Os escândalos estão emergindo na igreja brasileira, estampando manchetes como casos de policia ou de outras esferas investigativas igualmente estarrecedoras. Jesus advertiu sobre os escândalos em diversas ocasiões e estabeleceu dois tipos de escândalos: Os que causariam tropeço aos ímpios, injustos, pecadores (Marcos 14:27;I Coríntios 1:23) e os escândalos que causariam tropeço aos justos e pequeninos, cujos corações estariam em busca de salvação no Reino de Deus (Lucas 17:1-2). A palavra "escândalo" tem o sentido de "tropeço, armadilha".
O escândalo, tem, portanto, dupla função em relação ao bem e mal, à justiça e à injustiça. A dupla função do escândalo se mostra quando ele vem à tona: " revela a falsidade, estabelece a verdade; prova o justo e o ímpio" .
Ainda que a justiça humana estabelecida por meio de leis, autoridades e tribunais não seja capaz de dar ao escândalo à justa penalidade, da mesma forma ele continuará emergindo em sua dupla função, estabelecida, inclusive nos Evangelhos; Não é Jesus até os dias de hoje escândalo, motivo de morte e salvação para todos os povos? Segue a regra.
Dentre os muitos escândalos que emergiram na igreja atualmente, faço aqui uma análise sobre o caso Marcus Grubert, partindo do principio de que os leitores já têm conhecimento do ocorrido, um caso de estupro, caracterizado por ausência de consentimento para efetivação de ato libidinoso e abuso de vulnerável, crime previsto em lei não apenas no Brasil, mas no exterior.
Envolvidos no desenrolar dos fatos que apuram o estupro, estão a esposa do acusado, pastores de diversas denominações, uma criança de cinco anos e sua família e a Fundação Hope and Justice com sede nos E.U.A e já com várias filiais no Brasil sob o nome "Fundação Esperança e Justiça".








