Sobre não desistir de orar

 


Wilma Rejane

Há momentos que não encontramos explicação para alguns acontecimentos de nossas vidas; a morte ou separação de alguém querido, uma doença que não cura, um fracasso financeiro e assim sucessivamente. O devir é imprevisível e se não somos capazes de prever o futuro, tão pouco de decifrá-lo. Para quem crê em um Deus Criador, que rege todas as coisas, é Nele que se encontram as respostas, ora reveladas, ora em segredos permanente. Para conforto nosso, o não de Deus, não significa Sua ausência em nossas vidas, visto que a Bíblia relata que servos amados do Senhor também experimentaram momentos de angústia e de terem o "não" como respostas a orações.

A vida é mistério e muito do que se passa conosco só será esclarecido quando não mais vivermos, essa esperança na eternidade, tanto é motivo de conforto, como de desespero, mas jamais deverá ser  causa de abandonarmos a fé: “Nada há encoberto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido.” Lucas 12:2.  Portanto, amados, se nesse momento atravessamos o vale da sombra da morte, saibamos que desse mesmo vale ressurgirá a luz e que apesar dos pesares, nossa confiança na soberania de Deus deve ser a causa de toda nossa expectativa futura. 

“...Quando andar em trevas, e não tiver luz nenhuma, confie no nome do Senhor, e firme-se sobre o seu Deus. “ Isaías 50:10

Eles ouviram o "não" de Deus

Paulo em Tessalônica: uma igreja em três semanas



 Autoria: João Cruzué

Quando Paulo estava em Trôade, ele teve uma visão. Um moço apareceu diante dele, trazendo esta mensagem: "Passa à Macedônia e ajuda-nos!". Paulo estava acompanhado de Silas. A caminho da Macedônia eles desceram no porto de Trôade. Dali, seguiram em frente até Filipos. Aqui os dois, depois de expulsar um espírito de adivinhação, levaram uma tremenda surra. Saindo do cárcere e da cidade, foram para Tessalônica, a Capital da província romana da Macedônia. E, bem no Centro da Macedônia, eles pregaram o Evangelho durante três sábados e ficaram ainda por mais uma semana. Nestas três semanas a  Igreja dos cristãos em Tessalônica foi semeada e não morreu.

Paulo seguia a mesma metodologia de pregação do Evangelho. Na cidade onde chegava, primeiro se dirigia à comunidade judaica - o plano "A". Durante três sábados ele disputa com os rabinos da Sinagoga da cidade. Tessalônica possuía 200 mil habitantes, na época. Paulo ensinava corretamente que o Cristo morto em Jerusalém era o Messias prometido, o Siló do Pentateuco. Alguns judeus se ajuntaram a Paulo e Silas. Também, veio com eles uma grande multidão de gregos religiosos e não poucas senhoras distintas da cidade.

Descontentes com o Evangelho pregado por Paulo, a maioria dos líderes da sinagoga tentaram calar a sua boca. Foram até às autoridades locais e disseram: "Aqueles que estão alvoroçando o mundo, chegaram também aqui. Também estão falando de um outro rei no lugar de César". Procuravam tirar a vida de Paulo e Silas. Acabaram assaltando a casa de Jasom. Jasom foi levado às autoridades, deu seu depoimento e foi mandado de volta para casa. Paulo e Silas tiveram que sair à noite, escondidos,  e dali seguiram para Bereia. Paulo pediu para que Silas e Timóteo retornassem à Tessalônica, para concluir o discipulado dos novos convertidos.

Quando Timóteo voltou de Tessalônica, fez um relato da situação da Igreja.  Depois de ter ouvido atentamente, Paulo escreveu a sua primeira Carta aos Tessalonicenses,  complementando o ensino que não teve tempo de terminar e respondendo as dúvidas sobre os mortos e a ressurreição, que Timóteo não soubera explicar.

Mas não é sobre dados históricos que gostaria de meditar com você.

Estou escrevendo este texto, para relatar minha visão das coisas que aconteceram durante aquelas três semanas que Paulo esteve pregando o Evangelho em Tessalônica.

Paulo disse uma frase muito importante no primeiro capitulo, v.5: "Porque o nosso Evangelho não foi pregado somente em palavras, mas também com poder e no Espírito Santo..."

Eu posso ver Paulo pregando no primeiro sábado naquela sinagoga. Certamente, ele fora apresentado aos presentes e, quando lhe foi dado a oportunidade, foi direto, dizendo que Jesus Cristo, o judeu pregado na cruz, há alguns anos lá em Jerusalém era o filho de Deus, o Messias prometido pelas escrituras. Disse sem receio que ele morreu e foi ressuscitado pelo poder do Espírito Santo e, que depois disso, subiu aos céus e está assentado à direita de Deus. Neste ponto, os líderes da sinagoga ficariam vermelhos de surpresa com aquela "heresia" inaceitável. Para um judeu ortodoxo, Deus é único e não tem filho. Foi exatamente por isto que mataram o Cristo.

No segundo sábado, eu posso ver uma sinagoga abarrotada de pessoas. Paulo, com sabedoria, não começa a pregação provocando os judeus, mas começa a falar do grande amor de Deus em se abaixar até a humanidade para contemplar suas misérias. Homens e mulheres perdidos, com os corações vazios, sem o conhecimento verdadeiro da vontade de Deus. À medida que Paulo prega, o Espírito Santo começa a compungir os corações de vários ouvintes. Alguns começam a chorar copiosamente, outros clamam por misericórdia a Deus. Certamente havia entre os presentes, pessoas enfermas, oprimidas  e até possessas de demônios. Sob a palavra de autoridade de Paulo, os demônios saem, os doentes são curados,  os que sentiam o fardo dos pecados encontram o perdão de Deus.

No terceiro e último sábado, eu também posso ver uma sinagoga com muito mais gente que das duas vezes anteriores. Paulo começa a pregar e Espírito Santo começa a mover o coração de gregos e judeus, homens e mulheres. Paulo não consegue mais pregar. Muitos novos convertidos batem palmas, saltam de alegria e  começam a falar em línguas estranhas. Não são as palavras de Paulo, mas o poder de Deus e  a ação do Espírito Santo é que dirigem a liturgia do culto. O mesmo Pentecoste dos dias dos apóstolos se repete em Tessalônica.

Os líderes dos judeus, irritados e com inveja, veem um escândalo em toda aquela manifestação. Decidem proibir a Paulo que volte na Sinagoga para continuar pregando  aquelas "heresias". Concluem que era a ação de "demônios" o comportamento descontrolado e profano das pessoas, principalmente de gregos. Com certeza, eles tinham de que todos seguissem após  Paulo, deixando a sinagoga vazia. Tinha a questão financeira no meio disso, o medo de ficar de bolsos vazios falou mais alto que  o temor de Deus.

Paulo e Silas, começam a pregar o Evangelho nas casas dos "gentios". Entra em ação, o plano "B". A casa de Jasom era um dos lugares onde Paulo passou a ensinar. A situação torna-se muito perigosa e os missionários tiveram de fugir, à noite, para Beréia para não perder suas vidas.

Atrás de si, deixaram uma Igreja ardendo no espírito pelo fogo do Espírito Santo. Foram poucos dias, de pregação. Não houve tempo para terminar o discipulado. No pouco tempo que teve, Paulo visitava os novos convertidos em suas casas, orava pelos enfermos e o Espírito Santo era concedido pela imposição das suas mãos, do mesmo jeito e poder com que recebeu, lá no passado, aquela oração de Ananias: "... Irmão Saulo, o Senhor Jesus que te apareceu no caminho de Damasco, me enviou, para que tornes a ver e seja cheio do Espírito Santo..."

Na sua primeira Carta, Paulo lembra aos tessalonicenses que o Evangelho pregado por ele não consistia de teoria e saliva, mas do puro poder de Deus e da presença do Espírito Santo.

-Regozijai-vos sempre.

-Orai sem cessar.

-Em tudo dai graças...

-Não extingais o Espírito.

-Não desprezeis as profecias.

-Examinai tudo, mas retende só o bem.

-Abstende de toda aparência do mal.

-E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo...

O ecumenismo no jardim do Éden

 


Wilma Rejane

Não sei precisar quantas  vezes  li o relato da criação do universo sendo renovada na fé e na certeza de que vivemos sob o olhar de um Deus sábio e misericordioso. Onde quer que estejamos somos observados. Não há dia ou noite, altura ou profundidade que escape à ação Divina. No Gênesis Bíblico o homem encontra respostas para as origens, é elucidativo o fato de existir uma causa revelada para os mistérios que permeiam a mente humana. No principio você e eu fomos criados para a vida terrena e eternidade! No Gênesis,  a pureza humana se perdeu, a essência se corrompeu e passamos a ser imperfeitos,  absolutamente carentes de restauração.

No principio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia, e havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” Gênesis 1:1-2.

Criou = bara (Strong 01254) = Formar, modelar, esculpir, recortar.

A humanidade teve inicio com o primeiro Adão e se encerrará com o segundo e último Adão que é Cristo: “ Pois, da mesma forma que em Adão todos morrem, em Cristo todos serão vivificados.” I Cor. 15: 22 e outra vez se escreve: "O primeiro homem, Adão, tornou-se um ser vivente; o último Adão, espírito vivificante.” I Coríntios 15:45. Um representou a queda da humanidade e o outro a Redenção.

E se Deus tem a conta do primeiro e do último, não teria a conta de mim e de você? Aquele vazio que existia no principio foi preenchido também por nós , cada pequeno espaço onde pisam nossos pés está sobre os cuidados de quem o criou. Detalhe: E Ele criou com a ordem de que teríamos condições de dominar, baseados inclusive na liberdade de pensamentos e escolhas.

“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai.” Gênesis 1:26-28

Ao criar a natureza: animais, plantas, sol, lua, estrelas, vales, montanhas, oceanos, se lê: “E viu Deus que tudo era bom” Gênesis 1:25. Mas ao concluir a criação do homem e da mulher, se lê: “ Deus os abençoou”. Somos abençoados desde o principio. 

A oração de Larissa Mutti na árvore que voltou a florir


Fonte: Point Rhema

A experiência de fé de Larissa Mutti viralizou nas redes sociais e impactou sua família e vizinhos.

Uma árvore seca pode começar a florescer milagrosamente em instantes? A experiência de fé de uma família em Araçatuba, no interior de São Paulo, mostra que sim. “Aconteceu diante dos meus olhos, foi imediato”, disse ao Guiame a bancária Larissa Galvan Mutti.

Em frente à casa da família Mutti, havia uma árvore que tinha apenas folhas, mas nunca havia florescido — embora todas as outras árvores da rua estivessem repletas de flores. Na tarde de 18 de agosto, Larissa disse a seu filho mais velho, Mateus, de 14 anos, que sentiu que precisava ungir a árvore.

“O Mateus disse: ‘Mãe, mas você vai ungir uma árvore?’ Eu joguei um monte de óleo nela e declarei palavras de bênção: ‘Eu te abençoo, você é frutífera, você é florida, você é abençoada e eu declaro vida sobre você’. E entrei para dentro [de casa]. O Mateus disse: ‘Nossa mãe, imagina amanhã está cheio de flores? Eu falei: ‘Eu tenho fé para isso’”, relata Larissa no vídeo, que viralizou nas redes sociais. 

Na noite do mesmo dia, a família saiu para jantar. Na volta, Larissa reparou que uma pequena flor estava nascendo na árvore. “O Senhor me disse: ‘Não nasceu uma, vão nascer várias. Vá para trás da árvore’. E quando a gente foi para trás da árvore, começou a nascer [flores] diante dos nossos olhos. A árvore está florindo agora, nesse exato momento, para a gente ver que a palavra tem poder”, contou Larissa.

Impressionado com o que estava vendo, Mateus começou a chorar. “Meu Deus, estou tremendo”, disse o garoto. Larissa então completou: “Meu filho está chorando, porque se Deus faz isso com uma árvore, o que Ele não pode fazer na sua vida?”


 


 Larissa é casada com Tiago, com quem tem três filhos: Moisés, de 1 ano, Miguel, de 9 anos e Mateus, de 14. Em entrevista ao Guiame, ela disse que essa experiência foi muito importante para seu filho mais velho, que costuma ser o mais racional de sua casa.

Um pedido de socorro da igreja cristã na China


Asia Harvest
Edição especial
Julho 2022

Caros amigos,

Por décadas, nos esforçamos para compartilhar abertamente notícias e pedidos de oração da Ásia, enquanto procuramos ajudar o povo de Deus a estender o reino de Jesus Cristo. Neste boletim, temos um profundo encargo para compartilhar com você, e pedimos suas fervorosas orações e intercessão por nossos irmãos e irmãs nas igrejas domésticas chinesas. Eles estão agora passando por um julgamento de fogo que é mais feroz do que qualquer coisa experimentada na China desde a Revolução Cultural dos anos 1960 e 1970.

Nos últimos 18 meses,  a situação dos cristãos na China piorou dramaticamente.  No início, hesitamos em compartilhar publicamente novas informações da China por alguns motivos. Algumas das notícias que recebemos dos líderes da igreja são tão terríveis que a maioria dos crentes ao redor do mundo simplesmente não acreditaria se contássemos a eles. Também queríamos garantir que essas coisas não fizessem parte de uma repressão de curto prazo, pois ao longo dos anos vimos várias temporadas de perseguição indo e vindo na China. No entanto, acreditamos que agora é hora de apresentar os fatos conhecidos, para ajudar as pessoas a entender o que nossos irmãos estão vivenciando.

Também compartilhamos vários links para páginas da web nesta mensagem, para ajudar as pessoas a saber mais sobre a situação a partir de outras fontes. Por favor, reserve um tempo para ler estes artigos.

* O presidente Xi Jinping - que está prestes a ter a constituição alterada para permanecer no poder pelo tempo que desejar - levantou preocupações entre os cristãos há cerca de três anos, quando falou sobre a necessidade de controlar a "religião ilegal". A perseguição piorou marcadamente desde então, e centenas de pastores de igrejas domésticas desapareceram nos últimos anos. Muitos foram considerados mortos. Outros estão mantidos em "prisões negras" - instalações secretas onde são torturados sem piedade. Quando alguém entra em uma prisão negra, geralmente nunca mais se ouve falar dele.  Suas famílias não têm idéia de seu paradeiro, e todas as comunicações cessam.

* É improvável que você ouça muitas informações novas da Igreja na China, porque a maioria das organizações missionárias que trabalham na China foram alvos nos últimos anos. Milhares de cristãos estrangeiros foram expulsos do país, enquanto os grandes ministérios de 'perseguição' viram seus contatos chineses presos. O resultado é que as notícias sobre a Igreja na China estão se tornando difíceis de acessar. O governo parece estar  tentando jogar um cobertor sobre a Igreja , para que o resto do mundo não possa ver ou ouvir o que está acontecendo dentro do país.

* A atividade cristã na China tem sido rigorosamente monitorada, devido à presença de dezenas de milhões de câmeras de reconhecimento facial que surgiram em todas as cidades e vilas, e agora até em vilarejos. Os dados dessas câmeras são alimentados em uma enorme rede de computadores 24 horas por dia. Usando 'inteligência artificial', alertas são enviados à polícia se os computadores detectarem qualquer atividade suspeita, como um grupo de cristãos reunidos em um local para culto ou estudo bíblico. Nós encorajamos você a assistir ao seguinte vídeo curto  da BBC. É preocupante, mas ajudará você a entender os desafios enfrentados por nossos irmãos e irmãs na China:

http://www.bbc.com/news/av/world-asia-china-42248056/in-your-face-china-s -estado que tudo vê

Nos dias de tribulação

 




João Cruzué

Para que servem os dias de angústia e desassossego que nos sobrevêm com a força de uma tempestade e nos fazem chorar, soluçar, sofrer, desesperar...? Diante deles nós paramos e perguntamos por que o Senhor permite tempos tão difíceis. Olhando para trás, hoje, eu posso ver que Deus prepara consoladores em meio às tribulações para consolar outros com as mesmas consolações maravilhosamente descritas no primeiro capítulo da segunda carta de Paulo aos Coríntios.

Os dias de tribulação não são de forma alguma agradáveis. Eles são permitidos por Deus para nosso crescimento como pessoas e como cristãos. Somos tentados a levar uma vida sem compromisso, pouco compromisso ou satisfeitos com os objetivos que temos. Deus, por outro lado, tem plano, missões especiais para cada um de nós. Sem tribulações, talvez, não cheguemos ao belvedere de onde podemos avistar ao longe os propósitos dele.

Quando me lembro dos anos de muito prejuízo e tribulações passados eu não mais me sinto deprimido, mas agradecido e, não raro, meus olhos molham de gratidão. É pura realidade que as Igrejas onde congregamos e servimos nos serviram de telhados de vidro. Críticos. Em tempos ruins a Igreja tem defeitos que crescem aos nossos olhos. Nos sentimos pequenos e abandonados pelos irmãos. Coisa parecida sentiu Jesus no Getsêmane. A mesma solidão e a sensação de desamparo. A missão de Jesus era redimir e reconciliar homens e mulheres distanciados com o Criador. Nós nem sempre sabemos para onde vamos e qual é o grande propósito de Deus para nossas vidas.


É durante a tribulação que os espinhos nos ferem, que as humilhações nos dobram o pescoço e podemos contemplar a poeira e o chão. Debaixo desse temporal as sementes enterradas mais profundamente vêm aflorar à superfície. É nesse tempo que nós costumamos conversar mais com Deus. Perdemos a timidez. Até chamar nosso Deus de Paizinho. Aba Pai. Lembrei-me disso ao reaver de memória aquela carta de uma senhora judia mandou aos filhos, a poucos dias da deportação para os campos de concentração da Polônia. "Filho" não se esqueça de orar ao nosso Paizinho...

Das pedras no caminho

 


Wilma Rejane

Pedras no caminho são como obstáculos que ou ferem nossos pés ou nos obrigam a mudar de direção. Pedras são problemas a serem vencidos,  como vencer? Amparando-se em Deus. Ainda assim, de fé em fé, na caminhada da vida é possível que as pedras permaneçam. Há porém, grande força em caminhar com um coração cheio de paz e confiança, estando no centro da vontade de Deus, servindo- O da forma que Ele nos capacitou para servir.

A vida está difícil? Prossigamos! Jesus disse que "cada dia guarda o seu próprio mal" (Mateus 6:34). Um dia de cada vez, sem se desesperar . Exerçamos com paciência a jornada que Deus reservou para nós, não nos conformando com este mundo (Romanos 12:2), porém, inteiramente confortados nas promessas do Evangelho que é abrigo para todas as horas, em qualquer lugar e circunstâncias.

Fé e pedras. Caminhos que se contrastam pelas leis da física,  química, das coisas visíveis e invisíveis. João Batista, apontou para as pedras à beira do Rio Jordão e disse que delas Deus poderia suscitar filhos de Abraão;  do imobilismo,  palidez, frio e insensibilidade, algo novo e bom nasceria.

“ ...Até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão.” Lucas 3:8

Das muitas pedras que ferem nossos pés na estrada da vida, pela fé e coragem, podem se erguer fortalezas. Ajunte-as, arrume-as em um canto sabendo que serão memorial para uma nova história. Um memorial tal qual Betel, que significa "Morada de Deus" que foi erguido com pedras pelas mãos de Abraão, em um tempo de muitas dificuldades, fome e seca. Ele então "ajunta as pedras" e ora a Deus em Betel, deixando ali um marco de mudanças.

No ombro de Deus Pai

 

Wilma Rejane


" Atravessou Abrão a terra até Siquém..." Gn 12:6

Você pode sentir o tamanho da benção escondida nesse pequeno verso Bíblico?  Nunca ouvi qualquer pregação sobre essa passagem e acredito mesmo que ela não chama a atenção dos leitores. Não chamava minha atenção, até o dia em que um : "pare, escute, preste atenção" me sacudiu de tal forma que me vi agradecendo a Deus por todas as vezes em que Ele me permitiu "atravessar Siquém". 


Sobre Siquém:

Siquém está situada no vale estreito entre o monte Gerizim e o monte Ebal, aproximadamente 65 quilômetros ao norte de Jerusalém. Em hebraico Siquém significa "ombro", esse significado descreve muito bem o valor do lugar para os Israelitas na conquista da terra prometida e também nos oferece  razões de relacionar Siquém com "vale do crescimento espiritual, da obediência". Siquém, ombro de Deus.

Foi esse o lugar escolhido por Deus para Abraão iniciar sua caminhada, para Moisés declarar as bençãos e as maldições (Deuteronômio 27), onde Josué reuniu os Israelitas para convocá-los seguir a Deus (Josué 24), onde Jacó se fixou ao retornar a Mesopotâmia: "e foi ali que ele purificou sua casa dos deuses estranhos, enterrando todos os seus ídolos debaixo de um carvalho" (Gn 35.2,4). Por fim Siquém é o lugar onde José foi enterrado "Kever Yosef", túmulo de José. Em Outubro de 2000 os palestinos, em total desrespeito a palavra de Deus, destruíram o túmulo de José para construir uma mesquita.

Nossos passos em Siquém

A travessia para Siquém, foi o primeiro passo de Abraão com destino a terra prometida .  Ainda faltava muito chão para chegar ao destino final, mas ele se moveu, arriscou deixar para trás o lugar que nada mais poderia lhe oferecer e seguiu ao desconhecido, porém acompanhado dAquele que conhece todas as coisas. E  Deus com ele permitindo que seus pés caminhassem sem tropeçar, que seus camelos e servos gozassem de boa saúde e disposição para segui-lo.

Abraão deixou o conforto, para viver os conflitos e crescer na fé.

Você já parou para pensar a maravilhosa benção,  proteção e providência Divina que há em cada passo nosso? Em cada travessia?  Cada travessia é um favor, por menor que seja a distância. O primeiro passo é tão ou mais importante que o último. Se Abraão não tivesse "atravessado a terra até Siquém", não teria percorrido os mais de 2.400 km realizando todas as promessas de Deus para Ele.


Agosto: um mês de boas lições!


Autor: Pastor Armando Vanelli

Então, eis que já estamos em Agosto. Isso mesmo, parece que o 1º de janeiro foi ontem. O tempo tem passado numa velocidade descomunal, mas com certeza são as nossas múltiplas atividades que fazem com o tempo urja tão veemente. Mas, se chega um novo mês, um novo tempo, é sempre bom deter-se sobre ele. Por exemplo, Agosto é um mês muito interessante, além de ser o segundo mês do segundo trimestre do ano, é um mês que dá mostras da transição do inverno para a primavera.

E Agosto tem ainda uns resquícios do inverno que se esvai com uma  brisa quase que diuturna. Com esse vento constante desperta nos meninos um forte estímulo para empinar pipas, e muitas delas estão por todos os cantos da cidade. Nos parques, nos descampados e até mesmo entre o emaranhado de fios elétricos e telefônicos surgem com as mais variadas formas e cores que no lindo céu azul as pipas embelezando o ar e vindicando uma acirrada disputa entre os empinadores, com destaque a altura, manobras e "taios", tentando cada um prevalecer com a sua arte o maior tempo possível no ar.

Hoje, na modernidade, qualquer garoto faz uma pipa com facilidade. Há papéis, varetas e colas especiais para a confecção das pipas, que a cada região tem um nome: quadrado, maranhão, papagaio, pandorga ou raia. No meu tempo de garoto não era fácil fazer um pipa. Em princípio o que se conseguia era folha de papel da embalagem do macarrão Maravilha (lembra disso?), uma cola de trigo ou de sabão e as varetas de bambu que se cortava de uma taquara e com uma pequena faca trabalhava-se para dar a devida curvatura no arco do pipa.

Mas por trás dessa brincadeira, sempre havia algo que me impressionava, por exemplo, a condição de cada garoto que empinava sua pipa. Eu sempre tinha algum retrós de linha de costura que ganhava de alguém, mas havia alguns meninos mais afortunados que traziam em suas maquininhas de soltar pipa, 2 ou 3 carretéis de linha de ótima qualidade, havia uma marca muito popular entre os pipeiros que a linha Corrente, e cada carretel tinha 131 jardas ou 120 metros cada. A considerar 3 carretéis de linha soltos para uma pipa, 360 metros era uma considerável altura, e as pipas se perdiam de vista.

Residindo num simples bairro chamado Vila Bazani em Itapira,SP, e ali nas imediações havia um menino chamado Vineu, Vineu Piolo e ele era uma espécie de um professor Pardal dos arrebaldes, fazia uma engenhocas para empinar pipas e usava até 5 carretéis de linha, logo, era o campeão em altura naquela redondeza.

Chegava Agosto,  a lição de casa ficava para depois. Todos no largo 13 de Maio, praça da famosa festa de 13 de Maio, e toma de levantar e empinar viva. As horas voavam, e ao anoitecer retornávamos ás nossas casas. Uns alegres pela proeza de ter conseguido por o seu pipa lá nas alturas, outros cabisbaixos porque a linha se rompeu e adeus ao colorido brinquedo.