Pedro e a fogueira das vaidades

 

Enquanto isso, Pedro estava em pé, se aquecendo, quando alguém lhe perguntou: “Não és, tu também, um dos discípulos dele?” Pedro nega dizendo: “Não, eu não sou!” João 18:18

Wilma Rejane

Era uma noite fria e triste para os discípulos de Jesus. Pedro observava de longe os acontecimentos, estava assustado e surpreso com o desfecho da prisão de Jesus. Logo Pedro que havia jurado dar a vida por Jesus (João 16:37), agora o negava. Ao redor da fogueira, Pedro se aquecia e camuflava sua verdadeira identidade por temer ser também perseguido e morto. É provável que o discípulo tenha se arrependido posteriormente, pois ao ressuscitar, Jesus o busca, o perdoa e aquece seu coração definitivamente! 

Deus falou comigo através dessa passagem da fogueira de Pedro. É chegado o tempo em que os verdadeiros discípulos de Jesus serão perseguidos, necessitando renunciar ao mundo ou a Cristo. Naquela noite fria Pedro escolheu se aquecer à beira da fogueira, ele não queria ser rejeitado pelos homens, não queria sofrer, não queria ser reconhecido como discípulo, enfim não queria enfrentar a solidão que os verdadeiros discípulos estão predestinados a enfrentar. 

Estamos no mundo, mas não pertencemos a ele (João 17:14) e a maior riqueza que temos é ter acesa no peito a chama do Espírito Santo, a presença Divina que nos guia em todos os momentos da vida bons ou maus. Jesus nunca, jamais, abandonará seus verdadeiros discípulos, é Ele e somente Ele quem nos aquece nas noites densas e frias. Muitos negarão a Jesus nos últimos dias por não suportarem as dificuldades que sobrevirão ao mundo; pestes, fomes, perseguições, desemprego, opressão, desastres, dentre outros (Mateus 24). Contudo, a principal mensagem do Evangelho é: " Me obedeçam, me escutem, me sigam e estarei com vocês até o fim do mundo" (Mateus 28:20).

As bestas em Daniel e as bestas no Apocalipse

 

 

 David A. Reed

O apóstolo João, que escreveu o  Apocalipse  no primeiro século, sabia que seus leitores contemporâneos já estavam familiarizados com o livro bíblico de Daniel, muito anterior, que falava dos mesmos tipos de bestas simbólicas. E, claro, foi o mesmo Deus que enviou anjos e visões tanto para Daniel quanto para João, e que inspirou sua escrita. Então, as bestas de Daniel são a chave para entender as bestas de Apocalipse.

 

 

Daniel 7:4 besta, um leão, império babilônico

Babilônia

"o primeiro era como um leão e tinha asas de águia" - Dan. 7:1 NKJV

 

Daniel descreve quatro animais separados

“No primeiro ano de Belsazar, rei da Babilônia, Daniel teve um sonho, e visões passaram por sua mente enquanto ele estava deitado na cama. Ele escreveu a substância de seu sonho.

“Daniel disse: 'Na minha visão à noite, olhei, e diante de mim estavam os quatro ventos do céu agitando o grande mar. Quatro grandes animais, cada um diferente dos outros, surgiram do mar.

“'O primeiro era como um leão e tinha asas de águia. Eu observei até que suas asas foram arrancadas e ele foi levantado do chão para que ficasse em dois pés como um ser humano, e a mente de um humano foi dada a ele.

“'E diante de mim estava um segundo animal, que parecia um urso. Ele foi levantado em um dos lados e tinha três costelas na boca entre os dentes. Foi dito: 'Levante-se e coma até se fartar de carne!'

 “'Depois disso, olhei, e diante de mim estava outra besta, semelhante a um leopardo. E nas costas tinha quatro asas como as de um pássaro. Esta besta tinha quatro cabeças e foi-lhe dada autoridade para governar.

“'Depois disso, em minha visão à noite, olhei, e diante de mim estava uma quarta besta — terrível, assustadora e muito poderosa. Tinha grandes dentes de ferro; esmagava e devorava suas vítimas e pisoteava tudo o que restava. Era diferente de todos os animais anteriores e tinha dez chifres.'”

—Daniel 7:1-7

Daniel 7:5 besta, um urso, o império Medo-Persa

Pérsia

"outra besta, uma segunda, como um urso... e tinha três costelas na boca" – Dan. 7:5 NKJV

 

 

O Chat GPT, o Evangelho de São João e o Salmo Primeiro

 Por|: João Batista Cruzué

Um pequeno exercício feito por mim  usando a Bíblia e ChatGPT da www.openai.com


João: Escreva o primeiro versículo do Evangelho de São João em grego.

GPT: Ἐν ἀρχῇ ἦν ὁ λόγος, καὶ ὁ λόγος ἦν πρὸς τὸν θεόν, καὶ θεὸς ἦν ὁ λόγος. (Ευαγγέλιο του Ιωάννη 1:1)

João: Intercale a tradução do grego em português, palavra por palavra

GPT: Claro! Aqui está a intercalação da tradução do grego para o português, palavra por palavra, do primeiro versículo do Evangelho de São João:

Ἐν (Em) ἀρχῇ (princípio) ἦν (era) ὁ (o) λόγος (Verbo) καὶ (e) ὁ (o) λόγος (Verbo) ἦν (era) πρὸς (com) τὸν (o) θεόν (Deus) καὶ (e) θεὸς (Deus) ἦν (era) ὁ (o) λόγος (Verbo).

Tradução: Em princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus,e o Verbo era Deus.

João: Escreva o salmo primeiro em hebraico antigo:

GPT:

אַשְׁרֵי הָאִישׁ אֲשֶׁר לֹא הָלַךְ בַּעֲצַת רְשָׁעִים וּבְדֶרֶךְ חַטָּאִים לֹא עָמָד וּבְמוֹשַׁב לֵצִים לֹא יָשָׁב

תֹּורַת יְהוָה חֶפְצֹו וּבְתֹורָתֹו יֶהְגֶּה יֹומָם וָלָיְלָה

וְהָיָה כְּעֵץ שָׁתוּל עַל פַּלְגֵי מָיִם אֲשֶׁר פִּרְיֹו יִתֵּן בְּעִתֹּו וְעָלֵהוּ לֹא יִבֹּול וְכֹל אֲשֶׁר יַעֲשֶׂה יַצְלִיחַ

לֹא כֵן הָרְשָׁעִים כִּי אִם כַּמֹּץ אֲשֶׁר תִּדְּפֶנּוּ רֽוּחַ

עַל כֵּן לֹא יָקֻמוּ רְשָׁעִים בַּמִּשְׁפָּט וְחַטָּאִים בַּעֲדַת צַדִּיקִים

כִּי יֹודֵעַ יְהוָה דֶּרֶךְ צַדִּיקִים וְדֶרֶךְ רְשָׁעִים תֹּאבֵד

João: Agora intercale a tradução para o português, palavra por palavra

GPT: Com prazer! Aqui está a intercalação da tradução do Salmo 1 do hebraico antigo para o português, palavra por palavra:

אַשְׁרֵי (Feliz) הָאִישׁ (o homem) אֲשֶׁר (que) לֹא (não) הָלַךְ (anda) בַּעֲצַת (no conselho) רְשָׁעִים (dos ímpios) וּבְדֶרֶךְ (e no caminho) חַטָּאִים (dos pecadores) לֹא (não) עָמָד (parou) וּבְמוֹשַׁב (e na companhia) לֵצִים (dos escarnecedores) לֹא (não) יָשָׁב (se assentou)

תֹּורַת (A lei) יְהוָה (do Senhor) חֶפְצֹו (é o seu prazer) וּבְתֹורָתֹו (e na sua lei) יֶהְגֶּה (medita) יֹומָם (dia e noite) וְהָיָה (Será) כְּעֵץ (como árvore) שָׁתוּל (plantada) עַל (junto às) פַּלְגֵי (ribeiras de) מָיִם (água) אֲשֶׁר (que) פִּרְיֹו (seu fruto) יִתֵּן (dá) בְּעִתֹּו (no seu devido tempo) וְעָלֵהוּ (e a sua folhagem) לֹא (não) יִבֹּול (murcha) וְכֹל (e tudo) אֲשֶׁר (que) יַעֲשֶׂה (fizer) יַצְלִיחַ (prosperará)

לֹא (Não) כֵּן (assim) הָרְשָׁעִים (os ímpios) כִּי (porque) אִם (são como) כַּמֹּץ (a palha) אֲשֶׁר (que) תִּדְּפֶנּוּ (o vento dispersa) רֽוּחַ (vento)

עַל (Portanto) כֵּן (os ímpios) לֹא (não) יָקֻמוּ (permanecerão) רְשָׁעִים (os ímpios) בַּמִּשְׁפָּט (no juízo) וְחַטָּאִים (e os pecadores) בַּעֲדַת (na congregação) צַדִּיקִים (dos justos)

כִּי (Porque) יֹודֵעַ (o Senhor conhece) יְהוָה (o caminho) דֶּרֶךְ (do justo) צַדִּיקִים (mas o caminho) רְשָׁעִים (dos ímpios) תֹּאבֵד (perecerá).

João: Corrija a tradução

GPT: Peço desculpas pela tradução anterior. Aqui está a correção da tradução intercalada do Salmo 1 do hebraico antigo para o português, palavra por palavra:

Feliz (אַשְׁרֵי) é o homem (הָאִישׁ) que (אֲשֶׁר) não (לֹא) anda (הָלַךְ) no conselho (בַּעֲצַת) dos ímpios (רְשָׁעִים) e no caminho (וּבְדֶרֶךְ) dos pecadores (חַטָּאִים) não (לֹא) para (עָמָד) e na companhia (וּבְמוֹשַׁב) dos escarnecedores (לֵצִים) não (לֹא) se assenta (יָשָׁב)

A lei (תֹּורַת) do Senhor (יְהוָה) é o seu prazer (חֶפְצֹו) e na sua lei (וּבְתֹורָתֹו) medita (יֶהְגֶּה) dia e noite (יֹומָם וָלָיְלָה)

Será (וְהָיָה) como árvore (כְּעֵץ) plantada (שָׁתוּל) junto às correntes de água (עַל פַּלְגֵי מָיִם) que (אֲשֶׁר) dá (יִתֵּן) o seu fruto (פִּרְיֹו) no seu devido tempo (בְּעִתֹּו) e a sua folhagem (וְעָלֵהוּ) não (לֹא) murcha (יִבֹּול) e tudo (וְכֹל) o que (אֲשֶׁר) fizer (יַעֲשֶׂה) prosperará (יַצְלִיחַ)

Não (לֹא) assim (כֵּן) os ímpios (הָרְשָׁעִים) mas (כִּי אִם) como palha (כַּמֹּץ) que (אֲשֶׁר) o vento (רֽוּחַ) dispersa (תִּדְּפֶנּוּ)

Portanto (עַל כֵּן) os ímpios (רְשָׁעִים) não (לֹא) subsistirão (יָקֻמוּ) no juízo (בַּמִּשְׁפָּט) nem (וְ) os pecadores (חַטָּאִים) na congregação (בַּעֲדַת) dos justos (צַדִּיקִים)

Porque (כִּי) o Senhor (יְהוָה) conhece (יֹודֵעַ) o caminho (דֶּרֶךְ) dos justos (צַדִּיקִים) mas (וְ) o caminho (דֶּרֶךְ) dos ímpios (רְשָׁעִים) perecerá (תֹּאבֵד).

Não desanime



 

João Cruzué

Depois de três anos acompanhando o Senhor, os discípulos agora estavam sozinhos. Jesus, o Filho do Deus Vivo, estava "morto", e Pedro, seu discípulo mais destemido, confrontava com a realidade: o Mestre estava morto! O tempo dos milagres, da multiplicação dos pães, as multidões interesseiras, o partir do pão, as parábolas (para Pedro) passou De volta à Galileia ele decidira voltar à velha vida de Pescador; junto com ele, os outros discípulos. Todos eles passaram pelo "Caminho de Emaús". Jesus, o profeta poderoso em obras e palavras sofreu a condenação da morte na cruz. O Remidor de Israel, estava morto. A profecia da pesca de homens, chegara a um fim decepcionante.

Ao menos era o que pensava os seguidores de Jesus. O sonho tinha acabado; agora eles estavam acordados e de volta a monotonia e à mediocridade. E foi assim que eles subiram no barco da decepção e passaram a noite inteira pescando - sem apanhar um peixe sequer. A pequena chama do início da Igreja estava se extinguindo. O nome de Jesus ficaria restrito àquela geração e região. Mas os planos que são traçados por Deus não terminam no barco da decepção. O Senhor, de novo, observava seus discípulos lançando as redes no lago da Galileia.

E assim tem sido com muitos crentes, cujos corações já arderam sob a labareda do fogo do Espírito Santo. Como é fácil esquecer os momentos felizes que passamos na presença do Senhor. Basta uma decepção, um pisão, uma cotovelada "santa", uma oração não respondida, para começar o longo e silencioso processo do esfriamento espiritual. As bênçãos e graças já não mais são lembradas. Os pequenos e grandes livramentos, esquecidos. Há uma força maligna sorrateira, incansável no propósito de apagar a chama do Espírito que arde nos corações dos crentes.

O arrendamento da terra por seis mil anos

 

Autor: Charles Capps 
Tradução: Wilma Rejane

Por que Deus não faz alguma coisa? Quantas vezes você já ouviu alguém fazer essa pergunta, implorando uma resposta para as violências e tragédias da terra? Se Deus realmente nos ama, por que Ele permite que crianças morram? Se existe um Deus, por que uma pessoa tão boa morreria de uma morte tão horrível?

Essas perguntas apontam para uma suposição intensamente equivocada de que Deus, sendo todo poderoso, pode fazer qualquer coisa. Com ênfase no “poder”, a ideia de que um Deus “todo poderoso” não impediria tais atrocidades é um pensamento horrendo. Mas o fato é que Deus não violará Sua Palavra e Ele fez um contrato que não violará. Ele disse: “o céu e a terra podem passar, mas a minha palavra não passará”. Sua integridade está em Sua Palavra.

Qual é esse contrato que Ele não quebrará? Quando Deus criou o homem (macho e fêmea), deu-lhes domínio sobre a terra. Ele fez um contrato com eles e o trabalho deles era zelar pela terra, protegê-la e mantê-la. Os animais foram categorizados e nomeados. Tudo foi providenciado para o sucesso da terra “se multiplicar e reabastecer” sob seu cuidado vigilante. 

Em essência, Deus deu o direito legal a Adão e Eva. Ele deu a eles um “arrendamento da terra”. Em suas próprias palavras:

A partir do relato da criação em Gênesis, parece-me evidente que era plano de Deus que o homem tivesse domínio sobre Sua criação por um tempo predeterminado. O domínio foi dado nos versículos 26 e 28: “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança, e domine ele…” (Gênesis 1:26) “…

Frutificai , multiplicai-vos e enchei a terra, e subjugue-a; e tenham domínio…” (Gênesis 1:28)

A evidência do período de tempo é encontrada no versículo 31:

“E Deus viu tudo o que havia feito, e eis que era muito bom. E foi a tarde e a manhã, o sexto dia.”  (Gênesis 1:31)  “Assim foram acabados os céus e a terra, e todo o seu exército.”  (Gênesis 2:1)

A autoridade e o domínio que foram dados à raça humana foram por um período limitado de tempo. Observe que foi no final do sexto dia que o homem foi criado. Quando Ele viu Sua criação no final do sexto dia , Ele disse que era muito boa. Gênesis 2:1 diz que Suas obras foram aperfeiçoadas ao fim de seis dias. Quando aplicamos o conceito “um dia como mil anos e mil anos como um dia” (2 Pedro 3:8), a implicação parece ser que os seis dias do relato de Gênesis revelam que o domínio do homem é de seis mil anos, também indica que em seis mil anos terminará o primeiro estágio do plano de Deus para lidar com o homem.

Então, em Gênesis 6:3, Deus disse: “Nem sempre contenderá o meu Espírito com o homem, porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos”.  Há duas coisas perfiladas neste período de 120 anos; Deus revelou a Noé que haveria 120 anos antes que o julgamento viesse sobre os ímpios da Terra através do dilúvio. No entanto, os 120 anos têm uma implicação profética maior em relação ao arrendamento da Terra.

Em Levítico 25, Deus havia estabelecido que cada quinquagésimo ano seria um ano de jubileu. Os 120 anos mencionados em Gênesis 6:3 são um perfil que revela que haverá 120 Jubileus de 50 anos (120 x 50 = 6.000 anos) antes que o Julgamento venha novamente sobre os ímpios da Terra.

Mestre, por que lhes falas por parábolas?

 


Wilma Rejane

Anos atrás escrevi um estudo sobre Joio e trigo , torno a fazer para acrescentar algumas coisas que as releituras desvelaram. Essa parábola está na sequência da Parábola do Semeador e antecedendo a do grão de mostarda. Assim, no Evangelho de Mateus, essas três parábolas podem ser lidas conjuntamente e acredito que não estão ordenadas de forma aleatória, mas proposital.

Na parábola do semeador Jesus é o que lança as sementes, estas germinarão e darão frutos de acordo com o tipo de solo: “ E quanto à semente que caiu em boa terra, esse é o caso daquele que ouve a palavra e a entende, e dá uma colheita de cem, sessenta e trinta por um". Mateus 13:23.

Já na parábola do Joio e do trigo, a ênfase está no fruto. Este sim é que define a qualidade da planta, da colheita e até do semeador:

Jesus lhes contou outra parábola, dizendo:


"O Reino dos céus é como um homem que semeou boa semente em seu campo.  Mas enquanto todos dormiam, veio o seu inimigo e semeou o joio no meio do trigo e se foi.   Quando o trigo brotou e formou espigas, o joio também apareceu.  Os servos do dono do campo dirigiram-se a ele e disseram: O senhor não semeou boa semente em seu campo? Então, de onde veio o joio? Um inimigo fez isso, respondeu ele. Os servos lhe perguntaram: O senhor quer que o tiremos?Ele respondeu: 'Não, porque, ao tirar o joio, vocês poderiam arrancar com ele o trigo.  Deixem que cresçam juntos até a colheita. Então direi aos encarregados da colheita: Juntem primeiro o joio e amarrem-no em feixes para ser queimado; depois juntem o trigo e guardem-no no meu celeiro'". Mateus 13:24-30.


A explicação da parábola, dada por Jesus:


O que semeia a boa semente é o Filho do homem;  o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o o joio são os filhos do maligno;  o inimigo que o semeou é o Diabo; a ceifa é o fim do mundo, e os celeiros são os anjos.  Pois assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será no fim do mundo.  Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles ajuntarão do seu reino todos os que servem de tropeço, e os que praticam a iniquidade,  e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes.  Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça. Mateus 13: 37-43.


No campo e no mundo

Na lei romana existia a proibição de que inimigos de fazendeiros - como forma de boicote ou até mesmo vingança - semeassem joio (cizânia) nos campos de trigo. (Trench pag 72,73). A motivação para ação era ódio e inveja. E tal qual o caráter corrompido desse semeador de joio, era o fruto dessa planta, também chamada de cizânia e que se espalha com muita facilidade, em qualquer tipo de solo.

Joio e trigo crescendo no mesmo campo, têm suas raízes entrelaçadas. É praticamente impossível fazer uma colheita do joio no campo do trigo, sem haver prejuízos para safra e agricultor. Arrancou o joio, o trigo vem junto! Por isso, o mais prudente é deixar os dois crescerem juntos e quando os grãos despontarem, ai sim, faz-se a colheita.


Além do aspecto de entrelaçamento de raízes (joio e trigo) existe ainda a incrível semelhança entre as plantas: joio e trigo são idênticos, mas as diferenças se tornam visíveis quando crescem e despontam os frutos, ou grãos. Grãos de trigo são pesados, graúdos. Grãos (?) de joio nem são grãos, mas qualquer coisa que os imite e de forma muito inferior.



O Semeador e as sementes

O trigo expressa o caráter de seu Semeador: Jesus.Tem o objetivo de povoar o campo com sementes que alimentam e trazem vida. O trigo é o homem revestido de Cristo, operando de acordo com o propósito para o qual foi criado:  “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança;  E criou Deus o homem à sua imagem: E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra,  E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra...E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom” Gn 1:26-31.

Trigo é a igreja, são os filhos de Deus. Estes estão sob os cuidados atentos do dono do campo e nenhuma semente, nenhum molho, será desperdiçado. E assim como o trigo, crescido, se curva em direção a terra, por conta do peso dos grãos, assim são os que servem ao Senhor Jesus: frutificando, crescendo e ainda que diminuam pela servidão e humildade, permanecem grandes. É curioso porque se não houvesse o joio crescendo no meio do trigo essas diferenças poderiam até enganar mais facilmente. 


Sobre seguir Jesus


 
Wallace Sousa

O mundo hoje é um campo hostil para os cristãos verdadeiros, mesmo onde a religião dita cristã predomina. Não é muito diferente do passado, onde o cristianismo era minoria, o que mudou foi a forma de perseguição, mas ela nunca se extinguiu. O apóstolo Paulo já dizia: “quem quiser viver piedosamente, padecerá perseguição”

De fato, o mundo, para o cristão autêntico, é um verdadeiro campo minado, pois temos que ter o máximo cuidado onde pisamos. Às vezes, encontramos verdadeiros homens-bomba na própria igreja, comodamente sentados nos bancos, prontos para detonar sem o menor aviso ou alarme. E, ao explodirem, derrubam casas, famílias e, às vezes, igrejas inteiras.

Parece que, mesmo tendo vivido numa época onde nem se sabia a dimensão que as pelejas humanas um dia alcançariam, com a descoberta – e utilização – das bombas atômicas, a despeito da belicosidade então reinante, Jesus sabia que estava pisando em terreno explosivo.

Ao chamar seus escolhidos para seu discipulado, sua primeira frase foi: “segue-me“. Isso é muito marcante, algo que nos remete a uma situação singular. Jesus não estava apenas querendo ensinar seus discípulos, não estava apenas querendo lhes dar ‘lições de moral e ética’, não senhor. Ele estava, isso sim, querendo lhes ensinar a dar pisadas certeiras.

Talvez por conta do acidentado terreno da Judéia e adjacências, tanto geográfica como religiosa e politicamente falando, ele somente conseguiu concluir seu “personal training” em caminhada mais de 3 anos depois. Não sei se os discípulos eram um pouco lerdos para aprender, ou tinham pouca boa vontade, não sei. O que sei é que Jesus caminhou com eles todos esses dias, em vários lugares, mas, até sua ressurreição, eles ainda não haviam se dado conta de que, de fato, Jesus era um simples andarilho. Um andarilho por excelência, gostava tanto de caminhar, que até andou por sobre as águas.

Ele gostava de andar, de caminhar. E gostava de companhias em suas caminhadas. E, em uma dessas caminhadas, após ressurgir, revelou os maiores mistérios das Escrituras a apenas 2 caminhantes. Como eu gostaria de ter dividido com Ele aqueles 10km que dividiam Emaús de Jerusalém, numa prazerosa caminhada de fim de tarde…

Presentes de Deus no diário da blogueira.

 

Wilma Rejane

A fotografia acima é de uma das turmas do ensino fundamental, em uma zona rural de Teresina, onde duas vezes por semana compareço para mediar aulas de Ensino Religioso. As crianças da foto e de toda a escola residem em chácaras, sítios , áreas agrárias próximas ao povoado Santa Teresa onde se localiza a Escola Municipal, mantida pela prefeitura de Teresina. É a única escola das redondezas, funcionando com ensino fundamental nos turnos manhã e tarde e à noite ensino médio na modalidade EJA. Percorro 11 km na companhia de alguns professores, no ônibus da prefeitura para chegar ao local.

Fiquei muito feliz com a visita de um representante dos Gideões Missionários que distribuiu novos testamentos para todas as turmas da escola. Registrei o momento ao tempo em que expressei minha gratidão por ação tão importante!

Deus abençoe as crianças de nosso Brasil e do mundo, que as sementes plantadas por esta obra de distribuição do Evangelho renda muitos frutos para o Reino de Deus. Certamente os Novos Testamentos serão usados em minhas aulas.

Boa semana que se inicia para todos nós, na direção e fé em nosso Deus, bondoso.

Em Cristo.

Nos momentos de tristeza e decepções

 

Wilma Rejane


“E eis que no mesmo dia iam dois deles para uma aldeia, que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús. E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido. E aconteceu que, indo eles falando entre si, e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou, e ia com eles. Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem. E ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós, e por que estais tristes?” Lucas 24:13-17

Dois discípulos voltavam de Jerusalém: tristes, sem esperanças, decepcionados. Jesus havia ressuscitado e eles viram apenas o túmulo vazio. Não viram Jesus. Iam conversando pelo caminho, dispostos a abandonar tudo quanto criam, afinal, não fazia sentido seguir um morto. Mas Jesus também ia por aquele caminho com eles, interessado em seus sentimentos.

E ao reler essa passagem Bíblica, me ocorreu que aqueles dois discípulos já haviam transitado muitas vezes por aquele caminho de volta a Emaús: alegres, esperançosos, confiantes. Naquele dia os sentimentos eram diferentes, pois, em Jerusalém haviam deixado sua fé no Cristo ressuscitado. Cheios de dúvidas, apoiavam-se mutuamente, ambos eram testemunhas de um tempo glorioso com endereço no passado.

Aquele caminho em Emaús é o mesmo que passamos, por muitas vezes: tristezas, desesperanças, decepções. Buscando apoiar-se em pessoas, com interrogações não respondidas, sendo  Cristo considerado  uma fábula. Apesar da descrença, Jesus estava com eles. Sua morte era um marco, não  um fim. Um começo, recomeço de algo muito maior.