O peru na ceia de Natal





Wilma Rejane

Não planejava fazer um artigo sobre o peru no Natal, soaria um tanto superfúlo falar de algo assim, já que Natal é Jesus Cristo, Magnífico e Absoluto em significado Natalino. Peru, peru? Isso não é assunto que possa interessar, ainda mais quando essa ave é desconhecida em sabor na mesa de muitos irmãos que sequer têm recursos para comprar um prato de arroz ou mesmo se assentarem à mesa com família reunida. É o caso dos refugiados em Dadaab, um campo situado no Quênia, que reúne pessoas sem esperança de vivenciarem o natal criado pelos homens, com forte apelo comercial.

Mas olhando para Wilma Rejane: mãe, esposa, avó, nora, professora (com inúmeras fichas de notas para preencher) e agenda lotada, escolhi escrever sobre algo curioso e que pode ser divertido e informativo. Me perdoem se devanear sobre ceia e peru não agradar, mas hoje vou transgredir o padrão de artigos pesquisados e inspirados. Falar em peru só inspira mesmo o apetite e o lucro, não é mesmo? Mas voltando a pergunta inicial do texto (e pretexto do artigo): Como é que o peru veio parar em nossas mesas dia de Natal? Por que Natal tem que ter peru, se não tem relação com ceia cristã ? 



De fato, ceia em noite de Natal ou em comemoração a chegada do novo ano, não tem pretensão de seguir padrão Bíblico. O que se vive, desde a chegada do natal criado pelas civilizações, é bem distante do Natal real. Os elementos das novas ceias têm significados terrenos e são padrões de secularidade. Papai Noel, panetones, presentes e mais presentes, roupas novas, brilho e luzes, tudo para agradar a vista e o paladar. Mas não serei hipócrita em afirmar que não gosto dessa época do ano, pelo contrário, ainda que tentem retirar Jesus de cena, Ele permanece pelos séculos dos séculos, o Próprio Natal, e a data sempre será linda!


A Ceia Cristã

"Tomando o pão, deu graças, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: "Isto é o meu corpo dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim". Da mesma forma, depois da ceia, tomou o cálice, dizendo: "Este cálice é a nova aliança no meu sangue, derramado em favor de vocês" (Lc 22:19,20).

Tem os elementos Pão e vinho. Pão simbolizando O Cristo, Aquele que sacia as necessidades da vida. Sem pão, alimento básico, o corpo perece. Sem Jesus, alimento espiritual, a alma se perde eternamente.

O vinho na Escritura simboliza, abundância, gordura, prosperidade, alegria, satisfação e banquete (Dt. 28:51; Sl. 104:15; Is. 55:1; Joel 3:18). Cristo não é apenas a necessidade básica da nossa vida espiritual, mas a gordura, prosperidade e alegria dela também. Ou, para colocar de uma forma diferente, o vinho nos lembra que Deus em Cristo nos dá o que precisamos, mas além disso, sempre nos dá "muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos" (Ef. 3:20). Deus é deveras rico em misericórdia e cheio de bondade para com o seu povo

De modo simples e objetivo, eis o significado do Pão e do vinho na ceia do Senhor, um memorial representando; vida, morte,  ressurreição e salvação.

E sobre o peru

Bem, o peru é aspecto curioso  em nossas comemorações natalinas. Essa ave, era considerada selvagem e longe estava de se pensar em torná-la prato principal de qualquer mesa preparada por pessoas civilizadas. Até que os indios mexicanos, apreciadores vorazes da carne de peru, apresentaram a iguaria aos europeus. Isso em 1518, em virtude do processo de colonização. A Inglaterra tomou conhecimento em 1525 e rapidamente o constituiu no prato principal da ceia de Natal. Daí, o peru praticamente substituiu o cisne como ave de natal, popularizando-se definitivamente. E depois disso, a carne de peru ganhou os continentes, inclusive o Brasil.

Peru na mesa, em ceia de natal, é culpa dos Ingleses, dos índios mexicanos, ou nossa... O que importa mesmo é a gratidão pelo alimento natural e sobrenatural (Jesus Cristo), é o reconhecimento de que sem a graça Divina, nenhuma ceia se cumpre e nenhuma civilização sobrevive e nenhum Natal (e natal) existe.

Bem, com ou sem peru, o importante é a paz e o amor a Cristo Jesus, unindo os familiares. O importante é não apenas recordar Cristo, mas torna-Lo real em nossas vidas e corações.

Deus o abençoe.

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