Quem é Siló nas profecias Bíblicas?




Que venha Siló, e a Ele se congregarão os povos. Gn 49:10


Wilma Rejane

Estudar sobre o significado de Siló, me encheu de alegria e gratidão a Deus. Lembrei das tantas vezes em que a vida me fez pensar que a derrota havia me alcançado de uma vez por todas e passados dias, meses ou mesmo anos, pude compreender que na “casa do luto” existe e reside novos começos possíveis aos que jamais perdem a fé e a esperança na fidelidade de Deus.

Siló é citado pela primeira vez no livro de Gênesis. No começo da história de amor, entre Deus e o homem. Siló está no principio como uma profecia de Jacó (Israel) para Judá, para seu filho Judá e toda a tribo de mesmo nome e ainda para todos os povos:“ O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló, e a Ele se congregarão os povos” Gn 49:10

Quem é Siló? O que esta palavra significa? É quase impossível decifrar o significado de Siló se não fizermos um estudo detalhado incluindo Antigo e Novo Testamento. No verso de Gênesis, Siló está como nome próprio, uma palavra composta da reunião de dois vocábulos: shel e loh, significando “a quem alguma coisa pertence, a quem pertence o domínio, o que tem o reino” ( Strong 07886). Porém, e por muito tempo, Siló foi a denominação dada a uma região de Israel.

“ E toda a congregação dos filhos de Israel, se ajuntou em Siló, e ali armaram a tenda da congregação, depois que a terra foi sujeita diante deles” Js 18:1

“ Subia, pois, este homem da sua cidade, de ano em ano a adorar e a sacrificar ao Senhor dos exércitos em Siló, e estavam ali os sacerdotes em Siló” I Sm 1:3

Siló era o mais importante local de culto de toda a Palestina, ficava a 38 quilômetros ao Norte de Jerusalém, na região de Efraim. Multidões concorriam a Siló para adorar, sacrificar a Deus e consultar os sacerdotes, dentre eles Eli e também ao profeta Samuel. A arca da Aliança permaneceu nessa cidade por mais de um século. No talmude está escrito que foram 369 anos de permanência da Arca da Aliança em Siló.

Desvendando as visões do profeta Ezequiel


Do Instituto Bíblico de Israel
Parceiro do Tenda na Rocha

O livro de Ezequiel é o terceiro dos principais livros proféticos da Bíblia hebraica, seguindo os livros de Isaías e Jeremias. Ezequiel é uma figura única, ao contrário da maioria dos profetas,  ele entregou todos os seus oráculos fora da terra de Israel. Ele esteve ativo por aproximadamente 25 anos (593-571 a.C) como parte da comunidade dos Judahitas exilados na Babilônia. Embora ele não tenha sido testemunha de primeira mão, Ezequiel viveu até o maior desastre da história dos israelitas naquele tempo: a destruição total da cidade de Jerusalém em 586 a.C. Nós não sabemos nada sobre sua vida antes dos 30 anos quando ele recebeu sua primeira visão pelo rio Quebar no exílio babilônico. No ano de 593 a.C, ele recebeu sua primeira visão: a Visão da Carruagem, também chamada de Visão do Trono Divino. Esta é uma das passagens mais intrigantes da Bíblia e serviu de base para muitas tradições místicas sobre a aparição do trono de Deus, como a visão de João em Apocalipse 4 e a literatura merkavah medieval judaica. A teofania começa com este versículo:

Quando olhei, um vento tempestuoso saiu do norte: uma grande nuvem com brilho ao redor e fogo flamejando continuamente, e no meio do fogo, algo como âmbar reluzente. (Ezequiel 1: 4)

Tudo ainda é muito nebuloso neste momento. O vento, nuvem, fogo são característicos de outras aparições de Deus na Bíblia, por exemplo, a revelação no Monte Sinai (Êxodo 19: 16-20) bem como o Salmo 18. Ezequiel não pode ver a carruagem claramente ainda devido a todas as nuvens e a luz brilhante. Esta é uma razão pela qual este capítulo usa as palavras “algo parecido” (hebraico: demut) tantas vezes. Progressivamente, a visão se torna mais clara nos versos subsequentes. A primeira coisa que o profeta identifica através da neblina são quatro criaturas:

No meio disso, havia algo como quatro criaturas vivas. Essa era a aparência deles: eles eram de forma humana. (Ezequiel 1: 5)

Note que Ezequiel tem o cuidado de não rotular essas figuras sagradas como animais reais, apenas semelhanças de animais. Ele usa o termo “algo parecido” ou no rebuscado hebraico, que significa “semelhança” ou “aparência”. Essa palavra é usada dez vezes nesta visão. Em hebraico, os “quatro seres viventes” são arba chayot. A palavra chaya vem da raiz toיה “para viver”, que é também a fonte do nome hebraico חוה Chavah = Eva (Gênesis 3:20). Estes são parcialmente humanos, em parte animais, tendo muito em comum com ambos os serafins (Is 6: 2) e os querubins (1 Rs 6: 23-28) encarregados de guardar o Santo dos Santos dentro do Templo. Muitos estudiosos têm apontado que, como Ezequiel estava morando na Babilônia, sua visão poderia ser baseada em uma estátua chamada shedu ou lamassu. Esta é uma divindade protetora, muitas vezes descrita como uma fantástica criatura híbrida com cabeça de humano, corpo de boi ou leão e asas de pássaro. Arqueólogos descobriram muitos exemplos de tais estátuas como parte das portas do palácio de antigas cidades da Mesopotâmia, como Nínive, Persépolis e Khorsabad (Dur-Sharrukin).

Ezequiel prossegue descrevendo essas criaturas apavorantes em mais detalhes:

Deus responde orações


 

De Dwight Lyman Moody
Tradução de João Cruzué


Eu suponho que não exista nos lábios cristãos nenhuma palavra tão frequentemente dita nos dias atuais como a palavra “oração” e não haja ninguém que não pensou muitas vezes durante as últimas quarenta e oito horas na importância de orar. São muitos os que não apenas estão pensando, mas falando a respeito disso. Quando há um interesse especial e um despertamento na comunidade sobre o assunto religioso, então muitos cépticos e infiéis, muitos meros professores de cristianismo – e nós não os julgaremos – começam a falar contra a oração

Eles dizem: “O Criador deste mundo não vai mudar seus planos por causa dessas orações. O mundo segue em frente. Você não pode persuadir a Deus para mudar Sua mente e Sua conduta”. Você ouve isso de todos os lados. Os jovens convertidos ouvem isto. Eu não tenho dúvidas de que muitos estão vacilando e quando se ajoelham ainda dizem: De fato Deus responde a oração? Existe algo de verdade nisso?"

Creio que  seria muito bom tomar a palavra “oração” e percorrer suas pegadas através da Bíblia. Penso que vocês ficariam perfeitamente assombrados se eu tomasse a palavra “oração” e contasse onde estão registrados os casos de pessoas orando e Deus respondendo suas orações, na Bíblia.

Muitos acham que são apenas os completamente justos e puros que oram. Mas vocês devem se lembrar daquele que orou desta forma, “ Senhor, lembra-te de mim, quando estiveres em Teu Reino”, vocês se lembrarão que Cristo respondeu a oração do ladrão moribundo.

Nós não podemos a não ser concordar que todo homem de Deus citado na Bíblia era um homem de oração. Vocês têm, por isso, uma autoridade e encorajamento para pedir a Deus que ouça suas orações e suas orações em favor de outros. 

Examinem Filipenses 4:6 “Não estejais inquietos por coisa alguma, mas em tudo dai graças – marquem bem isto: pela oração e súplica, com ações de graças, deixem as vossas petições serem conhecidas diante de Deus. Ele não diz que responderá a todas, mas diz: E a paz de Deus, que excede a todo entendimento, guardará vossos corações e vossas mentes em Jesus Cristo.”

Saudando 2021 com Salmos e canção




Wilma Rejane 

O ano de 2020 foi um ano diferente e que nos deixa a certeza de que nada mais será igual. Um ano de luto para muitos e sobretudo de muito aprendizado. Em 2020 aprendi que precisava aprender coisas que havia esquecido, pois o silêncio da quarentena confrontou-me, fez-me interrogar sobre prioridades e fez-me ouvir verdades necessárias obscurecidas pelo barulho da rotina agitada. Já escrevi anteriormente e vou repetir: em um ano de tantas calamidades, todas as coisas contribuíram e continuarão a contribuir para o bem dos que amam a Deus, Romanos 8:28 (a).


Desejamos à todos os leitores um 2021 de saúde e crescimento espiritual, que às dificuldades jamais sejam maiores que a fé em um Deus bondoso e justo que abriga seus filhos à sombra de Suas asas até que passem às calamidades (Salmo 57:1). Um outro Salmo diz: "Andando eu no meio da angústia, Tu me reviverás", Salmo 138:7, há um reconhecimento de dias difíceis, angustiantes, contudo, há a certeza de um sustento que vem de Deus revigorando a alma. Que assim seja para todos nós. 

Tempo de arrependimento e perdão como na Eira de Araúna



Wilma Rejane

O relato sobre a Eira de Araúna está presente em dois livros da Bíblia: II Samuel 24 (escrito por profeta Samuel)  e  I Crônicas 21 ( escrito por Esdras) . Os dois relatos trazem algumas diferenças, por exemplo: através de Samuel, toma-se conhecimento que a eira em questão pertence a Araúna. A mesma eira é descrita por Esdras como pertencente a Ornã. Araúna e Ornã são a mesma pessoa? Na teologia brasileira, os diferentes nomes definem a mesma pessoa. Existe, porém, uma publicação chamada “The New Man” de Thomas Merton  que considera Ornã e Araúna pessoas distintas, os dois seriam irmãos. O detalhe de identidade, contudo, não prejudica a história. 

A eira emerge na bíblia em uma situação um tanto delicada: Rei Davi havia feito um censo (numeração de povos) e, por este motivo, Deus estava descontente, irado. Todas as vezes que um censo é citado na Bíblia, a citação vem acompanhada da lembrança de que Deus é quem ordena a numeração, vide:

Como o Senhor ordenara a Moisés, assim  numerou os filhos de Israel no deserto de Sinai.” Números 1: 19

“Depois da praga, o Senhor disse a Moisés e a Eleazar, filho do sacerdote Arão:  façam um recenseamento de toda a comunidade de Israel, segundo as suas famílias; contem todos os de vinte anos para cima que possam servir no exército de Israel”. Números 26: 1,3

Portanto, um censo, embora sendo responsabilidade do Estado naquela época, era consequência de uma determinação Divina. O censo tinha como principais finalidades:

A grande oração de poucas palavras

 

João Cruzué

"Senhor, filho de Davi, tem misericórdia de mim. Senhor, socorre-me. Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores. Disse, uma mulher cananeia. Ó mulher, grande é a tua fé. Seja feito para contigo, como tu desejas", Disse Jesus. E desde aquela hora, a filha daquela mulher ficou livre. Atitude, humildade, oração e vitória. Mateus 15:21-28

A mulher cananeia tinha uma filha cativa por um demônio que a fazia sofrer miseravelmente. Jesus estava passando na região de Tiro e Sidon. Ela estava diante de uma única oportunidade. E não a desperdiçou. Quem sabe você tem um problema parecido. Não sabemos quantos anos tinha a filha daquela senhora. Mas sabemos que sua mãe tinha um propósito: conseguir a liberdade da filha. Ela não era de Israel. Era estrangeira. Ela não tinha amigos entre os discípulos de Jesus, por isso gritava. Perturbava. E Jesus permanecia em silêncio. Era o Messias; o enviado de Deus exclusivo para Israel. Os estrangeiros, naquele tempo, não faziam parte da sua missão. A mulher insistia.

E quem busca, acha. Quem pede, recebe. E quem bate, a porta abrir-se-lhe-á. Ela seguiu literalmente esta receita, sem nunca tê-la ouvido. Buscou, pediu, gritou e bateu. Humilhou-se. Insistiu. Até receber a admiração e o favor do Senhor - a libertação da filha. Chegou aflita, desesperada. Ouviu palavras duras, mas não desanimou. Saiu chorando, mas não de tristeza: de contentamento. Sua filha estava livre.

Ninguém sabe como aquela mulher achou Jesus. Nem ficou evidente quem lhe falou sobre o poder do Senhor sobre os demônios. Também não está escrito como descobriu que a vida miserável da filha era causada por um demônio. Aquela mulher estava no tempo e lugar certos. Disse Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. "Buscar-me-eis e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração"

Como foi possível àquela mulher conseguir sua bênção com tão poucas palavras?

Por que estou sofrendo?


 


Wilma Rejane

“Vocês me peguem e me joguem no mar, que ele ficará calmo. Pois eu sei que foi por minha causa que essa terrível tempestade caiu sobre vocês” Jonas 1:9

Profeta Jonas estava em meio a uma tempestade, não estava sozinho, com ele, haviam muitos tripulantes sofrendo as mesmas consequências. Aquela tempestade não era apenas um fator natural do tempo, era uma reação de Deus a desobediência de Jonas. E logo aqui aprendemos que há tempestades na vida que são igualmente consequências de desobediência a Deus, de pecados não confessados. Enquanto a tempestade acontece, Jonas dorme tranquilamente no porão do navio, até que alguém vai até ele e provoca sua consciência:

Diga: quem é o culpado de tudo isso? O que você está fazendo aqui? De onde você vem? De que país você é? Qual o seu povo? Que devemos fazer com você para o mar se acalmar?” Jonas 1: 8-11.

Jonas não tinha ideia da dimensão de seu erro até ser provocado por alguém que sofre com ele. E através dessa provocação o profeta confessa sua culpa, seu erro, e de modo nobre escolhe ser sacrificado em detrimento da salvação de uma maioria inocente que estava no navio. Grande Jonas! 

Relendo esse relato sobre Jonas compreendo mais uma vez a necessidade do arrependimento e do perdão, da importância de não menosprezar a tempestade que atinge sua família, seu País, ambiente de trabalho, enfim atinge sua vida. O que acontece “nesses barcos”, também é problema seu. 

A provocação interrogativa dirigida a Jonas é uma espécie de “exame de consciência” que muitas vezes somos levados a fazer por ocasião das tempestades. A fragilidade humana não assegura a descoberta das causas do sofrimento. Por que estamos “nessa tempestade”? A grande teia social em que vivemos faz com que direta ou indiretamente outras pessoas sejam atingidas por nossos sofrimentos. E da mesma forma, a sociedade cobra respostas: “o que devemos fazer com você para o mar se acalmar?”.

O que fazer com quem sofre? Geralmente, o sofrer humano é algo solitário. Haviam tantas pessoas no barco com Jonas, mas ninguém quis pagar o preço por (e com) ele, preferiram “se livrar” dele. “Que pague sozinho pelos seus erros”. Claro, Jonas precisava se consertar com Deus, essa missão era dele, pois a responsabilidade do pecado é individual (Ezequiel 18: 1-32 ). Porém, na tempestade vivida por Jonas naquele barco,  fica evidente a aversão humana ao sofrimento e a necessidade de se encontrar “um bode expiatório” para tal.

Qual o significado de dar pérolas aos porcos na Bíblia?

 


Wilma Rejane

"Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem." Mateus 7:6

Essa passagem Bíblica é intrigante porque de inicio parece nos dizer para não desperdiçar coisas valiosas com pessoas imerecidas. Como aplicar isso no dia a dia? Primeiramente precisamos compreender quem são: os cães, os porcos e as pérolas a que Jesus se refere. 

Cães:

A palavra cão aparece na Bíblia em vários significados: animal (João 10:12), homens (Salmo 22:16),falsos profetas (Filipenses 3:2). Estudando a raiz da palavra cão, temos uma surpresa, ela denota um tipo de personalidade:


cão no grego =  kunikos = cínico. Essa palavra surge na Grécia com uma corrente filosófica que defendia a indiferença, o escárnio, a falta de pudor e também de interesses materiais. Dois principais filósofos ficaram bem conhecidos por terem levado ao extremo o cinismo, são eles: Antístenes e seu discípulo Diógenes que morava em um barril e usava uma lanterna. Posteriormente a escola filosófica é que a palavra se propagou como adjetivo para descrever as características de homens detestáveis, dissimulados, indiferentes, escarnecedores. Na época em que a Bíblia foi escrita, os gentios (não judeus)  também eram chamados de cães (Mateus 15:21,28).

Como passagens Bíblicas que se referem aos cães, podemos citar ainda:

"Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas, mas, ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idolatras, e qualquer que ama e comete a mentira." Apocalipse 22:14-15 

"Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado; Deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: o cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao espojadouro de lama."II Pedro 2:21-22


Porcos :

"o porco, embora tenha casco fendido e dividido em duas unhas, não rumina; considerem-no impuro. Vo­cês não comerão a carne desses animais nem tocarão em seus cadáveres; considerem-nos impuros." Levítico 11:7-8

No Antigo Testamento porcos eram considerados imundos. Judeus não se alimentavam de carne de porco em obediência a Levítico. Jesus, porém, era judeu e contrariou seus compatriotas ao dizer que não fazia mal comer carne de porco. Ele ensinou que o verdadeiro mal não reside nas coisas exteriores, mas no coração dos homens. A carne de porco não tinha poder para transformar o homem em puro, impuro, digno ou indigno, mas o que estava no coração dos homens sim, isso que tinha que ser considerado:

"Não percebem que o que entra pela boca vai para o estômago e mais tarde é expelido? Mas as coisas que saem da boca vêm do coração, e são essas que tornam o homem impuro. Pois do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias. Essas coisas tornam o homem impuro." Mateus 15:17-20

Se comer carne de porco era lícito, então por que a proibição no Antigo Testamento? A carne de porco era uma instrução sobre saúde, higiene e não sobre santidade. Os judeus estavam relacionando o comer carne de porco com ser ou não santo e Jesus lhes revela a verdade, santidade não era um ritual, mas uma essência espiritual.


Pérolas: 

A principal referência sobre ela está no Evangelho de Mateus:

"O Reino dos céus também é como um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo o que tinha e a comprou. "Mateus 13:45-46

Pérolas, portando, está na passagem como sendo O Reino dos céus. Para entender melhor vamos ver de que modo nascem as pérolas: A pérola é o resultado de uma reação natural do molusco contra invasores externos, como certos parasitas que procuram reproduzir-se em seu interior. Para isso, esses organismos perfuram a concha e se alojam no manto, uma fina camada de tecido que protege as vísceras da ostra. Para se livrar do perigo o molusco faz um pequeno ferimento em seu interior e desse ferimento nasce a pérola. 

Foi  a custo de dor, sofrimento e também trabalho que o Reino dos céus chegou até nós. Jesus verteu seu precioso sangue para que tivéssemos acesso a Ele. Ele é o que nos livra da morte (invasores), da destruição eterna. Mas Jesus também nos ensina a nos protegermos dos perigos e armadilhas desse mundo preservando essa pérola de grande valor.


Relacionando as passagens:

As setenta semanas de Daniel: o que se cumpriu e o que virá.


 A figueira floresceu


Joshua Munguti

A profecia de Daniel de setenta semanas é a espinha dorsal de todas as profecias bíblicas para o fim dos tempos. Nenhuma profecia em toda a Bíblia é mais crítica para a compreensão do Fim dos Tempos do que as setenta semanas de Daniel, ela é a base ( raiz ) de todas as profecias dos tempos do fim.

Quando Daniel foi apresentado com a profecia das setenta semanas, ele estava na Babilônia, tendo sido levado ao cativeiro quando Israel foi conquistado nos tempos do profeta Jeremias. Ele provavelmente estava há cerca de oitenta anos na Babilônia,  e ele sabia que os setenta anos do cativeiro de Israel na Babilônia estavam quase acabados de acordo com a palavra de Deus ao profeta Jeremias ( Jeremias 25: 8-11 ). Ele se voltou para Deus em oração.

No primeiro ano de seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros o número dos anos, dos quais veio a palavra do Senhor a Jeremias, o profeta, que ele cumpriria setenta anos nas desolações de Jerusalém. E dirijo o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar, com oração e súplica, com jejum, saco e cinza (Daniel 9: 2-3).

Enquanto ele orava, o anjo Gabriel veio até ele.

Dn 9: 20-21: E enquanto eu estava falando, e orando, e confessando o meu pecado e o pecado do meu povo Israel, e apresentando a minha súplica perante o Senhor meu Deus pelo monte santo do meu Deus. Sim, enquanto eu estava falando em oração, até mesmo o homem Gabriel, que eu tinha visto na visão no início, sendo levado a voar rapidamente, tocou-me na hora da oblação da noite.

O anjo Gabriel trouxe sabedoria e compreensão à questão ( Dan 9:22 ) e é isso que vamos obter deste estudo da profecia de Daniel de setenta semanas: a sabedoria que o anjo Gabriel trouxe a Daniel.

Profecia de Daniel de setenta semanas

Dn 9: 24-25: Setenta semanas estão determinadas sobre o seu povo e sobre a sua cidade santa, para acabar com a transgressão e pôr fim aos pecados e reconciliar-se com a iniquidade, e trazer a justiça eterna e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos Santos. Saiba, portanto, e entenda, que desde a saída do mandamento de restaurar e edificar Jerusalém até o Messias, o Príncipe serão sete semanas e sessenta e duas semanas: a rua será construída novamente, e o muro, mesmo em tempos turbulentos .

Dn 9: 26-27: E depois de sessenta e duas semanas o Messias será cortado, mas não para si; ​​e o povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário; e o fim dela será com um dilúvio, e até o fim da guerra desolações estão determinadas. E ele deve confirmar o pacto com muitos por uma semana: e no meio da semana ele fará cessar o sacrifício e a oblação, e para a difusão de abominações ele o fará desolado, até a consumação, e aquele determinado será derramado sobre a desolação.

Antes de interpretarmos esta profecia para a sabedoria e entendimento, você tem que entender o significado de algumas palavras usadas na Bíblia.

Semana conforme usada na Bíblia

A palavra semana em hebraico é ' Heptad ' que significa sete.

O uso bíblico da palavra 'semana' significa um período de 7 anos (Uma semana = 7 anos).

Portanto, setenta semanas nesta profecia de Daniel significa;

70 semanas = 70 x 7 = 490 anos

O plano de Deus dentro de setenta semanas

Deus declara que 490 anos (setenta semanas) são decretados para o povo (Israel) e a Cidade Santa (Jerusalém).

Esses 490 anos estão determinados para ( Dan 9:24 ): -

  • Acabar com a transgressão,
  • Acabar com os pecados,
  • Fazer a reconciliação pela iniquidade
  • Trazer a justiça eterna
  • Selar a visão e a profecia, e
  • Para ungir o lugar santo

Em hebraico essas coisas parecem um pouco diferentes, mas muito claras e perfeitas. Deus diz que Ele determinou;

  • Restringir a transgressão (também traduzido como rebelião)
  • Selar os pecados (como se os guardasse em um recipiente lacrado)
  • Fazer expiação (pagar a pena) por sua iniquidade
  • Trazer em um estado de justiça eterna
  • Selar a visão e a profecia
  • Ungir (consagra) o lugar Altíssimo (santuário)

Em linguagem simples, Deus diz que Ele acabaria a rebelião contra Ele, tiraria os pecados e pagaria as penalidades que eles haviam acumulado, levaria o povo a um estado de justiça perpétua, cumpriria as profecias restantes e ungiria o Templo dentro do período de 490 anos.

As semanas cumpridas da profecia das setenta semanas de Daniel .