Venha comigo, pois vou mostrar-lhe muitas coisas da minha janela!




João Cruzué


Gosto de escrever olhando o lado simples das coisas. Quando observo a maneira de relacionamento de Jesus Cristo com as pessoas no Evangelho aprendo que Ele era simples e bem pragmático. Então, vamos ver como podem ser entendidas algumas formas de crescimento para chegar a perfeição cujo padrão é Cristo. Para quem já sabe "tudo" talvez não possa eu acrescentar muito, mas creio não ser desperdício de tempo ficar conosco nos próximos sete minutos. Venha comigo, pois vou mostrar-lhe muitas coisas da minha janela!

O cego de Jericó: Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!

Jesus - Que queres que eu te faça?

O cego de Jericó - Senhor, eu quero ver.

Tão logo soube que Jesus passava, Bartimeu - o cego de Jericó, começou a gritar seu nome. Embora mandassem-no calar a boca, continuou a gritar até que Ele ouvisse. Com esse excerto do Evangelho registrado no final de Lucas 18, vamos escrever sobre o crescer no conhecimento da pessoa de Cristo. "II Pedro 3:18 "Antes cresçamos na graça e no conhecimento de Cristo."

Crescer em conhecimento de Cristo, é procurar estudar a Palavra de Deus que está registrada na Bíblia Sagrada. Isso não é tarefa de pouco tempo, pois sempre que voltamos ao mesmo texto, acontece de sempre descobrirmos coisas novas. O tempo que passamos tanto em oração quanto na leitura da Bíblia é o mesmo tempo que a presença Deus se aproxima de nós. Esta presença se faz na pessoa do Espírito Santo. A presença de Deus em nossa vida depende de quanto tempo dedicamos à leitura, meditação do que se lê e à oração. Este, é o começo.

Você procura por Deus, e Ele se deixa encontrar. Você procura conhecimento em sua palavra e descobre a companhia de Deus. Você separa um tempo diário para suas orações, e cresce em graça. Esta graça, neste caso, é a presença de Deus na sua vida para resistir ao pecado, ao diabo, uma resistência espiritual ao pensamento mundano e ao mesmo tempo um desejo crescente de agradar a Deus. A graça de Deus vem através da oração e do jejum.

Crescer no conhecimento e na Graça de Deus, em equilíbrio.

Considerações sobre o autismo




Wilma Rejane

Queridos leitores, não sei quantos de vocês têm familiaridade com o autismo. Em minha família há pelo menos três casos registrados nas gerações mais novas : uma menina de sete anos Asperger (minha sobrinha), e um menino de seis com autismo leve (sobrinho). Asperger, para quem não sabe, é um aspecto do autismo que permite a pessoa viver uma vida "quase normal". Minha sobrinha, por exemplo, frequenta uma escola que não é destinada a "pessoas especiais" e se desenvolve bem, sendo até muito inteligente. Meu sobrinho, filho de um outro irmão, é acompanhado por equipe multidisciplinar e não apresenta maiores problemas.

Sempre vi o autismo como parte de um contexto da diversidade humana, como um mistério que somente Deus explica, pois, os estudos existentes não chegam a um consenso, o fator genético, que particularmente acato, é apenas mais uma hipótese, entre tantas. Contudo, apesar dos percalços, não considero autismo uma sentença pesarosa, maldição, ou coisa parecida. Creio em um Deus justo e perfeito, assim como creio que através da fé, é possível encontrar propósito no sofrimento e alegria nas tribulações. Um de meus versos Bíblicos preferidos diz: "Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito." Romanos 8:28 . "Todas as coisas", significa as que compreendemos e as que não compreendemos, não é mesmo? 

Recentemente, minha netinha mais nova, de apenas dois aninhos, também foi diagnosticada autista. Sabryna é uma criança alegre que andou aos nove meses, sempre se alimentou bem e fala algumas palavrinhas. A desconfiança do autismo, contudo, veio cedo; a dificuldade para dormir à noite e o não atender pelo nome acenderam nossa desconfiança, e com tantos casos e relatos disponíveis na internet, logo tivemos a certeza. O diagnóstico médico veio mais tarde do que o diagnóstico da família. Sabryna e sua irmã Sofia têm ocupado muito de meu tempo, pelos motivos aqui descritos e também por acreditar que Deus colocou-as em nossas vidas para serem bem cuidadas. Há uma frase que diz: "Nenhum sucesso compensa o fracasso no lar". Não sei quem falou isto, mas há harmonia com a Palavra de Deus que ensina: " Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel". I Timóteo 5:8.

Sobre fé o obras



Wilma Rejane

O que é fé? Pessoas de várias religiões respondem de maneira diferente à indagação. Para o budista, a fé estaria no esforço para alcançar o Nirvana, na obediência a doutrina das boas ações e da harmonia nos caminhos da vida. Para o Hindu,  fé  é banhar-se no Rio Ganges acreditando que aquela água o tornará puro.  O que leva as pessoas a terem fé? Uma resposta satisfatória pode ser encontrada no desejo contínuo do homem por satisfação pessoal; a felicidade, estaria condicionada a essa busca pelo sobrenatural. De outro modo, diria que a fé humana é a expressão do Deus Criador em nós: Deus criou a fé para que pudéssemos comunicarmo-nos com Ele e assim compreendermos (ainda que de modo incompleto) Seu plano para a humanidade e para cada homem de modo distinto.

Fé é acreditar que a invisibilidade existente no mundo natural já é uma realidade no plano sobrenatural e a qualquer momento, esse sobrenatural se tornará concreto, rea,l aos olhos humanos. (Hebreus 11;1).   Assim, para crer com esperança, contra toda esperança, é preciso ter fé. E se a fé não é algo puramente humano- porque o humano em si não tem o poder de onisciência, onipresença e onipotência- julga-se necessário recorrer-se a um poder maior dotado de capacidade sobre humana. Esse poder se chama Cristo, para os cristãos. Se chama Shiva para os hindus. Se chama Buda para os budistas. Enfim, pode se chamar o que a fé de cada um deseja. E aqui entra uma questão chave: de onde emana minha fé, de um coração puro ou corrompido? Se o coração é o centro da fé, um meio, e um fim para alcançá-la, como pode um homem impuro ter uma fé pura? E por “fé pura”, entenda-se fé na Verdade. Logo, fé e obras estão embricados.

Nos mares da vida - Sermão narrado



Wilma Rejane


O leitor paulista Cido Ruiz tem me enviado vários áudios com mensagens do blog narradas, ele compartilha esses áudios diariamente em grupos de evangelização via whatsapp. Agradeço ao Cido e a sua esposa Jane pela consideração e dedicação em propagar as Boas Novas de Deus com parentes, amigos e irmãos de sua congregação: Muito obrigada!

Segue um vídeo editado por meu amado esposo Franklin, o nome da mensagem é: Nos Mares da Vida e se você puder separar 12 minutinhos de seu tempo para ouvir, creio que será edificado. 

Deus abençoe seu dia, sua vida!


A Páscoa cristã e a cerimônia do lavapés

Lavapés
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Por João Cruzué.
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O texto do Evangelho de São Marcos, capítulo 14:12-26, é muito parecido com o  texto do mesmo assunto em Lucas 22:7-23. Já o Evangelho de São João conta um detalhe que os outros três autores não registraram. É o que veremos adiante.

Os evangelistas Lucas e Mateus registraram que os discípulos foram instruídos  por Jesus Cristo para encontrar um lugar especial para celebrar a Páscoa. Desta instrução constava um sinal, que era o de procurar por um homem que levava um cântaro d'água.  Mateus não cita tal detalhe. João, também, não.

Mas João aprofundou-se em outros detalhes. Ele deixou implícito no texto que os 12 discípulos celebraram a páscoa com os pés sujos. Em complemento do assunto, em Lucas 22:24-30 transparece com muita sutileza uma certa contenda que teria surgido no início da celebração. O texto fala de uma disputa entre eles de quem seria o maior. Na verdade, estavam  identificar o menor entre eles, para que este fizesse o serviço mais baixo que era o de lavar os pés dos "maiores". Como não chegassem a um consenso, participaram da ceia com os pés sujos.

Também, o texto de Mateus 18 parece tratar de outro registro do mesmo assunto. Também estavam procurando quem seria o menor entre eles, para que este servisse os outros 11, lavando-lhes os pés. Culturalmente, lavar os pés era uma atribuição para os criados da casa. Neste registro,  Jesus entra em cena e toma uma criança, põe-na no meio deles e dá uma boa descascada: "Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis  no  Reino dos céus."

Três lições para vencer a crise



Tudo posso naquele que me fortalece. 
Filipenses 4:13



Wallace Sousa

1. Enxergar a Realidade Como Ela É

Se tem algo que nos prejudica de maneira absurda é quando não queremos enxergar e, consequentemente aceitar, a realidade como ela é. Isso não nos ajuda em nada, sabia? Um motivo para esse prejuízo é que acabamos por não perceber os perigos existentes que estariam muito mais evidentes se olhássemos para a realidade com olhos atentos e prescrutadores.

E se existe algo que tem o potencial de acabar não apenas com nosso presente, mas também com nosso futuro, é não prestar a atenção necessária aos problemas que demandam nossas atenção imediata e com os quais precisamos lidar e corrigir.

Às vezes, são problemas externos, tais como problemas com dívidas, familiares, no trabalho, na igreja ou no ambiente escolar. Outras vezes, podem ser problemas internos, que demandam uma análise profunda de nosso próprio caráter e intenções para que possamos lidar de forma adequada e sanar o problema antes que ele cause um grande estrago.

Portanto, o maior mal de não enxergar a realidade como ela é é justamente porque deixamos de identificar problemas existentes ou na iminência de surgir e só vamos nos dar conta deles quando o estrago já está feito ou quando o prejuízo é irreparável!

O sistema basilisco

Não entregue a chave de seu coração para esse sistema




Wilma Rejane

" Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. Pois ao final te morderá como a cobra e picará como o basilisco." (Provérbios 23: 31,32) 

Os versos em questão falam sobre os efeitos nocivos da bebida alcoólica, correto? À primeira vista pode parecer que sim, mas em uma análise mais completa do capítulo 23 de provérbios, veremos que essa atrativa taça de vinho e a consequente ressaca diz respeito também a  prostituição.

Provérbios 23:

26 Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos.
27 Pois cova profunda é a prostituta, poço estreito, a alheia.
28 Ela, como salteador, se põe a espreitar e multiplica entre os homens os infiéis.
29 Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem causa? E para quem, os olhos vermelhos?
30 Para os que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada.
31 Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.
32 Pois ao cabo morderá como a cobra e picará como o basilisco.
33 Os teus olhos verão coisas esquisitas, e o teu coração falará perversidades.
34 Serás como o que se deita no meio do mar e como o que se deita no alto do mastro
35 e dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando despertarei? Então, tornarei a beber.

O Milagre de Deus em minha mangueira

Wilma Rejane


Era domingo, o jardim ainda estava molhado da chuva que havia caído na noite anterior, o céu se abria como cortina, mostrando o sol e afastando as nuvens cinzas. Acordamos, e antes de nos aprontarmos para irmos a igreja, fomos contemplar a bela manhã com as netinhas a correr nas passarelas do jardim. Ao olharmos para a mangueira (que esse ano coloca suas primeiras mangas), vimos um cenário desolador: a pequena árvore estava empestada de lagartas-de-fogo! Podíamos ouvir o barulho das lagartas devorando as folhas da mangueira, o estrago já era visível, que horror! Retiramos as netinhas do jardim, pois, lagartas-de-fogo provocam queimaduras na pele e tão grande quantidade delas era uma ameaça! Meu esposo ficou olhando para a copa da mangueira, sem acreditar naquilo: por que elas estavam ali? Como retirá-las? Minha primeira atitude foi de espanto e depois de oração: orei a Deus para poupar nosso jardim. Meu esposo conseguiu matar algumas lagartas embebendo pano no álcool e ateando fogo, mas eram muitas.





Gravamos esse pequeno vídeo. As lagartas verdes, nas folhas verdes, são mais difíceis de serem vistas, mas se prestarem bem atenção dá para identificar. As lagartas cor de laranja são mais visíveis. A maioria era de lagartas verdes.


 Não sei se acontece com você, mas diante de fatos como este, costumo fazer um exame de consciência, interrogar a mim mesmo sobre o pecado, se a situação vivida é resultado de algo que fiz, como se minhas ações tivessem o poder de provocar reações de ordem espiritual. Não estou totalmente equivocada pois, a ordem natural da vida diz que colhemos o que plantamos (Gálatas 6:7). O problema está em reduzir a ação de Deus à minha pequenez. A graça, abundante graça, está acima do que sou e do que faço. Deus age e sua ação independe da minha, essa é a verdade. Se Deus agisse apenas por meio da perfeição humana, estaríamos todos perdidos, pois não há um justo sequer sobre a terra (Romanos 3:10). Deus não se resume a um povo, uma religião, não se resume sequer a minha fé, pois, por mais fé que eu tenha, Deus fugirá à minha compreensão e agirá para além de minhas reações. Entretanto, caros leitores, jamais haverá um meio melhor e mais perfeito do que o de entregar toda nossa vida aos cuidados de Deus. Jamais haverá outro caminho mais perfeito e mais excelente do que o de confessar a Cristo com todo o ser e por meio Dele viver!