O irmão João e a Hypomone



Wilma Rejane 

"Eu, João, que também sou vosso irmão, e companheiro na aflição, e no reino, e paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo." — Apocalipse 1:9

​João, o último dos doze apóstolos vivos, o discípulo que encostou a cabeça no peito de Jesus e presenciou a Glória no Monte da Transfiguração, não se apresenta às igrejas com títulos pomposos. Ele não diz "Eu, o Bispo Superior" ou "Eu, o Apóstolo Mais Experiente". Ele começa dizendo simplesmente: "Eu, João, que também sou vosso irmão".

​Nessa introdução há uma beleza profunda sobre o sofrimento que nivela a todos e elimina a vaidade. João se coloca ombro a ombro com cada cristão perseguido do primeiro século e com cada um de nós hoje.

Ele não fala de um patamar superior, mas da trincheira. É um abraço fraternal a todos os que atravessam tribulações, lembrando-nos de que a fé em Cristo nos une na mesma família, na mesma dor e na mesma viva esperança do Seu retorno.

​Quando João fala sobre ser companheiro na "paciência de Jesus Cristo", a tradução em português pode parecer suave demais, sugerindo uma mera resignação passiva. No entanto, o peso dessa palavra nas línguas originais revela uma virtude robusta:

​No Grego (Hypomone - ὑπομονή): Formada pela junção de hypo (debaixo) e meno (permanecer). Significa literalmente "a capacidade de permanecer firme debaixo de uma carga pesada". Não é aceitar a dor passivamente, mas uma perseverança vitoriosa, uma resistência ativa que se recusa a ceder mesmo diante de oposição esmagadora.

​No Hebraico (Tikvah / Kavah - תִּקְוָה): A raiz do conceito de paciência/esperança no Antigo Testamento liga-se ao ato de "aguardar com expectativa tensa", como uma corda esticada sob tensão. É a firmeza de quem espera pela intervenção de Deus sabendo que Ele não falhará.

​A paciência no reino de Deus não é esperar o tempo passar; é manter-se de pé enquanto o tempo passa, sustentado pelas promessas de Cristo.

​João escreve do exílio em Patmos — uma ilha rochosa, árida e inóspita, usada pelo Império Romano como colônia penal. Ele estava ali privado de liberdade, isolado e submetido ao trabalho duro por causa do testemunho do Evangelho.

Sede de Deus



João Cruzué

O salmo 42 retrata uma imagen linda da poesia hebraica: um cervo que anseia pelas correntes das águas, assim como a alma do salmista anseia pela presença de Deus. 

No versículo 6, o autor menciona as terras do Jordão, o monte Hermom e o outeiro de Mizar, situando suas recordações em uma região montanhosa ao norte de Israel. O Hermom, cujo cume alcança 2.814 metros de altitude, destaca-se por suas encostas rochosas, vales profundos e importantes nascentes e neve no inverno. 

Embora o Salmo não identifique o local exato de sua composição, essas referências geográficas permitem compreender o ambiente natural que poderia ter inspirado suas imagens poéticas.

Apesar de estar localizado no Oriente Médio, o monte Hermom recebe neve durante os meses de inverno, quando as temperaturas de suas partes elevadas frequentemente descem abaixo de zero. Com a chegada da primavera, o derretimento da neve contribui para alimentar a circulação subterrânea da água através das formações rochosas, favorecendo o abastecimento das nascentes do alto Jordão.

Entre os principais cursos de água dessa região encontram-se os rios Dan, Banias e Hasbani, que formam importantes tributários do Jordão. Assim, as águas que descem das montanhas e percorrem os vales compõem um cenário geográfico compatível com as referências naturais utilizadas pelo salmista.

Novo homem, velho grão




Wilma Rejane

"Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto". João 12, 24

Jesus falava aos gregos que estavam em Jerusalém; eles haviam implorado ao discípulo Felipe para se encontrarem com Jesus

O grão de trigo foi uma simbologia empregada a fim de explicar sobre vida e morte e também morte e ressurreição, tais temas eram motivo de contenda entre gregos e judeus que tinham visões distintas sobre estes assuntos.

O pedido dos gregos revela uma busca que continua presente no coração humano: o desejo de conhecer Jesus. Porém, o Evangelho nos conduz a compreender que ver Cristo não significa apenas contemplá-Lo exteriormente, ouvir falar sobre Ele ou aproximar-se de Sua presença por curiosidade.

No contexto de João 12, o pedido dos gregos acontece quando Jesus se aproxima da hora de Sua glorificação. É nesse momento que Ele fala sobre o grão de trigo, apontando para Sua morte e para o fruto que dela resultaria.

O grão de trigo, lançado em terra para ser transformado em planta, se despe de sua casca, se desnuda e ressurge  com nova aparência (por dentro e por fora). 

Carta de Abigail, às mulheres dessa geração



Nohemy Vanelli 

Amada irmã, sei que às vezes nos encontramos em situações difíceis, onde as nossas palavras e atitudes podem definir o futuro da nossa casa. Eu vivi isso.

O meu marido tomou uma decisão precipitada e insensata, trazendo perigo para toda a nossa família. E coube a mim agir com sabedoria e discernimento para apaziguar a situação e evitar um desastre. Nem sempre temos o controle sobre as escolhas daqueles ao nosso redor, mas podemos escolher como responder.

Eu poderia ter me desesperado, brigado ou simplesmente aceitado um destino ruim, mas escolhi confiar em Deus, buscar a paz e agir com prudência. E Ele honrou a minha atitude.

Sobre vencer o medo


Wallace Sousa 

Texto Bíblico: E disse o Senhor a Josué: “Não tenha medo! Não se desanime! Leve todo o exército com você e avance contra Ai. Eu entreguei nas suas mãos o rei de Ai, seu povo, sua cidade e sua terra. Josué 8:1

Você sabia que o medo é uma das armas mais poderosas que um inimigo pode utilizar para facilitar a vitória sobre seu oponente? E quando falo de luta não estou falando apenas de batalhas físicas, corpóreas como nas guerras comuns. 

Podemos falar de batalhas esportivas tais como disputas de várias modalidades como judô, boxe, caratê, esgrima e outras que envolvem contato físico até aquelas em que não há contato, por exemplo tênis, vôlei, dentre outras.

E tem as partidas que envolvem contato físico mas não necessariamente envolvem luta, como futebol, basquete e outras. Se eu fosse falar de cada modalidade teria que escrever um livro, então esses exemplos devem bastar para que você entenda o que quero dizer. 

Falando em sétima arte, o cinema,  lembro de uma cena do filme O Senhor dos Anéis em que o comandante do exército de Orcs coloca as cabeças dos soldados mortos e as catapulta dentro da muralha da cidade com o claro objetivo de incutir medo nos defensores. 

A velha casa

Wilma Rejane 


Sodoma foi destruída. Ló, esposa e duas filhas fugiram de lá, amparados por anjos. A esposa de Ló desobedecendo a instrução de Deus olhou para trás, para a cidade em ruínas e foi transformada em estátua de sal. 

Por que a esposa de Ló desobedeceu a Deus e olhou para trás? 

A família de Ló foi retirada de Sodoma por anjos para ser salva com grande testemunho do poder e fidelidade de Deus. Foi o agir sobrenatural que os resgatou. 

Como pode alguém segurar a mão de um anjo,viver uma experiência sobrenatural tão impactante e mesmo assim se perder como fez a esposa de Ló? 

Acompanhemos uma importante e essencial lição extraída da atitude da esposa de Ló quando da destruição de Sodoma.

"Mas a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal.”Gênesis 19:26

Séculos depois, o próprio Senhor Jesus transformaria esse episódio em uma advertência:

“Lembrai-vos da mulher de Ló.” Lucas 17:32

Essa pequena frase de Jesus é uma das advertências mais solenes das Escrituras. Ele não disse simplesmente: “Lembrai-vos de Ló”, nem “lembrai-vos de Sodoma”. Disse: “Lembrai-vos da mulher de Ló.”

Alargando à Tenda : entre a promessa e a realidade

 



Wilma Rejane

​Olá, queridos leitores!

​Como estão? Onde estiverem e como estiverem, através deste simples artigo, digo-lhes o quanto Deus é bom, fiel e misericordioso.

​Cada um de nós que está nesta terra atravessa dificuldades diversas. Não importa a nacionalidade ou as condições econômicas: as lutas existem, fazem parte da vida, moldam nosso caráter e o nosso relacionamento com Deus e com o próximo.

​E nas lutas, das lutas, nasceu o Tenda na Rocha. Ele é bem mais que um espaço em uma rede social que muitos consideram ultrapassada: o Blogger. Contudo, é aqui, neste modesto espaço, que tenho visto e vivido mais do extraordinário de Deus.

Um segredo para dias de chuvas torrenciais

 




Wilma Rejane


"E desceu a chuva, e correram rios, e sopraram os ventos e deram contra aquela casa." Mt 7: 25. 
 
Há momentos em nossas vidas, que as circunstâncias se assemelham a um céu nublado e cinza a esconder o olhar de Deus sobre nós. Pensamos que Ele não nos vê, que uma tempestade se forma sem previsão para o aparecimento do sol e da terra enxuta. Encharcar os sapatos de lama, não é nada agradável para quem sonha em ir longe e firme na caminhada.
Jesus ensinou para seus discípulos uma parábola sobre tempestades, Ele nunca disse que elas não viriam e contou-lhes um segredo para enfrentá-las:  o segredo estava no alicerce da casa (ser, vida).
"Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática é como um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. E desceu a chuva, e correram rios, e sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha. Mas quem ouve estas minhas palavras e não colocá-los em prática é como o homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia. E desceu a chuva, e correram rios, e sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu com um grande estrondo." - Mateus 7:24-27


A semente


João Cruzué 


O Reino dos Deus é o grande tema que atravessa todo o Novo Testamento como um fio de ouro reluzindo na escuridão, como João Batista clamando no deserto: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus!” (Mateus 3:2). Logo em seguida, o próprio Jesus inicia seu ministério com as mesmas palavras (Mateus 4:17). 

Esse Reino não é, em primeiro lugar, um lugar no mapa, mas o governo ativo, vivo e poderoso de Deus permeando a história humana. É Deus dizendo: “Chegou a hora de eu reinar de forma nova e definitiva no meio do meu povo e, através Dele, sobre toda a criação”.

Jesus deixa claro que o Reino já chegou até nós na sua própria pessoa. Quando os fariseus o acusam de expulsar demônios por Belzebu, ele responde: “Se é pelo Espírito de Deus que eu expulso demônios, então é porque o Reino de Deus já chegou até vós” (Mateus 12:28). 

As curas, os milagres, o perdão dos pecados, a ressurreição de mortos — tudo isso são sinais concretos, visíveis e palpáveis de que o poder do mundo futuro já está operando no presente. O Reino irrompeu como uma explosão de vida no meio de um mundo de morte.

Ao mesmo tempo, Jesus ensina que o Reino ainda não chegou em sua forma final e gloriosa. Por isso Ele manda os discípulos orarem todos os dias: “Venha o teu reino” (Mateus 6:10). Ele fala de um dia futuro em que os justos “brilharão como o sol no reino de seu Pai” (Mateus 13:43) e em que o Filho do Homem voltará em glória para julgar as nações (Mateus 25:31-46). 

Estamos vivendo, portanto, no “já” do Reino (ele já começou) e no “ainda não” (ainda aguardamos sua consumação). Essa tensão define a vida cristã: já somos cidadãos do Reino, mas ainda suspiramos pela sua manifestação total.

A Espera



Wilma Rejane 

​"E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia. Porque virá como um laço sobre todos os que habitam na face de toda a terra. Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem." (Lucas 21:34-36)

Quando algo chega de improviso, de repente, geralmente, não há como reverter. Foi o que aconteceu na tragédia que atingiu o Nepal, em Agosto de 2026, (na região fronteiriça de Rasuwa e no rio Bhote Koshi) causando estragos graves por conta do colapso de uma geleira e deslizamentos de lama. Centenas de pessoas morreram enquanto centenas estão desaparecidas. A enxurrada chegou de repente, sem tempo para defesa.

​A recomendação de Jesus no verso do Evangelho de Lucas é para que os cuidados da vida não apaguem nossa adoração e intimidade com Deus, ao ponto de absorver nossa mente com coisas que não são prioridades. Ele voltará para arrebatar a Igreja " De repente, de improviso" e as pessoas precisam estar preparadas, pois, não haverá mais tempo para preparação.

​Em sua primeira vinda, Jesus, que veio em carne e sangue habitar entre nós, viveu na prática aquilo que devemos viver e manter como prioridade. Jesus não deixou um conjunto de regras para ser seguido, mas um estilo diário de vida centrado no relacionamento com Deus.

Quando o silêncio fala


João Cruzué 


No livro de Eclesiastes está escrito que tudo tem seu tempo determinado e que há tempo para todo propósito debaixo do céu. Inclusive tempo de falar e tempo de ficar calado. Também há outras formas de silêncio na Bíblia que merecem uma boa análise. Então, vamos ver isso mais de perto.

O Salmo 115:17 diz que os mortos não louvam ao Senhor, nem os que descem ao silêncio. No Evangelho de Mateus, 26, também está escrito que Jesus guardou silêncio diante do sumo sacerdote judeu no dia do julgamento. O líder religioso perguntava, mas Jesus não respondia. 

De repente, o sumo sacerdote perguntou: Conjuro-te perante o Deus vivo que nos diga se tu és o Cristo, o filho de Deus. Então Jesus abandonou o silêncio e produziu a prova oral que o condenou à morte. "Tu o disseste; entretanto, eu vos declaro que, desde agora, vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu." 

​O Padrão Bíblico entre Arrebatamento e Tribulação: Uma Análise da Escatologia Tipológica


Wilma Rejane 

​Este artigo é fruto de observações que fiz ao estudar os episódios de arrebatamento no Antigo e no Novo Testamento. É um artigo inédito que provavelmente você não encontrará em outro lugar.

​Publico este estudo fundamentado na Escatologia Tipológica — um método de interpretação que analisa acontecimentos e personagens do Antigo Testamento como reflexos ("tipos") de realidades espirituais e proféticas no Novo Testamento.

​Ao analisar a trajetória de Enoque, Elias, a ascensão de Jesus Cristo e o relato das Duas Testemunhas em Apocalipse, percebi um padrão consistente.

​1. O Padrão na Era Patriarcal: Enoque e Noé

​"Enoque andou com Deus; e já não era, porque Deus o tomou para si." (Gênesis 5:24 / Hebreus 11:5)

​Enoque viveu 365 anos. A Bíblia indica que sua conversão ocorreu aos 65 anos; portanto, ele andou com Deus por 300 anos, servindo de todo o coração ao propósito do Reino até ser elevado ao céu (Gênesis 5:21-22).

​O mundo na época de Enoque devia ser altamente populoso, considerando a longevidade e a alta taxa de natalidade da era pré-diluviana. Contudo, apenas aquele homem justo foi elevado vivo ao céu.

​Na geração seguinte ao arrebatamento de Enoque, surge Noé. Ele enfrentou zombaria e humilhações enquanto construía a arca, até a chegada do juízo em forma de Dilúvio. Temos, portanto, o primeiro exemplo desse padrão: um justo é arrebatado e, em seguida, vem um período de juízo e tribulação, no qual apenas oito pessoas foram preservadas (Hebreus 11:7).

​2. O Padrão Profético: Elias e Eliseu

​O profeta Elias foi elevado aos céus em um redemoinho (2 Reis 2:11). Logo após sua partida, seu sucessor, Eliseu, enfrentou escárnio público — exemplificado no episódio em que jovens de Betel o caçoavam dizendo: "Sobe, calvo!" (2 Reis 2:23), em deboche direto ao arrebatamento de Elias.

​Após esse evento, Eliseu viveu um período de transição marcado por severa fome, guerras e grandes catástrofes sobre a terra de Israel.

As dores de parto


Mateus 24 registra a instrução que Jesus deu aos seus discípulos na quarta-feira da Semana da Paixão. Essa instrução foi dada, portanto, pouco antes do sofrimento e morte de Cristo na cruz. Nela, Jesus descreve com muita clareza para os seus discípulos os sinais que indicariam o seu retorno no fim dos tempos. 

Observe a pergunta dos discípulos no versículo 3: “Diga-nos, quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do fim do mundo?” Os discípulos não estavam interessados ​​apenas em saber quando Jerusalém seria destruída. Eles também estavam genuinamente interessados ​​no que haviam aprendido quando crianças: a vinda de Cristo no fim dos tempos.

Jesus respondeu às duas perguntas dos discípulos, prevendo a destruição de Jerusalém e ajudando-os a compreender que essa destruição era apenas uma figura ou símbolo de Sua segunda vinda no fim dos tempos. 

Jesus lista, portanto, muitos sinais de Sua segunda vinda. Nesta transmissão, vamos considerar o primeiro desses sinais, um sinal que ocorre na própria criação. Ele está descrito em  Mateus 24:7, 8 : “Haverá fomes, pestes e terremotos em vários lugares. Todas essas coisas são o princípio das dores”.

Em  Mateus 24:3,  os discípulos de Cristo perguntam: “Qual será o sinal da tua vinda?” Em resposta a essa pergunta, Jesus relata os vários sinais. Para entendermos essa pergunta, precisamos ter clareza sobre o que significam os sinais da volta de Cristo.

Alimentando a esperança

 


Wallace Sousa

Lembro-me dos dias antigos; considero todos os teus feitos; medito na obra das tuas mãos. Salmos 143:5

Não sei você, mas quando eu ficava lembrando do passado geralmente  recordava situações difíceis e complicadas, problemas que me tiravam o sono e  me deixaram marcas profundas. Mas ao ler esse verso eu percebo que a vida e, principalmente o passado, não é feito só de coisas e de lembranças ruins. Se eu parar para pensar e começar a refletir, no meu passado não existem apenas lembranças desagradáveis e coisas que me esforço pra esquecer e ficam, teimosamente, voltando para me assombrar.  

De modo algum. Posso olhar para o passado e remexer minhas memórias e, de lá, tirar grandes coisas que Deus fez e ser alimentado e renovado pela promessa cumprida ou pelo milagre ocorrido. Se eu parar e meditar agora, há tantas situações em que Deus se fez presente em minha vida e lembrar dessas coisas me traz um revigoramento espiritual e emocional que eu ignorava ou desprezava. 

O Refúgio de um Pai


Wilma Rejane 

O Senhor está perto dos que têm coração quebrantado e salva os de espírito abatido. Salmo 34:18.

​O Dia dos Pais é frequentemente celebrado com alegria, risadas e muitas homenagens. Mas, para muitos pais, este dia carrega um peso enorme. A dor do luto, de um relacionamento rompido, o peso de uma dificuldade financeira ou a exaustão de lidar com uma doença ou luta silenciosa em sua família. 

Enquanto o mundo diz aos pais que eles devem ser sempre fortes, inabaláveis e mantenedores da certeza, Deus faz um convite muito diferente: Ele pede para irmos até Ele quando estivermos cansados.

​Nas Escrituras, Deus Se revela como Pai, significa que Ele entende o profundo investimento emocional, as noites em claro e o amor que o pai tem pelos seus filhos. Mais importante ainda, Ele entende de desilusão e dor no coração.

Oito Aspectos Sobre Salvação

João Cruzué 


Oséias foi o profeta do Antigo Testamento que registrou esta triste constatação de Deus: O meu povo foi destruído porque lhe faltou o conhecimento. Ao rejeitar o conhecimento [da vontade de JEOVÁ], Israel também foi rejeitado por Deus. 

Ao se esquecer da LEI do SENHOR, o SENHOR DEUS também se esqueceu do Seu povo (Oseias 4:6). Como solução, o profeta deu este conselho: Vinde e tornemos para o SENHOR, porque ele castigou, mas sarará a ferida. Depois de um tempo nos dará a vida e ao terceiro dia ressuscitará e viveremos diante dele (Oseias 6:1-2).

Depois desta curta introdução, a proposta desta meditação é a seguinte: em tempos de tanta disponibilidade e facilidade em adquirir o conhecimento, nunca tantos crentes conheceram tão pouco a vontade do SENHOR. Isto, hoje, seria um paradoxo.

O conhecimento de Deus não é teórico nem litúrgico. Trata-se de um conhecimento relacional, existencial, vivido. 

Conhecer o Senhor implica andar com Ele, submeter-se à sua vontade, aceitar o peso ético da aliança. O drama do texto é que Israel sabe dizer as palavras certas, mas não sustenta a prática correspondente. O versículo revela uma teologia correta na boca de um coração instável. Há discurso de maturidade, mas ausência de permanência.

O apóstolo Pedro também se preocupou com este assunto: Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo... (II Pedro 3:18). Mas foi Paulo quem escreveu, na Carta aos Efésios, esta palavra magnífica: Não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações, para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da Glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação (Efésios 1:16-17).

O que precisamos conhecer a respeito do SENHOR Jesus Cristo? Esta é a pergunta-chave!

Palavras de disciplina, quem ouvirá?


Wilma Rejane

Este é um breve artigo, com alguns links úteis, que pensei em publicar para deixar registrado em modo resumido e também como alerta aos que crêem.

No ano de 2022, escrevi nos comentários de uma postagem, que Deus havia me dado uma Palavra sobre o Brasil. De que forma recebi a Palavra? 

Eu estava em dias de jejum e oração pela nação. Quando encerrei o jejum, ouvi: "Leia os livros do profeta Jeremias e do profeta Ezequiel. Você encontrará as respostas que procura para a nação."

A dúvida da ciência e a certeza da fé

 


Wilma Rejane 


A fé tem uma inimiga declarada: a dúvida que em grego se traduz como “diakrino” (strong 1252) indicando "separar dois elementos, componentes ou valores", também sugere "hesitação entre esperança e medo".  Apostolo Tiago compara um coração duvidoso às ondas do mar, levadas de uma direção a outra pela força do vento Tiago 1:6. 

Na filosofia, dúvida é principio de sabedoria porque através dela são estabelecidos métodos de introdução  às respostas concretas. Descartes é o criador da  “duvida metódica” que sugere duvidarmos  de tudo para enfim chegarmos  a certeza das coisas: “penso, logo existo” é  a máxima do pensamento cartesiano  que coloca a razão no centro do viver. "Eu duvido, logo penso, logo existo".

O pensar em Descartes é concreto, pois remete à existência física.  Em Descartes temos, assim, um vislumbre do conflito que perdura por séculos por selecionar binariamente fatores sobre "pensar a existência a partir da própria existência, concreta, visível, palpável", mas o fundamento da fé é invisível, por isso deixará de ser concreto, pensado, racionalizado?  Fé se fundamenta no invisível: “ora a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem” Hebreus 11:1. 

Enquanto a ciência necessita da dúvida para chegar ao concreto, a fé tem como principio a certeza em coisas não concretas, invisíveis, ainda não realizadas no plano físico. Ninguém precisa de fé para acreditar que os sinais de trânsito existem, eles são visíveis, estão dispostos nos cruzamentos e diariamente olhamos para eles. Entretanto, necessitamos de fé para confiarmos que Deus está nos ouvindo hoje, no sussurro de nossas palavras, pensamentos e que está cuidando de nós mesmo quando nos sentimos sozinhos.
 
Deus invisível é tão verdadeiro para os que têm fé que passa a ser concreto e se Ele é concreto é existência real, necessária. “De fé em fé se descobre a justiça de Deus, porque está escrito: o justo viverá pela fé” Rm 1:17. A fé se firma no túmulo vazio de Jesus, na cruz que outrora O sustentou, mas que agora se ergue sem Ele, que ressuscitou! Na fé, é Ele quem nos sustenta. A fé se fundamenta em promessas que parecem distantes, tão antigas que estavam presentes na fundação do mundo, tão modernas que estarão presentes também no final apocalíptico com a ciência multiplicada. É do túmulo vazio que ecoa a promessa eterna: " Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Derradeiro, o Princípio e o Fim" Apocalipse 22:13.

Nos tempos difíceis


Tony Cooke

No Antigo Testamento, os inimigos do povo de Deus cometeram um sério erro de cálculo. Depois de terem perdido a batalha contra os Israelitas, os conselheiros do Rei da Síria disseram: "Seus deuses são deuses dos montes. Por isso, eles foram mais fortes do que nós, mas se lutarmos com eles na planície, com certeza seremos mais fortes do que eles" I Reis 20:23

Quando estavam prontos para atacar o povo de Deus, usando sua nova estratégia, Deus veio com uma surpresa para eles: "Então um homem de Deus veio e falou ao rei de Israel: "Assim diz o Senhor: Porquanto os sírios disseram: 'O senhor é Deus dos montes, mas ele não é Deus dos vales,vou entregar toda essa multidão em sua mão, e sabereis que eu sou o Senhor'" I Reis 20:28

Os sírios tinham a idéia de que Deus era "territorial", restrito em Sua habilidade de defender seu povo. Eles pensaram que Deus era apenas um Deus dos montes, mas Deus quer que saibamos que Ele é Deus dos montes, das planícies e vales! Como isso se aplica às nossas vidas?


A economia na multiplicação de pães e peixes

Wilma Rejane

Elaborei outros estudos sobre a primeira multiplicação de pães e peixes, porém, desta vez, abordarei detalhes não explorados anteriormente. Pretendo aqui examinar o milagre sob o ângulo : “o que Jesus nos ensina sobre economia?” 

Para alguns é um contraste falar em fé, milagres e economia. Há quem considere mercados e capitais coisas terrenas e materiais. Ora, gerenciar bem os recursos terrenos é uma questão de mordomia, termo absolutamente Bíblico.

Mordomia:  Manejo responsável dos recursos do reino de Deus que foram confiados a uma pessoa ou a um grupo.

Existem muitas passagens Bíblicas sobre mordomia, para simplificar o estudo, escolhi apenas uma:

“ E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo. Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar? Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele, Dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar. “Lucas 14:27-30

O discípulo  na passagem acima é alguém que planeja, alicerça, edifica e realiza sem desperdícios. É alguém que arca com as consequências das renúncias feitas com base na fé em Cristo.  As ações revelam mordomia, pois, não são aleatórias e irresponsáveis.