Deus não esqueceu de você



 "Deus não esqueceu de você"

Ao ouvir essas palavras, fui inundada de emoção, eu não tinha percebido o quanto precisava ouvir isso. Enquanto as lágrimas escorriam pelo meu rosto,  entendi o quão solitária e esquecida estava me sentindo. Eu estava no momento mais sombrio da minha vida. Meu marido havia deixado nossa família, meu corpo estava se deteriorando e eu era mãe de duas filhas adolescentes raivosas que não queriam nada com “meu” Deus, me senti despercebida.

“A certeza de que Deus está conosco é o dom mais precioso que temos no sofrimento.”

Mas, de alguma forma, saber que Deus não havia me esquecido me estimulou a confiar Nele com esperança renovada. Essas palavras simples transformaram minha mente e me ajudaram a focar nas verdades que eu precisava lembrar. Que o Senhor estava comigo e me sustentaria durante as provações. Que Deus estava usando meu sofrimento para realizar algo muito maior do que eu podia ver ou entender e que minha dor não duraria mais do que o absolutamente necessário.

Essas verdades me fundamentaram. E essas três garantias ainda são o que me fundamenta hoje.

1. Deus estará comigo.

A certeza de que Deus está conosco é o dom mais precioso que temos no sofrimento.

É claro que, como cristãos, sabemos que Deus está sempre conosco e que não há para onde fugir de sua presença ( Salmos 139:7–8 ), mas sentir a presença e o conforto de Deus é diferente. Deu-me alegria quando estava desanimada ( Salmos 16:11 ), revigorou-me quando estava cansada ( Atos 3:20 ) e tirou meu medo quando estava em águas profundas ( Isaías 43:2 ). A presença de Deus tem sido mais evidente para mim no sofrimento do que em qualquer outro momento, tornando-o um tesouro inestimável das trevas ( Isaías 45:3 ).

Os vasos da grande casa

 


"Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra. De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra." 2 Timóteo 2:20,21

Manter a prata limpa não é tarefa fácil. Minha mãe era negociante de prata, hoje eu e minha esposa trabalhamos com prata e entendemos um pouco do assunto. Em certa ocasião, minha mãe nos presenteou com talheres de prata, ela passou horas lustrando cada peça até poder ver seu reflexo, em seguida colocou os talheres em sacos plásticos onde o ar não pudesse tocá-los. Sabemos que ao tirar dos sacos plásticos, os talheres novamente precisarão ser limpos pelo contato com o ar.

Também possuímos jogos de chá de prata que exibimos em bufês antigos. Quando engraxados, eles eram uma adição atraente ao nosso mobiliário antigo. Mas depois de um curto período de tempo, manchas se espalharam sobre cada peça. Tínhamos que poli-los e guardá-los ou deixá-los de fora e engraxá-los a cada poucos meses. Deixá-los de fora e manchados não era uma escolha. Isso arruina a aparência de nossa decoração.

As obras estavam escritas no Livro da Vida


 

Wilma Rejane


O que é fé? Pessoas de várias religiões respondem de maneira diferente à indagação,  para o budista, a fé estaria no esforço para alcançar o Nirvana, na obediência a doutrina das boas ações e da harmonia nos caminhos da vida, para o Hindu,  fé  é banhar-se no Rio Ganges acreditando que aquela água o tornará puro.  O que leva as pessoas a terem fé? Uma resposta satisfatória pode ser encontrada no desejo contínuo do homem por satisfação pessoal, a felicidade estaria condicionada a essa busca pelo sobrenatural. De outro modo, diria que a fé humana é a expressão do Deus Criador em nós: Deus criou a fé para que pudéssemos comunicarmo-nos com Ele e assim compreendermos (ainda que de modo incompleto) Seu plano para a humanidade e para cada homem de modo distinto.

Fé é acreditar que a invisibilidade existente no mundo natural já é uma realidade no plano sobrenatural e a qualquer momento, esse sobrenatural se tornará concreto, real aos olhos humanos (Hebreus 11;1).   Assim, para crer com esperança, contra toda esperança, é preciso ter fé. E se a fé não é algo puramente humano- porque o humano em si não tem o poder de onisciência, onipresença e onipotência- julga-se necessário recorrer-se a um poder maior dotado de capacidade sobre humana, esse poder se chama Cristo, para os cristãos; se chama Shiva para os hindus; Buda para os budistas. Enfim, pode se chamar o que a fé de cada um deseja. Uma coisa é certa: a fé de cada um é conhecida através das obras, se assim é, como afirmar que obras nada valem e o que importa é unicamente a fé?

Fé e obras é um conjunto de fatos que conduzem o homem não apenas a uma vida de santidade, como também às vias da salvação. Para mim soa estranho a questão da predestinação, pois, ela anula (ou pretende) anular o sacrifico de Cristo Jesus no Calvário, obra central, Pedra Angular da salvação humana. Ora, ao dizer que somos salvos pela graça, por meio da fé e não por obras e que homem algum deve se gloriar das obras (Efésios 2:8), penso que o sentido dessa Escritura está em afirmar que homem algum seria capaz de salvar a si mesmo com suas obras. É Cristo quem nos salva, por meio de Suas obras, de Sua graça. Logo, compreensão alguma teríamos de salvação sem o auxílio de Deus, nesse sentido é que as obras humanas são insuficientes.

A menor (obra) existe por causa da maior (fé). Como alguém pode se designar cristão sem viver o Evangelho? E como viver o Evangelho sem praticar ou, pelo menos, se esforçar para praticar o que Cristo ensina? A Obra de Cristo nos capacita a viver o que de modo algum viveríamos por força humana. E o que é viver? Vida é prática, é obra: “Aquele que perseverar até o fim será salvo” Mateus 24: 13. O que é perseverar? É ser constante, permanecer, conservar-se, isto não é obra? Claro que é. É uma obra humana que se torna possível por causa de uma obra maior que é Cristo em nós. Desse modo, compreendo que nossas obras têm função fundamental em nossa caminhada com Jesus Cristo.

A Consciência na balança


 

João Cruzué


O apóstolo Paulo resumiu em sua primeira carta a Timóteo o propósito do mandamento divino para o homem: A caridade de um coração puro, um boa consciência e uma fé não fingida. Os três grandes pilares onde se assenta a vida cristã. Ele também escreveu, no capítulo 12 da epístola aos Romanos que o cristão não deve se conformar com os valores de um pensamento mundano, declaradamente contrário a tudo que é de Deus. A receita de Paulo para os cristãos romanos, embora tenha quase dois mil anos, nunca foi tão atual.

Depois da caridade, Paulo escreveu para Timóteo sobre manter uma boa consciência. Segundo o Dicionário Merrian-Webster, traduzindo da língua inglesa, consciência é a parte da mente que mostra para você se suas ações  são moralmente boas ou más. Ao meu sentir, a consciência é como uma balança que pesa e avalia suas ações. A boa consciência de que Paulo fala é consciência cristã. Meu saudoso pastor Luiz Branco, por várias oportunidades ensinava que cada crente possui uma consciência com sensibilidade diferente. É o caso de que Paulo fala: que se comer carne escandalizar seu irmão, então é melhor não comer.

Sobre a consciência neste mundo pós-moderno, onde as grandes empresas ditam moda e costumes, posso dizer que vivemos em tempos muito perigosos, pois os objetos de desejo e consumo da sociedade não cristã estão CONFORMANDO a mente muitos crentes. A febre de consumo dos smartphones, a forma de exposição nas redes sociais e o pensamento egoísta de nossa época tem amortecido o amor e turvado a consciência, principalmente, da geração mais nova.

João e Paulo sempre foram muito claros sobre o significado de amor ao mundo. Amar o mundo significa gostar das coisas que o mundo (sistema de valores) gosta. Significa se comportar  da mesma forma que um ímpio ou incrédulo se comporta. É andar, falar e relacionar-se de uma forma que não se possa diferenciar que é cristão de quem não é. Quando esta diferença não fica bem visível, é porque a presença de Deus já está ausente daquele que se diz cristão.

Esta forma egoísta, indiferente, insensível, narcisista  de viver, é o núcleo duro de um sistema de valores que o apóstolo João  (I João 2:15) ordenou: Não ameis o mundo, nem o (os valores) no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do PAI não está nele. Isto quer dizer não se deixar dobrar pelos valores do mundo. Os valores da porta larga que Jesus rejeitou em Mateus 7: vv. 13-15.

O Muro das Lamentações e as lamentações sem muro



Wilma Rejane

Três vezes ao dia, o profeta Daniel abria a janela de seu quarto e de joelhos orava em direção ao templo de Jerusalém Daniel 6:10. Orar com o rosto virado para o templo de Jerusalém era um hábito comum no Antigo Testamento, mas que isso, era o cumprimento de uma aliança, feita entre o Rei Salomão e Deus quando da consagração do lugar:

Toda a oração e toda súplica que qualquer homem fizer ou todo o teu povo Israel, conhecendo cada um a sua praga, e a sua dor, e estendendo as suas mãos para esta casa. Então ouve Tu dos céus, do assento da Tua habitação, e perdoa e dá a cada um conforme a todos os seus caminhos, segundo conheces o seu coração (pois só tu conheces o coração dos filhos dos homens). II Cr 6:29, 30

Assim, todo aquele que quisesse ter sua oração respondida, virava-se para o templo.  

Elias, quando orou por chuva em Israel, após três anos e seis meses de seca, do alto do Monte Carmelo, se voltou em direção ao templo I Reis 18:42, pois, estando no monte Carmelo, em um lugar que não podia ver o mar, estaria na direção Sudeste, de frente para Jerusalém, conforme observa a historiadora Janet Henriksen: "por este motivo, Elias enviou seu servo sete vezes em direção ao mar para ver se tinha nuvens de chuva, ele não podia ver o mar. I Reis 18:42.

O concerto firmado entre Deus e Salomão, ainda é levado a sério pelos Judeus atuais que fazem do Muro das Lamentações um lugar sagrado, um símbolo da religiosidade da nação. Naquele lugar , no século X a.c estava o primeiro templo, destruído pelos babilônios em 586 a.C. no acontecimento conhecido como Diáspora. No cativeiro Babilônico, os judeus viravam o rosto para o Leste, em direção ao templo para realizarem as preces. Esta orientação fora predita pelo próprio Salomão (I Reis 8:33-48) "Quando forem para o cativeiro, orarão voltados para este Templo"

A muralha que existe hoje, data da época de Herodes, é o que restou da destruição do ano 70 pelo imperador Tito. Essa “ sobra de muro”, também está profetizada: "E desta casa, que é tão exaltada, qualquer que passar por ela se espantará e dirá: Por que fez o Senhor assim com esta terra e com esta casa? E dirão por que deixaram ao Senhor Deus de seus pais, que os tirou da terra do Egito, e se deram a outros deuses, e se prostaram a eles, e os serviram" II Crônica7: 21,22

O Muro das Lamentações não deixa de ser um memorial da Soberania de Deus, uma prova viva de que Ele tem o controle de toda a história, conhecendo os séculos do principio ao fim. Ele é Deus! Quem poderia falar com tanta precisão a respeito do que foi, é e está por vir?

Toda ênfase dada até aqui sobre "orar em direção ao templo" não é para dizer que só é válida a oração feita em direção a Jerusalém. Tal ritual seguido até os dias de hoje,  foi falado por Estevão, minutos antes de sua morte: "E Salomão lhe edificou casa, mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos" Atos. 7:47-48. A presença de Deus é real em templos feitos de tijolos, porém, a priori, o motivo de sua manifestação nos lugares físicos é o templo do Espírito. E este, não pode ser limitado a espaço.


Jesus disse: “Derribai este templo e em três dias o levantarei” João 2:19

Um Deus que muda o tempo e a direção

 Imagem livre de direitos autorais por Pixabay - pêndulo de navegação



Wilma Rejane

Deus: O Pai Perfeito, Aquele que doou as coisas mais preciosas do mundo para seus filhos, coisas que dinheiro jamais poderá comprar. Um Pai que abre diariamente seus tesouros de paz, amor, sabedoria, dons, vida, presenteando seus filhos.  Esse Pai Perfeito também fez um Plano Perfeito para transformar um passado de angústias. Um plano que concede uma eternidade de glória em um corpo incorruptível. Deus Pai enviou seu filho Unigênito ao mundo para  nos dar uma filiação Divina. Deus se tornou homem, em Cristo, para que nos tornássemos divinos na ressurreição. Jesus venceu a morte e nos garante essa mesma vitória. Esse prêmio é único, de um Pai sem igual.

Contudo, a salvação não é automática, de pais para filhos e aqui comento sobre uma galeria considerável de homens tementes a Deus, amados, obedientes, que viveram conflitos e decepções em seus lares, não obstante serem exemplos de fé e relacionamento com Deus. Esses exemplos nos mostram a necessidade constante de relacionar-se com Deus. Especialmente porque Deus é o maior modelo de Pai e no Salmo 68:5 está escrito “Pai de órfãos e juiz de viúvas é Deus Pai no seu lugar Santo”. Pai se traduz em 'ab (Strong 1): antepassado, provedor, produtor. O Espírito Santo nos ensina a chamarmos Deus de Aba (Romanos 8:15) . Sendo Deus um Pai perfeito compreende as aflições dos pais terrenos, capacitando-os para a jornada familiar.

Vejamos o que aconteceu com alguns pais cujas derrotas e vitórias foram narradas na Bíblia:

Isaac: Esaú e sua vida amorosa causou profundo desgosto aos pais: “ Ora, sendo Esaú da idade de quarenta anos, tomou por mulher a Judite, filha de Beeri, heteu, e a Besamote, filha de Emon, heteu. E estas foram para para Isaque e Rebeca uma amargura de espírito” Gênesis 26: 34 - 35. E pensar que Isaac, seu pai, procurou agradar a Deus escolhendo uma esposa entre seu povo, sob diligente oração.

Filhos de Jacó: Diná, a única filha de Jacó foi estuprada e seus irmãos Simeão e Levi em vingança matam Siquém (o estuprador) e Hamon (seu pai). Jacó sofre também com o golpe de seus filhos que movidos por inveja, vendem o irmão José como escravo e  simulam sua morte.

: Era reto,  temente a Deus e desviava-se do mal (Jó 1:1). Constantemente oferecia holocaustos  a Deus por seus filhos, porque temia que não fossem fiéis a Deus ( Jó 1:5) .  É um breve exemplo de pai que ora para manter a paz e harmonia no lar. Mas um dia a tragédia devastou sua família, estes filhos morreram, ficando ele e a esposa sozinhos.

Davi: Absalão era seu terceiro filho e tentou usurpar o reinado de seu pai (II Samuel 15),  Davi o amava e perdoou a traição.

Quem sabe, esses desertos poderiam ter sido evitados, mas apontar falhas não é o objetivo desse artigo, O objetivo é evidenciar a  providência Divina na vida desses homens (apesar das falhas), das decepções ao longo da caminhada com Deus:

Nas piores circunstâncias da vida

 Crédito da imagem: Pixabay




João Cruzué



"Clama a mim e responder-te-ei
e anunciar-te-ei coisas grandes
e firmes, que não sabes."
Jeremias 33:3.



Um dos textos que mais me comove na Bíblia é a cura da filha de Jairo registrada em Marcos capítulo cinco. Ali podemos ver duas coisas: a busca desesperada por socorro de um pai com uma causa perdida e o poder da solução de problemas que há em Cristo Jesus.

Jairo era um dos líderes da sinagoga dos Judeus em Cafarnaun. Geralmente, os líderes judeus da época eram homens preconceituosos e críticos do ministério de Jesus. Ele e seus discípulos geralmente eram homens desprezados em seu tempo, pois não se adequavam à cultura religiosa judia, porque para administrar o sagrado naquela época, a pessoa tinha que ser descendente da tribo de Levi. Jesus era de Judá, e isto já era o bastante para que não fosse respeitado.

Todavia, Jesus não era apenas um homem de palavras. Milagres e curas se faziam presentes ao seu discurso. Sabedor disso, Jairo foi procurar ajuda nesta porta. Seu desespero era tão grande, por causa da filha que estava morrendo, que ao chegar perto de Jesus esqueceu sua posição e simplesmente ajoelhou-se aos pés do Mestre.

Esqueceu posição, preconceito e olhares críticos. A Bíblia relata que Jairo ajoelhou-se e rogava muito a Jesus que fosse até sua casa e impusesse as mãos na filha para que sarasse e vivesse. No meio do caminho a pior notícia: Não incomodes mais o Mestre, a tua filha está morta. E aqui vem a melhor lição desta mensagem: Jesus é solução dos problemas insolúveis. Jairo sentiu o peso daquela notícia ruim. Estava tudo acabado.

Tudo acabado - nada! Disse Jesus para Jairo: Não temas, crê somente.

Professor da Universidade de Asbury fala sobre o culto de avivamento que já dura seis dias

 

A maioria das manhãs de quarta-feira na Asbury University é como qualquer outra. Poucos minutos antes das 10h, os alunos começam a se reunir no Hughes Auditorium para a capela. Os alunos são obrigados a frequentar um certo número de capelas a cada semestre, então eles tendem a aparecer como rotina.

Mas esta última quarta-feira, dia 8 de Fevereiro, foi diferente. Após a bênção, o coro gospel começou a cantar um refrão final — e então algo começou a acontecer que desafia qualquer descrição fácil. Os alunos não saíram. Eles foram atingidos pelo que parecia ser uma sensação silenciosa, mas poderosa, de transcendência, e não quiseram ir. Eles ficaram e continuaram a adorar. Eles ainda estão lá.

Eu ensino teologia do outro lado da rua no Seminário Teológico de Asbury e, quando soube do que estava acontecendo, imediatamente decidi ir à capela para ver por mim mesmo. Quando cheguei, vi centenas de alunos cantando baixinho. Eles estavam louvando e orando fervorosamente por si mesmos, por seus vizinhos e por nosso mundo — expressando arrependimento e contrição pelo pecado e intercedendo por cura, integridade, paz e justiça.

Alguns estavam lendo e recitando as Escrituras. Outros estavam de pé com os braços levantados. Vários estavam agrupados em pequenos grupos orando juntos. Alguns estavam ajoelhados na grade do altar na frente do auditório. Alguns estavam prostrados, enquanto outros conversavam uns com os outros, seus rostos brilhando de alegria.

Eles ainda estavam adorando quando saí no final da tarde e quando voltei à noite. Eles ainda estavam adorando quando cheguei na manhã de quinta-feira - e no meio da manhã centenas estavam enchendo o auditório novamente. Tenho visto vários alunos correndo em direção à capela todos os dias.

Na noite de quinta-feira, havia apenas espaço para ficar em pé. Estudantes começaram a chegar de outras universidades: Universidade de Kentucky, Universidade de Cumberlands, Universidade de Purdue, Universidade Wesleyan de Indiana, Universidade Cristã de Ohio, Universidade da Transilvânia, Universidade Midway, Universidade Lee, Georgetown College, Mt. Vernon Nazarene University e muitos outros.

A adoração continuou durante todo o dia na sexta-feira e, de fato, durante toda a noite. No sábado de manhã, tive dificuldade em encontrar um assento; à noite, o prédio estava lotado além da capacidade. Todas as noites, alguns alunos e outros permaneceram na capela para rezar durante a noite. E a partir da noite de domingo, o ímpeto não mostra sinais de desaceleração.

Alguns estão chamando isso de avivamento, e sei que nos últimos anos esse termo tornou-se associado ao ativismo político e ao nacionalismo cristão. Mas deixe-me ser claro: ninguém na Asbury tem essa agenda.

Meu colega Steve Seamands, um teólogo aposentado do seminário, disse-me que o que está acontecendo se assemelha ao famoso reavivamento de Asbury de 1970 que ele experimentou quando era estudante. Esse avivamento encerrou as aulas por uma semana, depois continuou por mais duas semanas com cultos noturnos. Centenas de alunos saíram para compartilhar o que aconteceu com outras escolas.

Mas o que muitos não percebem é que Asbury tem uma história ainda mais extensa com avivamentos - incluindo um que ocorreu já em 1905 e outro tão recente quanto 2006, quando uma capela estudantil levou a quatro dias de adoração contínua, oração e louvor.

Muitas pessoas dizem que na capela mal percebem quanto tempo se passou. É quase como se o tempo e a eternidade se confundissem quando o céu e a terra se encontrassem. Qualquer um que tenha testemunhado pode concordar que algo incomum e improvisado está acontecendo.

Como teólogo analítico, estou cansado de exageros e muito cauteloso com a manipulação. Venho de uma formação (em um segmento particularmente revivalista da tradição metodista de santidade) onde tenho visto esforços para fabricar “reavivamentos” e “movimentos do Espírito” que às vezes eram não apenas ocos, mas também prejudiciais. Eu não quero ter nada a ver com isso.

E verdade seja dita, não é nada disso. Não há pressão ou hype. Não há manipulação. Não há fervor emocional agudo. Pelo contrário, até agora tem sido principalmente calmo e sereno. A mistura de esperança, alegria e paz é indescritivelmente forte e, de fato, quase palpável – uma sensação vívida e incrivelmente poderosa de shalom. O ministério do Espírito Santo é inegavelmente poderoso, mas também muito gentil.

O santo amor do Deus trino é aparente, e há nele uma doçura inexprimível e uma atração inata. É imediatamente óbvio porque ninguém quer sair e porque aqueles que devem partir querem voltar o mais rápido possível.