O Deus que transforma destinos.




Autor: Wallace Sousa

"Assim, pois, foram-se ambas, até que chegaram a Belém; e sucedeu que, entrando elas em Belém, toda a cidade se comoveu por causa delas, e diziam: Não é esta Noemi? Porém ela lhes dizia: Não me chameis Noemi; chamai-me Mara; porque grande amargura me tem dado o Todo-Poderoso. Cheia parti, porém vazia o SENHOR me fez tornar; por que pois me chamareis Noemi? O SENHOR testifica contra mim, e o Todo-Poderoso me tem feito mal." Rt 1.19 a 21

Detendo-me a meditar nisso, comecei a refletir e gostaria de compartilhar com você alguma coisa sobre isso, tudo bem?

1. A vida, às vezes, não é justa

Você poderia se colocar no lugar dessa senhora, e imaginar os sofrimentos que ela passou? Se já não fossem suficientes as agruras da estiagem prolongada, agora avalie a subsequente perda de marido, seguida pela perda dos filhos. E isso longe de sua terra, de seus parentes, amigos e auxílios conhecidos. Naquela época, a mulher era muito mais dependente do esposo do que hoje, e a perda de seus filhos foi um golpe a mais em uma vida transbordante de amargura.

Conhecedor de situações quase parecidas, onde meu pai teve que migrar do Nordeste em direção a “São Paulo” (ou Eldorado, para alguns… risos), em busca de uma vida melhor, fugindo do flagelo da seca, que abatia animais no campo e ânimos na cidade, posso ter um vislumbre da situação de Noemi. Se meu pai era obrigado a trabalhar de “sol a sol” para garantir o pão em casa, e minha mãe trabalhava “pra fora” para complementar a renda, e eu mal os via durante o dia, imagino que a vida que Noemi levava não era nada fácil.

O que aconteceu no Rio Grande do Sul?

 

Wilma Rejane

O Estado do Rio Grande do Sul, região de polos produtores de cereais como arroz e milho, também de rebanhos e hortarias foi fortemente atingido por inundações,  dos 497 municípios gaúchos, 467 ainda estão sofrendo com a devastação causada pela força das águas, isso equivale a quase 95% de todas as cidades, é uma calamidade sem precedentes não apenas para região, mas para o País.

Qual a causa de tamanha tragédia? Há os que culpam gestores locais pela falta de prevenção e de gerenciamento de desastres, os que culpam  mudanças climáticas, mote para agenda 2030 da ONU, quem desconfie de armas HAARP'S (High Frequency Active Auroral Research Program), os que afirmam que o culto a Baphomet se expandiu no Estado e que essa entidade estaria gerando o caos, por último culpam os Rockefeller com o Projeto de Cidades Resilientes onde Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro figuram, o plano, no caso, seria destruir tais cidades para reconstrui-las.

  • Quando, porém, vier o filho do homem achará fé na terra? Lucas 18:8.
  • Sucederá algum mal à cidade; sem que o Senhor o tenha feito? Amós 3:6b

Tentam excluir Deus da história, ignorar completamente Sua intervenção e ao fazerem isso, consequentemente, ignoram o chamado para o arrependimento, mensagem central do Evangelho que conduz à santidade e salvação. É mais fácil encontrar culpados e condená-los do que considerar o pecado humano que é transbordante no Brasil e no mundo.

Do principio ao fim da história humana Deus sempre interveio com juízos para transformar o estado de pecado e incredulidade; dilúvio, pragas no Egito, terremoto em Jericó, pestes , guerras e até o final em Apocalipse os desastres estão presentes separando, "peneirando" os que temem a Deus e os que não temem e ora fazendo perecer tanto justos como injustos como diz Eclesiastes 9:2:

  • Tudo sucede igualmente a todos, o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro, ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme ao juramento. 

Deus é mistério insondável! Por isso que a salvação é por fé e não por vista. O extraordinário está por toda parte, onde o "ordinário" se apresenta: no por do sol, nas águas que gotejam sobre as cidades, na harmoniosa sinfonia dos pássaros anunciando o amanhecer, no meu e no seu corpo funcionando vitalmente, nos nascimentos e mortes, na vida! Mas quando algo saí do "ordinário" os desastres se mostram gerando interrogações. 

Seja forte, corajoso e faça seu trabalho!

 

Autor: Summer Shore
Tradução: Wilma Rejane

Você já se sentiu perdido? Você já deu um passo de fé sem saber se o chão ainda estava lá sob seus pés? Talvez você tenha sido colocado em uma posição para descobrir novos caminhos. Acho que Salomão, filho do rei Davi, provavelmente se sentiu assim mais de uma vez.

Deixe-me definir o cenário... O rei Davi, embora longe de ser um rei perfeito, ainda era um homem segundo o coração de Deus. Nos seus últimos anos, a sua maior conquista seria encomendar a construção do Templo de Deus. O desejo do coração de Davi era construir uma casa para a arca da aliança. O templo deveria ser mais do que apenas uma bela vista ou um centro espiritual para comunidade; deveria ser a própria morada do Senhor. Os planos foram dados a Davi por Deus através do Espírito Santo e foi um empreendimento enorme.

Como Davi era um guerreiro e derramou sangue, Deus determinou que Salomão, filho de Davi, iria construir o templo. À medida que Davi se aproximava do fim de sua vida, recomendou a Salomão a construção do templo, conforme Deus havia instruído. Diante de todo o povo, Davi encorajou Salomão, futuro rei de Israel, a ouvir a Deus e seguir seus caminhos. Então Davi se volta para Salomão e diz:

Seja forte e corajoso e faça o trabalho. Não tenha medo nem desanime, pois o Senhor Deus, meu Deus, está com você. Ele não os deixará nem os abandonará até que todo o trabalho para o serviço do templo do Senhor seja concluído”. 1 Crônicas 28:20

Esta referência das escrituras também é vista em Deuteronômio 31:6, quando Josué é nomeado por Moisés para ser seu sucessor e liderar os israelitas. Acho que não é coincidência que David esteja citando esta escritura específica para seu filho.

Porém, o que é diferente aqui é uma pequena frase: " Seja forte, corajoso e  faça seu Trabalho ".

A Torre de Siloé, Nínive e a tragédia no Rio Grande do Sul

 

Wilma Rejane

A Bíblia nos fala sobre tragédias de grandes proporções, o dilúvio foi uma delas, na qual se salvaram apenas oito vidas, familiares de Noé. Deus prometeu que jamais traria novos dilúvios para acabar com a humanidade (Gênesis 9:14-15), portanto, as inundações que estão a ocorrer no Brasil e em outras partes do mundo são parte do juízo de Deus sobre as nações, são sinais que antecedem à vinda de Jesus Cristo. Juízos diversos estão acontecendo e ainda acontecerão, são as dores de parto  se intensificando.

E quando falamos em "juízo de Deus", logo imaginamos que a tragédia tem o objetivo de punir, corrigir, castigar pessoas por causa do pecado, será que essa é uma regra? Na perspectiva Bíblica, as tragédias têm um objetivo maior que é o de salvar vidas, purificar nações, convocar arrependimento e promover aproximação de Deus através de um exame de consciência. O dilúvio do tempo de Noé foi anunciado por mais de 100 anos, Deus avisou, advertiu, aguardou pacientemente as pessoas se voltarem para Ele.

Quando profeta Jonas foi à Nínive alertar sobre a tragédia que iria abater a cidade, caso não se arrependessem, ele levou não apenas um aviso de juízo de Deus, mas também de esperança, perdão e restauração. Jonas desejou que Nínive fosse destruída por causa dos seus muitos pecados, mas Deus pacientemente aguardou os corações se voltarem para Ele e no final : " Não hei de ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabe discernir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais?" Jonas 4:11

Jonas não compreendia a profundidade do amor de Deus pelos pecadores! Tenho observado algo parecido em relação à tragédia de inundações que abatem o Estado do Rio Grande do Sul, por toda parte há comentários e opiniões de que "o juízo de Deus abateu aquele Estado por causa da incredulidade dos habitantes", porquê é o estado menos evangelizado do Brasil e coisas do gênero. Ao ver tais comentários, lembro-me do que disse Jesus Cristo sobre uma tragédia ocorrida nos dias de Seu ministério terreno:

Superando tempos difíceis

 


Autor: Jill Briscoe
Tradução: Wilma Rejane

Quando o segundo filho de José nasceu, ele o chamou de Efraim e disse: “É porque Deus me fez frutificar na terra do meu sofrimento” (Gênesis 41:52). Deus pode nos tornar frutíferos quando nos leva a um lugar de aflição, mas como?

Ele certamente pode usar a dor, se cooperarmos, para fazer crescer em nós alguns dos frutos do espírito – amor, alegria, paz, paciência e autocontrole. Começa quando aceitamos os problemas com um por que não? em vez de por que eu? Quando nos submetemos ao Seu tempo, não com um porquê agora, mas com "Seja feita a Tua vontade". À medida que aprendemos a crescer através do sofrimento, começaremos a conhecer melhor a Deus, a nós mesmos e aos outros. Poderemos até desenvolver dons ocultos de misericórdia e graça que só florescerão na terra do nosso sofrimento.

É claro que é mais fácil falar do que fazer, mas para aqueles de nós que procuram servir ao Senhor, descobriremos que em momentos tão dolorosos, como os de José, temos uma escolha. Podemos nos tornar frutíferos ou estéreis, tornar-nos vencedores ou vencidos. Podemos permitir que a dor nos leve a Deus, deixando que a prisão nos mostre Sua face. Enquanto José estava na prisão, Deus mostrou-lhe a Sua misericórdia (Gênesis 39:21) .

Inundações no Rio Grande do Sul

 

"O coração do sábio está na casa onde há luto, mas o do tolo, na casa da alegria". Eclesiastes 7:4

Nossa solidariedade à todo o Estado do Rio Grande do Sul por conta das inundações incomuns ocorridas. Sabemos que nesse momento as ajudas em forma de mantimentos e abrigo são urgentes e insuficientes devido à imensidão de áreas atingidas, mas o que nossas mãos não alcançam fazer, os joelhos e os lábios se propõem em oração: pelos familiares das vítimas fatais, para que sejam consolados; pelos desabrigados para que possam reconstruir a vida brevemente em locais seguros; pelos comerciantes e agricultores para que possam seguir em frente e aos poucos serem fortalecidos e restituídos de alguma forma. Por todos para que nesse momento de dor, o incomparável amor de Jesus os ampare. E ao orarmos pelo Rio Grande do Sul, lembremos de pedirmos perdão a Deus pelos pecados da nação, Deus tenha misericórdia de nós.

Trabalhadores excelentes, servos negligentes!

 


Wilma Rejane

Saístes, como para um salteador, com espadas e varapaus para me prender? Todos os dias me assentava junto de vós, ensinando no templo, e não me prendestes. Mateus 26:55

Relendo o Evangelho de Mateus, percebi lições que não havia percebido antes, foi algo totalmente novo e que me deixou bem pensativa, a meditar na profundidade com que as mesmas palavras lidas por mim tantas vezes, haviam me mostrado algo que parecia óbvio; "Como não percebi antes tais detalhes?"

Jesus diz que todos os dias ensinava no templo, aqueles soldados enviados para o prenderem serviam no templo, estavam a serviço do chefe dos sacerdotes e líderes judeus, como não conheciam Jesus nem mesmo por aparência, a distância? Eles não sabiam quem era Jesus, pois Judas precisou beijá-lo para que o identificassem. 

Aqueles soldados só conheciam Jesus através das narrativas dos sacerdotes e fariseus. A guarda romana e polícia do templo eram compostas por muitos soldados, uma multidão deles, naquela noite de traição havia entre 300 e 600 soldados. Aqueles foram escolhidos para a missão certamente porquê eram confiáveis, ágeis, fortes,  selecionados de modo a não falharem. 

Enquanto Jesus ensinava no templo todos os dias, onde estavam aqueles soldados que não viram Jesus amparando os pobres, curando-os, transformando-os, salvando-os? Jesus reunia muita gente ao seu redor, mas nenhum daqueles soldados o conhecia, Judas precisou guiá-los para que não capturassem o homem errado. Onde estavam? Estavam servindo aos seus senhores mundanos!

Aqueles soldados não conheciam Jesus porquê estavam ocupados demais, priorizando outros assuntos. Eles serviam muito bem aos homens, porém, desconheciam o que era servir a Deus. E Jesus estava ali, todos os dias bem perto deles. 

Vamos fazer uma selfie?

 


Wilma Rejane

É impossível não se deparar diariamente com o excesso de selfies e atenção destinada aos celulares conectados à internet. Vivemos um antropocentrismo moderno onde tudo é escorregadio, rápido e superficial.

Qual o destino dos selfies? As redes sociais, claro. Elas são a representação cotidiana de uma sociedade que valoriza tanto a aparência que se torna  incapaz de reproduzir momentos autênticos de aproximação em amor, solidariedade, compaixão e tantos outros sentimentos profundos e nobres que se esvaem em fotografias artificiais com objetivo de impressionar e receber likes.

Este caminho de dependência real do mundo “virtual” não tem volta, ele se agrava tanto pela necessidade de informação como pela superficialidade das relações. Porque coisas parecem tomar o lugar de pessoas e pessoas parecem ser absolutamente tomadas por coisas. E as coisas (computadores, celulares, smartfones...) se colocam entre pessoas impedindo-as de enxergar a vida como ela realmente é.

É só uma crítica, e não é para todos, nem para o uso da tecnologia, é para o esvaziamento das relações sociais. Às vezes não nos damos conta de quanto o entretenimento virtual parece atrair muito mais pessoas que o "espanto pela vida",  destino da alma, da vida, da morte e da irrefutável necessidade de salvação.

Os espelhos deste século refletem boas e belas maquiagens, sucesso, beleza, selfies em excesso. Mas a Palavra de vida, que abre o caminho para a salvação foi apregoada nos desertos. Era João, o Batista, convocando ao arrependimento. Era Moisés no Sinai, sozinho vendo a glória de Deus e a multidão derretendo ouro para fabricar um bezerro adotado como deus.

Vencer as dificuldades da vida

 

João Cruzué

Quando estava no segundo ano da faculdade, o professor de matemática ensinou sobre o famoso ponto de inflexão da parábola. Em nossa vida cotidiana, à semelhança de uma parábola, também existe o momento da virada, em que nós paramos de descer e começamos a subir. Um exemplo muito real desta situação aconteceu com Davi, e ele está registrado em I Samuel 30.6. Recordo que este texto bíblico  foi muito útil para mim durante uma época muito difícil, tempo que passei por provação de 11 longos anos de desemprego.

A luta com Golias trouxe fama para o jovem Davi. A partir daquele dia, ele começou a ser visto com um olhar de ciúmes pelo rei Saul. Foram muito poucos os  dias da sua  fama no palácio real. 

Caçado como um animal, fugindo da morte, Davi escreveu os versos: Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! "Salmo 42:1".O cervo era o orix, um animal que se escondia nas mais altas rochas dos montes de Israel para  fugir dos caçadores. Quando estava no limite da morte pela sede, ele descia do monte bramando de angústia diante dos caçadores, em busca de água. A sede extrema o obrigava se expor, mesmo sabendo que seus algozes estavam à espreita.