanley Horton como Satanás pessoal e real, a fonte espiritual de toda perseguição e engano. Para ele, o texto não permite uma leitura meramente simbólica: trata-se do inimigo histórico da Igreja, derrotado judicialmente pela cruz, mas ainda ativo no tempo presente. Horton enfatiza que o Dragão atua por meio de sistemas e poderes humanos, nunca de forma isolada.

John Walvoord interpreta o Dragão de maneira igualmente literal, mas com forte ênfase escatológica. Para ele, Apocalipse 12 descreve eventos objetivos ligados ao fim dos tempos, incluindo a expulsão definitiva de Satanás da esfera celestial e sua fúria concentrada contra Israel e os santos. O Dragão é um ser pessoal, inteligente e estrategista, cujo tempo é curto e delimitado.

Santo Agostinho vê o Dragão como a personificação do mal espiritual que atravessa toda a história. Em sua teologia das duas cidades, o Dragão é o princípio animador da Cidade dos Homens em oposição à Cidade de Deus. Não está restrito a um momento final, mas age continuamente por meio da soberba, da violência e da idolatria do poder.

Devocional Vou Pescar

 

Wilma Rejane 

Pedro disse: “Vou pescar” ( João 20:3-6). Era o que ele sabia fazer desde sempre. Trabalhou a noite inteira e o resultado foi frustrante: nenhum peixe. Rede vazia, esforço inútil. Ele tinha experiência e coragem, mas faltava o essencial: a direção do Senhor.

Ao amanhecer, Jesus aparece e diz algo simples: “Lancem a rede do lado direito do barco”, Pedro e seus companheiros de pesca obedecem, a mesma rede, o mesmo mar, os mesmos homens, o resultado muda completamente!A pesca vem em abundância!

A lição é antiga e continua válida: o homem, quando anda sozinho, pode até se esforçar muito, mas não alcança o verdadeiro êxito. Sem Jesus, o trabalho cansa e frustra. Com Jesus, até o que parecia perdido se transforma.

Consolados no Vale da Enfermidade

 

 Wilma Rejane

“O Senhor o sustentará no leito da enfermidade.” Salmo 41:3

Há dias em que o coração parece sem rumo. O diagnóstico assusta, o tratamento desgasta, e a família sente o cansaço e a necessidade de renovar as forças. Diante disso, a Palavra nos chama a olhar para o Senhor, que não muda e nunca abandona Seus filhos. Ele sustenta no leito, nas lutas diárias e na incerteza. O cuidado dEle não falha. Deus se aproxima dos quebrantados: “O Senhor está perto dos que têm o coração quebrantado” Salmos 34:18.

Não é fraqueza sentir-se abatido . Deus vem ao encontro de quem admite sua necessidade.  Jesus ensinou: “A cada dia basta o seu mal” Mateus 6:34. Jesus concede graça em meio às dificuldades da enfermidade. Quem vive esse caminho de tratamento sabe que não adianta carregar o peso do amanhã. O Senhor dá força no tempo certo. Nem antes, nem depois.

Há consolo mesmo no vale. Apóstolo Paulo ouviu: “A minha graça te basta” 2 Coríntios12:9. Isso não remove toda dor, mas dá direção. A graça de Cristo não falha, mesmo quando as circunstâncias não cedem. A presença de Deus guarda a alma, dá paz em meio a um turbilhão de interrogações sem respostas: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque Tu estás comigo” Salmo 23:4.

Quem acompanha o enfermo também luta. Deus vê esse desgaste silencioso. Cada oração, cada noite mal dormida, cada aflição, nada passa despercebido. “Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele cuida de vós” 1 Pedro 5:7. A medicina trata o corpo, mas só Cristo sustenta o espírito. Nele, a vida não depende de um laudo, depende da promessa que nunca caiu por terra.: “Eu sou a ressurreição e a vida” João 11:25.

Carta de Sara Às Mulheres Desta Geração

 

 Nohemy Vanelli

Amada irmã, eu sei o que é viver mudanças inesperadas. Deixar para trás a terra onde cresci, a casa dos meus pais, tudo o que me era familiar. Seguir ao lado do meu marido, Abraão, sem saber exatamente para onde Deus nos levaria. Eu só tinha uma certeza, Ele nos chamou e a sua promessa era maior do que o medo da incerteza. Talvez você também tenha enfrentado mudanças que não planejou.

Talvez tenha sido arrancada do conforto do que era seguro para você. Eu entendo essa dor, porque a vivi. Muitas vezes esperei, duvidei, tentei resolver as coisas do meu jeito, mas aprendi que Deus não esquece o que promete.

Na sua fidelidade, Ele sempre cumpre, ainda que pareça impossível aos nossos olhos. Quando Ele me disse que eu teria um filho, eu ri. Como uma mulher idosa poderia gerar uma vida? Talvez você já tenha olhado para algo em sua vida e pensado, é tarde demais, já passou o tempo.

Mesmo caminho, nova caminhada!

 

 

Wilma Rejane


“E eis que no mesmo dia iam dois deles para uma aldeia, que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús. E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido. E aconteceu que, indo eles falando entre si, e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou, e ia com eles. Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem. E ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós, e por que estais tristes?” Lucas 24:13-17

Dois discípulos voltavam de Jerusalém: tristes, sem esperanças, decepcionados. Jesus havia ressuscitado e eles viram apenas o túmulo vazio. Não viram Jesus. Iam conversando pelo caminho, dispostos a abandonar tudo quanto criam, afinal, não fazia sentido seguir um morto. Mas Jesus também ia por aquele caminho com eles, interessado em seus sentimentos.

E ao reler essa passagem Bíblica, me ocorreu que aqueles dois discípulos já haviam transitado muitas vezes por aquele caminho de volta a Emaús: alegres, esperançosos, confiantes. Naquele dia os sentimentos eram diferentes, pois, em Jerusalém haviam deixado sua fé no Cristo ressuscitado. Cheios de dúvidas, apoiavam-se mutuamente, ambos eram testemunhas de um tempo glorioso com endereço no passado.

Aquele caminho em Emaús é o mesmo que passamos, por muitas vezes: tristezas, desesperanças, decepções. Buscando apoiar-se em pessoas, com interrogações não respondidas, sendo  Cristo considerado  uma fábula. Apesar da descrença, Jesus estava com eles. Sua morte era um marco, não  um fim. Um começo, recomeço de algo muito maior. 

18 anos de blog!


Wilma Rejane 

Aos 7 de Dezembro de 2007 nascia o blog A Tenda na Rocha, estamos, portanto, há 18 (dezoito) anos na internet, chegando a diferentes países. A promessa de Deus contida no capítulo 54 de Isaías foi a Palavra recebida como motivação para criação do primeiro artigo:  "Alarga o espaço da tua tenda; estenda-se o toldo da tua habitação, e não o impeças; alonga as tuas cordas e firma bem as tuas estacas" (Isaías 54 verso 2). 

Da palavra que recebi como promessa, também surgiu o nome do blog que sugere a armação de uma tenda em uma Rocha. A Rocha é Cristo Jesus ( Mateus 7: 24 -25). Jesus é a base da habitação, é a Pedra fundamental que sustenta, que alicerça, que dá vida. Meu amado esposo foi quem criou e me ensinou a manejar o blog.

É tão extraordinário que mesmo após 18 (dezoito) anos na internet, com tantas transformações e novas plataformas, captando milhões e milhares de seguidores, o blog resiste com número crescente de visitas. É verdade que entre 2012 à 2017, o blog viveu um ápice de visitas diárias e grande fluxo de testemunhos, o ritmo diminuiu, contudo, continua sendo extraordinário sobreviver na blogosfera  até os dias de hoje.

Com a migração de muitos blogueiros e leitores para plataformas como Facebook, Instagram e YouTube, o cenário mudou e os acessos diminuíram, mesmo assim prosseguimos na criação de conteúdo escrito e não nos arrependemos por permanecermos, pois, o cenário continua a se transformar com a chegada das IA 'S, e os acessos estão surpreendentemente ativos, ainda chegando a milhares por dia.

O Reino de Deus e o Grão de Mostarda

 

Jesus e a Mulher encurvada

João Cruzué

E Jesus ensinava no sábado em uma sinagoga. E veio ali uma mulher encurvada que há 18 anos sofria daquela enfermidade. E depois desse encontro o Senhor comparou o Reino de Deus a uma semente de mostarda.

É impossível encontrar na história alguém que conheça melhor do que Cristo os detalhes da miséria humana. A causa da enfermidade daquela mulher era um espírito maligno enviado pelo diabo. Muitos não crêem na sua existência, mas está claro em Lucas 13:15-17 que Satanás trazia presa aquela mulher há 18 anos. Todo esse tempo com uma coluna encurvada era uma maldade sem limites. Foi por isto mesmo que Cristo veio - para desfazer as obras do diabo.

A mulher encurvada foi até a sinagoga por causa de Cristo.

A fama dos milagres de Cristo chegou até seus ouvidos, e ela desejou vê-lo. Dezoito anos de encurvamento era um longo tempo. Longo tempo de baixa autoestima, fuxicos, olhares curiosos. Deus estava atento a isto. Como estava atento a mulher do fluxo de sangue - 13 anos! Ao paralítico do Tanque de Betesda - 38 anos! A falta de um herdeiro para Abrão - 99 anos!

Em meio a tanta gente importante procurou um cantinho para ouvir. Mas Jesus não chamou os mais importantes, presentes na reunião. Ele olhou e viu o sofrimento daquela mulher. Depois de olhar ele a chamou: Mulher estás livre da tua enfermidade. Com esta ordem as correntes do diabo quebraram-se. Não contente com isto, impôs sobre ela as mãos, e ela endireitou-se e começou a glorificar a Deus.

E quando Deus começou a ser glorificado, o chefe da sinagoga em lugar de compartilhar daquela alegria, irritou-se ao ponto de repreender publicamente a Jesus, falando para a multidão: Seis dias há que se pode trabalhar. Vinde pois nestes dias para serdes curados e não nos sábados.

E até hoje, os seguidores do sábado continuam glorificando o sábado em lugar do Criador do sábado. Certa feita, passava eu, escritor deste blog, por um tempo muito difícil de falta dinheiro e emprego. Minha esposa e eu tínhamos um pequeno comércio na garagem de nossa casa. E um salão da Igreja A. foi aberto perto de nossa casa. E todo domingo vinha um senhor já bem de idade tentar nos re-envangelizar para o sabatismo. Sabedor que éramos crentes, ele insistia a apresentar um Cristo que sempre eu soube que foi muito perseguido por causa dos sábados. Ao recusar sua literatura pois já era cristão, o insistente "vovô" adv. começou a bater a poeira do sapato na calçada de nossa casa, em frente a dezenas de pessoas que passavam, acrescentando mais um prego a nossa angústia.