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A provisão de Deus nas amarguras da vida: as águas de Mara

 

Wilma Rejane

 Então Moisés clamou ao Senhor, e o Senhor lhe mostrou um pedaço de madeira. Ele o jogou na água, e a água se tornou boa. Ali o Senhor lhes deu leis e ordenanças, e ali os pôs à prova. (Êxodo 15:25)

O povo de Israel havia acabado de presenciar o maior milagre de suas vidas: a abertura do Mar Vermelho e a destruição do exército egípcio. Cantaram e dançaram em louvor a Deus! No entanto, a jornada continua, e a vida real no deserto se impõe. Três dias de caminhada sem água. A alegria da vitória é substituída pela sede intensa e, ao encontrarem água em um lugar chamado Mara, a decepção é amarga: a água é intragável. O nome "Mara" significa, ironicamente, "amargura".

​Quantas vezes nossa vida se parece com a experiência de Mara? Passamos por grandes livramentos ou bênçãos, mas logo somos confrontados com uma amargura inesperada – uma doença, uma perda, um desentendimento, uma crise financeira, ou a dura realidade de um sonho desfeito. 

​O povo de Israel murmurou, mas Moisés fez a coisa certa: clamou ao Senhor. E a resposta de Deus é imediata e prática: Ele não fez um grande espetáculo; simplesmente mostrou-lhe um pedaço de madeira.
 

Desvendando o enigma dos filhos de Jó

 

Wilma Rejane

Jó era um homem justo e temente a Deus, mesmo sendo íntegro e fiel, perdeu tudo e sofreu muito. Depois de suportar suas provações, Deus lhe restaurou os bens e muito mais,  derramou Suas bênçãos sobre a vida de Jó.

Mas como devemos entender Deus restaurando os filhos de Jó? Parece haver um enigma sobre o fato.  O problema surge ao observarmos a narrativa final do livro, no último capítulo, quando Deus duplica tudo que Jó havia perdido, porém, não duplica o número de seus filhos, vejamos:

No inicio do livro de Jó, antes das tragédias em sua vida é dito:

Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; e era este homem íntegro, reto e temente a Deus e desviava-se do mal. E nasceram-lhe sete filhos e três filhas. E o seu gado era de sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas; eram também muitíssimos os servos a seu serviço, de maneira que este homem era maior do que todos os do oriente. Jó 1:1-3

Com o fim da provação de Jó e a chegada da restauração, é descrito:

E o Senhor fez voltar o cativeiro de Jó, quando ele orou pelos seus amigos; e o Senhor deu a Jó o dobro do que ele tinha antes. Assim, o Senhor abençoou o último estado de Jó mais do que o seu início, pois ele tinha quatorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas. Ele também tinha sete filhos e três filhas. Jó 42:10, 12-13.

Deus duplicou literalmente tudo que Jó havia perdido, mas, em relação aos filhos, a duplicação não acontece.

Se, antes da provação  ele tinha dez filhos, com a duplicação, deveria ter vinte. Somados os vinte filhos com os dez contados no início do livro de Jó, antes das perdas e provações, o número total deveria ser trinta. Contudo, o que se entende do contexto geral, da soma dos filhos é que o número se encerra em vinte ou mesmo em dez, como?

Há quem diga que Deus ressuscitou os 10 filhos de Jó, há quem diga que os filhos nunca morreram, mas os mensageiros levaram à Jó uma notícia falsa (Jó 1:19), o que explicaria Jó se lamentar no período de sua doença e pobreza "Sou repugnante para meus filhos" Jó 19:17. O hebraico traduz a expressão filhos como filhos físicos, nascidos do ventre, dos lombos de Jó. 

Mais tarde você vai entender

 

Wilma Rejane


E desceu a chuva, e correram rios, e sopraram os ventos e deram contra aquela casa. Mateus 7: 25.
 
Há momentos em nossas vidas que as circunstâncias se assemelham a um céu nublado e cinza a esconder o olhar de Deus sobre nós. Pensamos que Ele não nos vê que uma tempestade se forma sem previsão para o aparecimento do sol e da terra enxuta. Encharcar os sapatos de lama, não é nada agradável para quem sonha em ir longe e firme na caminhada.
Jesus advertiu seus discípulos sobre os dias de tempestades, Ele nunca disse que elas não viriam e contou-lhes um segredo para enfrentá-las: 
Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática é como um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. E desceu a chuva, e correram rios, e sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha. Mas quem ouve estas minhas palavras e não colocá-los em prática é como o homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia. E desceu a chuva, e correram rios, e sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu com um grande estrondo. - Mateus 7:24-27
Observemos que existiu uma responsabilidade individual sobre a obra uma vez que cada homem escolheu o modo de construir sua casa. A diferença entre a estrutura das casas estava no alicerce cuja base havia sido projetada por um mestre experiente, sábio e disposto a tornar a casa segura. O homem insensato não deu crédito ao "mestre de obras", preferiu acreditar em si mesmo. Já o homem sábio construiu sua casa sobre um firme alicerce, pois, ouviu atentamente as instruções do Mestre de obras chamado Jesus Cristo. 
Sobre o homem insensato, podemos dizer foi imediatista, oprimido por algo que não estava preparado para enfrentar, morreu quando a casa desabou , o fundamento de sua vida não era Jesus , não tinha estrutura espiritual para lidar com adversidades, não buscou conhecer a vontade e a direção de Jesus para sua vida, confiava demasiadamente em si mesmo, chegou a ouvir O Evangelho, porém, não deu crédito.

Escondido nas tempestades

 

Autor: Vaneetha Rendall
Tradução: Wilma Rejane

Quando vejo nuvens de tempestade chegando, quero correr e me distanciar delas. Elas reorganizam minha agenda, arruínam meus planos. Lembram-me de que não estou no controle. Para mim, as tempestades nunca representaram algo agradável, não são bem vindas ou desejáveis. 

Isso também se aplica à minha vida. Nuvens de tempestades arruínam meus planos. Quero que as coisas se desenvolvam da maneira que imagino,  que a vida seja previsível e sem problemas. Estou bem com pequenas irritações (bem, na verdade não; eu gostaria de eliminá-las também), mas as grandes e indesejáveis ​​mudanças em meus planos podem me fazer questionar o amor de Deus por mim. Ele está realmente lá? Ele realmente se importa? Por que Ele está deixando isso acontecer?

Na Bíblia, as nuvens estão sempre conectadas com Deus. Tanto no Antigo como no Novo Testamento, as nuvens indicam a presença de Deus, bem como a Sua orientação. Elas eram o meio de ouvir a voz de Deus e ver Sua glória. Para os filhos de Israel, Deus estava presente numa “coluna de nuvem”; sempre que viam isso, sabiam que Deus estava com eles. Dessa nuvem, Deus os guiou, indo “à frente deles numa coluna de nuvem para guiá-los em seu caminho” (Êxodo 13:21). Deus também usou nuvens para falar com Seu povo. Ele falou através das nuvens diretamente a Moisés, aos israelitas e aos discípulos no Monte da Transfiguração. As nuvens também manifestaram a glória de Deus, pois as Escrituras frequentemente registram que a glória do Senhor apareceu em uma nuvem (Êxodo 16:10), muitas vezes deixando os israelitas pasmos. Quer fosse para dar Sua orientação ou mostrar Sua glória, em todas as Escrituras as nuvens estavam associadas a Deus.

Vejo Deus conectado às nuvens em minha vida também. Desde o início, Jesus veio até mim nas nuvens escuras, embora eu nem sempre tenha reconhecido Sua presença. Contraí poliomielite quando criança e fiquei tetraplégica após o ataque inicial. Dos dois aos doze anos, passei por mais de 20 cirurgias, o que me permitiu andar e funcionar de forma independente. Para quem está de fora, minha condição pronunciada indicava minha deficiência, o que provocou intimidação incalculável por parte de meus colegas de classe. Indiferente a Deus e furiosa com o mundo por causa da minha deficiência, passei a maior parte da minha infância sentindo autopiedade e raiva. Mas aos 16 anos, Deus usou minha fraqueza para me apontar para Cristo. Ele prometeu usar meu sofrimento. Deus me mostrou em Jó. 9:3 que “isso aconteceu para que as obras de Deus se manifestassem em [mim]”.

Após minha conversão, pude ir para a faculdade, trabalhar, me casar e ter filhos, grata por a parte mais difícil da minha deficiência ter ficado para trás. Adorei tornar a nossa casa acolhedora e gostei especialmente de cozinhar. Para me divertir, pintei paisagens, fiz joias e desenhei álbuns de recortes, deliciando-me com qualquer coisa que pudesse criar com as mãos.

Mas uma lesão debilitante e o diagnóstico subsequente fizeram meu mundo desabar. Os médicos determinaram que a agonia no meu braço direito era resultado da síndrome pós poliomielite e nunca seria totalmente resolvida. Não foi uma ruptura muscular; foi uma lesão por uso excessivo. Eu precisava reduzir a pressão sobre ele imediatamente. Radicalmente. Permanentemente.

Deus não esqueceu de você



 "Deus não esqueceu de você"

Ao ouvir essas palavras, fui inundada de emoção, eu não tinha percebido o quanto precisava ouvir isso. Enquanto as lágrimas escorriam pelo meu rosto,  entendi o quão solitária e esquecida estava me sentindo. Eu estava no momento mais sombrio da minha vida. Meu marido havia deixado nossa família, meu corpo estava se deteriorando e eu era mãe de duas filhas adolescentes raivosas que não queriam nada com “meu” Deus, me senti despercebida.

“A certeza de que Deus está conosco é o dom mais precioso que temos no sofrimento.”

Mas, de alguma forma, saber que Deus não havia me esquecido me estimulou a confiar Nele com esperança renovada. Essas palavras simples transformaram minha mente e me ajudaram a focar nas verdades que eu precisava lembrar. Que o Senhor estava comigo e me sustentaria durante as provações. Que Deus estava usando meu sofrimento para realizar algo muito maior do que eu podia ver ou entender e que minha dor não duraria mais do que o absolutamente necessário.

Essas verdades me fundamentaram. E essas três garantias ainda são o que me fundamenta hoje.

1. Deus estará comigo.

A certeza de que Deus está conosco é o dom mais precioso que temos no sofrimento.

É claro que, como cristãos, sabemos que Deus está sempre conosco e que não há para onde fugir de sua presença ( Salmos 139:7–8 ), mas sentir a presença e o conforto de Deus é diferente. Deu-me alegria quando estava desanimada ( Salmos 16:11 ), revigorou-me quando estava cansada ( Atos 3:20 ) e tirou meu medo quando estava em águas profundas ( Isaías 43:2 ). A presença de Deus tem sido mais evidente para mim no sofrimento do que em qualquer outro momento, tornando-o um tesouro inestimável das trevas ( Isaías 45:3 ).

Como pedras brutas nas mãos de um Grande Escultor

 




Wallace Sousa

Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é. 1 João 3:2

Eu já não sou mais o mesmo de antes…

Já faz algum tempo que reflito sobre esse versículo, e sobre o que se pode abstrair dele. Certa vez, ouvi uma rápida palavra de um pastor que me deu a deixa para discorrer sobre o que falarei a seguir. Quando ele fez suas primeiras considerações, eu disse a mim mesmo: “puxa, vai ser uma mensagem de arrebentar”. De fato, arrebentou com minhas expectativas, porque ele sequer arranhou a superfície do que poderia quando tratou da questão. Uma pena. Espero não cometer o mesmo tipo de atrocidade com meus leitores.

Esse verso encerra lições profundas. Profundas e impactantes. Impactantes e reveladoras. Verdades transformadoras, se é que me entende, e é sobre isso que pretendo falar e que, espero, tragam consolo, virtude e esperança para sua alma. Será muito ousado, talvez até arrogante de minha parte, mas vou me arriscar dizendo que, para alguns, a leitura desse post significará um marco em suas vidas, um divisor de águas, e uma transformação terá início, e jamais serão os mesmos de antes.

Mas, afinal, que lições são essas, tão importantes que merecem tanto sua atenção? Em primeiro lugar, o tempo. No verso, estão contemplados o passado, o presente e o futuro. Onde? Aqui ó:

    Presente = agora somos filhos de Deus;
    Futuro = o que havemos de ser;
    Passado = implícito no “agora somos”, logo, “antes, não éramos”.

Refletindo sobre esses versos, somos levados, inconsciente e automaticamente a uma das grandes mazelas do gênero humano: a comparação. Mulheres que o digam, que gostam (gostam?) de se compararem umas às outras desde que me entendo por gente, e olha que nasci no século XX, no longínquo Segundo Milênio. Você já viu mulher comparando-se com outra? É simples, geralmente só tem duas opções disponíveis: ou ela quer  m-o-r-r-e-r ou quer  m-a-t-a-r a rival. Tão bucólico isso…

Voltando… a comparação nos leva a sentimentos conflitantes e contraditórios porque, quando olhamos para o futuro, sentimos tristeza ao descobrirmos que “ainda não somos o que deveríamos ser”. Ou seja, precisamos evoluir, crescer, amadurecer, etc. É constrangedor você admitir que ainda não é perfeito, embora todo mundo saiba disso. Você saber que ainda vai errar muito, que ainda faz coisas erradas, algumas vezes querendo, de fato, errar (pecar), sabendo que é errado (pecado) aquilo que quer fazer. Isso é algo… vergonhoso, para tentar resumir em uma palavra algo tão complexo.

Odre Na Fumaça






Wilma Rejane

“Odre na fumaça’, é uma figura tipicamente oriental”. Odres são vasilhas feitas de couro de animal, pele de cabrito ou cabra. Camponeses asiáticos utilizam odres para guardar substâncias tanto sólidas quanto liquidas. Por segurança, os odres são pendurados no telhado ou nas paredes de suas humildes habitações. Quando o fogo é acesso nessas casas, por falta de chaminés, o ambiente se enche de negra fumaça, que envolve os odres, tornando-os escuros, encolhidos e mais firmes em sua resistência. “Fumaça nos odres” é uma maneira de melhorar o odre, dar segurança, ao conteúdo que está em seu interior. Assim, cada vez que um humilde camponês asiático acende fogo em sua casa, os odres se aquecem.

Pois estou como odre na fumaça; contudo não me esqueço dos teus estatutos” Sl 119:83.

Davi estava passando por um momento de angustia. Sentia o “vapor do fumo”, em seu corpo, em sua alma. Encolhia-se de aflição por causa da perseguição dos muitos inimigos. Imagino que Davi, se encolhia literalmente na presença do Senhor, em pranto, em oração com lágrimas e gemidos. Ele estava “um odre na fumaça”.

Quantos de nós nos identificamos com Davi nessa comparação? Creio que muitos. Inúmeras vezes “o vapor de fumo” invadiu minha habitação. Quando a fumaça escapou pelas brechas das portas, do telhado ou das janelas, lá estava eu; odre mais forte, com os estatutos guardados firmemente em meu coração.

Se queremos crescer na vida espiritual, experimentar da glória destinada aos santos, certamente seremos aquecidos como “odres na fumaça”. Os heróis da fé, todos eles, em algum momento de suas vidas, estiveram como Davi, encolhidos pelo “vapor de fumaça”. O profeta Jeremias certa vez declarou: "Eu sou aquele homem que viu a aflição pela vara do seu furor. “Ele me guiou e me fez andar em trevas e não em luz” Lm 3:1, 2.

Jesus sentiu “o vapor da fumaça” no Getsemani: “E posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se grandes gotas de sangue, que corriam até o chão” Lc 22:44.  Enquanto o corpo sofria, o espírito se fortalecia. Jesus enfrentou a crucificação de forma digna, tornando-se o Perfeito Sacrifício. Motivo da minha e da sua salvação.

Somos pedras vivas, casa espiritual, sacerdócio santo.




Staff Forerunner 

Deus, através do apóstolo Pedro, chama-nos pedras especiais que Ele está a moldar e a polir para fazer parte de um Templo ainda mais glorioso, a santa Casa de Deus:

Vindo até Ele como uma pedra viva, rejeitada de fato pelos homens, mas escolhida por Deus e preciosa, vós também, como pedras vivas, estais a construir uma casa espiritual, um sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus através de Jesus Cristo. (I Pedro 2,4-5)

O Templo de Salomão era apenas um tipo da verdadeira Casa de Deus, de verdadeiro Templo, de igreja de Deus (I Coríntios 3:17; II Coríntios 6:16). O edifício de Salomão era o "Templo de Deus" devido à presença de Deus, e assim é hoje. Deus vive agora em nós pelo Seu Espírito Santo, tal como a Sua glória shekinah pairava cobrindo a Arca no Santo dos Santos. Se Deus está ativo e presente em nós, nós somos pedras vivas e parte do Seu Templo espiritual.

Tal como o Templo tinha muitos tipos de pedras, rochas e pedregulhos que compunham os alicerces, chão, paredes, telhado e pilares, também o Templo espiritual de Deus terá. O Templo espiritual de Deus é uma obra em progresso. Sem dúvida, Deus está entusiasmado por ver os seus diferentes elementos a tomar forma. Ele está a construir-nos, como pedras vivas num Templo vivo, "sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo o próprio Jesus Cristo a principal pedra angular" (Efésios 2,19-20).

O próprio Jesus diz que uma casa bem construída é construída sobre a rocha (Mateus 7,24-25). A fundação do Templo espiritual foi colocada e não pode ser mudada (I Coríntios 3,11); Jesus Cristo é a Rocha sobre a qual Ele constrói a sua igreja (Mateus 16,18). 

A Assembleia Pacífica

"E o templo, quando estava a ser construído, foi construído com pedra acabada na pedreira, para que nenhum martelo ou cinzel ou qualquer ferramenta de ferro fosse ouvido no templo enquanto estava a ser construído" (I Reis 6:7).

Deus precisa de pedras preciosas, pedras e rochas de diferentes formas, tamanhos, materiais e cores para terminar a Sua bela Casa. Assim, Deus chama pessoas de todos os tipos de personalidade, origens, raças e forças para que cada uma possa ser a pedra precisa de que Ele necessita num lugar específico do Seu Templo.

Haverá muitas necessidades, tarefas, empregos, e projetos no Reino de Deus. Ele sabe exatamente que "pedra" Ele quer e onde Ele precisa dela. Nós somos essas pedras, planejadas para um lugar específico para o qual Deus nos está a preparar. Devido à Sua graça, bênçãos e dons, estaremos a cumprir um papel preciso no Seu santo Templo.

Onde quer que estejamos agora,  Deus nos está a cortar, a moldar, e a polir para caber na obra-prima que Ele está a construir. Por vezes perdemos isto de vista porque não vemos o Templo inteiro a juntar-se. Ainda estamos na pedreira onde tudo o que podemos ver são algumas outras pedras talvez semelhantes a nós próprios. Não podemos ver as pedras das outras pedreiras: cristãos do primeiro século, patriarcas, profetas, reis, verdadeiros cristãos ao longo da história, ou mesmo todos os crentes vivos hoje. Ainda não vemos o quadro completo - e não o veremos - até que todas as pedras cheguem ao Monte do Templo.

I Reis 5:17-18 registos: "E o rei ordenou-lhes que extraíssem grandes pedras, pedras caras, e pedras lavradas, para assentarem os alicerces do templo. Assim, os construtores de Salomão, os construtores do Hiram e os Gebalitas extraíram-nas; e prepararam madeira e pedras para construir o templo". Grande parte da pedra escolhida foi provavelmente o calcário branco duro encontrado perto de Jerusalém, mas os construtores de Salomão encontraram muitas outras belas pedras, rochas e pilares de todo o mundo conhecido.

Blocos de pedra, ou granito, ou mármore, não são escavados facilmente de uma massa rochosa. Se as pedras pudessem falar, provavelmente queixar-se-iam amargamente da dureza do cinzel e da serra. Também nós somos obrigados a suportar dificuldades e contratempos. O sofrimento faz parte do processo de extração, dimensionamento, polimento e preparação de nós, as pedras vivas, para os nossos papéis no Reino de Deus.

 I Pedro 5,10: "Mas que o Deus de toda a graça, que nos chamou à Sua glória eterna por Cristo Jesus, depois de terdes sofrido algum tempo, vos aperfeiçoe, estabeleça, fortaleça, e vos estabeleça". O corte, a lasca, o dimensionamento, e o polimento são partes vitais para que cada pedra se ajuste aos planos de Deus o Pai. A igreja é a Sua Casa, a "Casa de Deus" (I Timóteo 3:15).

O propósito da provação; uma perspectiva a partir da vida de Jó

 


Wallace Sousa


 “Mas ele sabe o meu caminho; prova-me e sairei como o ouro” (Jó 23.10).

Estou certo, que neste mundo sempre passaremos por momentos em que as pressões da vida presente nos levarão ao quase desespero, objetivando trazer-nos desconfiança quanto às promessas de Deus para nossas vidas. Quando passamos por intempéries e adversidades, nos parece que a simples ou plena convicção que temos de pertencer a Deus se torna um tanto irrelevante. Sabe-se, porém, que quando Deus nos leva a passar por provas, objetiva nos instruir e treinar.

Os acontecimentos narrados no livro de Jó se passam nos dias dos patriarcas, sendo, Jó, realmente uma pessoa. O profeta Ezequiel faz menção dele em seu livro. Veja o texto:

“Ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles, pela sua justiça, livrariam apenas a sua alma, diz o Senhor Jeová” (14.14).

O texto trata sobre o sofrimento do justo. Sempre vamos indagar: “Porque tanta gente boa sofre?” Porque tanta catástrofe, injustiça social, corrupção, desastres? É claro que o objetivo desta reflexão não é tratar especificamente do tema do livro, mas traçar pormenores sobre as provações que passou Jó, e que também passamos no dia a dia bem como seus propósitos.
Provações, elas sempre têm um propósito.

Jó era um patriarca da terra de Uz. Seu nome parece significar “voltando sempre para Deus”. O texto sagrado cita quem era Jó:


Lapidando as pedras dos nossos caminhos...



Wilma Rejane

Pedras no caminho são como obstáculos que ou ferem nossos pés ou nos obrigam a mudar de direção. Pedras são problemas a serem vencidos, e como vencer? Amparando-se em Deus. Ainda assim, de fé em fé, na caminhada da vida, é possível que as pedras permaneçam. Há porém, grande força em caminhar com um coração cheio de paz e confiança, estando no centro da vontade de Deus, servindo- O da forma que Ele nos capacitou para servir.

A vida está difícil? Prossigamos! Jesus disse que "cada dia guarda o seu próprio mal" (Mateus 6:34). Um dia de cada vez, sem se desesperar . Exerçamos com paciência a jornada que Deus reservou para nós, não nos conformando com este mundo (Romanos 12:2), porém, inteiramente confortados nas promessas do Evangelho que é abrigo para todas as horas, em qualquer lugar e circunstâncias.

Jesus Cristo vive e Ele está conosco hoje.

Que todos tenham uma boa semana, com a benção de Deus.


Aqueles dias maus e Eclesiastes 12:1



Autor: João Cruzué

Quão fracos e impotentes somos diante das adversidades da vida. Há alguns anos, minha cunhada Dalva foi acometida de câncer, apesar dos cuidados dos médicos, esposo, amigos, parentes, ela partiu, deixando muita dor. Eu sei que a morte é um inimigo real que ronda a todos nós. Fingimos que não acontecerá conosco, mas precisamos levar em conta essa possibilidade. E para que não passemos pela vida infelizes e estéreis,  creio que  é muito bom fazer uma pequena  reflexão em Eclesiastes 12.1.

Sempre detestei visitar pessoas em hospitais, até o dia que fui trabalhar em um, durante seis anos. Ali, você pode ver de tudo, a realidade que não aparece nas ruas: os infortúnios, doenças graves, acidentes, feridos de todo tipo, crianças adultos e velhos. Lá eu pude ver duas coisas: a dor e a fragilidade humana.

Acredito no poder da oração e já pude dar graças a Deus por ver uma parente curada de câncer, voltando viva para casa. Por outro lado, também já orei e jejuei por muitos dias e o resultado foi nulo. Eu posso aceitar a decisão do Senhor em deixar uns e levar outros, mas nunca vou compreender bem as decisões Dele.

Antes da irmã Dalva falecer, tive oportunidade de visitá-la no Hospital. Pedi licença por um dia no trabalho e fui com minha esposa e filha no Hospital de Pariquera-Açu, depois da cidade de Registro. Na ocasião, ao entrar na enfermaria, minha cunhada estava com tubos e eletrodos por todo corpo. Inconsciente, com uma operação de válvula mitral no coração e outra operação para estancar um hemorragia no cérebro. Eu tinha acabado de orar à sua cabeceira e já me encontrava de saída, quando os outros pacientes me chamaram: Moço, olha ela está levantado a mão. Voltei e segurei com carinho aquela mão, quente, ardendo em febre. Foi a última imagem que tive dela viva.

O último inverno de Jesus em Jerusalém e os invernos da vida...



Wilma Rejane

E em Jerusalém, havia a festa da Dedicação do templo, e era inverno. João 10:22

Era inverno e Jesus caminhou alguns minutos em direção ao templo de Jerusalém para participar da Festa da Dedicação. Aquele era um dia especial para a nação que por oito dias seguidos celebraria a dedicação de um importante templo. As paredes (externas e internas) e toda a estrutura havia sido restaurada no período de Zorobabel. A festa  era tradição desde 163 a.C. Um rei pagão sírio, chamado Antíoco Epífanes, havia profanado o lugar, causando grande revolta e tristeza aos judeus. E naquele inverno, havia júbilo no ambiente e na nação que solidária se unia celebrando a restauração não apenas de um lugar, mas de uma cultura e de um povo. Jesus estava lá, passeando nos cômodos, observando os detalhes e as pessoas. Era seu último inverno, depois viria a Páscoa e primavera e sua crucificação. Jesus, era o Novo e Eterno Templo que seria derrubado e edificado ao terceiro dia (João 2:29) Sua ressurreição era o inicio de um tempo e lugar mais espetacular do que aquele festejado no inverno, no último inverno de sua vida.

"Jesus passeava no templo, no pórtico de Salomão João 10:23

E quando perceberam a presença de Jesus, se aproximaram dele de uma forma hostil, interrogando-o sobre Sua identidade como não crendo que Ele era de fato o Messias. Meditei sobre essa passagem e relacionei-a ao comportamento de muitos homens (não descartando a possibilidade de me incluir no exemplo); Jesus era maior que aquele templo de pedras, tão festejado. Contudo, os homens ali presentes o ignoravam e menosprezavam. Viravam as costas para Jesus e voltavam o olhar e a atenção para o monumento. Isso parece tão vazio e sem sentido, quanto invernos sem chuvas ou ventos. Tão terrível, quanto frio sem cobertor e sem teto. Jesus caminhou no inverno, para aquecer os corações gélidos e cansados, mas esses corações não o quiseram, preferiram o acolhimento das pedras que formavam aquele abrigo passageiro.

Não é possível esconder a luz, nem a cruz...





Wallace Sousa

Esta mensagem foi confeccionada em setembro de 2009, para um pequeno grupo (eu e mais 2 irmãos) e depois para um boletim informativo de Os Gideões Internacionais do Brasil. Mas, esses dias, o Senhor me incomodou para resgatá-la e publicá-la.

Bem, eis a mensagem, e você vai decidir se fiz mal em deixá-la tanto tempo “esquecida” ou se ela deveria mesmo ficar esquecida, e não mereceria ser trazida a lume.

Carregar a cruz não é para qualquer um…

Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte. Mateus 7.7

Amados irmãos, paz do Senhor Jesus, nossa viva esperança, não apenas no presente como também no futuro.

Queridos, faz alguns meses que assisti a um filme interessante sobre a 2ª Guerra Mundial, travada entre o Japão e os Estados Unidos, numa pequena ilha do Pacífico chamada Iwo Jima, que significa “ilha de enxofre” ou “ilha vulcânica”. Nessa ilha foi travada uma feroz batalha que ceifou milhares de vidas de ambos os lados, cujas perdas não se podem justificar pelos resultados obtidos.

Todavia, o que me chamou a atenção foi uma palestra dada aos combatentes japoneses antes da batalha efetivamente começar, onde eram mostrados os alvos prioritários dos projéteis nipônicos: os soldados-médicos, que eram facilmente identificáveis porque carregavam uma cruz vermelha nas costas ou nos capacetes.


Quando chegam as provações...

Dias de sofrimento me confrontam.
Jó 30:27


Autor: João Cruzué

Por que será que o Senhor Deus sendo tão bondoso, dono da prata e do ouro, permite que cristãos fiéis sofram? Aparentemente é um contrassenso a visão de ímpios vivendo regaladamente, incrédulos se "dando" bem na vida, enquanto honestos filhos de Deus vão comendo poeira no deserto. Uma corrente filosófica diz que Deus criou o mundo e os seres humanos, mas que os deixou à mercê das circunstâncias e da própria sorte, à semelhança de uma tartaruga marinha. Quero dar meu testemunho para desmentir este sofisma.

De agosto de 1992 a julho de 2003, eu fiquei desempregado. Bati em muitas portas, fiz muitas entrevistas, enviei centenas de currículos, mas falhei em todas as tentativas, exceto na última.

Neste tempo perdi quase tudo que possuía. Para reduzir a despesa doméstica fui contando gastos. Tiramos nossa primeira filha da escola particular. Vendemos nossa linha de telefone. Nossa segunda filha fez o ensino básico em escola pública. Até nossa comida foi medida. E um dia,  voltando do supermercado apenas com meio quilo de café, eu dei graças a Deus com lágrimas nos olhos.


Sofrimento e restauração de Jó



Wallace Sousa


    “Mas ele sabe o meu caminho; prova-me e sairei como o ouro” (Jó 23.10).

Estou certo, que neste mundo sempre passaremos por momentos em que as pressões da vida presente nos levarão ao quase desespero, objetivando trazer-nos desconfiança quanto às promessas de Deus para nossas vidas. Quando passamos por intempéries e adversidades, nos parece que a simples ou plena convicção que temos de pertencer a Deus se torna um tanto irrelevante. Sabe-se, porém, que quando Deus nos leva a passar por provas, objetiva nos instruir e treinar.

Os acontecimentos narrados no livro de Jó se passam nos dias dos patriarcas, sendo, Jó, realmente uma pessoa. O profeta Ezequiel faz menção dele em seu livro. Veja o texto:

“Ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles, pela sua justiça, livrariam apenas a sua alma, diz o Senhor Jeová” (14.14).

O texto trata sobre o sofrimento do justo. Sempre vamos indagar: “Porque tanta gente boa sofre?” Porque tanta catástrofe, injustiça social, corrupção, desastres? É claro que o objetivo desta reflexão não é tratar especificamente do tema do livro, mas traçar pormenores sobre as provações que passou Jó, e que também passamos no dia a dia bem como seus propósitos.
Provações, elas sempre têm um propósito.

Jó era um patriarca da terra de Uz. Seu nome  significa “voltando sempre para Deus”. O texto sagrado cita quem era Jó:

“E este era homem sincero, reto e temente a Deus; e desviava-se do mal. E nasceram-lhe sete filhos e três filhas. E era o seu gado sete mil ovelhas, e três mil camelos, e quinhentas juntas de boi, e quinhentas jumentas; era também muitíssima a gente a seu serviço, de maneira que este homem era maior do que todos os do Oriente” (Jó 1.2,3).

Vivendo bem com Deus o próximo e sua família, Jó é surpreendido repentinamente com uma série de grandes calamidades que desabam sobre sua vida e de sua família. Destituído de tudo quanto tem inclusive de seus filhos e sua saúde Jó fica totalmente desorientado, pois não sabia que estava envolvido a fundo num conflito entre Deus e Satanás. Diante de investidas tão desastrosas uma angústia profunda acerca-se da alma de Jó.


Jonas e eu no diário da blogueira




Wilma Rejane

Olá queridos leitores!

Como estão? Espero que estejam firmes na fé em Jesus, pois isto é a alegria do Senhor e a alegria do Senhor é a nossa força! Com a chegada do final do ano, estou em um período de muito trabalho nas escolas, em cada uma das 18 turmas que ministro Ensino Religioso e Filosofia: correção de provas, boletins de notas, enfim, muito papel para organizar. 

E na Universidade está um pouco diferente,sabem? Trabalho e trabalho (risos). Como indicação de disciplina, estou lendo " Brasil Globalizado" uma coletânea de artigos sobre a globalização da economia. Pensei que não fosse gostar da leitura, mas tenho que admitir que é uma fantástica aula de história! Farei um bom trabalho de encerramento da disciplina com o livro.

Queridos leitores, além de contar-lhes como estão meus dias, aproveito para dizer-lhes que após ter sofrido alguns dias com problemas renais, agora estou bem: sem dores,nem febre e com apetite (ôba!). Mas,a cirurgia renal está marcada para Janeiro e peço,se lembrarem, que orem por mim para que seja uma cirurgia abençoada. 

Um segredo para dias de chuvas torrenciais




Wilma Rejane


"E desceu a chuva, e correram rios, e sopraram os ventos e deram contra aquela casa." Mt 7: 25. 
 
Há momentos em nossas vidas, que as circunstâncias se assemelham a um céu nublado e cinza a esconder o olhar de Deus sobre nós. Pensamos que Ele não nos vê, que uma tempestade se forma sem previsão para o aparecimento do sol e da terra enxuta. Encharcar os sapatos de lama, não é nada agradável para quem sonha em ir longe e firme na caminhada.
Jesus ensinou para seus discípulos uma parábola sobre tempestades, Ele nunca disse que elas não viriam e contou-lhes um segredo para enfrentá-las:  o segredo estava no alicerce da casa (ser, vida).
"Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática é como um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. E desceu a chuva, e correram rios, e sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha. Mas quem ouve estas minhas palavras e não colocá-los em prática é como o homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia. E desceu a chuva, e correram rios, e sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu com um grande estrondo." - Mateus 7:24-27


Por isso, não desanime!

O temporal vai passar...



João Cruzué

Por que será que o Senhor Deus sendo tão bondoso, dono do ouro e da prata, permite que cristãos fiéis sofram? Aparentemente é um contra-senso a visão de ímpios vivendo regaladamente, incrédulos se "dando" bem na vida enquanto honestos filhos de Deus estejam comendo a poeira do deserto. Uma corrente filosófica diz que Deus criou mesmo o mundo e os seres humanos, mas que os deixou à mercê das circunstâncias e da própria sorte a semelhança de uma tartaruga marinha. Quero dar meu testemunho para desmentir este sofisma.

Entre 31 de julho de 1992 e 13 de julho de 2003, eu fiquei desempregado. Bati em muitas portas, fiz muitas entrevistas, enviei centenas de currículos, falhando em todas as tentativas, exceto uma.

Neste tempo perdi quase tudo que possuía. Para reduzir a despesa doméstica cortei os gastos de quase tudo. Tiramos nossa primeira filha da escola particular. Vendemos nossa linha de telefone. Nossa segundo filha estou do ensino básico ao colégio em escola pública. Até nossa comida foi medida, até o ponto de voltar do supermercado com meio kilo de café e dar graças a Deus em casa com lágrimas nos olhos.

Por falta de melhores oportunidades fui para o sítio plantar mandiocas. À mão. Na vida espiritual Deus me chamou para juntar literatura usada de Escola Dominical para mandar para as igrejas do cárcere dentro das penitenciárias do Estado de São Paulo.

Mas em julho de 2003, onze anos depois, uma porta se abriu. Era um contrato de emergência para ser contador em um Hospital da Zona sul de São Paulo. No ano seguinte houve o concurso, e recebi a contratação definitiva. Durante aqueles seis anos vi muita gente nova chegando e tomando cargos maiores que por direito de oportunidade seriam meus. Todavia eu mantive um princípio: o que Deus me desse ninguém tomaria.

Sinais em Maalula.

 Foto: moradora de Maalula chorando por cristãos mortos - Setembro 2013





Wilma Rejane

"Um som se ouviu em Ramá, o som do choro de tristeza amarga. Raquel estava chorando por seus filhos. Ela não quer ser consolada, porque eles estavam mortos."  Mateus 2:18.


Esse choro também se ouviu em Maalula, uma das cidades cristãs mais conhecidas da Síria, cerca de 55 quilômetros de Damasco. Muitos de seus habitantes falam aramaico e praticamente todas as habitações são encravadas nas rochas.  Sua  população é estimada em 5.000 pessoas,   é uma cidade estrategicamente importante para os rebeldes Sírios que estão apertando o cerco e já com bases ao sul e a oeste de Damasco.


Apóstolo Paulo esteve em Maalula e o lugar que o hospedou é atualmente o santuário chamado de "Santa Takla".  Nunca estive em Maalula, mas assim que soube da existência desse lugar, da relação histórica entre Maalula e os descendentes de Esaú e da emigração de alguns de seus habitantes para o Piauí, não tive dúvidas de que todos os fatos dariam uma fantástica narrativa em forma de livro. Livro este que comecei a escrever ainda em 2012 e que intitulei "Sinais em Maalula", uma ficção cristã, em um cenário real. 

E quando ouvi os jornais noticiarem a tragédia ocorrida em Maalula, no inicio desse mês, fique triste e espantada: de repente a tranquila cidade é abalada e os cristãos perseguidos e mortos. Em depoimento, uma das moradoras disse ter ouvido dos invasores: " Nós somos da frente Al-Nusra e viemos para tornar a vida dos cristãos miseráveis". Centenas de cristãos  foram enterrados ao som das carpideiras:  " Maalula é a ferida de Cristo"! 

 Paulo teria ficado em Maalula,  ao perder a visão.

Peregrino em Meseque e habito em Quedar - Sl 120



"Angústia é um nó muito apertado bem no meio do seu sossego."
Adriana Falcão





Wilma Rejane



"Ai de mim que peregrino em Meseque, e habito nas tendas de Quedar Sl 120:5"


Uma lamentação transformada em cântico. Esse Salmo, dos degraus, foi concebido por Davi em momento de grande angústia. Como herança, anos mais tarde,  passou a ser  entoado por peregrinos quando subiam as montanhas para Jerusalém nas festas anuais. Uma espécie de lembrança e louvor por ter Israel habitado entre inimigos e sobrevivido as muitas batalhas.

Meseque e Quedar, estão no Salmo de forma metafórica, simbolizando tribos guerreiras.  Quedar, descendente de Ismael ( filho de Abrão com Agar) era poderoso líder tribal habitando  nos desertos quentes ao Sul da arábia, onde vivem os beduínos ( Ez 27:21) Meseque, Um dos filhos de Jafé (filho de Noé), deu seu nome a um povo indo-europeu que vivia na região do mar Negro ou do Cáucaso.

Peregrinar em Meseque e habitar em Quedar , espiritualmente falando, é experimentar angústia e desejar a paz. É como viver em lugares estranhos, cercado de perigo. Davi prossegue no lamento dizendo: “ A minha alma a bastante tempo habitou com os que detestam a paz. Pacifico sou, mas eu falando, já eles estão em guerra” (Sl 120:6,7).  Você já se sentiu em Meseque e Quedar?

Quando meus olhos pousaram sob esse Salmo fiquei curiosa por saber onde se localizava Meseque e Quedar. Ao descobrir, entoei louvores, tal qual os peregrinos na subida das montanhas em direção a Jerusalém! Quantas vezes me senti como Davi, peregrinando nesses territórios conflituosos e recebi livramento! Na verdade, esses territórios nos cercam diariamente e por vezes, sentimos “o bafo” dos bárbaros em nossa face, as flechas dos arcos inimigos nos mirarem e serem desviadas pela providência Divina.