A Cura do Cego em Betsaida

Esse trecho das Escrituras é misterioso, polêmico: Por que Jesus unta os olhos do cego com cuspe? Por que o cego vê homens como árvores? Dediquei-me a essa leitura na perspectiva de que me fossem reveladas respostas para alguns desses questionamentos. Sei, contudo que existem muito mais lições nessa passagem do que as que relatarei nesse artigo.

Marcos 8: 22 a 26

“E chegou a Betsaida e trouxeram-lhe um cego e rogaram-lhe que o tocasse, e tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia; e cuspindo-lhe nos olhos e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe se via alguma coisa. E, levantando ele os olhos disse: vejo homens como árvores que andam. Depois disto, tornou a pôr-lhe as mãos sobre os olhos, e fez olhar para cima; e ele ficou restaurado, e viu cada homem claramente. E mandou-o para sua casa dizendo: Nem entres na aldeia nem o digas a ninguém na aldeia”.

  • O cego não morava na aldeia, mas passava a maior parte do seu tempo lá. 
  • Ele foi levado até Jesus por alguns homens 
  • Jesus o retirou da aldeia para realizar o milagre
  • Primeiramente cuspiu em seus olhos
  • O milagre pareceu incompleto porque o homem passa a ver homens como árvores   
  • Jesus passa as mãos nos olhos do cego e o faz olhar para cima    
  • O cego tinha o costume de andar de cabeça baixa   
  • Após ser tocado por Jesus e olhar para cima: “viu cada homem claramente”
  • Ao realizar o milagre Jesus ordena que o homem não retorne para aldeia

Idolatrando Bezerros de Ouro



 "Mas vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão. e disse-lhe: Levanta-te, faze-nos deuses, que vão adiante de nós; porque quanto a esse Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu." Ex 32:1. 

Quero chamar de "Bezerros de Ouro", tudo que "fabricamos", sendo contrários à vontade de Deus. Quando nos tornamos distantes, cegos, mudos e sem entendimento. Daí faz-se valer a recíproca de que o adorador se torna igual ao objeto adorado.

Perdemos a direção. Temos que decidir: Guardar "nossos bezerros" para ocasiões oportunas, ou, lançá-los totalmente destruídos no mar do esquecimento. "Os bezerros", nem sempre são palpáveis, mas, muitas vezes, para nós, invisíveis. Contudo, acabam por impedir um relacionamento íntimo, sincero e obediente a Deus.

Moisés estava no Monte Sinai com Deus. Sem tempo, nem mesmo intenção de possuir um "objeto mágico". O ócio, a falta de fé e de obediência, levou os Israelitas ao pecado: "faze-nos deuses, Moisés não vai voltar" Ex38: 1.

Fabricando "bezerros"

Já fabriquei muitos "bezerros", quando estive no "deserto". Tinha um para cada ocasião. Não tinha intimidade com Deus, apesar de achar o contrário. Fui miserável! Tendo que de dura forma, aprender que não precisava deles.

13 Perguntas Cruciais Sobre Deus


O livro “13 Perguntas Crucias Sobre Deus” traz temas polêmicos para discussão no ministério com jovens e de forma prática e acessível orienta pastores e lideres para reuniões e atividades em pequenos grupos. No livro, você encontrará respostas para os questionamentos mais comuns entre a juventude:

1-Como Posso Saber Que Deus Existe?
2-Qual é o correto: Evolução ou Criação?
3-O que torna Jesus diferente de Maomé ou Buda?
4-O que aconteceu quando Jesus morreu na cruz e ressuscitou?
5- O que é exatamente a salvação?
6- Deus perdoará todo e qualquer pecado?
7- Por que um Deus amoroso mandaria pessoas para o inferno?
8- Por que Deus permite o sofrimento?
9- Quem é o Espírito Santo?


Entrevista Com João Cruzué : "Felicidade é Sentir a Presença de Deus"




Trago uma entrevista com alguém muito especial : Irmão João Batista Cruzué. Nossa amizade começou através da UBE (União de Blogueiros Evangélicos), ele (por indicação do Eliseu e do Sammis) me fez o convite para participar do projeto e após várias negativas de minha parte,  insistiu e de forma muito impactante me convenceu que há necessidade de obreiros para a seara virtual e que Deus tem propósitos para os que servem com amor. Cruzué é um escritor talentoso e fala profundamente aos leitores de seus blogs entre os quais destaco  Blog Olhar Cristão. Obrigada pela disposição em responder a entrevista, querido João e por compartilhar conosco seu admirável testemunho de vida.

Se eu fosse você não perderia uma linha dessa conversa.

Entrevista por Wilma Rejane 

Quero inicialmente agradecer a oportunidade à Irmã Wilma Rejane,  jornalista cristã, Educadora, e cumprimentar os leitores do Blog  “A Tenda na Rocha”, editado   por ela. Um Blog com excelência, que vem publicando conteúdo com propósito, responsável e genuinamente cristão. Diferentemente dos de outros blogs atingidos pelos ventos   narcisistas, onde a difamação e a fofoca evangélica levam a um “sucesso” fácil, mas que derrubam pontes em lugar de construí-las; assustam os sedentos de Deus com textos difamadores, que vêem apenas a malícia  e hipocrisia em tudo e todos, em lugar de terem um olhar cristão. Parabéns pelo trabalho, irmã Wilma, e mais vez: muito obrigado pela oportunidade.

Me chamo João Batista Cruzué nasci em Ponte Nova, Minas Gerais, moro em São Paulo, congrego na Igreja Evangélica Assembleia de Deus desde 1977, sou presbítero,  casado há  27 anos com a Cléo, tenho duas filhas, um neto e trabalho na auditoria do Tribunal de Contas de São Paulo.


João, nos fale um pouco sobre sua infância

Minha infância foi muito pobre, mas alegre e divertida. Nasci e vivi no campo, ia para a escola a pé até os 12 anos. Minha mãe era uma professora de escola rural, que veio de uma família muito focada em educação. Eu tinha muitos primos para brincar de “tapinha” (pega-pega)  “pique”,  birosca (bolinha de gude),  “tiradeira” (estilingue),  pião na roda, pesca de anzol e peneira, e tomava muito banho no rio – para o pavor de minha mãe. Tinha só dois brinquedos: um caminhãozinho de madeira e uma pequena bola de borracha vermelha.

Mas essas brincadeiras eram coisas de domingo, pois de segunda a sábado o negócio era: estudar, estudar e estudar.  Tenho vivo em minha memória uma cena: minha mãe carpindo o arrozal comigo ao seu lado com um caderno na mão. Era muito cobrado e invariavelmente tirava as primeiras notas da classe.  Meu pai, já falecido, não conseguia fechar as mãos, cheias de calos, dormentes, de tanto usá-las em um cabo de enxada, mas  hoje, eu leio, falo,  traduzo e escrevo em inglês e sou auditor concursado. Valeu a pena.

Não eram apenas brincadeiras e estudos, eu trabalhava também. Desde muito pequeno  lavava as “vasilhas” do almoço, carregava água para o banho de bacia  e socava  arroz no pilão para as refeições da casa.  Isso tinha uma explicação: tanto meu pai quanto minha mãe ficavam praticamente o dia inteiro trabalhando na roça, plantando, capinando e colhendo. Eles eram muito pobres, econômicos, honestos e muito trabalhadores. Aspiravam a uma vida melhor e mais confortável – o que conseguiram lá pelos meus 14 anos.


Falando em Milagre



A graça dá colorido a vida

Como você acordou hoje? Buscando um milagre? Se perguntando por que ele nunca chega? Por favor, não deixe as adversidades ofuscar a maravilhosa graça de Deus em sua vida! Sei que nesse exato momento existem pessoas necessitando de curas, nos leitos de hospitais, prestes a amputar braço, perna... Nos presídios, homens e mulheres estão convivendo com o caos: sujeira, celas escuras, sem perspectivas de novos horizontes. Em algum lugar do mundo pessoas estão sendo injustiçadas, feridas. São mães, filhos, amigos que decepcionados pela mentira e traição perdem o vigor, o sorriso. No mundo, temos muitas aflições, podemos escolher ser derrotados por elas ou vencê-las. Nós decidimos.

A definição para milagre diz que ele é "todo acontecimento ou fato impossível de se explicar segundo as ciências naturais, atribuindo-se a um mover sobrenatural, de ordem Divina". Como podemos explicar a alegria, o gozo que inunda nosso ser mesmo quando tudo não vai tão bem? Um turbilhão de coisas falhou de sonhos se frustrou... Como explicar, Paulo e Silas cantando na prisão com as costas sangrando após terem sido açoitados? O sangue escorrendo, o chão fétido e o louvor enchendo o cárcere, alcançando o céu?! O coração de Paulo e Silas transbordava de alegria!

Como explicar o amor que Deus tem por nós, se vivemos cometendo falhas, erros "imperdoáveis"?! Se não existisse graça, estaríamos fadados a sermos condenados, sem júri ou tribunal. Sentença perpétua. Mas Ele veio, aleluia! "Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro" I Pedro 2:24. Como explicar essa relação de amor?! Eu olho para a Cruz e ela me redime.

Filosofia e Fé

 "Porque pela graça sois salvos por meio da fé; e isto não vem de vós é dom de Deus" Ef 2:8


Essa semana encerro um período do meu curso de Licenciatura em Filosofia pela Universidade Federal do Piauí, o curso acontece em período intensivo e de férias. Confesso  estar me sentindo um tanto cansada, trabalhos e muita leitura. Estamos tendo o privilégio de ser orientados por excelentes professores, mestres, e doutores que muito têm nos motivado. Percorremos as linhas sobre Descartes, Sócrates, Platão , Aristóteles, profundamente encantados pela sabedoria comum a estes personagens da história.

A Filosofia me conquistou, porém não mais que a Teologia. Esta é a Verdade Única e absoluta, enquanto aquela é a busca da verdade através do método, do discurso. Tenho tido um certo cuidado para não me deixar arrebatar definitivamente pela dúvida comum ao método de filosofar. Certamente filosofar é  ser sábio por não se conformar com o que os sentidos alcançam, mas isto pode levar a insensibilidade, a um caminho  de muitos atalhos, embora não seja este o objetivo da filosofia. O correto é aprender a exercitar o pensamento como um ourives que purifica o ouro, o resultado pode ser e não ser o que gostaríamos que fosse, mas é o real,  purificado pelo método da especulação.


Em espírito contrito e oração, enlevo minha alma aos céus

Cavaleiro do Apocalipse no Egito?

Um vídeo realizado durante protestos no Egito tem "corrido" o mundo. Nele um suposto cavaleiro vestido de amarelo,  montado em cavalo de igual cor, sobrevoa o local dos conflitos desparecendo misteriosamente por entre a cabeça dos manifestantes. Republicado em vários sites, inclusive cristãos, o vídeo é acompanhado por artigos sensacionalistas sobre a chegada do Apocalipse e a ação do quarto cavaleiro: " E olhei, e eis um cavalo amarelo; e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte e o inferno o seguia; e foi-lhe dado poder para matar a quarta parte da terra com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra" Ap 6:8.

Para mim é tudo muito claro: A imagem é resultado de efeito de câmera, não tem nada de sobrenatural. E mais, é só observar cuidadosamente a imagem para perceber que o cavaleiro parece  estar de costas  e bem distante  da cabeça do cavalo. Isso é um disparate.  É mesmo o fim.

A imagem aparece aproximadamente aos 1:21


A Parábola do Girassol

Olá amados leitores! Esta é mais uma produção exclusiva do blog, fruto do trabalho de meu esposo Franklin com texto de minha autoria. É uma párabola curtinha que nos diz muito sobre encontrar Jesus e andar na sua luz. Espero que gostem, a republicação está autorizada. Desejo uma semana abençoada para todos vocês! Que nosso Senhor Jesus, seja dia e noite a nossa Luz : " Em Jesus está a vida e a vida é a luz dos homens" Jo 1:4



Wilma Rejane.

Interpretações do Apocalipse




O artigo que segue é um resumo da obra de Ian Boxall (Apocalipse de São João), tutor em Novo Testamento e membro da Faculdade de Teológia em Oxford, é também editor de Boletim das Escrituras.

A tradição artística ocidental tende a imaginar João sentado em uma ilha deserta, como um Robinson Crusoé, no primeiro século. Enquanto isso, tradições latinas, retratam João em uma ilha distante, solitário com apenas um soldado romano o vigiando. A imagem de Patmos como uma ilha deserta é historicamente implausível.

Arqueólogos descobriram inscrições que apontam para Patmos como uma ilha de população próspera no momento em que João chegou por lá: Ruínas arqueológicas no Oroj tou / Kastelli, ou ('Castle Mountain') com vista para o Porto de Skala, e cacos de cerâmica espalhados ao redor da área, atestam que essa parte da ilha era habitada quase que continuamente a partir da Idade do bronze no período romano, com fortificações construídas no período helenístico. Uma inscrição sobrevivente datada de dois séculos AC revela que Patmos foi grande o suficiente para sustentar seu próprio ginásio, com uma associação de corredores de tocha e um espaço para atletismo.

A arqueologia revela ainda que o culto a deusa Artêmis foi forte na ilha. A inscrição mais extensa a comprovar isso data do século II d.C e  está preservada  no Mosteiro de São João, o Teólogo. Refere-se a "U'drofo Bera roj" sacerdotisa de Artemis. A ilha era considerada como berço da deusa , inscrições também comprovam dedicações nos altares a Artemis. Essa evidência se encaixa com as tradições locais que revelam São Cristodoulos, o fundador do mosteiro da ilha, como tendo construído um sitio como templo de Artemis  tendo ele  mesmo destruido a gigantesca  estátua da deusa no processo da construção. Portanto, a ilha que recebeu João o discípulo amado de Jesus teria sido dominada pela mitologia grega com forte culto a deusa Artemis.