A alegria do Senhor é a vossa força



João Cruzué 
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Dia desses, cheguei em casa um pouco cansado, depois de hora e meia de trânsito.  Embora cansado, veio ao meu coração escrever sobre consciência e propósito cristãos. E para começar, escolhi Neemias 8:10b, que diz assim "... a alegria do Senhor é a vossa força".

Não sei se por falta de ensino ou por excesso dele muitos cristãos têm perdido a alegria de viver e,  outros,  com uma situação ainda pior ao se enrolarem nos fios invisíveis da rede maligna. Sonhos frustrados, casamentos acabados, namoros desfeitos, tristeza dentro da família, perda de oportunidades, enfim, fatos muito desagradáveis que tiram o sorriso de muita gente.

Isso acontece por que?

Bem, haveria uma muitas respostas, mas eu me sinto propenso a dizer que podemos perder nossa alegria de forma tão lenta e tão sutil que não nos apercebemos disso, da mesma forma que a água quente de uma vasilha depois de desligar o fogo.

O calor em nosso caso é a presença de Deus. 

A comunhão com o Espírito Santo que vai se apagando com a chegada do sono espiritual. Quem não se lembra daquele texto na "Parábola das Dez Virgens": E tardando o noivo, todas tosquenejaram e adormeceram. E quando acordaram, cinco delas não tinham mais azeite para acender as lamparinas.

A alegria do Senhor se apodera de nós quando estamos dentro da sua vontade. 

É por isso que um cristão novo convertido é alegre, pois, ele abriu a porta do seu coração para a entrada de Jesus. Quando procura conhecer a palavra de Deus em busca de sua vontade, ele continua indo em frente. Quando precisa fazer uma decisão,  ele ora,  jejua e espera pela resposta do Senhor. Mesmo na dificuldade, a presença do Senhor continua alegrando seu coração. Dentro da vontade do Senhor não há como sofrer de  tristeza crônica, vazio existencial, ou aquele olhar caído de um desamparado. Note bem que eu disse crônica, incurável.

Portanto, não se desespere!



Autor:
Pastor Abraão de Almeida

O elefante é o único animal cujas pernas dianteiras se dobram para a frente. Por quê? Porque de outra forma seria difícil para esse animal levantar-se por causa do seu peso.

Por que os cavalos, para se erguerem, usam as patas dianteiras, e as vacas, as traseiras? Quem orienta esses animais para que ajam dessa maneira? Deus. Esse mesmo Deus que coloca um punhado de argila no coração da terra, e, através da ação do fogo transforma-a em formosa ametista de alto valor. Esse mesmo Deus que coloca certa quantidade de carvão nas entranhas do solo e mediante a combinação do fogo e a pressão dos montes e das rochas, transforma esse carvão em resplandecente diamante, que vai fulgurar na coroa dos reis ou no diadema dos poderosos!

Por que o canário nasce aos 14 dias, a galinha aos 21, os patos e gansos aos 28, o ganso silvestre aos 35 e os papagaios e avestruzes aos 42 dias? Por que a diferença entre um período e outro é sempre de sete dias?


A prisão da falta de perdão

O meu humor havia se tornado em sequidão de estio...Sl 32:1-4

Wilma Rejane


Deus incluiu o perdão no plano de salvação, ele está no centro da vida cristã e homem algum poderia desfrutar da vida eterna, de uma esperança renovada, sem o perdão. Salach, é a palavra hebraica mais comumente usada para definir o perdão na Bíblia ( Strong 05545) a tradução significa: " aliviar alguém de uma carga". Salach sempre se refere ao perdão de Deus para com os homens: "É Ele quem perdoa todas as tuas iniquidades e sara todas as suas enfermidades" Sl 103:2. Jesus também usou Salach para dizer ao paralítico: "Homem, os teus pecados estão perdoados!" Lc 5:20.

Perdoar, portanto, é remover uma carga. Nenhum de nós gostaria de caminhar com uma pesada carga sobre os ombros, não fomos feitos para tal negócio, e Jesus vem e faz uma proposta para que lancemos sobre Ele as cargas que nos impedem de caminhar. Contudo, para não ficarmos vazios, correndo riscos de acumular outras cargas, Ele sugere que usemos o Seu jugo:"Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu fardo é leve.” Mateus 11:28-29.

Para compreendermos mais profundamente o sentido das palavras de Jesus, retornemos ao significado de jugo. Era uma peça de madeira usada para emparelhar dois ou mais animais da mesma espécie em trabalho no campo. Era proibido usar jugo desigual, ou seja, colocar sobre o mesmo jugo, animais de especie diferentes. Jesus usa a palavra “chestos” (strong 5543) para descrever Seu jugo, quer dizer: adequado, confortável, agradável: “E acontecerá, naquele dia, que a sua carga será tirada do teu ombro, e o seu jugo, do teu pescoço; e o jugo será despedaçado por causa da unção”.(Isaías 10.27)

O segredo para vencer a ansiedade


Wallace Sousa

"Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus." Filipenses 4:6,7

A ansiedade é uma das grandes vilãs deste século. Aliás, para ser mais preciso, já no séc. XX a ansiedade, juntamente com a depressão, era considerada um mal bem presente na vida das pessoas. Eu já fui muito ansioso, então posso dizer que sei como esse sentimento é desagradável e difícil de se lidar.

A despeito de muitas tentativas que fiz de lidar com isso e, pra variar, quebrei a cara, a melhor e mais eficaz forma que eu encontrei de lidar com a ansiedade foi através da meditação e da confiança na Palavra de Deus.

Esse versículo que abre o post foi o melhor remédio que encontrei quando passei por situações onde a ansiedade ultrapassava os limites e vencia todas as minhas resistências, a despeito de meus melhores esforços. Outro versículo que também foi muito importante nessa luta contra a ansiedade foi este aqui:

Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra. Salmos 46:10

Entretanto, deixe-me dizer-lhe algo: tal como um remédio que, para fazer efeito, ele deve ser tomado conforme a prescrição médica, ou seja: nas doses recomendadas, nos horários prescritos e durante o período determinado, a Palavra de Deus também precisa ser observada segundo os mesmos critérios.

Por isso, não basta apenas você ler e não crer, ler e não praticar, ler e não observar, assimilar e viver de acordo. Imagine comigo: e se o médico lhe prescrever algo, você ler e não comprar o remédio, ou comprar e não tomar, não fazer uso dele, o que vai acontecer? De quem será a culpa se você não ficar curado daquela enfermidade? Do médico ou sua?

Renovando o ânimo com o Salmo 103





João Cruzué

Depois de três anos acompanhando o Senhor, os discípulos agora estavam sozinhos. Jesus, o Filho do Deus Vivo, estava "morto", e Pedro, seu discípulo mais destemido, confrontava com a realidade: o Mestre estava morto! O tempo dos milagres, da multiplicação dos pães, as multidões interesseiras, o partir do pão, as parábolas (para Pedro) passou De volta à Galileia ele decidira voltar à velha vida de Pescador; junto com ele, os outros discípulos. Todos eles passaram pelo "Caminho de Emaús". Jesus, o profeta poderoso em obras e palavras sofreu a condenação da morte na cruz. O Remidor de Israel, estava morto. A profecia da pesca de homens, chegara a um fim decepcionante.

Ao menos era o que pensava os seguidores de Jesus. O sonho tinha acabado; agora eles estavam acordados e de volta a monotonia e à mediocridade. E foi assim que eles subiram no barco da decepção e passaram a noite inteira pescando - sem apanhar um peixe sequer. A pequena chama do início da Igreja estava se extinguindo. O nome de Jesus ficaria restrito àquela geração e região. Mas os planos que são traçados por Deus não terminam no barco da decepção. O Senhor, de novo, observava seus discípulos lançando as redes no lago da Galileia.

E assim tem sido com muitos crentes, cujos corações já arderam sob a labareda do fogo do Espírito Santo. Como é fácil esquecer os momentos felizes que passamos na presença do Senhor. Basta uma decepção, um pisão, uma cotovelada "santa", uma oração não respondida, para começar o longo e silencioso processo do esfriamento espiritual. As bênçãos e graças já não mais são lembradas. Os pequenos e grandes livramentos, esquecidos. Há uma força maligna sorrateira, incansável no propósito de apagar a chama do Espírito que arde nos corações dos crentes.

Existe esperança para a árvore cortada

Porque uma árvore seca ou cortada pode voltar a brotar Jó 14;7-8

Wallace Sousa

"Necessário vos é nascer de novo…” Jo 3.3-12

Esta reflexão teve origem quando me lembrei de um episódio do excelente Seriado CSI. Nesse episódio um corpo carbonizado é encontrado pela polícia e identificado como um ex-detento, recém-libertado, da prisão. No final, descobrem que ele – o ex-detento – estava vivo e havia, inclusive, ajudado na simulação de sua própria morte.

Ao justificar-se perante a equipe de investigação, ele diz que tinha que cuidar da filha pequena e recomeçar a vida e o único emprego que havia conseguido lhe pagava 5 dólares a hora. Dessa forma, a melhor maneira de recomeçar e dar início a uma nova vida a partir do zero, deixando o passado para trás, era morrendo. Ao ouvir a confissão, o investigador lhe diz: “você deveria ter aceitado os U$ 5!”, pois ele iria, novamente, para trás das grades.

spoiler acaba aqui, mas se você quiser assistir o episódio, já que há sempre o reprise, acontecem outras coisas interessantes que omiti propositadamente, tanto por não terem relação com o tema do post como para deixá-lo à vontade, caso queira assistir essa excelente série, que mescla humor, drama e tragédia de forma magistral (IMHO), além de uma alta dose de mistério, que aguça a nossa inteligência (não que eu tenha sobrando, risos) e a inerente curiosidade humana.

A partir desse episódio, refleti e tracei um paralelo entre a história fictícia e a promessa de Jesus de um novo nascimento àqueles que o recebem como Senhor e Salvador. Desejando que lhes possa ser útil para refletir e agradável para ler.


A esperança que não morre



Wilma Rejane

" Pois eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra " Jó 19:25

O livro de Jó traz um dado curioso, a palavra esperança aparece mais do que em qualquer outro livro da Bíblia. Quais seriam as esperanças de um homem arrasado por um turbilhão de acontecimentos catastróficos como morte dos filhos, perda dos bens e da saúde, solidão e dor? Como olhar para um futuro próspero, com o presente destruído? Jó fora consolado por sua esperança, uma expectativa cultivada por ele mesmo, pois ninguém mais foi capaz de lhe proporcionar tal consolo.

Jó tinha convicção de que apesar dos dias de luto e da incompreensão do sofrimento que lhe sobreveio, Deus poderia mudar sua sorte. Assim, ele apela para o tribunal Divino, quer ouvir de Deus uma sentença de libertação da dor e mesmo quando fala na morte, mantém a esperança na misericórdia Divina. Ele retira forças da dor e declara que a morte não o vencerá, sua esperança se cumprirá.

Os ecos do mundo

Jó: “Onde está a minha esperança? Quem poderá ver alguma esperança para mim? (17:15).


Deus é bom em perdoar quem se arrepende



Wilma Rejane

Reunido com publicanos, fariseus, escribas, trabalhadores comuns da Judeia e mendicantes, Jesus lhes conta uma série de parábolas. Essa parecia ser uma forma simples de se fazer compreender: despertava a curiosidade e atenção dos ouvintes que aguardavam o desfecho ao tempo em que eram profundamente tocados pela autoridade das palavras de Jesus. A Parábola do Filho Pródigo faz parte dessa série e está descrita no Evangelho de Lucas 15: 11 a 32.

Já publiquei um estudo sobre essa parábola, mas hoje lanço um novo olhar sobre ela destacando a questão das escolhas que fazemos e suas consequências.

Eis a parábola:

Lucas 15:11-Disse também: “Um homem tinha dois filhos. 12-O mais moço disse a seu pai. Meu pai, dá-me a parte da herança que me toca. O pai então repartiu entre eles os haveres. 13-Poucos dias depois, ajuntando tudo o que lhe pertencia, partiu o filho mais moço para um país muito distante, e lá dissipou a sua fortuna, vivendo dissolutamente. 14-Depois de ter esbanjado tudo, sobreveio àquela região uma grande fome e ele começou a passar penúria. 15-Foi pôr-se ao serviço de um dos habitantes daquela região, que o mandou para os seus campos guardar os porcos. 16-Desejava ele fartar-se das vagens que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava.   Continuar lendo...

Os dois filhos são uma referência aos que ouviam a parábola: os religiosos configuravam o filho mais velho, estavam em casa, ou seja, obedeciam aos rituais do judaísmo, julgavam-se filhos fieis de Abraão.

O filho mais novo eram os indoutos, ignorantes que tinham direito a herança no Reino de Deus, porém desperdiçavam essa dádiva por desconhecerem o amor do Pai.

O mais novo reivindica a herança e o pai não faz qualquer objeção, acata sua decisão e divide os bens. Pela lei o primogênito tem direito a uma parte maior dos bens ( dois terços), enquanto o mais novo (um terço).

Orgulho x humildade

O que acontece depois da partilha de bens e do abandono ao lar pelo mais novo é uma série de infortúnios. Ele passa a sobreviver de esmolas, enfrenta fome, frio e sofre bastante até decidir  voltar para casa.

O que teria acontecido se ele  continuasse com  sua vida miserável?  Se não tivesse retornado para  casa e experimentado o amor incomparável de seu pai?  E se o orgulho tivesse tomado conta de seu coração?