Estarrecida pelos artigos e comentários que tenho lido em alguns blogs, resolvi escrever sobre a morte da atriz Leila Lopes. Se este momento é de reflexão sobre a vida e a morte e a questão da salvação, também o é para repensarmos o nosso cristianismo: O que temos feito para ganhar almas? Que tipo de mensagem estamos pregando? Temos autoridade para condenar vivos e mortos?
O apóstolo Paulo, em epístola aos Filipenses disse: "Porque cada um busca o que é seu, e não o que é de Cristo Jesus" Fp 2:20. Este versículo, descreve a situação de muitos cristãos hoje. Uma realidade, que transparece na Igreja por todo o mundo. Os interesses pessoais, individuais, sendo priorizados e a verdadeira mensagem cristã, sendo esquecida, violada. "Caçam-se" falsos mestres com muita destreza e sagacidade, porém, ignoram os perdidos e de sobra, afastam os néofitos de suas congregações ao generalizarem os abusos cometidos em nome da fé. Sim, não devemos nos calar diante das heresias e apóstasias, mas, qual o peso de nossas balanças?
Que tipo de Evangelho estamos vivendo? O que acredita na ressureição dos "mortos" , renuncia a si mesmo, e ama o perdido ou o que procura saciar os desejos da carne e cavar sepulturas contando os cadáveres? Reconheço minha pequenez. Que todas as minhas obras, são trapos, diante de Deus e também me convido a esta reflexão: O que tenho feito para ganhar almas? O que ainda posso fazer? Quantas pessoas devem estar vivendo angústias, medos e opressões, agora mesmo, em frente a um computador, buscando respostas ou bem próximas de mim no trabalho, na família na vizinhança. O que tenho feito para resgatar vidas dos laços da morte?
Poderia enumerar algumas coisas que tenho feito e me achar justificada diante do meu apelo. Mas não! Tenho sido egoísta muitas vezes, critica, impiedosa, falta-me amor. Sim, não serei hipócrita! Preciso amar mais. Deus, amado e misericordioso tem sido longânimo comigo. É Ele quem diz: "Continue tentando". Nesta minha fé, me chego aos pés do Senhor, reconhecendo-me pecador, pecador e pecador! Miserável homem que sou! Aonde está minha bondade? Ela, não reside em mim, mas em Cristo, que me salvou, aleluia!! Este mesmo Cristo me constrange a agir com o próximo, da mesma maneira que Ele age comigo.
É possível que saibamos, como conhecedores da Verdade, o destino dos pecadores pós-morte. Principalmente se a causa morte for suícidio. Serão condenados ao inferno. A pena, já não é dolorosa o suficiente? O "réu" já não foi julgado culpado? Quem martelou a sentença? Por acaso, não foi Deus, soberano juiz? Ainda cabem mãos a segurar o martelo que ecoa pavorosamente nas trevas do inferno?
Repensemos o nosso cristianismo.











