Resultados de uma quarentena, Romanos 8:28

 


Wilma Rejane

Você acredita que todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus? (Romanos 8:28) Até mesmo uma quarentena forçada, em um estado de economia em declínio e de más notícias chegando de todos os lugares do mundo? Se manter esperançoso, confiante e com paz de espírito faz parte das promessas de Deus para tempos como este que vivemos. Testifico em nome de Jesus Cristo que tais promessas têm se cumprido na vida dos filhos de Deus, nesses dias apocalípticos.

Em minha casa, reunidos em família, temos lido a Bíblia diariamente. As crianças aprenderam a declamar versículos, orar com mais frequência e intensidade. Minha netinha autista, de cinco anos de idade, melhorou incrivelmente após descobrirmos e aplicarmos O Protocolo Coimbra como tratamento. Você conhece Protocolo Coimbra? Este é o nome dado ao tratamento Ortomolecular, criado pelo médico brasileiro Cícero Gallil Coimbra, descobrimos o protocolo após pesquisarmos sobre os benefícios da vitamina D contra o Covid19.

Entre tantas bênçãos da quarentena, que não cabem em apenas um post, afirmo que a maior de todas as bênçãos foi a de reafirmar a fé em um Jesus Cristo vivo e presente que cuida de seus filhos em meio às tribulações. 

Sabemos que estamos na eminencia de um governo global, os senhores do mundo estão trabalhando com afinco para implantarem um novo sistema econômico de moeda digital e rastreamento da população, a vacinação forçada faz parte desse plano, enfim, o que vemos é o cumprimento de profecias Bíblicas que apontam para uma próxima vinda de Jesus. Os conflitos políticos nos EUA irão se agravar e novos lock downs serão anunciados, as consequências não parecem otimistas.

Contudo, quero encorajá-los: aconteça o que acontecer, Deus continua o mesmo, pelos séculos dos séculos (Hebreus 13:8). Assim como Ele amparou seus filhos desde Noé, salvando sua família do diluvio, Ele continua a fazê-lo. 

Confiar no Senhor, não é o mesmo que procrastinar. É bom que pensemos no amanhã, fazendo reserva de capital, de uma certa quantia de alimento e água. Mas essas coisas não devem ser o centro de nossa atenção, não devem consumir todos os nossos esforços, pois, as promessas e as advertências Bíblicas são de que não devemos estar ansiosos, Deus cuida de nós (Filipenses 4:6,7). Meditemos no Salmo a seguir:

O Senhor conhece os dias dos retos, e a sua herança permanecerá para sempre. Não serão envergonhados nos dias maus, e nos dias de fome se fartarão. Salmos 37:18,19

Foi o mesmo Senhor que cuidou do profeta Elias enviando comida através de corvos quando este se achava aflito e perseguido. O mesmo Senhor que guardou os israelitas das pragas que consumiram os egípcios. 

É tempo de buscar a Deus por meio de Jesus Cristo. É tempo de confiar na providência Divina em dias tenebrosos, pois Deus é Luz que se sobrepõe às trevas. 

Esse lock down global também é um chamado ao lock down espiritual:  tempo de parar e refletir à vida, rever conceitos, relocar valores, manter Deus no centro de tudo!

Boa semana para todos, na paz e no amor de Jesus Cristo!

Descanse no Senhor

 

Autor:
Anastasios Kioulachoglou

É fácil nos distrairmos neste mundo. Ocupação é a enfermidade moderna da qual muitos sofrem. Descanso – é o oposto – e uma das coisas que o Senhor veio oferecer. Em Mateus 11:28-30 Ele disse: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve." Mateus 11:28-30

Jesus Cristo é o único que pode dar descanso às nossas almas. Se você está atribulado, cansado, exausto e sentindo-se pesado, então você está lendo a passagem certa. Jesus veio para dar-lhe descanso! Você não descansará quando seus filhos crescerem. Ou quando se casar. Ou quando sua conta bancária estiver positiva. Você descansará apenas se encontrar-se com Jesus, somente se colocar seus fardos em suas mãos e tomar seu jugo suave e leve, somente assim encontrará descanso. Assim nos diz a palavra em Filipenses:

"Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus." Filipenses 4:6-7

Não estejais inquietos por coisa alguma!!! Seus filhos, seu trabalho, sua saúde, suas feridas, sua finança, suas outras preocupações estão todas aqui. Nada está excluído desta lista. Não há nada que deva nos deixar inquietos. E o texto vai além para nos dizer o que fazer em vez de nos inquietarmos. “antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” Paz!!! Você não tem que terminar este ou aquele projeto ou receber esta ou aquela bênção para alcançar a paz. Em vez disso, o que deve fazer é não se inquietar por coisa alguma, mas antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças! O trabalho de Deus é CUIDAR de você, enquanto você descansa NELE. E ao descansar NELE você terá força! Veja o diz Isaías no capítulo 30:15-18:

"Porque assim diz o Senhor Deus, o Santo de Israel: Voltando e descansando sereis salvos; no sossego e na confiança estaria a vossa força.” Isaías 30:15

Nossa força está em descansar no Senhor. No sossego e confiança! Vejamos como a palavra sossego é importante na vida de Jesus: Ele costumava levantar-se muito cedo pela manhã e ia sozinho orar no deserto. (Marcos 1:35)! Ele necessitava de um tempo a sós com o Pai. Necessitamos também. Não necessitamos encher nossa agenda com centenas de atividades para permanecermos firmes. Não encontraremos forças nas atividades, mas somente no sossego e confiança em Deus.

Os dez leprosos e a prática da gratidão

 


.João Cruzué

Um dos mais lindos trechos da Bíblia é o da cura dos dez leprosos, em Lucas 17:11-18.  Dez pessoas que viviam excluídas da sociedade, vivendo longe da família por causa da praga da lepra. E naquele tempo, se uma pessoa contraísse lepra, tinha de morar fora dos muros ou na entrada da cidade. Naquele lugar não ia ninguém. Imagino que cada leproso arranjasse novos vínculos sociais entre outros mal-afortunados com a mesma lepra. E se não tivesse ninguém além dos muros, ficaria ali isolado, talvez conversasse sozinho. E viajando para Jerusalém, Jesus Cristo entrou em uma aldeia, creio, na divisa entre Samaria e a Galileia. O que aconteceu na entrada daquela  aldeia nos mostra três coisas que Deus se agrada quando  estão presentes na vida de um cristão.

Eu sei que a maioria de nós ora; seja católico, crente ou espírita, contudo, nem sempre as orações são respondidas na hora. Mas Lucas, o escritor do Evangelho, anotou que o Senhor foi curto e claro: Ide e apresentai-vos aos Sacerdotes, os religiosos da aldeia que tinham a autoridade, entre outras funções, de verificar se um leproso estava curado, e se estivesse, daria a autorização para voltar para dentro da cidade, para o meio dos amigos, dos parentes  e da própria família.

E na ida até os sacerdotes, cada um dos dez leprosos foi curado. E apenas um parou, pensou e voltou para agradecer, antes de ir aos sacerdotes.  Os outros nove seguiram  diretamente à casa dos religiosos, pois não viam a hora de abraçar os familiares, os amigos,  beijar os filhos e entrar na própria casa.

A gratidão é uma atitude rara.

Tanto nos tempos de Jesus Cristo, quanto nos dias de hoje. Somos  por natureza egoístas. Começamos nossas orações geralmente, pedindo(me dá!), em lugar de agradecer (obrigado!), por causa da pressa. Ah! a pressa... sinônimo de ansiedade. Quando somos abençoados, a primeira pessoa a saber deve ser o Senhor. Ele é o criador, o Sarador, o abençoador. Esta atitude de gratidão mostra o outro lado da virtude - a submissão. E a submissão significa: colocar a vontade de Deus em primeiro lugar.


A dúvida da ciência e a certeza da fé

 


Wilma Rejane 


A fé tem uma inimiga declarada: a dúvida que em grego se traduz como “diakrino” (strong 1252) indicando "separar dois elementos, componentes ou valores", também sugere "hesitação entre esperança e medo".  Apostolo Tiago compara um coração duvidoso às ondas do mar, levadas de uma direção a outra pela força do vento Tiago 1:6. 

Na filosofia, dúvida é principio de sabedoria porque através dela são estabelecidos métodos de introdução  às respostas concretas. Descartes é o criador da  “duvida metódica” que sugere duvidarmos  de tudo para enfim chegarmos  a certeza das coisas: “penso, logo existo” é  a máxima do pensamento cartesiano  que coloca a razão no centro do viver. "Eu duvido, logo penso, logo existo".

O pensar em Descartes é concreto, pois remete à existência física.  Em Descartes temos, assim, um vislumbre do conflito que perdura por séculos por selecionar binariamente fatores sobre "pensar a existência a partir da própria existência, concreta, visível, palpável", mas o fundamento da fé é invisível, por isso deixará de ser concreto, pensado, racionalizado?  Fé se fundamenta no invisível: “ora a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem” Hebreus 11:1. 

Enquanto a ciência necessita da dúvida para chegar ao concreto, a fé tem como principio a certeza em coisas não concretas, invisíveis, ainda não realizadas no plano físico. Ninguém precisa de fé para acreditar que os sinais de trânsito existem, eles são visíveis, estão dispostos nos cruzamentos e diariamente olhamos para eles. Entretanto, necessitamos de fé para confiarmos que Deus está nos ouvindo hoje, no sussurro de nossas palavras, pensamentos e que está cuidando de nós mesmo quando nos sentimos sozinhos.
 
Deus invisível é tão verdadeiro para os que têm fé que passa a ser concreto e se Ele é concreto é existência real, necessária. “De fé em fé se descobre a justiça de Deus, porque está escrito: o justo viverá pela fé” Rm 1:17. A fé se firma no túmulo vazio de Jesus, na cruz que outrora O sustentou, mas que agora se ergue sem Ele, que ressuscitou! Na fé, é Ele quem nos sustenta. A fé se fundamenta em promessas que parecem distantes, tão antigas que estavam presentes na fundação do mundo, tão modernas que estarão presentes também no final apocalíptico com a ciência multiplicada. É do túmulo vazio que ecoa a promessa eterna: " Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Derradeiro, o Princípio e o Fim" Apocalipse 22:13.

Aprendendo com o sofrimento de Jacó

 

Wallace Sousa

E Jacó ficou sozinho. Então veio um homem que se pôs a lutar com ele até o amanhecer. Quando o homem viu que não poderia dominá-lo, tocou na articulação da coxa de Jacó, de forma que lhe deslocou a coxa, enquanto lutavam. Então o homem disse: Deixe-me ir, pois o dia já desponta. Mas Jacó lhe respondeu: Não te deixarei ir, a não ser que me abençoes. O homem lhe perguntou: Qual é o seu nome? Jacó, respondeu ele. Então disse o homem: Seu nome não será mais Jacó, mas sim Israel, porque você lutou com Deus e com homens e venceu“. (grifos acrescidos) Gênesis 32:24-28

Quem diria que uma leitura despretensiosa em uma reunião de oração comum, em mais um dia de trabalho normal, pudesse gerar uma lição tão complexa? Você já percebeu que, às vezes, é por meio das coisas mais comuns que podemos tirar grandes lições? Éramos apenas duas pessoas naquela reunião, claro, sem contar o Senhor, que disse que onde estivessem 2 ou 3 reunidos em Seu nome, ali Ele estaria também (risos). As coisas que aprendi naquele dia quero compartilhar com você, caro leitor.

Jacó, também conhecido por Israel, é um dos personagens mais intrigantes, singulares e ricos (material e psicologicamente falando) das Escrituras. Na verdade, o livro de Gênesis é todo ele um livro de uma tal riqueza literária que é até difícil apontar a história mais bonita ou interessante dentre as que são ali descritas. Um livro digno de abrir o rol da coletânea sagrada, inspirador, cativante e, por vezes, arrebatador (Enoque que o diga…). Cheio de histórias tristes, alegres, emocionantes e surpreendentes. Não é à toa que, mesmo tendo-o lido mais de dez vezes, ainda descubro coisas novas em suas páginas.

Jacó, um dos 3 patriarcas, ao lado de Isaque (seu pai) e Abraão (seu avô), é um dos personagens centrais da segunda metade do livro, e foi de uma pequena parte da vida desse homem de personalidade tão complexa que extraí as lições a seguir. Por favor, me acompanhe nesta fascinante e surpreendente jornada.

Novas revelações sobre o encontro de Jesus com a mulher samaritana


Wilma Rejane

“Jesus deixou a Judeia, e foi outra vez para a Galileia. E era-lhe necessário passar por Samaria. Foi, pois, a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó tinha dado a seu filho José. E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase à hora sexta. Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber.”João 4:3-7 


Já escrevi vários artigos sobre a passagem Bíblica do encontro de Jesus com a mulher samaritana, aqui, porém, pretendo transmitir alguns elementos que não constam nos estudos anteriores. E o que escrevo é resultado de releituras sobre a passagem. Releituras feitas com o objetivo de compreender melhor alguns aspectos, como por exemplo:   o fato daquela mulher ir pegar água no poço ao meio dia, um horário de alta temperatura e em que a cidade estaria um tanto deserta; o que justificaria tal ação? A samaritana era uma mulher de reputação maculada, mal falada pela sociedade e por isso procurava evitar as pessoas, o convívio social? Se ela era uma pessoa descredenciada, por que se torna uma missionária tão bem-sucedida? Não seria um contraste rotular de descredenciada uma mulher que em pouco tempo de convertida consegue conduzir muitos habitantes de Sicar a certeza de que Jesus era o Messias?

Tudo indica que Jesus foi a Samaria com o propósito de encontrar aquela mulher. O encontro não se configura como algo aleatório, imprevisto. O verso 4 do Evangelho de João 4 diz: “Era-lhe necessário passar por Samaria”. Jesus passou por Samaria para cumprir uma necessidade, que necessidade era essa? A necessidade não era física, nem sede, nem fome, nem cansaço. O cansaço foi uma consequência de sua ida a Sicar e assim também se entende sobre a sede. Fato é que Jesus naquele dia deixa de seguir a rota diária tomada por todos os judeus. O caminho mais curto da Judeia para Galileia compreendia passagem por Samaria, os judeus, contudo, para não atravessarem Samaria, percorriam uma rota por fora da cidade. Eram décadas de conflitos e por essa causa os povos se evitavam.

Origem dos Conflitos

Dados históricos revelam que depois da deportação das dez tribos de Israel para Assíria,  Samaria foi repovoada por colonizadores gentios de várias províncias, fugitivos da judeia e de outros lugares. Samaria se tornara em território pagão, muitos deuses eram adorados ali. Samaritanos tinham sua própria versão do Pentateuco e reivindicavam ascendência israelita.

Me pergunto até que ponto o fato de Samaria ter sido designada como cidade refúgio para homicidas (Josué 24:32), contribuiu para os conflitos  . Nenhuma referência a isto é feita nos Evangelhos e historiadores ainda hoje divergem sobre  o fato de Siquém (cidade refúgio para homicidas), ser a mesma Sicar. Algumas fontes, contudo, admitem ser Sicar a mesma Siquém. Se assim for, penso que a animosidade além de ter raízes religiosas e raciais tem também origem no fato dos judeus considerarem samaritanos impuros por serem descendentes de homicidas. Para mim essa hipótese faz sentido. Faz sentido também ter sido Samaria durante muito tempo habitada por cananeus, povo expressamente repreendido por Deus no Antigo Testamento, o julgamento em relação aos cananeus, no caso, seria a fonte dos conflitos.

Não sei se você já leu a respeito, mas na época que Jesus esteve em Samaria, a rejeição a samaritanos era tanta que qualquer alimento ou produto preparado por Samaritanos não era aceito por judeus. Os judeus compravam produtos de Samaria, por exemplo: frutas, cereais, pois diziam ter origem na natureza, mas se um samaritano manuseasse qualquer dos produtos, estes já seriam considerados impuros, proibidos para consumo. Agora imaginem Jesus, naquele poço, pedindo água para a mulher samaritana. Ele estava quebrando paradigmas! Estava a dizer que aquela mulher era digna para lhe dar água e a água era igualmente digna para se beber. Mas havia uma água melhor, e que faria aquela mulher se tornar pura. Ele não falava de coisas exteriores, falava de interior, de ser, de vida e não de costumes! 

Os Acordos de paz Abraâmicos em 2020


Por Dov Lipman
Jerusalém Post

Os acordos que Israel assinou com os Emirados Árabes Unidos e Bahrein não foram meramente históricos por natureza, eles foram de proporções bíblicas.

Abraão teve dois filhos: Ismael, nascido de Hagar, e Isaac, nascido de Sara. Havia uma clara tensão entre os dois. A tradição ensina que tanto Isaac quanto Ismael reivindicaram o direito do primogênito, com cada um legitimamente reivindicando ser o primogênito de Abraão por meio de suas mães.

Abraão não favoreceu um em relação ao outro. Isso pode ser visto pela interpretação midráshica da ordem de Deus de que Abraão oferecesse seu filho em sacrifício. O versículo em Gênesis (22: 2) relata que Deus disse a Abraão: “Por favor, leve o seu filho, o seu único, a quem você ama, Isaque.”

O Midrash explica que quando Deus disse a Abraão para levar seu filho, ele perguntou qual filho, Ismael ou Isaque? Deus respondeu: "Seu único." Mais uma vez, Abraão pediu esclarecimentos, visto que os dois filhos eram os únicos filhos das mães. Deus então disse: “A quem você ama”.

Isso não ajudou Abraão a entender a quem Deus estava se referindo, e ele disse a Deus: "Eu amo os dois." Isso levou Deus a dizer Isaac abertamente.

O amor de Abraão por Ismael, seu primogênito real, pode ser visto claramente em dois versículos. A primeira ocorre quando Deus promete a Abraão que ele terá um filho por meio de Sara, que receberá suas bênçãos, incluindo a terra de Israel.

Não temas, Deus proverá.




Wilma Rejane

Lança o teu cuidado sobre o Senhor e Ele te susterá – Salmo 55:22

Não sei se você já meditou nesse Salmo, ele é um pequeno tratado sobre provisão,  nos diz que Deus aguarda lançarmos, entregarmos para Ele as cargas diárias: expectativas, receios, planos, tudo para sermos não apenas aliviados, mas sustentados. A Palavra cuidado vem de chul (Strong 03557), significa: manter, providenciar, sustentar, suprir, alimentar. É lindo, não? Sim, só precisamos acreditar e pôr em prática, creio que essa poderá ser a parte mais difícil, mas pela fé, conseguiremos. E para fortalecer nossa fé Deus deixou muitos exemplos de pessoas que entregaram-se aos Seus cuidados e foram surpreendidas. Vamos conhecer algumas dessas pessoas?

Adão: Quando Deus criou Adão o colocou em uma reserva natural onde nada lhe faltaria: havia comida, companhia, diversão, comunhão. O Éden era casa, trabalho, escola, igreja, era um universo! Adão e Eva pecaram, perderam algumas regalias, adquiriram a morte física e espiritual e a provisão, o sustento, teria que vir através do suor do rosto, do trabalho. E mesmo após o pecado ter dominado o homem, Deus permanece como Aquele que daria as condições para Adão viver e se desenvolver. É justo esse ponto que pretendo explorar: Deus é o Senhor que nos sustem e por toda Sua Palavra Ele nos convida a nos entregar aos Seus cuidados, na certeza de que seremos sustentados. 

Moisés: Como líder judeu, dependeu absolutamente de Deus para suprir suas necessidades físicas e espirituais. E foi incumbido de ensinar o mesmo para milhares de pessoas que viviam escravizadas e ansiosas. E não é incrível que Deus tenha ensinado sobre sustento e provisão para toda essa gente em um lugar chamado deserto? Em determinado trajeto da caminhada de 40 anos pelo deserto, Moisés reuniu o povo para relembrá-lo do que jamais poderiam esquecer: Deus era o provedor, o que os sustentava:

E te lembrarás de todo o caminho, pelo qual o Senhor teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias os seus mandamentos, ou não. E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram; para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor viverá o homem. Nunca se envelheceu a tua roupa sobre ti, nem se inchou o teu pé nestes quarenta anos.”Deuteronômio 8:2-4

Os soldados disputaram as vestes de Jesus




Wilma Rejane

João 19:23-24 "Então os soldados, quando eles tinham crucificado Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, para cada soldado uma parte, e também a túnica. A túnica era sem costura, tecida em uma peça. Pelo que disseram entre si: "Não vamos rasgá-la, mas deitemos sorte sobre ela, de quem será", para que a Escritura se cumprisse : "Eles dividiram minhas roupas entre si, e para a minha túnica lançaram sortes. " Cumprimento da profecia do Salmo 22:18.

Havia uma lei romana que as roupas usadas pelos condenados na hora da execução, se tornavam propriedade dos executores. Assim,os quatro soldados que acompanharam Jesus em sua crucificação, dividiram entre si suas vestes. Um homem judeu, da época de Jesus, normalmente usava quatro peças de roupa: turbante, cinto, túnica e capa externa. A capa externa usada por Jesus foi confeccionada de forma cuidadosa e especial, de modo a identificá-Lo como um sumo sacerdote. Nela não havia remendos nem costuras laterais. Esse modelo de veste pode ser visto no livro de Êxodo:

"Também farás o manto do éfode, todo de azul. E a abertura da cabeça estará no meio dele; esta abertura terá uma borda de obra tecida ao redor; para que não se rompa. E nas suas bordas farás romãs de azul, e de púrpura, e de carmesim, ao redor das suas bordas; e campainhas de ouro no meio delas ao redor." Êxodo 28:31-33

Esse era o manto usado pelos sumos sacerdotes, autorizados a oferecer sacrifícios a Deus em favor do povo. Jesus vestia esse manto sem costuras e com franjas nas bordas. A ausência de costuras na peça, indicava integridade espiritual, pureza. As franjas nas bordas era recomendação Divina, para todo israelita, confeccionada na cor azul e branca, simbolizava o céu. Ao olhar para as franjas, os judeus deveriam recordar de que havia um Deus e seus mandamentos não poderiam ser esquecidos. A diferença entre as bordas das roupas de um judeu comum, para as bordas das roupas do manto dos sacerdotes estava nos adereços: pequenas campainhas em ouro puro e romãs bordadas, indicando vigilância e suavidade, bálsamo.