Ponto de Inflexão
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| Ponto de Inflexão |
João Cruzué
Quando estava no segundo ano da faculdade, o professor de matemática ensinou sobre o famoso ponto de inflexão da parábola. Em nossa vida cotidiana, à semelhança de uma parábola, também existe o momento da virada, em que nós paramos de descer e começamos a subir. Um exemplo muito real desta situação aconteceu com Davi, e ele está registrado em I Samuel 30.6. Recordo que este texto bíblico foi muito útil para mim durante uma época muito difícil, tempo que passei por uma provação de 11 longos anos de desemprego.
A luta com Golias trouxe fama para o jovem Davi. A partir daquele dia, ele começou a ser visto com um olhar de ciúmes pelo rei Saul. Foram muito poucos os dias da sua fama no palácio real. Caçado como um animal, fugindo da morte, Davi escreveu os versos: Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! "Salmo 42:1".
O cervo era o orix, um animal que se escondia nas mais altas rochas dos montes de Israel para fugir dos caçadores. Quando estava no limite da morte pela sede, ele descia do monte bramando de angústia diante dos caçadores, em busca de água. A sede extrema o obrigava se expor, mesmo sabendo que seus algozes estavam à espreita.
Davi conhecia na própria pele essa angústia. Ele foi descendo pela curva da parábola. Do matador de gigante a um foragido. De libertador a uma ameaça. O diabo sabia do propósito de Deus para a vida de Davi e procurava levá-lo a erro para matá-lo pelas mãos de Saul. Davi era ungido de Deus, mas seus dias de glória ainda estavam no futuro. Quanto ao presente, andava se escondendo em cavernas, desertos e até morando com o inimigo: Os filisteus.








