Ai das grávidas e das que amamentam - Mateus 24


Traduzido por Wilma Rejane
Blog em inglês: Alegria de uma jovem mãe

Ai das que estão grávidas e das que amamentam naqueles dias; pois haverá grande angústia sobre a terra e ira para este povo ”; Lucas 21:2

Pois eis que virão os dias em que dirão 'Bem-aventuradas as estéreis e os ventres que nunca geraram e os seios que nunca amamentaram.' Lucas 23:29

À primeira vista, podemos ficar um pouco confusos, o que Jesus está dizendo, por que Ele está destacando mulheres grávidas e que amamentam especificamente? Precisamos entender o contexto dessas escrituras.

Jesus está falando sobre os últimos dias,  na Grande Tribulação ... pois Ele diz que haverá grande angústia sobre a terra. É quando Jerusalém será tomada pelos exércitos do anticristo. No versículo 24 de Lucas 21 está escrito que "eles cairão ao fio da espada e serão levados cativos ..."

Mas por que Jesus menciona as mulheres grávidas e lactantes? Ele poderia ter dito ai dos idosos, ou dos enfermos. Ele poderia ter destacado vários grupos de pessoas diferentes, mas fala das mulheres, grávidas ou amamentando.

E Ele diz "ai delas". Ele até profetizou que naquela época as pessoas diriam "bem-aventuradas os estéreis e os seios que nunca amamentaram" (Lucas 23;29) .Eu me pergunto se, enquanto Jesus estava dizendo essas coisas, Ele viu em Sua mente a visão de uma mulher segurando seu filho recém-nascido com força contra o peito, uma expressão de horror e desespero em seus olhos quando ela viu os exércitos descendo sobre Jerusalém. 

Teria Jesus sentido o pavor das mães, ouvido seus corações batendo forte de medo do que aconteceria com ela e seu filho? Acredito que Ele tenha como alvo específico esse grupo de mulheres porque conhece o coração de uma mãe e é esse grupo que provavelmente terá a maior dor durante este tempo.

Você consegue imaginar a sensação que se abateria sobre uma mãe naquele momento de grande sofrimento? Mesmo se ela pudesse escapar, seu escape seria extremamente difícil se estivesse grávida ou carregando uma criança amamentando. Quão difícil seria para uma mãe de sustentar uma criança em seu útero durante esse tempo, se não tivesse comida ou se fosse levada em cativeiro? E se ela fosse condenada à morte e seu filho fosse tirado dela? E se ela testemunhasse outras mulheres grávidas sendo mortas pela espada?

A pátria Celeste e a pátria terrena



Wilma Rejane 

Hebreus 11:13 Todos esses viveram pela fé e morreram sem receber o que tinha sido prometido; viram-no de longe e de longe o saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos na terra. 

Por toda a Bíblia encontramos referência a estrangeiros. A história dos hebreus tem inicio com um estrangeiro chamado Abraão que sai da cidade de UR dos caldeus em direção a Canaã. Abraão peregrinou por muitos lugares, assentando tendas, fazendo projetos e conquistando amizades, sem contudo ter visto de permanência em qualquer território. Os descendentes dele, de igual modo, viveram como estrangeiros no Egito até serem libertados por um peregrino chamado Moisés.

Uma das traduções para "estrangeiro" na Bíblia é paroikia (Strong 3940): Forasteiros, estrangeiros, estranhos, hóspede temporário, não cidadãos, morando como exilado residente.

A estranheza  do estrangeiro consiste no fato de que ele não é dono, nem natural, mas vive em harmonia e aprendizado em terras alheias. E mais: o estrangeiro, como citado anteriormente, desafia a amar, a olhar para o outro como sendo nós mesmos. O fator estrangeiro, imigrante, está diretamente ligado ao mandamento maior do Reino de Deus que é: "Amar ao próximo como a ti mesmo" Lucas 10:27.

Quando um estrangeiro peregrinar convosco na vossa terra, não o maltratareis.  Como um natural entre vós será o estrangeiro que peregrinar convosco; amá-lo eis como a vós mesmos; pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o Senhor vosso Deus. Levítico 19:33,34

A vinda de Jesus está próxima, vivemos os dias de Ló!



Wilma Rejane

Nos dias de Ló é uma expressão usada por Jesus para definir a situação humana no fim dos tempos.

Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam ; Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos.  Assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar.”Lucas 17:28-30.

Nos dias de Ló a vida seguia o curso natural e o cotidiano era repleto “de cotidiano”: comer, beber, comprar, vender, tudo era tão necessário e urgente que não havia espaço para Deus. A chuva de enxofre chegou e encontrou em Sodoma e Gomorra, lugar de morada de Ló, homens fazendo coisas iguais ao que faziam todos os dias, e o que parecia ser uma bênção, na verdade, era maldição porque causava acomodação, estagnação espiritual.

O pecado de Sodoma é assim definido por Isaías:

Eis que essa foi à iniquidade de Sodoma, fartura de pão e próspera ociosidade teve elas e suas filhas, mas nunca amparou o pobre e o necessitado”, 16 :49.

E por Ezequiel:

" Ora, este foi o pecado de sua irmã Sodoma: Ela e suas filhas eram arrogantes, tinham fartura de comida e viviam despreocupadas; não ajudavam os pobres e os necessitados. Eram altivas e cometeram práticas repugnantes diante de mim. Por isso eu me desfiz delas conforme você viu.” Ezequiel 16:49,50

Desse modo, de acordo com o contexto Bíblico, nos dias de Ló,  a referência era a de uma sociedade corrompida pela gula, luxúria e cobiça. As pessoas haviam se tornado egoístas e insensíveis às necessidades do outro. 

Aqui encontram-se lições indispensáveis: "Prosperidade material nem sempre é indicativo de bênção", nos dias de Ló, foi indicativo de maldição. A bênção da prosperidade consiste em ser ela uma bênção para si e também para o próximo, é quando a gratidão pela provisão de Deus é tão vital quanto o servir ao próximo e este servir não significa dar tudo o que o outro pede, mas o que o outro precisa, assim interpreto. 

É interessante perceber –  isso me chama atenção –  que passados mais de quatro mil anos, milhares de gerações após os dias de Ló, os homens desta época ainda se assemelham aos homens daquela época. Jesus voltará, em um tempo que a ciência estará avançadíssima, a tecnologia terá produzido inventos eficientes e supermodernos, ainda assim haverá homens estagnados em seus cotidianos, fazendo todos os dias as mesmas coisas. O cotidiano estará ainda mais repleto “do cotidiano”.

É triste constatar o semelhante semblante entre a sociedade da era de Ló e a sociedade de hoje. O elo entre passado e presente deixou um rastro contínuo de ações que permanecem geração por geração. A corrida por alimentos, bens, consumo exagerado, luxúria e frieza no amor em relação ao outro. Os sinais da vinda de Cristo vão se cumprindo e sob a cúpula celeste, no âmbito terreno as sociedades se rivalizam em busca de sobrevivência. Nunca existiu tanta oferta de alimentos e ainda assim há fome. Há fome por comida, há fome por salvação da alma, contudo, as prioridades parecem sofrer inversão de valores; luxúria, orgulho, fama, tudo parece ser mais fascinante do que a santidade e o amor a Jesus Cristo.

A oração da mulher Cananeia e as novas tecnologias

 




João Cruzué

Vivemos em uma época de grande eficiência nas comunicações. Só para comparar, em 1996, vendi uma linha de telefone fixo por R$ 5.200,00. Hoje, com aquele dinheiro, eu poderia comprar uns dez bons smartphones e umas duas dezenas de linhas fixa. Além do telefone fixo,  temos hoje outras formas eficientes de comunicação: o Skype, Twitter, Whatsapp, Instagran, Facebook, Google+ e sistemas operacionais para todos os gostos, sendo os maiores [1]: o Androide, o iOS, o Windows Phone, Firefox.OS, Tizen, Ubuntu Touch, Synbian  e o Blackberry.

O interessante é que, mesmo com toda esta tecnologia, se ela não estiver ao alcance de uma antena, nada disso pode funcionar. Seu celular pode ficar mudo, talvez em um momento crítico, de extrema necessidade. Como cristão, devo acrescentar uma outra forma de comunicação, principalmente, para os momentos de grave crise. Sim senhor(a),  há uma linguagem de comunicação que funciona há mais de 4 mil anos e ainda não foi desbancada por qualquer tecnologia de comunicação: a poderosa oração.

Quase todos oram. Há orações curtas e orações longas. Orações decoradas e orações espontâneas, orações excelentes (mas que não sou ouvidas) e orações simples que são respondidas. Deus responde orações, mas não a qualquer oração. Através da oração, Jesus disse que é possível transportar um monte para o meio do mar. Um fato indiscutível é que através da oração é possível receber um milagre, a cura de um mal incurável e a solução de problemas insolúveis. No Evangelho está escrito: Para Deus não há nada impossível. A oração sincera, de um cristão justo e humilde - quando é feita dentro da vontade de Deus - é a coisa  mais linda e poderosa que alguém jamais viu. Esta poderosa forma de comunicação é gratuitamente dada  por Deus a quem dela quiser fazer uso.

Qual o significado da Dracma Perdida na parábola Bíblica?

 



Wilma Rejane

"Ou, qual é a mulher que, possuindo dez dracmas e, perdendo uma delas, não acende uma candeia, varre a casa e procura atentamente, até encontrá-la?E quando a encontra, reúne suas amigas e vizinhas e diz: Alegrem-se comigo, pois encontrei minha moeda perdida. Eu digo que, da mesma forma, há alegria na presença dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende" Lucas 15:8

Lucas 15 é uma sucessão de parábolas sobre a graça de Deus resgatando o homem do pecado. São três parábolas:1- A ovelha perdida resgatada pelo pastor,2- a dracma perdida resgatada pela mulher e 3-o filho pródigo resgatado do mundo pelo amor do pai. Jesus é o bom pastor da parábola 1,  O Espírito Santo de Deus é a candeia iluminada da parábola 2 e Deus é o Pai amoroso da parábola 3, essa é uma forma de interpretar e compreender o trabalho da Trindade na salvação do homem.

Neste artigo falaremos especificamente sobre a Parábola 2 (dracma perdida), uma vez que outros estudos já foram publicados sobre as demais parábolas. De inicio, selecionemos alguns aspectos que merecem nossa atenção:

1-O que era dracma, que valor tinha para aquela sociedade? 
2-Por que a mulher da parábola ficou incomodada com a dracma que se perdeu se ela tinha outras nove? 
3- A dracma se perdeu dentro de casa e não do lado de fora, em outro ambiente 
4-Era noite quando a mulher percebeu que havia perdido a dracma, senão: por que acender uma candeia para procurá-la? 
5- Por que ela não esperou o dia amanhecer para procurar? 
6- A candeia no contexto Bíblico 
7- A dracma se perdeu em segredo, mas foi encontrada com festa e publicação na vizinhança. 


Quando Paulo citou escritores não cristãos para evangelizar


De Matt Slick
Tradução: Wilma Rejane
Ministério Apologética e Pesquisa Cristã

Paulo citou descrentes pagãos no Novo Testamento? Sim ele fez. Mas, ele não os citou com o propósito de apoiá-los. Em vez disso, ele os citou aqui e ali para ajudar na defesa e divulgação do evangelho. Mas, para ele fazer isso, ele teria que estudar seus ensinamentos. Se Paulo pôde fazer isso, nós também podemos, contanto que estejamos colocando as citações no contexto apropriado, expondo o erro e ou construindo uma ponte pela qual possamos apresentar melhor a verdade da palavra de Deus.

Paulo citou Menandro no livro de Atos e em 1 Coríntios. Ele citou Epimênides no livro de Tito. Vamos dar uma olhada.

Atos 17:28 , "porque nele vivemos, nos movemos e existimos, como até mesmo alguns de seus próprios poetas disseram: Pois também nós somos seus filhos.'"

A primeira parte do versículo 28 vem de Crética de Epimênides, e a segunda parte do verso de Hino a Zeus, escrita pelo poeta cilício Arato. Com certeza, ambas as linhas foram dirigidas a Zeus na literatura grega, mas Paulo aplicou-os ao Criador de quem ele falou.  1

Paulo citou "Pois também nós somos seus filhos"  de um poema astronômico de Arato, um compatriota grego do apóstolo, e seu predecessor por cerca de três séculos. Mas, como ele sugere, o mesmo sentimento pode ser encontrado em outros poetas gregos. Eles queriam dizer isso, sem dúvida, em um sentido panteísta;  o apóstolo utiliza para seu próprio propósito - ensinar um teísmo puro, pessoal e espiritual. " 2

1 Cor. 15:33 , "Não se deixe enganar: As más conversações corrompem a boa moral.  O verso é um ditado popular criado por Menandro (século 4 a 3 a.C), um poeta cômico, que provavelmente o tirou de Eurípides [Sócrates, História Eclesiástica, 3.16]." 3. Era um ditado comum na época de Paulo, talvez tirada por Menandro de uma peça de Eurípides" 4

Tito 1:12 , “Um deles, seu próprio profeta, disse:“ Os cretenses são sempre mentirosos, bestas malignas, glutões preguiçosos ”.

A Covid19 e a segunda vinda de Jesus


Wilma Rejane

Estamos vivenciando um momento de grandes mudanças no planeta, a pandemia Covid19 chegou expondo fragilidades no funcionamento dos sistemas que regem a política mundial: economia em colapso,saúde, educação, religiões, tudo foi abalado! Ainda que o vírus tenha sido criado em laboratório, em cumprimento a uma agenda que visa a implantação de um governo global; a articulação humana por trás de tudo, não elimina de modo algum a sequência apocalíptica, de eventos finais, criados por Deus para a transição de novos céus e terra. Tudo cooperará para o cumprimento das profecias Bíblicas.

Apocalipse 21:1 "Depois vi um novo céu e uma nova terra. O primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido e o mar já não existia mais."

Estamos ainda no período das dores de parto, contudo,acredito que essas dores estarão se intensificando após 2020. A vinda de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo está próxima e os sinais estão em toda parte.Ao tempo em que tragédias acontecem, os propósitos de Deus vão se cumprindo e o tempo para arrepender-se é chagado. Desde o princípio, da lei aos profetas, de João Batista aos apóstolos, entre a Arca da Aliança e o derramar do Espírito Santo sobre os homens dessa era (Atos 2), Deus chama um povo para nascer novamente em espírito a fim de participar do Reino dos céus (João 1:12-14).

Sem dúvida é tempo de valorizar os recursos dados por Deus como água, energia, entre outros. Os bens essenciais para sobrevivência precisam receber maior atenção do que bens que demonstraram não ter qualquer valor em tempos como o que estamos vivendo. Por exemplo: máscaras e álcool em gel ganharam status que antes não tinham em detrimento de roupas e perfumes de marca. A menos que se tenha muito dinheiro, não é o caso da maioria dos brasileiros, esbanjar é muito arriscado perante a instabilidade econômica e de outras ordens que afetam diretamente a qualidade de vida. Sobretudo, é tempo de arrepender-se, de orar incessantemente,de buscar santidade, discernimento, direção.

A voz dos falsos profetas está ecoando todos os dias, capturando corações por meio do medo e preocupações. Que a busca por Deus não seja por meio do medo ou do apego a essa vida, mas pela certeza de que Jesus Cristo é o elo que nos liga a Deus e a todo o plano de redenção humana (João 3:16). Ainda que seja por meio da dor, do desespero, das catástrofes, dos sinais, é pela fé, esperança e amor que Cristo nos resgata para Ele (I Coríntios 13). É por amor que Deus corrige, envia juízo sobre a terra e aguarda arrependimento dos corações.

Cuidado com as falsas esperanças







Autor:

No clássico livro de ficção de George Orwell, A Revolução dos Bichos, o autor descreve eventos em uma fazenda em que os animais se rebelam contra o fazendeiro e o expulsam. A partir daí, os próprios bichos implantam uma democracia em que todos seriam iguais. Infelizmente os porcos, ajudados pelos cães, começam a explorar os demais animais, enganando-os para ganhar mais e mais poder. Uma das tramas descreve o cavalo Sansão, que trabalha muito duro pela comunidade, crendo cegamente na promessa de que logo poderá se aposentar e viver confortavelmente no pasto. No entanto, quando ele adoece de tanto trabalhar, os porcos prometem levá-lo a um hospital veterinário. Quando o “hospital” vem buscá-lo, um dos animais lê na lateral do caminhão: “Matadouro de Cavalos, Fabricante de Cola... Peles e Farinha de Ossos. Fornece para Canis”.[1] Os porcos explicam que o hospital comprou o caminhão do matadouro e esqueceu de trocar a placa. E, mesmo que após alguns dias os porcos anunciem que Sansão morreu no “hospital”, os demais animais respiram aliviados, pois, segundo o autor, “eles nunca perderam a esperança”.

A obra é uma clara crítica a qualquer sistema totalitário, em especial ao comunismo. No entanto, apesar do estilo um tanto deprimente, o autor aponta com muita propriedade como somos suscetíveis a falsas esperanças. Na obra, o cavalo Sansão trabalhou até adoecer pela esperança de uma aposentadoria confortável; ao nosso redor, homens e mulheres correm desesperadamente atrás daquilo que, esperam eles, vai lhes trazer felicidade. Um dos amigos de Jó afirmou:

Esse é o destino de todo o que se esquece de Deus; assim perece a esperança dos ímpios. Aquilo em que ele confia é frágil, aquilo em que se apoia é uma teia de aranha. (Jó 8.13-14)

O ser humano precisa de esperança. Provérbios 13.12 afirma: “A esperança que se retarda deixa o coração doente, mas o anseio satisfeito é árvore de vida”. Sabendo dessa necessidade humana por esperança, o mercado das falsas esperanças prospera o tempo todo. Basta olhar um comercial ou as promessas de qualquer ideologia. Muitos, alguns até mesmo depois de se tornarem discípulos de Cristo, cedem às tentações das falsas esperanças. Não é sem razão que Paulo nos alerta em Efésios 5.6: “Ninguém os engane com palavras tolas...”.

Pequenas orações; grandes transformações.




Wilma Rejane

Fazer um estudo sobre oração é algo complexo por dois principais motivos: 1- Pela magnitude do tema; 2- Pela variedade de sentidos. Falar em oração pode significar dogmatizar, criar doutrinas e fórmulas que não condizem com a verdade Bíblica uma vez que é impossível limitar o que não se limita, pois somente Deus conhece os reais motivos do coração de quem ora, respondendo as mais diversas formas de oração. Portanto, para não incorrer em erro,  me detive a escrever sobre um aspecto especifico da oração: orações curtas.  Orações que impressionam pela forma como foram feitas. com poucas palavras, sem palavra alguma, mas abriram as portas do céu para realizar feitos inéditos, maravilhosos!  

Comecemos por uma conhecida oração no Antigo Testamento: a oração de Jabes. Ela está entre genealogias, nomes e sobrenomes, em meio aos  registros, é feita uma pausa para comentar sobre alguém que chamou à atenção de Deus pela forma que orou: "E foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; e sua mãe deu-lhe o nome de Jabez, dizendo: Porquanto com dores o dei à luz. Porque Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Se me abençoares muitíssimo, e meus termos ampliares, e a tua mão for comigo, e fizeres que do mal não seja afligido! E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido." I Crônicas 4:9-10

O nome Jabes significa sofrimento. Este homem não aceitou ser maldito, derrotado. A herança explicita em seu nome foi renegada em virtude da fé em um Deus amoroso que se importa com as necessidades humanas. Jabes descobriu que podia ser abençoado e não desperdiçou oportunidades. Se moveu em direção a Deus, com todo seu coração e foi atendido. Penso que as pessoas ao chamá-lo pelo nome, fazerem referência à sua pessoa comentavam: Jabes? Esse nome não combina com você. Jabes é prova do amor de Deus, alguém cuja essência abençoada ultrapassa à materialidade da letra (Jabes).