Breve reflexão sobre mães e filhos





Wilma Rejane


Há milhares de anos nascia em Belém da Judeia: Jesus, o Messias Salvador. Filho de Deus, gerado pelo Espírito Santo no ventre de uma mãe, chamada Maria. Esse acontecimento marcou de forma definitiva a humanidade e revelou a excelência do dom materno. Maria ficou sendo a "theotokos" ou seja: Portadora de Deus, no sentido de que conduzia em seu ventre a revelação de Amor maior, as Boas Novas para humanidade. Toda mãe tem (ou deveria ter) o dom e a missão de ser essa portadora de Deus a conduzir os homens para o caminho do bem. 

E é a narrativa Bíblica que me inspira a acreditar que ser mãe é algo que transcende em espiritualidade, vai além do sangue, dos laços de parentesco. Como explicar o fato de mulheres adotarem crianças como filhos e amarem com a intensidade de quem os carregou no ventre? Mãe é alma geminada porque é uma com o filho para sentir o que se passa nele, como se nela fosse. Mães amam, apesar de tudo. Um amor altruísta que pensa mais na felicidade do outro do que na sua própria.

Há um provérbio Bíblico que diz: " a mulher sábia edifica sua casa, mas a tola derruba com as próprias mãos." Pv 14:1.




A Palavra de Deus convida as mães a investir nos lares, reconhecendo a importância da mulher para felicidade familiar. Essa primícia é verdadeira, também comporta as exceções de mães que não têm filhos e de filhos que não têm mãe. Como lidar com essas faltas e preencher um aspecto tão fundamental da vida humana? Só mesmo confirmando a ideia do inicio do texto: o que inexiste no mundo físico pode ser preenchido pelo espiritual, pela felicidade. E o que é felicidade? É um sentimento transcendente, implícito, de dentro para fora, e quem ter a ver com a maneira com que cada um lida com as dificuldades da vida.

Para ilustrar essa mensagem de que a filiação espiritual supera os percalços da filiação física, conto a história de uma missionária grega que era órfã. Ela passou grande parte de sua juventude tentando encontrar seus pais. Fez árvores genealógicas, pesquisas de nomes, sobrenomes, e dizia haver um vazio enorme dentro dela que precisava ser preenchido. Então, a convite de uma amiga passou a frequentar uma igreja cristã e compreendeu o plano e a filiação que Deus havia dado a ela. E ela foi completamente curada do vazio! Sabia que era filha de Deus, da família de Cristo. Aquele vazio se transformará em felicidade!

 "Quando pai ou mãe me desampararem o Senhor me recolherá" Salmo 27:10.


Os vazios existenciais não são maiores que a filiação espiritual oferecida aos homens. Assim como a concepção de Maria, esta filiação nos torna não apenas filhos espirituais, mas portadores da melhor Boa Nova que há sobre a terra. A boa nova de que Cristo vive, convida-nos ao arrependimento e a uma vida melhor. Essa filiação espiritual nos dá a certeza e esperança de termos lares amorosos, edificados na oração diária a na convivência altruísta.

Deus como Pai misericordioso olha pelas mães de todo o mundo, mães que choram perdas, que sorriem com chegadas. É Ele quem consola os corações das mães, como consolou o coração daquela mãe que chorava em Naim. Os tempos são tenebrosos, mas somente o alicerce em Deus pode tornar as pessoas melhores e os lares mais felizes.

Deus os abençoe.

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