No mundo tereis aflições, mas não perca o ânimo

 


Wallace Sousa


"Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." João 16:33


Aquela segunda, dia 6 do mês 6 de 2016, havia começado como outra qualquer, às 6 horas da manhã. Mas, quando você acha que tudo continua igual, a vida vem e surpreende você. E, às vezes, a vida lhe prega peças e também lhe pega de jeito. E assim foi comigo, o destino me pregou uma peça na encruzilhada da vida. 

Eu não sei o que você está passando, pelo que já passou o pelo que ainda irá passar, mas escrevo isso justamente para que minha experiência possa, de algum modo, ajudar você que enfrenta lutas, dissabores e angústias, sejam elas inesperadas, programadas ou totalmente imprevisíveis.

Fazia alguns dias que meu pai me visitava e nos dava o prazer de sua agradável presença em sua companhia, visto que moramos quase 2.000km distantes um do outro, sempre aprecio suas visitas, ainda que breves, quando ele passa aqui por Brasília. Não são as coisas que ele traz na bagagem, as guloseimas e delícias da culinária nordestina que me cativam desde o nascimento, mas sua presença e seu carinho que nos abençoa é o que torna sua vinda tão agradável e desejada.


Todavia, como de costume, ele vem e vai, passa e parte. Como filho, sei que assim é a vida, e é assim que a vida é. Não mais questiono, apenas aceito e sigo vivendo, vou andando, e continuo vivendo, aproveitando cada instante, principalmente aqueles bons momentos que gostamos de guardar na memória.

Mas, como já disse, aquela segunda que havia começado como todas as outras, não findaria da mesma forma. Eu precisava atravessar por uma encruzilhada e passar por uma difícil experiência.

Sabe, às vezes nós pensamos que estamos preparados para tudo, mas quando as coisas acontecem e pegam a gente de surpresa, nós nos damos conta de que nada é como pensávamos e tudo é diferente do que nós prevíamos. A vida nos prega peças e, muitas vezes, descobrimos que não estamos preparados quando a circunstância chega de supetão.


Não jogue fora sua confiança em Deus



Manfred Paul


“A minha alma descansa somente em Deus; dele vem a minha salvação” (Salmo 62.1). 


Nossa vida não está pendurada em um fio de seda. Nossas circunstâncias não são o resultado de coincidências sem sentido. Mesmo que as dificuldades cresçam à sua frente como se fossem uma Cordilheira dos Andes, apesar disso você não foi abandonado pelo Senhor Jesus. Descanse diante Dele e confie, e sua alma ficará em paz. Você poderá perceber que o Senhor é o seu auxílio. Não, suas orações não afundaram em algum lugar na areia. Elas estão guardadas diante da face Daquele que o ama! A sua espera não é em vão. Seus anseios não são sem esperança. Suas lágrimas não estão esquecidas por Deus. O seu Deus nunca se atrasa. Suas orações estão sendo processadas nas oficinas do Mestre, pois certamente o atendimento virá acompanhado do selo da misericórdia do Senhor. Por isso: não jogue fora sua confiança! É possível que o seu marido ainda não seja salvo. Oh, há quanto tempo você tem orado por ele. Não, o seu clamor não é inútil! Descanse e continue confiando no tempo de Deus!

É possível que o movimento de sua empresa neste ano regrediu assustadoramente. Você está preocupado em conseguir atender aos compromissos. Descanse e continue confiando no seu “administrador celestial”. Seus medos não se confirmarão. Conte com a intervenção misericordiosa de Deus! É possível que você, em sua posição de liderança, esteja continuamente sobrecarregado e que a correria diária fez com que você chegasse ao limite de sua saúde. Sua alma agora necessita de uma pausa para respirar na paz de Deus! Sua situação deve resultar em bem-estar e não em catástrofe.

É possível que você tenha passado por experiências difíceis em seu local de trabalho nestes últimos meses. Você foi intimidado pelos seus colegas e eles, traiçoeiramente, falaram mal de você ao seu chefe. Agora você está aí, amargurado e abatido. Seus nervos estão muito afetados. Descanse e continue confiando em seu Deus.

Talvez você exerça alguma responsabilidade em uma igreja – como ancião ou diácono, como colaborador no ministério infantil ou de jovens. Você observa que há poucos frutos para o Senhor, apesar dos grandes esforços investidos. Você sofre porque é considerado muito limitado, porque proclama a Palavra de Deus da maneira como está escrita. Estamos numa época em que se prefere ouvir aquilo que agrada e que faz cócegas nos ouvidos. Descanse diante do Senhor! A sua fidelidade será recompensada. A sua obra está nas mãos de Deus.

Em busca de respostas para preencher o vazio da alma


 

Wilma Rejane

Antes do surgimento da escrita, da moeda, havia na Grécia a predominância da tradição oral. A mitologia era a forma cotidiana para se explicar os conflitos humanos, bem e mal permeavam o misterioso e familiar mundo do mito que pela  relação com a realidade dos ouvintes, era religiosamente respeitado.  Dessa forma, a Grécia influenciou e inovou a tradição pagã ao inserir imagens de heróis e bandidos semelhantes a homens, mas com poderes divinos.

Depois dos mitos, veio o aparecimento da Filosofia que buscava de forma racional encontrar através do cosmo, da natureza, a origem de todas as coisas. O mito falhou em sua forma de explicar o mundo, a Filosofia ascendeu como esperança de se desvendar o mistério sobrenatural exposto nas maravilhas do universo. Mito e Filosofia, de forma direta e indireta, buscavam a Deus. A inquietude da alma dos gregos lhes dizia haver bem mais entre céu e terra, para além das cortinas celestes, além das interrogações.

Foi no mundo grego que surgiu a palavra milagre, ele se referia a Filosofia, a capacidade de desenvolver o pensamento lógico em busca da verdade. Isso tudo é tão incrível, porque revela que o homem, desde sempre, busca por Deus. Do mito a Filosofia. Mais incrível ainda é saber que Deus utilizou justo a língua grega para espalhar a mensagem do Evangelho entre as nações. Não, não quero que isso soe supersticiosamente, mas preciso, planejado, lance de Mestre!

Todo o ambiente grego e sua influencia universal ajudaram não apenas na escrita do Evangelho, mas em sua propagação pelo mundo. E depois do surgimento do cristianismo, vamos constatar uma queda definitiva dos mitos e da filosofia naturalista. A Verdade enfim, havia chegado, o Reino de Deus era a resposta a essa interrogação que pairava tanto para gregos quanto para os não gregos. Judeus e gentios. Mas essa Verdade ainda é loucura para muitos e por isso, a busca não tem fim.

7 festas judaicas que apontam para Jesus Cristo

 

Jesus frequentemente apontava para o “princípio” (Gênesis), a Lei de Moisés (cinco primeiros livros) e os profetas (Jeremias a Malaquias) para revelar o plano de Deus para a humanidade e pistas para reconhecer o Salvador. Para os judeus de seu tempo, entender o Antigo Testamento era a chave para descobrir que Jesus é o Messias prometido.

E se você ouviu as Boas Novas do Novo Testamento e recebeu Jesus como seu Salvador, as profecias e simbolismos do Antigo Testamento fornecem mais provas e garantias de que Jesus é o Cristo, o filho do Deus vivo.

1. Páscoa - Levítico 23:4-8

Esta festa lembra a última praga no Egito, quando o anjo da morte “passou por cima” dos filhos de Israel que aplicaram o sangue do cordeiro em suas portas. Os israelitas pegaram um maço de hissopo e o mergulharam no sangue da bacia junto à soleira. Subindo, eles o colocaram no lintel, então tocaram os dois lados da moldura (Êxodo 12). Você consegue ver as imagens? De baixo para cima, de um lado para o outro: o movimento formava uma cruz.

O anjo da morte e a primeira páscoa por Charles Foster

Quando João Batista disse: “Olha! O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!” (João 1:29, NLT), ele entendeu a referência do Antigo Testamento. E no Novo Testamento vemos que Jesus – nascido em um estábulo, visitado por pastores e levado ao matadouro – é aquele cordeiro enviado por nós. Sua morte permite que o julgamento que merecemos passe sobre nós.

Quando aceitamos a Cristo, aceitamos o presente amoroso de uma segunda chance – por causa de sua morte na cruz, temos uma ficha limpa!

2. Pão sem fermento - Levítico 23:6

Esta festa de sete dias começa no dia seguinte ao início da Páscoa. Na pressa dos israelitas de deixar o Egito, não havia tempo para acrescentar fermento (fermento) ao seu pão. Durante esse tempo, lembrando-se das dificuldades no Egito e como Deus os libertou do cativeiro, os judeus não comem nada fermentado.

O fermento muitas vezes representa o pecado e a decadência na Bíblia. Uma vez incorporado, o fermento torna-se uma parte inseparável do pão; o mesmo é verdade para o efeito do pecado em nossas vidas. Os judeus estavam constantemente sacrificando animais sem mácula para expiar temporariamente o pecado. Somente o Messias, o sacrifício perfeito e sem pecado, poderia oferecer uma solução permanente.


Pães sem fermento ou pães ázimos

O pão sem fermento representa a vida sem pecado de Jesus; ele é o único sacrifício perfeito pelos nossos pecados. Em João 6:35, Jesus afirma com ousadia que ele é o pão da vida. Ele não apenas remove nossos pecados, ele nutre nossas almas!


3. Primícias - Levítico 23:10

A Festa das Primícias é uma das três festas judaicas da colheita para agradecer e honrar a Deus por tudo que ele providenciou. Embora não soubessem na época, os filhos de Israel estavam comemorando o que se tornaria um dia muito importante.

Figos

Os sacerdotes sacrificavam cordeiros da Páscoa no dia 14 do mês de Nisan, e o primeiro dia da Páscoa era o 15º. A Festa das Primícias foi celebrada no terceiro dia, 16 de Nisan. Esta celebração do “terceiro dia” foi no mesmo dia em que Jesus ressuscitou dos mortos. Em 1 Coríntios 15:20 Paulo se refere a Jesus como as primícias dos mortos. Ele representa a primeira da grande colheita de almas – incluindo você – que ressuscitará para a vida eterna por causa da nova aliança em seu sangue (Lucas 22:20).

4. Festa das Semanas ou Pentecostes - Levítico 23:16

Esta festa é a segunda das três festas da colheita. Ocorre exatamente sete semanas após a Festa das Primícias, por isso também é chamado de Pentecostes, que significa “50 dias”. Tradicionalmente, esperava-se que as pessoas trouxessem a primeira colheita de grãos ao Senhor, incluindo dois pães fermentados.

Relação entre o sacrifício da novilha vermelha e o final dos tempos

 

Wilma Rejane

Artigo atualizado em 19/03/2022.

Existe uma crença entre os judeus não messiânicos de que o aparecimento de uma novilha vermelha marcará a reconstrução do terceiro templo e o retorno aos sacrifícios de sangue para purificação dos pecados. Várias novilhas vermelhas já foram anunciadas com euforia pelos organizadores do Terceiro Templo em Jerusalém, até os pêlos das novilhas mudarem de cor para mesclados em branco e vermelho, frustrando assim a esperança dos judeus.  Em 2018, porém, foi anunciado (Aqui) o nascimento de uma novilha vermelha, mantida sob os cuidados dos organizadores do terceiro templo, se confirmando como absolutamente vermelha (Aqui).

A confirmação do nascimento da novilha e de sua autenticidade, além de representar muito para os judeus, também tem significado de peso para muçulmanos. É que o local previsto para reconstrução do terceiro templo é a famosa mesquita de Al-Aqsa situada na cidade antiga de Jerusalém. A mesquita é considerada o terceiro lugar mais sagrado do Islamismo, congregando em um só culto islâmico aproximadamente cinco mil pessoas. Assim sendo, se o nascimento da novilha vermelha representa paz para os judeus, representa guerra para os muçulmanos.

Afinal, de onde surge essa crença de que a novilha vermelha restabelece o culto dos sacrifícios no templo judaico? 

Essa crença surge de uma interpretação bíblica, absolutamente ortodoxa, da lei Mosaica ou Torá, um conjunto de 613 instruções doutrinarias dispostas no Pentateuco ou cinco primeiros livros do Antigo Testamento. Especificamente sobre a novilha vermelha é dito:

Números 19:1-10:


"1-Falou mais o Senhor a Moisés e a Arão dizendo:2 Este é o estatuto da lei, que o Senhor ordenou, dizendo: Dize aos filhos de Israel que te tragam uma novilha ruiva, que não tenha defeito, e sobre a qual não tenha sido posto jugo.3 E a dareis a Eleazar, o sacerdote; ele a tirará para fora do arraial, e degolar-se-á diante dele.4 E Eleazar, o sacerdote, tomará do seu sangue com o seu dedo, e dele espargirá para a frente da tenda da congregação sete vezes.5 Então queimará a novilha perante os seus olhos; o seu couro, e a sua carne, e o seu sangue, com o seu esterco, se queimará.6 E o sacerdote tomará pau de cedro, e hissopo, e carmesim, e os lançará no meio do fogo que queima a novilha.

Sobre as escolhas da vida



Wallace Sousa

Hoje invoco os céus e a terra como testemunhas contra vocês, de que coloquei diante de vocês a vida e a morte, a bênção e a maldição. Agora escolham a vida, para que vocês e os seus filhos vivam, Deuteronômio 30:19

Se, porém, não lhes agrada servir ao Senhor, escolham hoje a quem irão servir, se aos deuses que os seus antepassados serviram além do Eufrates, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra vocês estão vivendo. Mas, eu e a minha família serviremos ao [escolhemos o] Senhor”. Josué 24:15

(grifos acrescidos)

Fazer escolhas é dolorido. Temos medo de errar, temos receio de sofrer, temos medo de escolher o ruim e desprezar o bom. Escolher, em suma, é um misto de arte, dor, superação e aprendizado. Quero compartilhar, com você, meu car@ leitor@, novo ou velho, recente ou antigo, coisas para lhe fazerem pensar, enquanto eu mesmo penso nessas coisas que nos fazem pender entre, no mínimo, 2 alternativas.

Quando penso em escolhas, fico… penso, pendendo de um lado para outro, tal qual o pêndulo de um grande relógio de parede, a princípio sem saber o que escolher. Uma hora inclino-me a isto, outra hora a aquilo. Escolher dói, sempre dói. Quando a escolha não dói na entrada, doerá na saída. E digo: é melhor doer antes, porque é muito mais suportável, do que depois. A dor do depois, depois que a escolha já foi feita é, não raro, quase insuportável e irreversível.

Escolher bem, eis a decisão que temos diante de nós. Pergunto: como escolher bem? Respondo: não sei, só sei que é assim, vou escolhendo. Outras vezes, vou sendo escolhido. Vou vivendo nesta vida cheia de escolhas, cheia de opções, onde desconhecemos o futuro de nossas escolhas, e só conhecemos o presente daquilo que escolhemos. Não se preocupe, estava apenas divagando, enquanto escolhia as palavras “certas” a lhe dizer… mas, não sei se fiz uma boa escolha. Quem dirá? Talvez, você.

Mas, retornemos à realidade, à dura e crua realidade, a das escolhas que fazemos. Aliás, por que e como você chegou aqui? Por que escolheu ler este artigo em uma relação? Por que o título lhe chamou a atenção? Por quê, hein? Escolhas, estamos fazendo isso todos os dias, e o dia todo…

Eu escolho o que escrevo, você escolhe o que lê, escolhemos o que vemos, como vivemos, o que fazemos, e alguns escolhem até como querem morrer. Outros, escolhem viver. Eu, por outro lado, escolho não apenas viver, mas lutar e, quem sabe, vencer. Eu me dou o direito de escolher. Eu escolho poder escolher.

Desculpe, divaguei novamente. Vou tentar ser mais realista e prático, a partir de agora.

O que me motivou a escrever este post foi, confesso, ver tantas pessoas fazendo escolhas erradas. Muitas dessas, conheci, conheço e admiro ou amo. Suas escolhas desastradas me chocaram ou, pelo menos, as consequências dessas escolhas mal-feitas. Talvez porque me façam lembrar minhas próprias escolhas ruins. Ver quem você ama ou admira sofrer é uma forma de sofrer na pele dos outros, ou sofrer na própria pele os problemas dos outros.

Mas, enfim, como mitigar, pelo menos ao nível do suportável, a dura tarefa de fazer escolhas? Vou utilizar alguns dados de minha própria experiência, complementado por experiências alheias, próximas ou distantes, para tentar lhe dar alguma luz nesse tenebroso túnel que é decidir entre difíceis escolhas. Talvez, se eu tivesse lido “A escolha de Sofia“, o post poderia ser mais rico, ou talvez eu apenas dissesse “vá ler o livro A escolha de Sofia“, e pronto! Mas, não, mesmo não tendo o livro, vou me arriscar a dizer-lhe algo útil, assim espero.

Embora não me considere um expert em decisões acertadas, já enfrentei muitas provas nesta vida, sendo muitas delas travadas no campo de batalha “papirístico” (passe o mouse em cima), onde minha espada era uma simples caneta ‘bic‘. Não obstante não ter havido derramamento de sangue, essas batalhas me renderam as cicatrizes mais dolorosas e profundas que uma decepção pode trazer. Hoje, não doem mais, são apenas marcas de um passado que ficou para trás, mas que me trouxe, também, muitas vitórias.

Vamos ao que interessa.

A batalha de Gogue e Magogue: um panorama sobre o tempo do fim.





Qual é o papel do Islã no mundo? E qual é o objetivo final do Islã? Essas questões continuam a vir à mente daqueles que veem o conflito entre o Islã e o mundo ocidental. É impossível ver uma série de conflitos em toda a terra e não ver o papel que o Islã desempenha em relação a isso. Por exemplo, na Europa há um conflito no Kosovo, no sul da Rússia - na Chechênia. Há conflito no Iraque entre sunitas e xiitas, juntamente com forças militares dos Estados Unidos e da Europa. A Índia tem fronteira com o Paquistão, ambos são países nucleares, há uma constante ameaça de guerra entre esses povos. 

Em 2006, Israel lutou contra o Hezbollah, que era apoiado pelo Irã e pela Síria. O Irã ameaça destruir o Estado judeu e continua a construir um arsenal nuclear. Além desses conflitos nacionais abertos, há também a ameaça do terrorismo islâmico, que afeta tanto os países muçulmanos quanto os ocidentais. De onde vêm todos esses conflitos? Para quem estuda a profecia bíblica, o conflito no Oriente Médio não é um mistério, segundo a Bíblia, a batalha final, o Armagedom, acontecerá em Israel.

O milagre que aconteceu ao povo de Israel não pode ser subestimado. Ezequiel, junto com outros profetas bíblicos 2600 anos atrás, previu o reavivamento nacional de Israel, reunido de outras nações (Ezequiel 36-37). Ainda nos capítulos 38-39, Ezequiel deu uma descrição da aliança de povos que teriam que atacar o povo ressuscitado, reunido de outras nações. Este evento, conhecido na Bíblia como a batalha de Gog e Magog, é a batalha dos últimos dias.

A batalha entre Gog e Magog é um evento que desempenha um papel significativo na escatologia islâmica e judaica, bem como na cristã. Embora seus cenários e resultados sejam diferentes, todas as três religiões veem Gogue e Magogue como o evento principal. Então, o que são Gog e Magog, e o que esse conflito acarretará? 

Qual é a batalha entre Gogue e Magogue? 

Em suma, a batalha de Gogue e Magogue é uma batalha nos últimos dias (dias finais) quando a aliança de estados ataca o estado reunido de Israel. Esses povos que atacam Israel em Ezequiel 38-39 incluem povos muçulmanos que são abertamente hostis a Israel. Junto com esses povos muçulmanos, também o reino do norte, chamado Gog da terra de Magog, que pode ser identificado como Rússia, se tornará um aliado dos povos muçulmanos para resistir a Israel nos últimos dias.

Deus, que através de Ezequiel predisse este evento, derrotará esta aliança de estados que se levantarão contra Israel. Este conflito estabelecerá o Estado de Israel e os trará de volta à terra, onde se prepararão para sua salvação. Este conflito também explica ao mundo por que Israel esteve em cativeiro nos últimos dois mil anos (Ezequiel 39:28).

Determinar o momento em que esse evento ocorrerá é uma questão de debate para os estudantes da profecia bíblica. Os passos que levaram a este conflito, juntamente com os eventos que se seguirão, podem ser reunidos através da profecia e da história. 

Como o mundo chegou onde está agora? 

Para saber em que direção o mundo está se movendo é importante saber como chegamos onde estamos agora A situação atual do mundo é fruto de mil anos de história, que nos últimos dias estará centrada na terra de Israel.

 Que desde o princípio Israel fazia parte do propósito profético de Deus fica claro nas escrituras; tanto o Antigo quanto o Novo Testamento descrevem em detalhes como Israel, os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó foram associados à terra da Palestina. Em Deuteronômio, Moisés escreve sobre esta terra e sobre os descendentes de Jacó, a quem ela foi dada por Deus no tempo de Moisés e Josué. 

Não é pela tua justiça e nem pela retidão do teu coração que vais herdar a sua terra, mas por causa da maldade destes povos o Senhor teu Deus os expulsa de diante de ti, e para cumprir a palavra que o Senhor jurou a vossos pais Abraão, Isaque e Jacó; Deuteronômio 9:5  

Nos Últimos Dias, o povo de Israel reunido é devolvido a esta terra e entra em conflito com o mundo islâmico, que ocupou esta terra depois que o povo de Israel foi expulso de lá pelos romanos em 70 dC. segmentos da história de Israel estão conectados com os eventos de hoje.

 

 

Evento

 

O estabelecimento de Israel nesta terra

1

·          Abraão foi chamado ao Monte Moriá (Monte do Templo), onde a terra de Israel foi dada a Abraão, Isaque e Jacó (Gênesis 12:1-7). 

·          400 anos depois de estar no Egito, Moisés conduziu os filhos de Israel à terra prometida. 

·          Deus determinou as condições de bênção e maldição para o povo de Israel (Dt. 28:30). Em caso de obediência, eles seriam abençoados mais do que todos os outros povos da terra, e em caso de desobediência, seriam expulsos desta terra.

·          Davi comprou o Monte Moriá para o templo por ordem de Deus, Salomão construiu o Templo, e o Senhor consagrou o Templo no Monte Moriá, avisando que o Templo seria destruído se Israel se afastasse Dele.

·          Deus prometeu a Israel que seu povo acabaria sendo estabelecido nesta terra em justiça e obediência, apesar do fato de que antes disso o povo de Israel seria expulso desta terra. 

2

A expulsão de Israel desta terra

 

 cativeiro babilônico

  • Depois de Salomão, Israel foi dividido em duas partes: o reino do sul (Judá) e o reino do norte (Israel). Em 586 a.C. Judá, o reino do sul, foi expulso desta terra, e o Templo foi destruído, após o que em 722 aC. seguido pela expulsão do reino do norte de Israel. Ciro permitiu que os judeus voltassem e reconstruíssem o Templo em 539 a.C.

cativeiro romano

  • Após a morte do Messias em 33 d.C. no ano 70 o Templo foi novamente destruído e o povo de Israel foi expulso da terra. Anteriormente, o exílio desta terra durava 70 anos, o exílio romano terminou com a proclamação do Estado de Israel em maio de 1948. Pela primeira vez em mais de 2000 anos, Israel se tornou um povo independente. O último povo, o reino dos Macabeus, durou aproximadamente 100 anos de 165 a 63 aC.

3

As nações ocupam a terra de Israel durante sua ausência

 

cativeiro babilônico

Quando Israel e Judá foram levados cativos pelos assírios e babilônios, respectivamente, os povos das terras vizinhas vieram ocupar a terra de Israel. Quando os judeus foram permitidos em 539 para R. X. para retornar sob o governo persa à sua própria terra os povos que se apoderaram dessas terras tentaram impedir que os judeus se estabelecessem novamente nesta terra. Israel teve que lutar por sua existência, enquanto as nações vizinhas tentavam destruí-los.

cativeiro romano
 

Como no cativeiro babilônico, quando os judeus foram expulsos da terra de Israel pelos romanos, durante sua ausência, as nações vizinhas começaram a ocupar e tomar posse da terra dada aos descendentes de Abraão, Isaque e Jacó. Entre esses povos estavam aqueles que poderiam vir de Abraão e Isaque, mas não de Jacó. Os povos que se apoderaram desta terra tornaram-se muçulmanos como resultado da vitória do Islã. Essas mesmas nações chegaram à conclusão de que tinham direito à terra de Abraão, Isaque e Jacó, através da linhagem de Abraão.

 

4

Israel voltou para sua terra

 

Depois da Babilônia

Após a derrota da Babilônia por Ciro, o Grande, os judeus foram autorizados a retornar à terra de Israel e reconstruir o Templo. Israel não se tornou um povo até os quatrocentos anos seguintes (539-163 a.C.). O reino macabeu de curta duração foi dominado pelos romanos depois que eles começaram a buscar ajuda de Roma. Roma entrou em Jerusalém e não a deixou até que Jerusalém fosse destruída.  

Depois de Roma

Israel se tornou um povo somente depois que o Império Otomano Muçulmano foi derrotado após uma aliança com a Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial Do ponto de vista dos muçulmanos Israel ocupou as terras pertencentes ao Islã portanto, os povos muçulmanos têm o direito se necessário , de devolver essas terras pela força das armas. A Europa e os Estados Unidos dividiram o Império Otomano em povos separados e consideraram possível a existência do povo judeu após a Segunda Guerra Mundial .

 

cinco

Deus julga as nações

 

julgamento babilônico

Deus usou Babilônia para julgar as nações, incluindo Israel, por seus pecados e transgressões, levando até mesmo à destruição dessas nações. Por meio de Israel, Deus julgou as nações.  

corte romana

Israel foi condenado como nação depois de rejeitar o Messias. Tanto o Templo quanto a cidade foram destruídos, conforme previsto no livro de Daniel 600 anos antes deste evento. Antes que o povo de Israel aceite o Messias, Israel deve retornar à sua terra. No final, Deus julgará as nações que se levantarão contra Israel para destruir os judeus; cercado pelas nações, Israel clamará ao Messias, que retornará com poder e glória. O Messias rejeitado por Israel, Jesus Cristo, governará e reinará sobre o justo Israel. 

6

Deus estabelece Israel sob o governo do Messias

 

Israel foi estabelecido como um povo e recebeu a oportunidade de receber o Messias Jesus Cristo em sua primeira vinda. O povo rejeitou Jesus, condenando-o à morte, cumprindo assim a profecia das escrituras sobre o Messias que deveria morrer pelos pecados do mundo (Isaías 53, Daniel 9:26). 

Israel foi restabelecido nos últimos dias e novamente dada a oportunidade de receber Jesus como o Messias, que acontecerá no final da 70ª semana de Daniel. O povo judeu, cercado por outras nações, clamará a Jesus, o Messias, que retornará com poder e glória (Zacarias 12:1-3,9-10, Mateus 24;29-31, 25:31-32).

  Após o retorno do Messias, Israel será estabelecido como uma nação sob o governo do rei Messias, que governará de Jerusalém como o rei da terra (Zacarias 14:9,17-21, Ezequiel 43:1-10, Mateus 25:30-40).

 

 

 O Islã como uma ameaça a Israel 

Cem anos atrás, não havia ameaça a Israel do Islã, porque também não havia Israel. Hoje tudo mudou, desde o início do surgimento de Israel, os povos muçulmanos se enfureceram contra ele, ameaçando mandá-los para o mar. 

Essa hostilidade em relação a Israel, como observado anteriormente, remonta à época da fuga de Maomé de Meca para Medina. Em Medina, os judeus o rejeitaram como profeta e zombaram dele. Essa raiva contra eles foi transportada para o Alcorão e depois passada para o Islã através do Alcorão. Hoje, os muçulmanos representam mais de 20% da população mundial - 1,3 bilhão de pessoas.

As nações muçulmanas que cercam Israel são contra sua existência, mesmo depois de sua derrota nos cinco grandes conflitos. Atualmente, a grande ameaça islâmica vem do Irã, que clama abertamente pela destruição do Estado judeu e, ao mesmo tempo, continua desenvolvendo suas capacidades nucleares.

Odre Na Fumaça






Wilma Rejane

“Odre na fumaça’, é uma figura tipicamente oriental”. Odres são vasilhas feitas de couro de animal, pele de cabrito ou cabra. Camponeses asiáticos utilizam odres para guardar substâncias tanto sólidas quanto liquidas. Por segurança, os odres são pendurados no telhado ou nas paredes de suas humildes habitações. Quando o fogo é acesso nessas casas, por falta de chaminés, o ambiente se enche de negra fumaça, que envolve os odres, tornando-os escuros, encolhidos e mais firmes em sua resistência. “Fumaça nos odres” é uma maneira de melhorar o odre, dar segurança, ao conteúdo que está em seu interior. Assim, cada vez que um humilde camponês asiático acende fogo em sua casa, os odres se aquecem.

Pois estou como odre na fumaça; contudo não me esqueço dos teus estatutos” Sl 119:83.

Davi estava passando por um momento de angustia. Sentia o “vapor do fumo”, em seu corpo, em sua alma. Encolhia-se de aflição por causa da perseguição dos muitos inimigos. Imagino que Davi, se encolhia literalmente na presença do Senhor, em pranto, em oração com lágrimas e gemidos. Ele estava “um odre na fumaça”.

Quantos de nós nos identificamos com Davi nessa comparação? Creio que muitos. Inúmeras vezes “o vapor de fumo” invadiu minha habitação. Quando a fumaça escapou pelas brechas das portas, do telhado ou das janelas, lá estava eu; odre mais forte, com os estatutos guardados firmemente em meu coração.

Se queremos crescer na vida espiritual, experimentar da glória destinada aos santos, certamente seremos aquecidos como “odres na fumaça”. Os heróis da fé, todos eles, em algum momento de suas vidas, estiveram como Davi, encolhidos pelo “vapor de fumaça”. O profeta Jeremias certa vez declarou: "Eu sou aquele homem que viu a aflição pela vara do seu furor. “Ele me guiou e me fez andar em trevas e não em luz” Lm 3:1, 2.

Jesus sentiu “o vapor da fumaça” no Getsemani: “E posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se grandes gotas de sangue, que corriam até o chão” Lc 22:44.  Enquanto o corpo sofria, o espírito se fortalecia. Jesus enfrentou a crucificação de forma digna, tornando-se o Perfeito Sacrifício. Motivo da minha e da sua salvação.

Rússia e Ucrânia nas Profecias Bíblicas

           Reservistas de defesa territorial da Ucrânia 2022 - BBC News


Wilma Rejane

Os conflitos atuais entre Rússia e Ucrânia estão presente na profecia Bíblica? Qual o significado do evento? A resposta pode ser bem longa se optarmos por responder com um detalhado estudo sobre o assunto. Contudo, o estudo ficará para uma segunda fase, primeiramente, de modo sucinto, vamos entender o que está acontecendo relacionando com as profecias.

Nos capítulos 38 e 39 de Ezequiel  encontra-se o "tabuleiro" das nações para o fim dos tempos.Como o nome das nações mudaram ao longo dos anos, convém comparar os nomes Bíblicos das nações antigamente com os nomes nos dias atuais, verificando quem são os jogadores no "jogo mundial de xadrez escatológico":

As nações descritas em Ezequiel 38 e 39:

1- Nome Bíblico: Magogue  / Nome atual: Rússia

2-Nome Bíblico: Pérsia / Nome atual: Irã

3-Nome Bíblico: Meseque / Nome atual: parte Sul da Rússia que alcança Turquia e Irã

4-Nome Bíblico: Tubal. / Nome atual:(A área de terra a leste e norte do Irã. Atualmente, cinco nações com "stan" no final de seus nomes. Essas nações incluem o Afeganistão. Os Estados Unidos devolvendo o país aos terroristas é provavelmente um passo no cumprimento dessa profecia).

5- Nome Bíblico: Gomer/ Nome atual: Ucrânia

6-Nome Bíblico: Togarma/ Nome atual: Turquia

7-Nome Bíblico: Etiópia e Líbia./ Nomes atuais: Etiópia e Líbia ainda têm seus nomes bíblicos.

8- Nome Bíblico: Sin, também "terra do Oriente"/ Nome atual: China