“Vós pois, todos os homens de guerra, rodeareis a cidade, cercando a cidade uma vez; assim fareis por seis dias….Porém, ao povo Josué tinha dado ordem, dizendo: Não gritareis, nem fareis ouvir a vossa voz, nem sairá palavra alguma da vossa boca, até ao dia em que eu vos diga: gritai! Então gritareis”. Josué 6: 3-10.
O livro de Josué tem sido a minha leitura, por dias e dias. As palavras ali escritas têm me fortalecido de um modo que somente Deus poderia fazer. Glória ao Senhor! E foi exatamente o versículo chave com o qual iniciei o artigo que me fez mudar de atitude em relação ao modo de me comunicar com Deus. Depois de ler sobre o silêncio do povo rodeando a cidade, fiquei a pensar no sentido e significado da ordem de Josué.
Ora, Josué estivera com Moisés e o povo no deserto, era conhecedor das consequências advindas dos murmúrios e lamentações, atitudes que desagradara profundamente a Deus. O tempo no deserto fora aumentado, não se sabe o plano inicial de Deus em relação ao período de caminhada, o certo é que aquele povo ficou 40 anos dando voltas e mais voltas. Tantos sinais e maravilhas realizados por Deus, como prova de amor e cuidado e parecia ser insuficiente.
Podemos considerar absurda a condição de israel no deserto, mas se olharmos para nós, nos dias de hoje, encontraremos semelhanças. Nossas orações, na maioria das vezes são lamentos e petições. No cotidiano, vivemos como se Deus estivesse distante, alheio a nós. Não é de se estranhar que a fadiga mental e o desânimo espiritual nos assaltem. Coisas de humanos, diga-se: de humanos perdidos em suas convicções sobre o Deus da graça e providência.








