A esperança que não morre



Wilma Rejane

" Pois eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra " Jó 19:25

O livro de Jó traz um dado curioso, a palavra esperança aparece mais do que em qualquer outro livro da Bíblia. Quais seriam as esperanças de um homem arrasado por um turbilhão de acontecimentos catastróficos como morte dos filhos, perda dos bens e da saúde, solidão e dor? Como olhar para um futuro próspero, com o presente destruído? Jó fora consolado por sua esperança, uma expectativa cultivada por ele mesmo, pois ninguém mais foi capaz de lhe proporcionar tal consolo.

Jó tinha convicção de que apesar dos dias de luto e da incompreensão do sofrimento que lhe sobreveio, Deus poderia mudar sua sorte. Assim, ele apela para o tribunal Divino, quer ouvir de Deus uma sentença de libertação da dor e mesmo quando fala na morte, mantém a esperança na misericórdia Divina. Ele retira forças da dor e declara que a morte não o vencerá, sua esperança se cumprirá.

Os ecos do mundo

Jó: “Onde está a minha esperança? Quem poderá ver alguma esperança para mim? (17:15).


Deus é bom em perdoar quem se arrepende



Wilma Rejane

Reunido com publicanos, fariseus, escribas, trabalhadores comuns da Judeia e mendicantes, Jesus lhes conta uma série de parábolas. Essa parecia ser uma forma simples de se fazer compreender: despertava a curiosidade e atenção dos ouvintes que aguardavam o desfecho ao tempo em que eram profundamente tocados pela autoridade das palavras de Jesus. A Parábola do Filho Pródigo faz parte dessa série e está descrita no Evangelho de Lucas 15: 11 a 32.

Já publiquei um estudo sobre essa parábola, mas hoje lanço um novo olhar sobre ela destacando a questão das escolhas que fazemos e suas consequências.

Eis a parábola:

Lucas 15:11-Disse também: “Um homem tinha dois filhos. 12-O mais moço disse a seu pai. Meu pai, dá-me a parte da herança que me toca. O pai então repartiu entre eles os haveres. 13-Poucos dias depois, ajuntando tudo o que lhe pertencia, partiu o filho mais moço para um país muito distante, e lá dissipou a sua fortuna, vivendo dissolutamente. 14-Depois de ter esbanjado tudo, sobreveio àquela região uma grande fome e ele começou a passar penúria. 15-Foi pôr-se ao serviço de um dos habitantes daquela região, que o mandou para os seus campos guardar os porcos. 16-Desejava ele fartar-se das vagens que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava.   Continuar lendo...

Os dois filhos são uma referência aos que ouviam a parábola: os religiosos configuravam o filho mais velho, estavam em casa, ou seja, obedeciam aos rituais do judaísmo, julgavam-se filhos fieis de Abraão.

O filho mais novo eram os indoutos, ignorantes que tinham direito a herança no Reino de Deus, porém desperdiçavam essa dádiva por desconhecerem o amor do Pai.

O mais novo reivindica a herança e o pai não faz qualquer objeção, acata sua decisão e divide os bens. Pela lei o primogênito tem direito a uma parte maior dos bens ( dois terços), enquanto o mais novo (um terço).

Orgulho x humildade

O que acontece depois da partilha de bens e do abandono ao lar pelo mais novo é uma série de infortúnios. Ele passa a sobreviver de esmolas, enfrenta fome, frio e sofre bastante até decidir  voltar para casa.

O que teria acontecido se ele  continuasse com  sua vida miserável?  Se não tivesse retornado para  casa e experimentado o amor incomparável de seu pai?  E se o orgulho tivesse tomado conta de seu coração?

Retrospectiva da perseguição Iraniana ao Pastor Youcef Nadarkhani

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Pastor Youcef e Tina Nadarkhani

Qual é situação atual do Pastor Youcef, da sua família e de outros irmãos de seu círculo de amigos? Neste post, fiz uma tradução da RETROSPECTIVA  de perseguições e abusos de autoridades iranianas sobre este pastor, família e amigos. A fonte da consulta é  o site da Chuch in Chains (Igreja em Cadeias)

"TIMELINE"

Tradução de João Cruzué



LINHA DO TEMPO

Em dezembro 2006, Pastor Youcef foi preso sob acusação de apostasia e evangelismo, mas foi liberado duas semanas mais tarde.

Em setembro de 2009, Youcef foi detido depois ir à escola de seus filhos protestar contra uma decisão do governo de ensinar o Islã a todas as crianças, inclusive para os filhos de famílias cristãs, uma política que ele  entende como inconstitucional. Ele foi acusado de protestar e preso em Lakan, cinco quilômetros ao sul de Rasht. As acusações foram depois alteradas para apostasia e evangelismo, tendo as autoridades o pressionado para renunciar a sua fé.

Um Tribunal de Rasht declarou Youcef culpado da apostasia e o condenou à morte por enforcamento. Ele argumentou que embora tenha nascido em uma família muçulmana, nunca realmente acreditou ou praticou o Islã e por isso não deveria ser considerado como apóstata.  Seu advogado protocolou com um pedido de apelação.

Em Junho de 2011, a Suprema Corte sustentou a condenação de Youcef e a sentença de morte, mas enviou o seu caso de volta ao Tribunal local em Rasht para esclarecer se ele tinha verdadeiramente sido um muçulmano praticante até os 15, antes de se tornar um cristão aos 19 anos. 

Nota: Neste momento houve forte pressão mundial sobre as autoridades políticas do Irã. Inclusive, este blogueiro enviou uma carta Ministro de Relações Exteriores do Irã (que veio ao Brasil) e cedeu cópia do modelo para que outros também se manifestassem.



Em setembro/2011, o Tribunal local em Rasht verificou que ele não tinha sido um muçulmano praticante, mas que o havia declarado culpado de apostasia devido a sua linhagem muçulmana. Os juízes repetidamente exigiram que Youcef se retratasse de sua fé cristã, mas ele se recusou.

Aquietai-vos e sabei que Eu Sou Deus




Veneetha Rendall
Tradução:Wilma Rejane

As vezes nossa fé é abalada quando nossos sonhos são despedaçados, perguntamos onde está Deus no meio do sofrimento. Não vemos sua presença, sentimos solidão e medo, a fé parece vacilar, questionamos em que temos crido a tanto tempo, o que é real, especialmente quando nossa experiência não bate com as expectativas.

Essa oscilação incomoda profundamente; provamos a bondade de Deus, desfrutamos de uma comunhão próxima com Ele, descansamos no Seu terno cuidado, conhecemos tanto o Seu poder como o Seu amor, mas ainda assim, no meio de uma luta profunda, não encontramos respostas, apenas perguntas. João Batista compreendeu isso quando esteve na prisão. Ele, mais que todos os homens, sabia quem Jesus era. Mesmo no ventre, ele saltou de alegria na presença do Salvador que estava por nascer. No início do ministério de Jesus, antes de qualquer um dos seus milagres, João declarou, “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29), ele batizou Jesus e viu o Espírito de Deus descendo sobre Ele, testificando que Ele de fato era o Filho de Deus.

Mas ainda assim, no auge do ministério de Jesus, João enviou da prisão uma mensagem para Ele, perguntando, “És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?" (Lucas 7:19)

Em um ponto, João estava certo:Jesus era o Messias. Jesus confirmou ainda mais sua divindade realizando milagres, mas agora João estava se perguntando o que era verdade.

Coronavírus entre a ciência e o Apocalipse




Wilma Rejane

Uma reportagem de 2015, feita por uma emissora de TV Italiana, mostrava que a China estava empenhada em produzir em laboratório um vírus chamado Coronavírus, utilizando material genético de ratos e morcegos. Ao assistir a reportagem fiquei impressionada com a precisão com o que naquele época já eram descritas as características de desenvolvimento da doença em pessoas acometidas pelo vírus. 

Diante de tal comprovação, ecoada em teorias da conspiração e muitas vezes repugnada por nós cristãos, vale se questionar: "se esse vírus, foi criado em laboratório, como pode ter sido enviado por Deus como juízo sobre o mundo?". Acredito que de fato, estamos vivendo o que Jesus descreveu em Mateus 24 como Principio das Dores : " Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares.Mas todas estas coisas são o princípio de dores". 

A resposta está no fato de que Deus tem o controle de todas as coisas e enquanto o homem usa seu livre arbítrio para produzir tais coisas, Ele permanece cumprindo Seus propósitos anunciados desde o Princípio até que Jesus Cristo venha nas nuvens para que enfim toda maldade seja dissipada, Apocalipse 1:8.





Obs: Meu filho encontrou o vídeo no Twitter de Matteo Salvini, publiquei em meu canal no You Tube, não sei até quando permitirão a publicação, também pode ser encontrado sem legendas, no idioma original Aqui


Como agir em um mundo ansioso pelo Coronavírus?

Evangelização na China em tempo de Coronavírus - Imagem Google

Daniel Torkelson
Traduzido por: 
Wilma Rejane


Os cristãos realmente sabem como agir em um assunto como esse? Nós, como povo de Deus, parecemos facilmente levados pelo mesmo pânico especulativo que governa a mente de muitos quando uma crise como o coronavírus se manifesta.

No livro bíblico de Mateus, capítulo 6, Jesus diz: “Portanto, não fique ansioso, dizendo: 'O que devemos comer?' ou 'O que devemos beber?' ou 'O que devemos vestir?' Pois os gentios buscam todas essas coisas, e seu Pai celestial sabe que precisamos de todas elas. Busquemos primeiro o reino de Deus e sua justiça, e todas essas coisas nos serão adicionadas. ”

Isso parece indicar que Cristo não quer que entremos em pânico. Durante esse período, temos oportunidades para modelar a diferença entre ser ou não cristão,  demonstrar que o Evangelho é uma mensagem melhor do que qualquer outra.

A diferença entre preocupação e precaução.

O vírus é sério, e aqueles que ficaram gravemente doentes - ou até morreram - não devem ser ignorados. Há, no entanto, distinções significativas que devemos fazer para pensar sobre isso de uma maneira bíblica.

Como cristãos que recebemos o amor de Cristo, devemos amar uns aos outros, portanto, uma preocupação saudável com a saúde e o bem-estar de nosso próximo exige ação legítima. Assim como nunca desejaríamos o coronavírus para nós mesmos, também não deveríamos desejar para o nosso vizinho.

Devemos garantir, como cidadãos fiéis, que nosso governo e comunidades médicas estejam respondendo adequadamente a pandemia. Devemos tomar medidas de precaução para mitigar a contração ou a disseminação. Lave bem as mãos. (Cante a "Doxologia" em ritmo moderado enquanto lava as mãos. Funciona.)

Uma breve reflexão sobre o Coronavírus


Wilma Rejane


A pandemia do Coronavírus está modificando toda estrutura social e também emocional da população. Sem dúvidas, é um momento difícil para todos nós, independente de credo ou nacionalidade, todos estamos atravessando o que se descreve no Salmo 23 como "vale da sombra da morte". Olhar para a atual situação da Itália com um número elevado de mortes e ver outros países ( incluindo o Brasil) sob as mesmas ameaças é muito triste. É um momento que deve servir para refletirmos não apenas sobre a morte, mas também sobre a vida.

É um momento de percebermos quão grande é a misericórdia de Deus que diariamente nos proporciona mercados lotados de alimentos, fronteiras territoriais livres, portos marítimos funcionando, apertos de mãos, abraços demorados, idas e vindas diárias aos mais diversos lugares, entre outras coisas. A falta de tudo lembra o valor das presenças. Alguns dirão que a economia se move pelo capital e isso tem a ver com trabalho e mérito e não com fé, porém, em tempo de coronavírus vale recordar que é Deus quem dá a força para o trabalho, a capacidade de produzir e de desfrutar da produção; a doença e a morte são acontecimentos que rompem com essas bênçãos.

Sabemos que o cristão não deve temer à morte, nem deve apressá-la, Eclesiastes 7:17 diz: "Não sejas demasiadamente ímpio, nem sejas louco; por que morrerias fora de teu tempo?". É prudente que sigamos todas as instruções das autoridades constituídas na prevenção e combate da pandemia Coronavírus. É prudente que além de seguirmos as instruções confiemos na bondade e fidelidade de Deus para nos cercar de cuidados.

Sei que a exemplo de minha família, muitas outras estão reunidas sem sair de casa ou se revesando para saídas necessárias à supermercados e/ou farmácias. Algumas pessoas estão confinadas e solitárias, distante da família, em outro Estado ou País ou mesmo em sua terra natal. Em qualquer situação, acredito que vale à pena reservar um instante do dia para se aproximar de Deus, ainda que as pessoas de sua família sigam religiões diferentes ou nenhuma religião. É um momento de se unir para trazer à memória a fé e a esperança em Deus e em Cristo Jesus. Testemunho de que isto pode ser feito sem ferir a crença do outro, se o amor e a gratidão estiverem presentes ninguém se sentirá constrangido.

Tudo isso vai passar, é algo que já aconteceu no passado, não da mesma forma, nem com os mesmos atores sociais, nem com as mesmas causas e efeitos, desde o Êxodo, as terríveis pragas estavam lá para dizimar a maldade e a dureza de coração, para dizer ao mundo que a vida é mantida por um Deus santo e bondoso que abomina o pecado. A mensagem para nossos dias não é diferente. Não há qualquer homem ou divindade que possa fazer cessar essa pandemia, a não ser a ordem Divina que mantém a terra e todos os limites em seus devidos lugares diariamente.

Deus nos abençoe.


Sua causa não está perdida



João Cruzué

Esta mensagem é para você. Sei que vai digitar alguma coisa na Internet procurando por algo, por uma palavra de Deus, para que fale ao seu coração. Agora são meia-noite de 14 minutos. Eu preciso dormir, mas sinto-me compelido a escrever este pequeno texto, sob o que imagino ser o propósito de Deus.

"A palavra do Senhor veio a Jonas, filho de Amitai com esta ordem:Vá depressa à grande cidade de Nínive e pregue contra ela, porque a sua maldade subiu até a minha presença. Mas Jonas fugiu da presença do Senhor, dirigindo-se para Társis..." Jonas 1:1-3

Jonas tomou o navio e fugiu para Társis, em clara desobediência ao mandado de Deus. E a razão de Jonas ter desobedecido é que ele desejava do fundo de seu coração, que os ninivitas fossem destruídos, julgava-os ser um povo mau e carniceiro, com um exército destruidor.

E Jonas tinha razão.

Depois de ter passado pelo ventre do grande peixe, voltou à praia para ouvir de novo a mesma ordem do Senhor: "Levanta e vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela com aquela pregação que eu te disse".

E mesmo a contragosto o profeta cruzou a cidade caminhando por três dias. Caminhava e clamava a todos pulmões que em poucos dias Nínive seria subvertida. Ele queria que a cidade fosse destruída. Tinha interesse nisso, por causa do "dente-por-dente-e-olho-por-olho".