Os abismos humanos e as escadas de Deus

 

 

 

João Cruzué

Tenho meditado sobre a vida de Jacó nestas últimas duas semanas. Um personagem bíblico firme, que depois caiu, levantou-se e cresceu na comunhão com Deus. Um grande exemplo para adolescentes, jovens e cristãos adultos de nossos dias. Quando a tentação vem, nosso adversário não escolhe qualquer área de nossa vida para seu ataque - com a experiência que tem em derrubar homens e mulheres há milhares de anos - ele arma o seu laço fulminante não sobre às fraquezas do caráter de cada um, mas onde está sua maior força.

Jacó casou-se velho. Quando foi levado à presença de Faraó tinha 130 anos; seu filho José estava com quase 39 anos de idade. Isto significa que Jacó tinha cerca de 91 anos quando José nascera, e considerando que José nascera no final dos 14 anos de serviço prestados ao sogro, podemos estimar que Jacó casou-se com 76 anos, e isso significa que a paciência era a maior virtude de Jacó.

Esaú, o irmão gêmeo, aos 40 anos já morava com duas mulheres hetéias. Mas Jacó continuava solteiro pacientemente esperando no Senhor. Eis que em apenas um dia, aconselhado a usurpar a bênção da primogenitura de Esaú, Jacó mentiu por três vezes e enganou  Isaque. Isso era plano de Deus? Não! Seria muita tolice imaginar que, no ato da bênção de primogenitura, a vontade de Deus precisasse de um empurrãozinho. Certamente quando Isaque fosse pronunciar a bênção, o Espírito de Deus não iria se enganar, uma vez que Esaú estava caído da graça. Jacó perdeu a paciência, mentiu, enganou, e com isso permitiu que o inimigo oprimisse sua vida nos próximos vinte anos, até o confronto com Esaú.

Outros personagens Bíblicos também caíram quando tentados no ponto de suas maiores forças. Onde Abraão caiu? Ele foi tentado em sua fé. Um homem que abandonara sua terra, sua parentela, a casa do pai para ir em busca da bênção em um país estrangeiro ou era doido, ou tinha muita fé. E quando Deus lhe prometeu um herdeiro, não acreditou que fosse verdade. Deu mais ouvidos à Sara do que a JEOVÁ. Ismael foi o fruto da sua incredulidade.

Moisés foi criado em toda ciência do Egito, jovem poderoso em palavras e obras. Admite-se que Moisés era entendido na arte da guerra. Se a estratégia de guerra era o seu forte, foi nela que foi derrubado. Pensou em conquistar a libertação de seus irmãos hebreus pela força das armas, mas sua estratégia falhou. Não eram assim os planos de Deus para a retirada do povo de Israel do Egito; não pela força das armas, mas por prodígios, quebras de sofismas, e pragas devastadoras.

O apóstolo Pedro tinha seu ponto forte na coragem. Confiava tanto em si mesmo ao ponto de afirmar que estava pronto para seguir a Jesus à prisão e até na morte, que nunca o negaria. Pedro não resistiu nem mesmo à pergunta de uma simples criada.

A força de Saulo de Tarso estava em sua teologia. Passou anos e anos estudando com mestre Gamaliel, o mais sábio dos rabinos de sua época. Paulo, um teólogo instruído em todo o conhecimento, tanto para ensinar a Lei quanto discernir a voz de Deus. Mas a sua força na lei e na teologia o levou a matar os seguidores de Cristo.

Notícias da Igreja Cristã no Irã em meio à Guerra



 

Wilma Rejane

O Irã é um país  de maioria muçulmana, com um governo teocrático sunita o que dificulta à liberdade de culto e expressão . Contudo, há  uma comunidade de cristãos que persevera em meio às perseguições e guerra.

Chegam notícias de que os testemunhos eclodem em meio às inúmeras dificuldades econômicas e sociais. É momento de permanecermos em oração pelos irmãos daquele país, bem como pelos cristãos de todos os países envolvidos nos atuais conflitos . 

A seguir publico um depoimento do responsável pelo Ministério Cristão Elam no Irã. David Yeghnazar afirma que a igreja iraniana tem crescido muito nos últimos anos e  demonstrado resiliência diante das dificuldades enfrentadas .

 "A igreja iraniana sofreu muito no último ano. Em junho de 2025, houve a Guerra dos Doze Dias entre o Irã e Israel. Houve também uma forte pressão econômica. E então em 2026, pouco antes do início da guerra, ocorreram alguns dos dias mais sombrios da história do Irã, quando dezenas de milhares de iranianos foram mortos pelo regime enquanto reprimiam violentamente os protestos,  outros foram presos ou encarcerados.

Portanto, houve um trauma nacional no Irã. E, no entanto, em meio a isso, a igreja continuou sendo uma testemunha, ela está a confortar os que estão sofrendo,  compartilhando Jesus Cristo. Quando as pessoas descobrem que você é cristão hoje em dia, elas ficam muito encorajadas. Elas dizem: 'Ah, você não é muçulmano. Por favor, pode me falar sobre Jesus? Graças a Deus que te encontramos.' E muitas pessoas querem ouvir falar de Jesus.”

Yeghnazar detalhou ainda como muitos iranianos que “ansiavam por liberdade” encontraram “esperança” como resultado dos ataques contínuos dos EUA contra a liderança e as forças armadas do Irã, que começaram em 28 de fevereiro. “Ninguém gosta de guerra, mas a realidade é que, neste momento, a igreja, acredito, continua a brilhar.”

Em busca de um milagre

 




Wallace Sousa

Saindo daquele lugar, Jesus retirou-se para a região de Tiro e de Sidom. Uma mulher cananéia, natural dali, veio a ele, gritando (I): “Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Minha filha está endemoninhada e está sofrendo muito” (1). Mas Jesus não lhe respondeu palavra (2). Então seus discípulos se aproximaram dele e pediram: “Manda-a embora, pois vem gritando atrás de nós” (3). Ele respondeu: “Eu fui enviado apenas às ovelhas perdidas de Israel” (4). A mulher veio, adorou-o (5) de joelhos e disse: “Senhor, ajuda-me!” Ele respondeu: “Não (6) é certo tirar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos”. Disse ela, porém: “Sim (7), Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos”. Jesus respondeu: “Mulher, grande (8) é a sua fé! Seja conforme você deseja”. E naquele mesmo instante (9) a sua filha foi curada.Mateus 15:21-28 (grifos acrescidos)


Introdução

É bem possível que você esteja, nesse exato momento, precisando urgentemente de um milagre. Acertei? Se a pergunta fosse apenas “precisando de um milagre”, eu arriscaria dizer que quase todos diriam que sim, que precisariam de um.

Agora, dos que precisam de um milagre, nem todos precisam dele agora, pra já. Mas, digamos que você seja dos que precisam de um milagre agora, o que fazer então? Antes de tudo, acho que você fez a coisa certa: buscou ajuda no Senhor. E quero que saiba que Ele está aqui para lhe ajudar.

Aquela mulher de quem não sei sequer seu nome (assim como também não sei o seu) foi buscar em Jesus seu último recurso. Talvez esse seja o seu caso: já buscou em vários lugares, em vária fontes, mas não obteve resultado, não encontrou a solução, e veio parar bem aqui, perguntando-se o que fazer.

Sinceramente, eu não sei se tenho a resposta certa para você, mas tenho algumas palavras que podem ajudar-lhe a descobrir como alcançar o milagre que você precisa.

Vamos lá?

1. Você tem uma necessidade! E quem não tem?

Hoje em dia é mais fácil encontrar quem esteja precisando de alguma coisa do que alguma coisa que esteja precisando de alguém! E olhe que tem muita coisa sobrando no mundo, mas tem muita gente sobrando sem coisas, passando necessidades.

Talvez seja o seu caso. Se isso está acontecendo com você, veja o que aquela mulher siro-fenícia fez: foi atrás de Jesus, em busca de solução. Quando você enfrenta problemas, quem você busca para resolvê-los? Será que você procura as pessoas certas?

Quem sabe aquela mulher tentou resolver o problema da filha dela de outras maneiras, de outras formas, sem sucesso. Quantas vezes você já tentou resolver esse problema, sem resultado? Pode ser que tenha chegado o momento de correr para os pés de Jesus e ouvir o que Ele tem para lhe dizer.

Se você já correu atrás de tanta gente e não deu em nada – ainda – o que custa tentar com Jesus, não é verdade? Certamente Ele tem uma palavra para você hoje.

Carta de Miriam às Mulheres Desta Geração




Amada irmã, 

Talvez assim como eu você tenha sido responsabilizada por seus irmãos ainda pequena, talvez tenha precisado ser forte antes do tempo, cuidar, vigiar e até falar por eles. Eu sei como é carregar essa responsabilidade, pois foi isso que fiz quando minha mãe colocou Moisés em um cesto no rio para salvá-lo. Acompanhei de longe, com o coração acelerado, me perguntando o que aconteceria.

E quando a filha de faraó encontrou o bebê, eu precisei ter coragem para me aproximar e falar. Mesmo sendo apenas uma menina, Deus me usou para cumprir um plano muito maior do que eu poderia imaginar. Muitos anos depois, vi aquele bebê crescer e se tornar o líder que Deus havia escolhido para libertar Israel.

E quando finalmente atravessamos o mar vermelho em segurança, o meu coração transbordou de alegria. Peguei meu tamborim e cantei ao Senhor, porque ele triunfou gloriosamente. Mas antes da vitória, houve espera. Antes da celebração, houve provações.

O Xadrez e a vida: quando tudo parece levar a um xeque-mate

 

Wilma Rejane 

Na Bíblia, algumas histórias começaram mal ou apontaram para finais desastrosos. Porém, pela fé, seus protagonistas não desistiram. Crendo  na conversão dos fatos,  prosseguiram em seu caminhar com Deus que lhes foi favorável! Essas lições nos são contadas para nossa esperança, para fortalecer nosso relacionamento com Deus. 

A vitória sobre situações, não advêm de nossas pequenas forças, mas do agir de Deus em meio à toda fraqueza, e é justamente por isso que quando imaginamos chegar a um xeque-mate, a um lugar sem saída, sem alternativas de melhoras e conversão de fatos, Deus mostra que Ele pode: Ele transforma e mostra alternativas que a mente humana foi incapaz de conceber.

Feliz é a pessoa que pode dizer, a qualquer tempo: “Agora, só Deus!” Todos nós temos nossos limites. Ninguém se basta. Reconhecer os limites é sinal de grandeza e de humanidade. Diante das impossibilidades humanas, clamar por Deus é semear a vitória; é construir pontes por entre as nuvens nebulosas do sofrimento.

Através das páginas da Bíblia lemos incontáveis vezes à frase: "Não temas". É Deus afirmando que existe uma saída, um meio possível de transformar o cenário, do principio ao fim Deus intervém na história mostrando Seu poder e bondade. No princípio era o caos, escuridão e abismo, Gênesis 1:1, o Espírito de Deus, porém dá vida, cria, concede beleza, utilidade, condições para existência humana.

Prova de Resistência

  

 Wallace Sousa

    Texto Bíblico: E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não sejamos confundidos por ele na sua vinda. 1 João 2:28

Talvez esse não seja o seu caso, mas uma das grandes dificuldades que praticamente todo homem enfrenta é perseverar.

Permanecer é perseverar, insistir quando tudo parece ir ao contrário do que esperamos e desejamos. Isso é tanto verdade que aqueles que perseveram destacam-se naturalmente dos demais.

Atualmente vemos uma epidemia de divórcios e casamentos fracassados em nossa sociedade e que alcança também a igreja. Hoje mesmo estive conversando com meu pastor sobre pessoas que não permanecem, seja fazendo ou pensando, da mesma forma de antes.

Evidentemente, isso não inclui mudanças para melhor e em consequência do aperfeiçoamento natural que se espera em nossa trajetória pessoal. Perseverar também está relacionado com resiliência que, originalmente, significava “propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica”.

Pense em uma mola submetida a uma pressão deformadora, seja comprimindo-a ou esticando-a. Mas, agora, resiliência também se aplica a nós, seres humanos, que pode ser entendida como a capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar a situações difíceis ou às mudanças, repentinas ou traumáticas.

O vento na oração; um relato pessoal .


Wilma Rejane  

" De repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados" Atos 2 : 2.

Este é um artigo diferente dos demais, pretende ser um testemunho, relato pessoal sobre a forma como o vento se apresenta em minha vida de oração. Não diz respeito à doutrina, à misticismo ou coisa parecida cuja origem Deus abomina.

É um padrão, algo que se repete desde o dia em que recebi o dom de línguas, enquanto orava em minha casa, com a janela do quarto aberta, olhando para o céu, à tardinha no litoral. De repente, veio um vento forte que balançou as folhas das árvores. Minha vizinha que havia se tornado cristã antes de minha conversão, comentou no dia seguinte:

" Irmã Wilma, eu estava no quintal, ouvi sua oração em línguas e vi o forte vento que chegou balançando as árvores. Creio que a partir de hoje a senhora pode orar pela cura dos enfermos".

Como recém convertida eu não entendia como funcionava a oração pelos enfermos, contudo, minha vizinha passou a levar pessoas lá em casa para que eu orasse por elas, de fato, muitas foram curadas.

Meu esposo estava incomodado e preocupado de que aquilo se tornasse romaria ou idolatria e pediu para eu conversar com a vizinha. Conversei e ela entendeu, passou então a ligar para o programa de rádio que eu fazia com uma lista de pessoas para oração.

Depois mudei para Teresina e passei a ter uma vida de estudo bíblico e oração bem reservada. Frequentando a igreja, mas sem pretensão de ser vista, foi aí que o blog teve início.

Voltando ao assunto do vento em minha vida de oração, ele está presente até hoje. Quando ele se apresenta é Deus me respondendo ou dizendo que está me vendo e ouvindo. É também verdade que o vento nem sempre está presente enquanto oro, nestes dias, sei que Deus me escuta da mesma forma, sou grata por Sua bondade.

Que amor é este?

 

  


Wilma Rejane 

Pedro, tu me amas? Pedro, tu me amas? Pedro, tu me amas?


Qual seria a intenção de Jesus ao perguntar recorrentemente sobre o sentimento de Pedro? O apóstolo, que negou Jesus a caminho da crucificação? O filho de Jonas, meio desconcertado responde dizendo amar Jesus com amor fhileo (strong 5368): um sentimento carinhoso, afetuoso, limitado.

Pedro desconhecia o amor Ágape? Perfeito, incondicional e  longânimoO Ágape é um tipo de amor característico do Reino de Deus,  se estende sobre nós dia após dia como proteção e cuidado, como graça constante que nunca falha a perguntar-nos: Tu me amas? Tu me amas? Tu me amas? É a mesma voz, insistente que toma conta de nossa consciência em um exame profundo sobre nosso relacionamento com Deus. 

É o amor Ágape que nos remete ao calvário, quando Jesus humilhado e injustiçado não desistiu de seguir em direção á crucificação porque insistentemente,  em Seu coração fluía os rostos dos “Pedros” que precisavam mergulhar no Ágape em um encontro com a eternidade amorosa de Jesus.
 
É as margens de um lago em Jerusalém que Jesus mantêm com Pedro um diálogo transformador, quando Ele reaparece pela terceira vez, após ressuscitar, e encontra Pedro com alguns companheiros em uma tentativa frustrada de pesca: “Naquela noite nada apanharam” João 21: 3.

É estranho perceber que os homens que andaram com Jesus e viram barcos irem a pique por tantos peixes, lá estavam, de redes vazias. Disse-lhe, pois Jesus: Filhos tendes alguma coisa para comer? Responderam-lhe: Não , João 21 : 5.
 
As lições que haviam aprendido sobre "lançar as redes ao mar profundo, confiando nas palavras de Jesus" pareciam ter sido esquecidas, eram uma vaga lembrança, assim como a imagem que naquele momento estavam tendo de Jesus, pois sequer O reconheceram de imediato. Onde estava a fé dos discípulos? Eles pareciam enfraquecidos e desiludidos sobre as promessas de Jesus. A morte havia mexido profundamente com suas convicções.

E em uma demonstração de poder, misericórdia e insistente amor, Jesus diz: Lançai a rede, João 21 : 6, e mais uma vez à multidão de peixes inunda as redes de pescaria.  Por este milagre, todos reconhecem que o  "estranho" era Jesus. 

O Amor Restaura

Não foram tantos os dias que os discípulos ficaram distantes de Jesus após sua morte na crucificação. Porém,  já havia um abismo entre o que viram, viveram,  aprenderam e o estado espiritual em que estavam. Os discípulos, precisavam do ágape dentro deles! 
 
Jesus estava ali, naquele informal encontro para dizer-lhes que havia um tipo de amor que valia a pena ser vivido, buscado, encontrado. Ele era esse amor! Ele estava ali perdoando a Pedro e aos demais que fugiram e se esconderam por medo de serem presos e mortos por ocasião da crucificação.

Carta de Rute Às Mulheres Dessa Geração

 

 Nohemy Vanelli 

Meu nome é Rute, eu sou Moabita, uma estrangeira que encontrou abrigo sob as asas do Deus de Israel. A minha história não começou entre o povo escolhido, mas a graça do Senhor me alcançou e Ele escreveu um novo capítulo para a minha vida.

Talvez você já tenha se sentido como eu, deslocada, sem um futuro claro, precisando tomar decisões difíceis. Depois que meu marido morreu, eu poderia ter voltado para minha terra e para os deuses do meu povo, mas escolhi algo maior, escolhi confiar no Deus verdadeiro. Olhei para minha sogra Noemi e disse com firmeza: “O teu povo será o meu povo e o teu Deus será o meu Deus”.

Deixei tudo para trás para seguir um caminho incerto, mas Deus nunca me desamparou. Ele me guiou aos campos de Boaz, onde fui vista, acolhida e protegida. Ele me honrou e me permitiu fazer parte da própria linhagem do Messias, de Jesus. O que aprendi e quero compartilhar com você é que Deus nos adota como filhas por meio da fé. 

Anime-se!

 
João Cruzué

"E quero irmãos que saibais que as coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do Evangelho, porque a vós foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, mas padecer por Ele, mas Deus é o que opera em nós tanto o querer como o efetuar, segundo sua boa vontade". Filipenses 1:12 e 29 e 2:13

Escrevi esta mensagem para você que está passando pelo deserto ou no vale da angústia. Tudo o que você fez até agora, não deu nada certo. Embora tenha molhado muitas vezes seu rosto com as lágrimas do abandono. Deus não responde suas orações. Eu vim aqui para dizer que o Senhor não lhe abandonou. Este vale escuro vai passar e o Sol da vitória novamente vai levantar-se sobre sua vida para brilhar ainda mais que no passado.

Seus pensamentos estão confusos e seu coração triste porque está lhe faltando quase tudo. E, quando você observa as pessoas à sua volta, principalmente seus parentes e as pessoas não crentes você repara que elas não passam por nenhuma falta. Então decepcionado(a) você procura um lugar solitário e ali derrama suas lágrimas e pergunta ao Senhor - por quê?

Se o Senhor está provando você, é porque Ele o ama. Os dias que você está passando no vale não são um tempo perdido: é um tempo de capacitação e investimento. Até Jesus passou por coisas assim. Há algo precioso que o Senhor vai confiar a você para fazer e é no vale que vai aprender a olhar e ver como Senhor vê. Mas não saia de porta em porta procurando por profetas para tentar saber a visão antes do tempo. O Espírito Santo vai falar ao seu coração no tempo apropriado.

Na primeira oportunidade que tiver, Olhe-se na frente do espelho. Olhe bem nos seus olhos, e diga para Jesus algo do fundo de seu coração.

O fim dos maus e o destino dos bons

 

 Wilma Rejane 

Você está percebendo um aumento de maldade no mundo? O quanto algumas notícias parecem surreal, retiradas de um roteiro de filme de terror, mas dizem respeito a uma terrível realidade?  O lamento do profeta Habacuque parece ter sido escrito para nossos dias, ele diz:

"Por que me fazes ver tanta maldade? Por que toleras a injustiça? Estou cercado de destruição e violência; há brigas e lutas por toda parte. Por isso, ninguém obedece à lei, e a justiça nunca vence. Os maus levam vantagem sobre os bons, e a justiça é torcida" Habacuque 1:3-4.

Habacuque nos lembra que maldade e injustiça sempre existiram. a diferença é que hoje é praticada diante de circuitos de câmeras, espalhadas por redes de internet, cogitada à luz do dia ou da noite, em assembleias ou  quartos fechados. O mundo está mais populoso e mais próximo. A maioria, contudo, nunca esteve tão distante de Deus e do outro. A maldade se tornou regra e a bondade exceção.

Outras revelações sobre A Parábola do Filho Pródigo

 

Wilma Rejane


Reunido com publicanos, fariseus, escribas, trabalhadores comuns da Judeia e mendicantes, Jesus lhes conta uma série de parábolas. Essa parecia ser uma forma simples de se fazer compreender: despertava a curiosidade e atenção dos ouvintes que aguardavam o desfecho, ao tempo em que eram profundamente tocados pela autoridade das Palavras de Jesus. A Parábola do Filho Pródigo faz parte dessa série e está descrita no Evangelho de Lucas 15: 11 a 32. Presumo que você já conheça a parábola, mas se não conhecer, pode ler Aqui 

Os dois filhos são uma referência aos que ouviam a parábola: os religiosos configuravam o filho mais velho, estavam em casa, ou seja, obedeciam aos rituais, julgavam-se filhos fieis de Abraão.

O filho mais novo é uma clara referência aos que se reconheciam na condição de pecadores, distantes do Reino de Deus e necessitados de salvação. É uma referência aos filhos salvos pela graça, pelo sangue da Nova Aliança derramado na cruz do calvário.

O filho mais novo reivindica  herança antecipada e o pai não faz qualquer objeção, acata sua decisão e divide os bens. Pela lei o primogênito teria direito a uma parte maior dos bens ( dois terços), enquanto o mais novo (um terço).

O que acontece depois da partilha de bens e do abandono ao lar pelo mais novo é uma série de infortúnios. Ele passa a sobreviver de esmolas, enfrenta fome, frio e sofre bastante até decidir  voltar para casa.

O que teria acontecido se ele  continuasse com  sua vida miserável?  Se não tivesse retornado para  casa e experimentado o amor incomparável de seu pai?  E se o orgulho tivesse tomado conta de seu coração?

Carta de Hulda Às Mulheres Dessa Geração


Nohemy Vanelli 

Mulher,

Talvez você não me conheça bem. Afinal, meu nome aparece poucas vezes, e minha história é contada em poucas linhas. Mas não se engane: às vezes, Deus usa as páginas mais discretas para guardar os maiores segredos da influência silenciosa.

Meu nome é Hulda. Eu era profetisa em Jerusalém nos tempos do rei Josias. Quando o Livro da Lei foi reencontrado no templo, o rei poderia ter enviado mensageiros a homens de renome espiritual. Mas ele escolheu me ouvir.

Por quê? Porque a verdade já falava através da minha vida. Eu não fiz barulho, nem busquei palco. Não precisei me impor, tampouco levantar a voz. Meu testemunho era forte o bastante para ser chamado ao palácio. Quando abri minha boca, não falei por mim — falei o que o Senhor me confiou. Com temor, com clareza, com coragem.

Uma lição de vida nos versos de Isaías 40

  

Wilma Rejane 

Seca-se a erva, caem as flores, soprando nelas o hálito do Senhor. Na verdade, o povo é erva. Seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece para sempre. Isaías 40: 7-8 e I Pedro 1:24,25.

A Vida é breve, como as frágeis flores que cobrem algumas planícies da Palestina. Desabrocham, exalam perfume, beleza, mas quando o vento sopra sobre elas, em questão de segundos se despedaçam e se vão para nunca mais voltar. Em contraste com essa finitude, está a Palavra de Deus, que permanece para sempre. Ela é como o ar, o vento que mantêm viva todas as espécies de seres planetários, é o hálito que sopra nas ervas.
 
Isaías ao falar das ervas, do vento e do hálito do Senhor, se referia à sua época, de um julgamento que estava por se cumprir em Israel. A Babilônia avançava em sua direção com um exército enfurecido. Contudo, ao tempo em que se anuncia a queda, proclama também a Redenção: 

" Eis que o Senhor Deus virá com poder, e o seu braço dominará por ele; eis que o seu galardão está com ele, e a sua recompensa diante dele. Como pastor ele apascentará o seu rebanho; entre os seus braços recolherá os cordeirinhos, e os levará no seu regaço; as que amamentam, ele as guiará mansamente. Isaías 40:10-11.

O vento que arranca as ervas, é o mesmo que renova a face da terra. 

Um devocional sobre a fragilidade humana

 

Wilma Rejane 

“Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e cujo coração se afasta do Senhor.” Jeremias 17:15

Este versículo sempre nos lembra algo simples e antigo: o ser humano é limitado. Não importa quanta força, inteligência, fama ou riqueza alguém tenha, continua sendo pó, sujeito às mesmas fragilidades que todos enfrentam. Quando o coração se apoia mais na habilidade humana do que na graça de Deus, o fim é sempre o mesmo: queda.

A história prova isso sem esforço.

Reinos que pareciam inabaláveis desapareceram como poeira levada pelo vento. Nabucodonosor, que dominou nações e ergueu um império de dar medo, provou o quanto a glória humana é breve. Bastou um sopro divino e ele perdeu a própria sanidade até reconhecer que o Altíssimo domina sobre tudo.

Em tempos mais recentes, vimos líderes como Saddam Hussein e Nicolas Maduro que se achavam intocáveis , caírem em humilhação. Tantos outros, em diferentes épocas, experimentaram o auge do poder e depois foram reduzidos ao nada. O padrão não muda, a fragilidade humana não sustenta, a glória humana não permanece.

Último Capítulo do Livro de Jó

 

Jó e seus amigos

Por João Cruzué

O último capitulo do livro de Jó nos apresenta o final de uma das mais intrigantes histórias da Bíblia. Ele perdeu tudo: bens, filhos, saúde, amigos e até a tranquilidade de sua alma. Em meio à dor, buscou respostas e não as encontrou. Debates e acusações se arrastaram por dias, mas a angústia permanecia. No último capítulo, porém, vemos algo extraordinário: Jó não recebe uma explicação de Deus, mas algo muito maior: a presença de Deus. Sua maior bênção não foi receber o dobro de tudo quanto possuiu no passado, nem a devolução da família com dez filhos de volta. Jó alcançou uma compreensão bem mais profunda da grandeza do Senhor.

Depois de reclamar da vida e dos amigos Jó finalmente fala com Deus e Deus não responde um "a", ao contrário: lhe faz uma série de questionamentos. Jó reconhece a verdade: que o Senhor é soberano e Seus planos não podem ser frustrados. Ele percebe que havia falado do que não compreendia. Antes, conhecia a Deus apenas de ouvir falar, mas agora O conhecia de perto. Esse foi o momento da mudança de visão. A dor não foi capaz de destruir sua fé, ela se tornou muito mais madura. Jó entende que a vida não se trata de dominar todas as respostas, mas de confiar em Quem tudo governa. E é justamente quando aceitamos que não sabemos tudo é que passamos a enxergar Deus de mais perto.

Esta descoberta leva Jó à humildade. Ele deixa de buscar justificativas e para de se defender. Diante da grandeza de Deus, a melhor resposta é se render. Essa atitude nos ensina muito, porque todos nós, em algum momento, passamos por situações que não compreendemos. E, então perguntamos: “Por que eu, Senhor? Por que agora?” Mas muitas vezes, em vez de respostas, o que recebemos é a presença de Deus que nos sustenta. E essa presença vale mais do que qualquer explicação. Jó saiu do campo teórico para descobrir isso na prática: quando o coração se cala diante de Deus, nasce uma paz que a dor não consegue apagar.

Neste mesmo capítulo, Deus se volta contra os amigos de Jó. Eles falaram muito sobre Deus, porém os discursos e as réplica deles estavam assentados em um saber formalista e distorcido do verdadeiro Deus. Por isso, o Senhor os repreende e manda procurarem por Jó para  que interceda por eles. Esse detalhe é muito importante: o homem que havia sido acusado por eles é quem deve orar por eles. É uma cena de reconciliação, de perdão e de restauração. Jó, que tinha todo motivo para guardar mágoa, escolhe orar e abençoar. Isso nos mostra que a cura do coração muitas vezes passa pelo perdão, mesmo quando parece impossível. A visão de seus amigos estava errada. Pareciam como Saulo de Tarso a caminho de Damasco. Depois da repreensão e da humilhação, certamente seriam bons consoladores.

A revolta no Irã profetizada no Salmo 83

Wilma Rejane 

O Salmo 83 é um clamor para que Deus intervenha quando povos se levantam contra Israel. O salmista enumera nações que cercavam o povo de Deus e desejavam apagá-lo da memória. Não é um texto brando; é um pedido por juízo, lembrando como o Senhor derrubou inimigos no passado. A partir do verso 11, o salmista cita figuras históricas derrotadas nos dias dos juízes: Orebe, Zeebe, Zeba e Zalmuna. Esses nomes não são metáforas: eram líderes reais, derrotados de forma decisiva. O salmista os usa como referência para dizer: “Que Deus faça hoje como fez naquele tempo.”

Faze aos seus nobres como a Orebe, e como a Zeebe e a todos os seus príncipes, como a Zebá e como a Zalmuna,Que disseram: Tomemos para nós as casas de Deus em possessão. Deus meu, faze-os como um tufão, como a palha diante do vento. Salmo 83: 11 à 13

Orebe e Zeebe eram príncipes midianitas. Aparecem em Juízes 7. Eles lideravam ataques devastadores contra Israel, saqueando colheitas e oprimindo o povo. Naqueles dias, Deus levantou Gideão para libertar Israel. A derrota deles foi clara: Orebe foi morto na Rocha de Orebe. Zeebe foi morto no Lagar de Zeebe. Ambos morreram em lugares que acabaram levando seus nomes, um testemunho público de queda e vergonha.

Carta de Maria Às Mulheres Desta Geração


Nohemy Vanelli 

Fui escolhida para carregar em meu ventre uma promessa eterna. Não porque eu tivesse títulos ou  riquezas, mas porque meu coração dizia “sim” quando Deus chamava. Quando o anjo me visitou, minha alma estremeceu... Como pode o céu visitar uma casa tão simples? Mas entendi ali que a grandeza de Deus não procura palácios — Ele procura corações férteis.

Foi assim que me tornei jardim. No íntimo do meu ser, a semente da promessa floresceu. Aquela mesma palavra que um dia foi soprada no Éden, agora tomava forma dentro de mim.

Não foi fácil. Houve medo, dúvidas, olhares desconfiados. Mas Deus não me deixou sozinha. Ele preparou José — um homem justo e sensível à voz do céu. 

Mesmo sem entender tudo, ele me acolheu, me protegeu, foi abrigo no caminho. E em cada passo, o Pai cuidava de nós com detalhes que só o amor eterno sabe providenciar.

Feliz travessia para 2026, feliz caminhada no novo ano!


Wilma Rejane 

A travessia para Siquém, foi o primeiro passo de Abraão com destino a terra prometida .  Ainda faltava muito chão para chegar ao destino final, mas ele se moveu, arriscou deixar para trás o lugar que nada mais poderia lhe oferecer e seguiu ao desconhecido, porém acompanhado dAquele que conhece todas as coisas. E  Deus com ele permitindo que seus pés caminhassem sem tropeçar, que seus camelos e servos gozassem de boa saúde e disposição para segui-Lo. Abraão deixou o conforto, para viver os conflitos e crescer na fé.

Atravessou Abraão a terra até Siquém. Gênesis 12:6

Você já parou para pensar a maravilhosa bênção,  proteção e providência Divina que há em cada passo nosso? Em cada travessia?  Cada travessia é um favor, por menor que seja a distância. O primeiro passo é tão ou mais importante que o último. Se Abraão não tivesse "atravessado a terra até Siquém", não teria percorrido os mais de 2.400 km realizando todas as promessas de Deus para Ele.

A grande virtude da vida de Abraão é: Ele caminhou com Deus. Eis a grande diferença. Quando estamos com Deus, cada passo é revestido de milagre. Sem Ele, poderíamos estar  na direção errada, aturdidos, infelizes. Podemos achar que nada de especial acontece conosco, que os dias são tão iguais,  que poderíamos fazer coisas mais grandiosas que merecessem destaque fenomenal, enquanto isso, nossos passos, pequenos, são grandes obras e favores do céu!!!