Às Margens do Quebar entre os mais vendidos na Saraiva

Mécia Moura



Wilma Rejane


Já se passaram dois anos desde o lançamento, mas a aceitação do livro continua surpreendendo. Semana passada  Às Margens do Quebar entrou para lista dos mais vendidos na Livraria Saraiva, um dos maiores pontos de venda do País. Confira Aqui


E-mails de leitores do blog, interessados em adquirir o livro, também são constantes. Para isso, criei a página que fica na  parte superior do blog " comprar livro",  com indicação dos locais  e opções de compra. Os preços estão bem variados e só para facilitar, listarei algumas promoções:


Deus tem um endereço



Quando eu era estudante, nas férias, costumava vender livros que tratavam de temas ligados à saúde, prevenção de doenças e uso de drogas. Em cada casa que eu oferecia meu material, as pessoas acabavam tocando na questão da religião, talvez por causa do assunto dos livros. Um argumento que eu ouvia em quase todas as casas era: “Acho que não importa qual o caminho, pois todos eles levam a Deus! Basta falar de amor. Se falarmos de amor, falamos de Deus!” O que você acha? Esta afirmação está certa?


Sempre que comparamos o nosso modo de pensar ao de Deus, encontramos muitas diferenças, do mesmo jeito que pais e filhos diferem na forma de encarar a vida. Por exemplo, diante de uma piscina, uma criança de três anos de idade vê “um lugar para se refrescar”, mas os pais enxergam um lugar perigoso onde a criança pode se afogar.

Nós, filhos de Deus, vemos um mundo cheio de atrativos, porém, Deus vê um mundo cheio de armadilhas, de enganos que nos afastam dEle. O homem vê muitos caminhos que podem conduzir à “salvação”, mas Deus vê um único caminho, o caminho que Ele mesmo traçou.


Você lembra que no Éden Deus falava com Adão e Eva face a face? (Gênesis 3:8). Mas o casal, exercendo sua liberdade de escolha, se afastou cada vez mais do Seu Criador.

Ao invés do homem correr atrás de Deus, foi Deus quem quis ficar pertinho do homem. Ele disse a Moisés: “E farão um santuário para mim, e eu habitarei no meio deles. Êxodo 25:8. A vontade de Deus era estar fisicamente no meio do Seu povo. Ele prometeu: “Ali eu me encontrarei com você." Êxodo 30:6 - NTLH.

Deus deu a Moisés instruções detalhadas, medidas específicas; mostrou-lhe o modelo do santuário que existe no Céu e o advertiu: Tenha o cuidado de fazê-lo segundo o modelo que lhe foi mostrado no monte.” Êxodo 25:40. Deus tem um santuário no Céu, mas também queria um santuário na Terra. “O mais importante do que estamos tratando é que temos um sumo sacerdote como esse, o qual se assentou à direita do trono da Majestade nos céus e serve no santuário, no verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, e não o homem.” Hebreus 8: 1 e 2 (Grifo acrescentado)

Como era o Santuário?

Livre do vício em pornografia - Testemunho de James Jennings





Como Mefibosete disse a Davi: " Por que você se acha em dívida em relação a mim, um cachorro morto" (I Sm 9:8) e essa indagação de Mefibosete aconteceu depois de Davi ter lhe dito: "Você comerá na minha mesa todos os dias da sua vida". Eu digo o mesmo para o Senhor: " Por que Ele se importa comigo, um cachorro morto?" Jesus pagou um preço tão alto por mim, Ele me salvou, me formou e fez tudo para que através de minha vida Deus fosse glorificado. É por isso que estou aqui dando esse testemunho, porque acredito na salvação e graça de Deus para com os homens. Eu oro para que o Senhor me ajude  a fazer muito pela obra de Cristo ao falar do meu passado e de onde estou agora. Testemunho de James Jennings.






Memorial Betel



“Quero trazer a memória aquilo que me dá esperança" Lm 3:21





Wilma Rejane

Betel  é uma cidade cananeia da antiga região da Samaria, situada no centro da terra de Canaã, seu nome significa “morada de Deus”. Abraão estava no Egito, quando a fome e a seca afetam o lugar e ele volta para Betel, retrocede na jornada de aproximadamente 2.400 km com destino a Canaã. Ao ler esse episódio sobre Betel, me perguntei: por que Abraão escolheu voltar no caminho? Por que sai no Neguebe, atravessa em média mais três cidades rumo ao altar em Betel? A resposta que encontrei, me convidou a fazer tal qual Abraão: “ erguer memoriais em Betel”.

E Abraão fez as suas jornadas ao Sul de Betel, até ao lugar onde, ao principio, estivera sua tenda. Até ao lugar do altar que, dantes ali tinha feito; e Abraão invocou ali o nome do Senhor. Gn 13:3,4


Nenhum outro lugar, havia marcado tanto o patriarca. Ele foi atraído de volta a Betel, pelas boas lembranças da intensa presença de Deus. Ele quis fortalecer a fé, se nutrir de forças para prosseguir até o destino final. Boas lembranças, têm esse poder catalizador de animar o ser. Lembro com muita clareza de minha infância e de como aguardava ansiosa a chegada do fim de semana para dormir na casa de minha avó materna, por nome Àguida. Seus braços eram imãs a atrair os netos; carinho, boas histórias, cocadas esfriando na janela, a deliciosa sopa de frango com legumes e as incomparáveis pamonhas! Jamais esqueci.


Feliz seja nossa história em 2013!

“ Passamos os nossos dias como um conto que se conta.” Sl 90:9 



Wilma Rejane
Com vídeo produzido
Por meu esposo: Franklin


E passam os dias...
E lá se vai uma página do conto...
De começo vivido e 
Final desconhecido...


 Mas em Deus temos Refúgio
Ele é a mão que passa as páginas,
Altera o texto,
Dizima o erro...
Deus é o que nos faz vencer


Ano novo e uma parábola sobre beija flores





Wilma Rejane


Busquei dentre palavras, letras e pensamentos, elaborar uma mensagem para o ano novo. Teria que ser algo que impactasse meu ser e consequentemente dos leitores, animando-os em fé e esperança, mas não ignorando as labutas que ocorrem de forma certeira e distinta a cada um de nós. Lembrei-me que Jesus, mestre em parábolas, fazia uso constante da botânica, agronomia e outras ciências dedicadas a natureza, para expressar de forma clara o que era essencial  à vida. Lírios, videiras, semeador, servos e senhores, pais e filhos, pão e água, pássaros, são apenas alguns dos elementos que aparecem nos Evangelhos. Incrivelmente, coisas simples, revelando-nos os mistérios e a grandeza do Reino de Deus para os homens. Assim, escolhi também falar sobre pássaros e água como a me (nos) exortar a uma jornada de fé, apoiada no relacionamento sincero e constante com Deus, através de Seu filho Jesus Cristo.


Foi assistindo a um documentários sobre a migração dos beija flores que o espanto e fascínio me sobrevieram: “Como pode um pássaro tão pequenino carregar em si tamanha força? Como pode sobrevoar o mar por tanto tempo, sem se cansar? Que natureza é essa que sai de um lugar a outro do planeta em busca de alimento, sem se perder pelo caminho, conhecendo tão bem sobre tempo e estações? Só pode ser Deus quem guia o beija flor e faz dele um prodígio.” O coração dessa ave bate 480 vezes por minuto quando está em repouso e 1.260 vezes por minuto quando voa, isso é fantástico! É vida pulsando a mil nessa ave, de beleza rara e comportamento monogâmico. E assim, contemplando Deus na natureza, nasceu a parábola do beija flor para guardar como lição na caminhada da vida.

“ Porque eis que passou o inverno, cessou a chuva e se foi; aparecem as flores na terra, chegou o tempo de cantarem as aves.” Ct 2: 11-12

Quando passa o inverno, o beija flor migra por cerca de dois mil e quatrocentos quilômetros em busca de alimento nas flores de primavera. Seu voo alcança uma velocidade média de quarenta quilômetros por hora e ele vai sempre, sempre sobre o mar. São aproximadamente sessenta horas de voo, sem se permitir desanimar. Ele sabe o que o aguarda: flores coloridas e perfumadas, doces e amigáveis, elas são a maior fonte de energia para essas aves, certo? Nada disso, é da água que vem o ânimo do beija flor. A água é seu combustível, por isso que ele sobrevoa o mar em migração, por isso essa proximidade com a água no momento decisivo para sua sobrevivência. E quando observei esse aspecto da migração do beija-flor, logo nasceu um sermão sobre: pássaros, água e cristãos.


O Natal de Simeão e de todas as nações






Wilma Rejane



"Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, Segundo a tua palavra; Pois já os meus olhos viram a tua salvação. A qual tu preparaste perante a face de todos os povos." Lucas 2:29-30


Simeão era um homem simples, morador da cidade de Jerusalém. De idade avançada e cheio do Espírito Santo, ele vivia em função de uma promessa: “Não morreria sem antes ver o Cristo do Senhor, o Messias Salvador” Lc 2:26. Não sabemos com precisão quantos anos Simeão esperou para ver Jesus, face a face e saber que seu povo (judeu), bem como os gentios, receberiam a consolação e o Reino de Deus na terra. Mas Simeão viveu pela fé, como vivem os justos, os discípulos, os que anseiam por um encontro com Deus Pai e com o Filho. Cristãos sonham como Simeão, vivem pela fé, e querem um dia, no dia destinado por Deus, se apresentarem no céu para uma vida eterna, junto Aquele que os amou primeiro: Jesus. Simeão aguardava a chegada do Natal não apenas para ele, mas para a humanidade. Humilde intercessor foi Simeão e é tão lindo saber que Deus enviou Maria e José ao encontro desse homem simples, porque tinha conhecimento de sua fé e espera. Deus tem conhecimento da minha e da sua espera. Pastores do campo, viram a estrela nos céus de Belém, anunciando o nascimento de Jesus, Simeão encontrou  em  Jesus  a“Luz para alumiar as nações, glória para os de Israel”. O Natal havia chegado contemplando todos os lugares da terra com salvação!


"Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, Segundo a tua palavra; Pois já os meus olhos viram a tua salvação. A qual tu preparaste perante a face de todos os povos; Luz para iluminar as nações, E para glória de teu povo Israel. E José, e sua mãe, se maravilharam das coisas que dele se diziam. E Simeão os abençoou, e disse a Maria, sua mãe: Eis que este é posto para queda e elevação de muitos em Israel, e para sinal que é contraditado (E uma espada traspassará também a tua própria alma); para que se manifestem os pensamentos de muitos corações." Lucas 2:29-35


E quando leio sobre esse encontro, que originou o canto de Simeão,  fico deveras pensativa. Me ponho no lugar de Maria e José, ouvindo Simeão confirmando o milagre Divino de ter Deus enviado à terra Seu filho e  a profecia de que seria morto e perseguido. Quem, em sã consciência ficaria tranquilo ouvindo tal coisa sobre seu recém-nascido? Mas aquela criança era especial, diferente de todas as outras, trazia consigo a imortalidade da alma e a verdade sobre os corações dos homens. Ali estava o Bem que viria de encontro aos homens para que o mal se revelasse, tal como era. O Natal, o nascimento de Jesus, fala sobretudo de liberdade. A liberdade dada por Deus para fazermos escolhas. Escolher Jesus, era o que de melhor os homens poderiam fazer, rejeitá-lo seria imperdoável, blasfêmia contra o Espírito Santo: “Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha. Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens.”Mateus 12:30-31


Revivendo a Rota de Abraão





Wilma Rejane


 “Ora o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei” Gn 12:1


Alguma vez você leu esse versículo e pensou em um outro sentido para “a terra que eu te mostrarei”? Sempre associamos essa terra a  Terra Prometida (oriente Médio) e em um plano espiritual: ao Paraíso, lugar dos salvos. Contudo, quero chamar sua atenção para uma "outra terra" que seria um estado de espírito, um nível de fé alcançado, após a peregrinação de Abraão.

Abraão, nasceu em Ur dos caldeus, seu pai, chamava-se Tera. Eram dois os irmãos de Abraão: Naor e Hara (pai de Ló). Hara morreu e possivelmente por não suportar a dor das lembranças, a família parte em busca  de um outro lugar para assentar as tendas. No percurso, encontram a cidade de Hara: coincidentemente, a cidade, tem o mesmo nome do irmão morto de Abraão. Não sei se esse fato teve algum impacto para a família, o certo é que em Hara, escolheram habitar. De modo que se lê: “E foram os dias de Tera duzentos e cinco anos, e morreu Tera em Hara” Gn 11:32.

O pai de Abraão talvez sentiu conforto em escolher Hara como morada, cada vez que o nome da cidade era pronunciado, vinha à mente a memória de seu filho. Tera era um homem saudoso e também idolatra. A reunião desses fatos, leva a crer que o pai de Abraão, era um homem marcado pela insuperável dor da morte do filho. Abraão convivia com seus parentes, olhava para sua limitações e descrenças e se recolhia no campo para orar, interceder por eles. Abraão, amava tanto seu irmão Hara (falecido) que adota seu filho Ló.