Renovando o ânimo com o Salmo 103





João Cruzué

Depois de três anos acompanhando o Senhor, os discípulos agora estavam sozinhos. Jesus, o Filho do Deus Vivo, estava "morto", e Pedro, seu discípulo mais destemido, confrontava com a realidade: o Mestre estava morto! O tempo dos milagres, da multiplicação dos pães, as multidões interesseiras, o partir do pão, as parábolas (para Pedro) passou De volta à Galileia ele decidira voltar à velha vida de Pescador; junto com ele, os outros discípulos. Todos eles passaram pelo "Caminho de Emaús". Jesus, o profeta poderoso em obras e palavras sofreu a condenação da morte na cruz. O Remidor de Israel, estava morto. A profecia da pesca de homens, chegara a um fim decepcionante.

Ao menos era o que pensava os seguidores de Jesus. O sonho tinha acabado; agora eles estavam acordados e de volta a monotonia e à mediocridade. E foi assim que eles subiram no barco da decepção e passaram a noite inteira pescando - sem apanhar um peixe sequer. A pequena chama do início da Igreja estava se extinguindo. O nome de Jesus ficaria restrito àquela geração e região. Mas os planos que são traçados por Deus não terminam no barco da decepção. O Senhor, de novo, observava seus discípulos lançando as redes no lago da Galileia.

E assim tem sido com muitos crentes, cujos corações já arderam sob a labareda do fogo do Espírito Santo. Como é fácil esquecer os momentos felizes que passamos na presença do Senhor. Basta uma decepção, um pisão, uma cotovelada "santa", uma oração não respondida, para começar o longo e silencioso processo do esfriamento espiritual. As bênçãos e graças já não mais são lembradas. Os pequenos e grandes livramentos, esquecidos. Há uma força maligna sorrateira, incansável no propósito de apagar a chama do Espírito que arde nos corações dos crentes.

Quando começará a Tribulação?



Wilma Rejane

Queridos leitores,

Sempre tive dificuldades em interpretar o Livro de Apocalipse, considero-o um dos mais difíceis da Bíblia. O livro da Revelação implora por revelação para ser desvendado, não obstante, acredito também que Deus capacitou doutores dedicados ao estudo desse livro a fim de preparar a Igreja para os eventos finais sobre a terra. 

Por tudo que temos visto e ouvido, penso que estamos em um período de transição para os eventos finais, as dores de parto iniciadas após a ascensão de Jesus Cristo ao céu (Atos 1:1-11) estão se findando para dar inicio à Tribulação. Quando se iniciará a tribulação? A chave para compreender esse período se encontra em Daniel 9: 1-23 fazendo referência as 70 semanas que se traduzem em sete anos. Aqui você encontra um estudo detalhado sobre isso.

Não saberei precisar quantos anos ainda teremos até que chegue a Tribulação, mas sinto o " vento gélido" desse período em minhas narinas, às portas. E Deus tem falado ao meu coração para ficar tranquila e se alegrar, vivendo um dia de cada vez. Não se entristecer, nem se impressionar com os muitos rumores de desgraça, o tempo é de orar, de interceder, de confiar na bondade e fidelidade do Senhor.

Se os cristãos passarão ou não pela Tribulação e Grande Tribulação é motivo de divergência entre os escatólogos, pessoalmente e depois de me aprofundar um pouco mais no assunto, creio que a igreja na terra será arrebatada juntamente com Cristo em Sua segunda vinda, passando, portanto, pelos acontecimentos finais.  O arrebatamento não será um evento secreto, mas que segue uma cronologia.

Existe esperança para a árvore cortada

Porque uma árvore seca ou cortada pode voltar a brotar Jó 14;7-8

Wallace Sousa

"Necessário vos é nascer de novo…” Jo 3.3-12

Esta reflexão teve origem quando me lembrei de um episódio do excelente Seriado CSI. Nesse episódio um corpo carbonizado é encontrado pela polícia e identificado como um ex-detento, recém-libertado, da prisão. No final, descobrem que ele – o ex-detento – estava vivo e havia, inclusive, ajudado na simulação de sua própria morte.

Ao justificar-se perante a equipe de investigação, ele diz que tinha que cuidar da filha pequena e recomeçar a vida e o único emprego que havia conseguido lhe pagava 5 dólares a hora. Dessa forma, a melhor maneira de recomeçar e dar início a uma nova vida a partir do zero, deixando o passado para trás, era morrendo. Ao ouvir a confissão, o investigador lhe diz: “você deveria ter aceitado os U$ 5!”, pois ele iria, novamente, para trás das grades.

spoiler acaba aqui, mas se você quiser assistir o episódio, já que há sempre o reprise, acontecem outras coisas interessantes que omiti propositadamente, tanto por não terem relação com o tema do post como para deixá-lo à vontade, caso queira assistir essa excelente série, que mescla humor, drama e tragédia de forma magistral (IMHO), além de uma alta dose de mistério, que aguça a nossa inteligência (não que eu tenha sobrando, risos) e a inerente curiosidade humana.

A partir desse episódio, refleti e tracei um paralelo entre a história fictícia e a promessa de Jesus de um novo nascimento àqueles que o recebem como Senhor e Salvador. Desejando que lhes possa ser útil para refletir e agradável para ler.


A esperança que não morre



Wilma Rejane

" Pois eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra " Jó 19:25

O livro de Jó traz um dado curioso, a palavra esperança aparece mais do que em qualquer outro livro da Bíblia. Quais seriam as esperanças de um homem arrasado por um turbilhão de acontecimentos catastróficos como morte dos filhos, perda dos bens e da saúde, solidão e dor? Como olhar para um futuro próspero, com o presente destruído? Jó fora consolado por sua esperança, uma expectativa cultivada por ele mesmo, pois ninguém mais foi capaz de lhe proporcionar tal consolo.

Jó tinha convicção de que apesar dos dias de luto e da incompreensão do sofrimento que lhe sobreveio, Deus poderia mudar sua sorte. Assim, ele apela para o tribunal Divino, quer ouvir de Deus uma sentença de libertação da dor e mesmo quando fala na morte, mantém a esperança na misericórdia Divina. Ele retira forças da dor e declara que a morte não o vencerá, sua esperança se cumprirá.

Os ecos do mundo

Jó: “Onde está a minha esperança? Quem poderá ver alguma esperança para mim? (17:15).


Deus é bom em perdoar quem se arrepende



Wilma Rejane

Reunido com publicanos, fariseus, escribas, trabalhadores comuns da Judeia e mendicantes, Jesus lhes conta uma série de parábolas. Essa parecia ser uma forma simples de se fazer compreender: despertava a curiosidade e atenção dos ouvintes que aguardavam o desfecho ao tempo em que eram profundamente tocados pela autoridade das palavras de Jesus. A Parábola do Filho Pródigo faz parte dessa série e está descrita no Evangelho de Lucas 15: 11 a 32.

Já publiquei um estudo sobre essa parábola, mas hoje lanço um novo olhar sobre ela destacando a questão das escolhas que fazemos e suas consequências.

Eis a parábola:

Lucas 15:11-Disse também: “Um homem tinha dois filhos. 12-O mais moço disse a seu pai. Meu pai, dá-me a parte da herança que me toca. O pai então repartiu entre eles os haveres. 13-Poucos dias depois, ajuntando tudo o que lhe pertencia, partiu o filho mais moço para um país muito distante, e lá dissipou a sua fortuna, vivendo dissolutamente. 14-Depois de ter esbanjado tudo, sobreveio àquela região uma grande fome e ele começou a passar penúria. 15-Foi pôr-se ao serviço de um dos habitantes daquela região, que o mandou para os seus campos guardar os porcos. 16-Desejava ele fartar-se das vagens que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava.   Continuar lendo...

Os dois filhos são uma referência aos que ouviam a parábola: os religiosos configuravam o filho mais velho, estavam em casa, ou seja, obedeciam aos rituais do judaísmo, julgavam-se filhos fieis de Abraão.

O filho mais novo eram os indoutos, ignorantes que tinham direito a herança no Reino de Deus, porém desperdiçavam essa dádiva por desconhecerem o amor do Pai.

O mais novo reivindica a herança e o pai não faz qualquer objeção, acata sua decisão e divide os bens. Pela lei o primogênito tem direito a uma parte maior dos bens ( dois terços), enquanto o mais novo (um terço).

Orgulho x humildade

O que acontece depois da partilha de bens e do abandono ao lar pelo mais novo é uma série de infortúnios. Ele passa a sobreviver de esmolas, enfrenta fome, frio e sofre bastante até decidir  voltar para casa.

O que teria acontecido se ele  continuasse com  sua vida miserável?  Se não tivesse retornado para  casa e experimentado o amor incomparável de seu pai?  E se o orgulho tivesse tomado conta de seu coração?

Retrospectiva da perseguição Iraniana ao Pastor Youcef Nadarkhani

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Pastor Youcef e Tina Nadarkhani

Qual é situação atual do Pastor Youcef, da sua família e de outros irmãos de seu círculo de amigos? Neste post, fiz uma tradução da RETROSPECTIVA  de perseguições e abusos de autoridades iranianas sobre este pastor, família e amigos. A fonte da consulta é  o site da Chuch in Chains (Igreja em Cadeias)

"TIMELINE"

Tradução de João Cruzué



LINHA DO TEMPO

Em dezembro 2006, Pastor Youcef foi preso sob acusação de apostasia e evangelismo, mas foi liberado duas semanas mais tarde.

Em setembro de 2009, Youcef foi detido depois ir à escola de seus filhos protestar contra uma decisão do governo de ensinar o Islã a todas as crianças, inclusive para os filhos de famílias cristãs, uma política que ele  entende como inconstitucional. Ele foi acusado de protestar e preso em Lakan, cinco quilômetros ao sul de Rasht. As acusações foram depois alteradas para apostasia e evangelismo, tendo as autoridades o pressionado para renunciar a sua fé.

Um Tribunal de Rasht declarou Youcef culpado da apostasia e o condenou à morte por enforcamento. Ele argumentou que embora tenha nascido em uma família muçulmana, nunca realmente acreditou ou praticou o Islã e por isso não deveria ser considerado como apóstata.  Seu advogado protocolou com um pedido de apelação.

Em Junho de 2011, a Suprema Corte sustentou a condenação de Youcef e a sentença de morte, mas enviou o seu caso de volta ao Tribunal local em Rasht para esclarecer se ele tinha verdadeiramente sido um muçulmano praticante até os 15, antes de se tornar um cristão aos 19 anos. 

Nota: Neste momento houve forte pressão mundial sobre as autoridades políticas do Irã. Inclusive, este blogueiro enviou uma carta Ministro de Relações Exteriores do Irã (que veio ao Brasil) e cedeu cópia do modelo para que outros também se manifestassem.



Em setembro/2011, o Tribunal local em Rasht verificou que ele não tinha sido um muçulmano praticante, mas que o havia declarado culpado de apostasia devido a sua linhagem muçulmana. Os juízes repetidamente exigiram que Youcef se retratasse de sua fé cristã, mas ele se recusou.

Aquietai-vos e sabei que Eu Sou Deus




Veneetha Rendall
Tradução:Wilma Rejane

As vezes nossa fé é abalada quando nossos sonhos são despedaçados, perguntamos onde está Deus no meio do sofrimento. Não vemos sua presença, sentimos solidão e medo, a fé parece vacilar, questionamos em que temos crido a tanto tempo, o que é real, especialmente quando nossa experiência não bate com as expectativas.

Essa oscilação incomoda profundamente; provamos a bondade de Deus, desfrutamos de uma comunhão próxima com Ele, descansamos no Seu terno cuidado, conhecemos tanto o Seu poder como o Seu amor, mas ainda assim, no meio de uma luta profunda, não encontramos respostas, apenas perguntas. João Batista compreendeu isso quando esteve na prisão. Ele, mais que todos os homens, sabia quem Jesus era. Mesmo no ventre, ele saltou de alegria na presença do Salvador que estava por nascer. No início do ministério de Jesus, antes de qualquer um dos seus milagres, João declarou, “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29), ele batizou Jesus e viu o Espírito de Deus descendo sobre Ele, testificando que Ele de fato era o Filho de Deus.

Mas ainda assim, no auge do ministério de Jesus, João enviou da prisão uma mensagem para Ele, perguntando, “És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?" (Lucas 7:19)

Em um ponto, João estava certo:Jesus era o Messias. Jesus confirmou ainda mais sua divindade realizando milagres, mas agora João estava se perguntando o que era verdade.

Coronavírus entre a ciência e o Apocalipse




Wilma Rejane

Uma reportagem de 2015, feita por uma emissora de TV Italiana, mostrava que a China estava empenhada em produzir em laboratório um vírus chamado Coronavírus, utilizando material genético de ratos e morcegos. Ao assistir a reportagem fiquei impressionada com a precisão com o que naquele época já eram descritas as características de desenvolvimento da doença em pessoas acometidas pelo vírus. 

Diante de tal comprovação, ecoada em teorias da conspiração e muitas vezes repugnada por nós cristãos, vale se questionar: "se esse vírus, foi criado em laboratório, como pode ter sido enviado por Deus como juízo sobre o mundo?". Acredito que de fato, estamos vivendo o que Jesus descreveu em Mateus 24 como Principio das Dores : " Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares.Mas todas estas coisas são o princípio de dores". 

A resposta está no fato de que Deus tem o controle de todas as coisas e enquanto o homem usa seu livre arbítrio para produzir tais coisas, Ele permanece cumprindo Seus propósitos anunciados desde o Princípio até que Jesus Cristo venha nas nuvens para que enfim toda maldade seja dissipada, Apocalipse 1:8.





Obs: Meu filho encontrou o vídeo no Twitter de Matteo Salvini, publiquei em meu canal no You Tube, não sei até quando permitirão a publicação, também pode ser encontrado sem legendas, no idioma original Aqui